Não somos mais um aplicativo de compartilhar fotos.

— Adam Mosseri, líder do Instagram

A declaração de Mosseri foi dada no contexto das apostas do Instagram na disputa com TikTok e YouTube. Ele prometeu (ameaçou?) que a plataforma fará muitos experimentos nos próximos meses com vídeos em tela cheia e recomendações algorítmicas.

Se o chefão do Instagram falou, está falado. Via CNBC (em inglês).

E é um computador chamado Nuvem, o nome do computador da Oracle se chama Nuvem, e é lá que é feita a soma [dos votos].

— Bia Kicis (PSL-DF), deputada federal

Em entrevista à Jovem Pan, a deputada bolsonarista Bia Kicis tentou explicar (sem sucesso) como foi feita a apuração de votos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nas eleições de 2020. Via @kbralx/Twitter.

Nuvem, como se sabe, não é um computador específico, mas um tipo de computação distribuída e escalável. Nas últimas eleições, pela primeira vez o TSE centralizou a contagem dos votos em um supercomputador comprado da Oracle por R$ 26 milhões. Antes, essa parte do processo era feita pelos TREs.

“O preço se explica, segundo fontes de área, pelo fato de que o servidor é hospedado dentro do datacenter do TSE e não em ‘nuvem’, como seria habitual nesses casos, devido à preocupação com a segurança de manter os dados dos eleitores dentro do território brasileiro”, explicou O Globo na época.

A importância da rede de agências diminuiu muito.

— Roberto Setubal, copresidente do Itaú Unibanco

A frase acima foi falada em um evento do Itaú para investidores nesta quarta (2), quando Setubal comentava a competição com as fintechs.

Apesar do tom, o banco ainda enxerga as agências físicas como um diferencial — “A capacidade de combinar atendimento remoto com atendimento físico, o omnichannel, é uma vantagem comparativa enorme”, disse depois o outro copresidente, Pedro Moreira Salles. E que a maior dificuldade na guerra contra as fintechs são as regras distintas definidas pelo Banco Central. Via Exame, Neofeed.

Na data desta publicação, eu tinha ações do Itaú Unibanco (ITUB3).

Nós meio que destruímos a cadeia de suprimentos [de HDs e SSDs] a curto prazo.

— Gene Hoffman, presidente da Chia Network.

A confissão acima é do presidente da Chia Network, uma criptomoeda criada por Bram Cohen (que criou o BitTorrent) que promete ser mais “verde” que o bitcoin por trocar o sistema “proof-of-work” (PoW), que depende de cálculos computacionais complexos (e sem outra utilidade) para validar transações, por um de “proof-of-space”, que usa o espaço ocioso em disco de computadores para o mesmo fim — quanto mais espaço disponível, maiores as chances de ser recompensado com moedas.

A Chia causou uma corrida por HDs e SSDs. Estima-se que 12 milhões de terabytes estejam sendo usados apenas para isso, o que tem esgotado estoques e elevado os preços, um fenômeno similar ao que as criptomoedas de PoW têm causado no mercado de placas de vídeo. Via New Scientist (em inglês).

Isso significa que o uso do formato AMP não é mais obrigatório e que qualquer página, independentemente da pontuação nas Principais métricas da Web ou do status da experiência na página, estará qualificada para aparecer no carrossel de notícias principais.

Google.

A atualização do algoritmo do buscador do Google, prevista para junho, acaba com o privilégio do AMP de aparecer em certos locais das páginas de resultados. Agora, os critérios para a veiculação passam a ser os “web vitals” (em inglês).

Para entender o que é o AMP e por que ele é nocivo à web aberta, leia isto.

O desafio tecnológico mais difícil da nossa era talvez seja colocar um super computador na armação de óculos normais. Mas ele é essencial para unir os mundos físico e digital.

— Mark Zuckerberg, CEO do Facebook, em seu perfil no Facebook.

