Deixe um comentário

É possível formatar o texto do comentário com HTML ou Markdown. Seu e-mail não será exposto. Antes de comentar, leia isto.

4 comentários

  1. Acho que o que me incomoda no texto é que ele faz uma crítica usando o mesmo discurso de quem quer vender essas ferramentas de IA, ou seja, fala de IA como se fosse algo autônomo. O risco que a gente corre não é a IA dominar a humanidade, é a IA ser usada por uma minoria de poderosos pra dominar ainda mais a humanidade. Quando você trata o principal risco da IA com analogias com Matrix e Exterminador do Futuro, faz parecer que o problema só acontece se as máquinas “ganharem vida”, mas nosso problema vai acontecer bem antes disso (ou já acontece e só vai piorar).

    Pra mim o principal problema hoje é uma tentativa de “personificação” das IAs. Isso é feito pra vender e impactar, fazendo com que as pessoas se relacionarem com a IA num nível de empatia, que é preocupante e enganoso. Por isso o chatGPT, por exemplo, se comporta como se fosse alguém digitando e conversando com você. O papel da regulação é importantíssimo pra frear essas coisas.

  2. Pensei que era apenas alarmista e besta, mas a analogia com redes sociais foi forte.
    Volta em 30 anos ou mais e imagina se a humanidade tivesse a capacidade de se unir em gigantes grupos de pessoas de mesmo interesse, pelo globo, para conversar e trocar ideias! … … … E olha o que a sociedade fez com isso na pratica!
    Temos uma tendencia constante de estragar tudo além da nossa imaginação. Deu pouco de ansiedade isso.

  3. Achei esse texto do Harari bem ruim, para ser bem sincero. Além do tom alarmista, traz erros conceituais básicos do que são as IAs gerativas e uma dose de sinofobia ali pelo meio.

    IAs gerativas têm muito potencial para mudar vários setores da sociedade, mas ainda são (e devem continuar sendo) um “JPEG borrado da web”, como definiu Ted Chiang. Talvez seja uma limitação imaginativa minha, mas não consigo entender como um negócio que regurgita ideias humanas, sem capacidade criativa própria, poderia acabar com a humanidade.

    1. Eu sou um pouco mais pessimista (não tanto, mas sou). “Um negócio que regurgita ideias humanas”… acho que o maior problema está aí mesmo. Uma grande quantidade de ideias difundidas na Internet são, no mínimo, de teor e qualidade duvidosos.