Quando li essa frase, achei que fosse uma paródia ou zoação. As prioridades e preocupações dos executivos da big tech sempre surpreendendo.

Se você tem 21 anos e me pergunta, devo me vacinar? Eu diria que não.

— Joe Rogan, em seu podcast exclusivo do Spotify

Não é a primeira controvérsia em que Rogan, possivelmente o podcaster mais popular do planeta, se mete. Ainda assim, ano passado o Spotify fechou um acordo de exclusividade de supostos nove dígitos com ele — o valor do acordo não foi divulgado oficialmente.

Para o Spotify, essa fala em seu último programa não é problemática, embora a plataforma já tenha comunicado, anteriormente, que proíbe programas que “promovam conteúdo falso, enganoso ou que desinforme sobre COVID-19 que possa causar danos físicos e/ou represente uma ameaça direta à saúde pública”. Via Media Matters for America (em inglês), The Verge (em inglês).

Nunca pensei q posse parar para analisar os beneficios possiveis do Exercito tomar o poder novamente no Brasil… Hoje estou pensando nisso. Fechar a Globo, botar o STF pra fora, arrancar politicos bandidos do congresso, escola com regras para o povo, PT exilado!

— Aristóteles “Toti” de Azevedo, sócio-fundador da Vorax, dona de times de e-sports, no Twitter

A repercussão do comentário de Toti foi imediata e ampla. No mesmo dia (terça, 31, aniversário do golpe militar de 1964), a Vorax afastou o sócio do cargo de diretor, tirando-lhe “qualquer poder de decisão sobre a gestão da equipe” e do dia a dia da operação, e encerrou a nota de esclarecimento com a hashtag #DitaduraNuncaMais. Ele segue no grupo de investidores, porém, segundo informou outra sócia, Marina Leite. Via Globo Esporte.

Você não acredita realmente no lance de urinar em garrafas, né? Se isso fosse verdade, ninguém trabalharia para nós.

— @AmazonNews, perfil oficial da Amazon no Twitter, em resposta a um congressista do Wisconsin.

Exceto que fazer xixi em garrafas é, sim, uma prática (e bem documentada) comum entre entregadores que trabalham para a Amazon nos Estados Unidos. A Vice reuniu alguns relatos.

Tenho um anúncio a fazer. Estou de volta ao conselho diretor da Free Software Foundation. […] Alguns de vocês ficarão felizes, outros podem ficar desapontados, mas quem sabe? De qualquer forma, é assim que será e eu não pretendo sair outra vez.

— Richard M. Stallman, fundador e ex-presidente da Free Software Foundation (FSF). Via The Register (em inglês).

Em 2019, Stallman deixou voluntariamente a presidência e uma cadeira no conselho da FSF e sua posição como cientista visitante do Laboratório de Ciência da Computação e Inteligência Artificial do MIT. Ele havia feito comentários considerados insensíveis em defesa do professor Marvin Minsky, morto em 2016, que teria tido relações sexuais com uma das vítimas de Jeffrey Epstein, que suicidou-se em 2019 enquanto era acusado de tráfico e exploração sexual.

Stallman é uma figura importante na história da computação e, ao mesmo tempo, um sujeito controverso e sem tato social. O incidente com Minsky foi apenas mais um episódio, talvez o mais estridente, de vários; uns apenas antipáticos, outros problemáticos.

As contribuições dele — além da FSF, ele criou o Emacs e o GNU — são indeléveis, mas não deveriam servir de salvo-conduto, especialmente em um conselho diretor, que, vale lembrar, não é um órgão técnico; é político, de liderança. A própria FSF especifica suas atribuições e o que se espera dele: “A boa governança começa com o conselho de diretores, que supervisiona a organização e é responsável pelo seu sucesso”, diz o site. “O papel do conselho (e sua obrigação legal) é supervisionar o gerenciamento da organização e garantir que ela cumpra sua missão.” Reintegrar Stallman ao conselho passa uma mensagem péssima ao público externo e aos voluntários da fundação.