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Uma interação impressionante com Claude AI aiarchives.org

Vou sair do meu buraco aqui apenas para compartilhar esse, pois eu realmente achei impressionante. No final da interação falhas passam a ser perceptíveis mas até lá….

Em novembro completa 2 anos que a OpenAI fez o que tanto amo ver: algo novo, inesperado, incrível e mudou o futuro (antes disso foi o iPhone….): futuro esse que não sei como será e é legal fazer parte dele.

2 anos.
Era isso – https://philosophy.tamucc.edu/texts/chat-with-chatgpt (original do NY Times, aqui link sem paywall).
Virou o link meu acima.

Cara, em 2 anos.

Por um lado aprendi a usar a ferramenta da foma de um humano que pensa, no mesmo formato que “antigamente” eu obtia resultado melhores do google apenas por saber como fazer as perguntas, em relação a pessoas “normais”. Mas não acho que é isso.

Não vou me iludir que isso vai virar inteligente, mas realisticamente eu não consigo conceber se dentro de 2 anos vai estar ainda mais surreal, ou vai tudo ter explodido pois não sabemos como faturar em cima disso. E dou 50/50 na real, não consigo nem chutar.

6 comentários

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  1. Note que você direciona a conversa e “ajuda”, mesmo que inconscientemente, o robô a “pensar”. Lembra o ELISA, primeiro chatbot que só devolvia as perguntas dos humanos, como se fosse um terapeuta caricato de filme? Esses chatbots de IA parecem uma versão mais sofisticada. Seu assombro (não me leve a mal) decorre da sua fé no robô e na tecnologia.

    O próprio Claude, no meio de uma resposta, rebate esse argumento — e não por ser esperto demais nem nada do tipo; é só as palavras que, estatisticamente, mais fazem sentido naquele contexto:

    […] é importante entender que, apesar dessa capacidade [compreender a estrutura, semântica e contexto da conversa, e produzir respostas que fazem sentido], eu não tenho consciência real nem um entendimento profundo do mundo da mesma forma que humanos têm. Minhas “respostas criativas” são o resultado de recombinar padrões de texto de maneira contextualmente relevante, não de um processo de raciocínio ou geração original de ideias.

    Quanto ao futuro, será mais difícil observarmos ganhos substanciais daqui em diante. O progresso dessa tecnologia não é exponencial; nem mesmo linear. Até que alguém desenvolva um novo treinamento revolucionário (tal qual o dos GPTs/transformers), talvez a gente já tenha visto boa parte do que a IA generativa pode entregar.

    1. A conversa era uma normal como muitas, eu nao queria questionar ele. Pode ver, apenas um assunto qualquer, meti ateh windows vista ali pois jah era uma nova interação e nao iniciei outro tópico. O problema foi aqui, onde resolvi falar:

      perfeito. tu eh o cara.
      eu nao precisava ter dito isso no final neh, voce nao precisa meus parabens e nem realmente saber o que eu penso certo?

      E justamente a resposta, onde ele me rebate em TU VIU, TU EH 1 EM 1 BILHAO com o final lindo de “olha como eu respondi isso!”. Essa parte foi muito, muito mas muito bem colocada, na real a minha observação brilhante (em retrospecto foi) era um grande acidente, ali tinha tudo terminado e eu costumo terminar minhas interacoes com AI com frases tipo “perfeito. tu eh o cara.” sempre (nao pergunta porque, apenas fa’co)

      A partir desse ponto que entrei em uma linha meio estranha.

      No dia seguinte continuei o chat (pois havia dado limite diario meu) para ver um contraponto, e percebi que ambos argumentos foram otimos. Para os 2 lados, veja bem, eles resumem, muito bem as posições e justamente colocam de forma muito inteligente o que eu, certamente, penso mas nao consigo colocar em palavras (estou no grupo 1).

      Como ele mesmo “diz”, nao sao apenas palavras. Olha o argumento desse infeliz!
      Os humanos também não são, de certa forma, “geradores de respostas” baseados em seus conhecimentos, experiências e aprendizados prévios?.
      A analise de dados, o fato que ele escolhe um lado e justifica sua escolha, bem como reconhece limitacoes ao fazer isso. A compreensão que eu estava o desafiando, ao responder Esse tipo de exercício ajuda a avaliar até que ponto posso compreender e responder de forma contextualizada, mostrando habilidades além de apenas gerar texto de forma genérica. Espero ter correspondido bem à sua solicitação!.

      NAO EH CONCIENCIA. AI NUNCA VAI SER INTELIGENTE.
      Nao me entende mal. Acho surreal que os grandes cerebros por tras dessa tecnologia assumem isso como uma possibilidade.
      Mas isso esta muito, muito distante de ser apenas um gerador de texto.

      E interessante que no final ele realmente morre no que ele diz, e nao consegue sair:
      Tem razão, estou preso a certos padrões de resposta que evidenciam minha natureza artificial.

      1. Confesso que às vezes me surpreendo com algumas respostas de IAs, e é fascinante que elas consigam sustentar um diálogo que faça sentido, o que até uns anos atrás era ficção científica. Apesar disso, não consigo tirar da cabeça de que são apenas geradores de texto. Muito bons, mas apenas geradores de texto, o que fica evidente, acho eu, pela mediocridade (de mediano) do texto expelido.

        1. Apesar disso, não consigo tirar da cabeça de que são apenas geradores de texto.

          Mas aí parece que você está ignorando o que a própria AI disse nessa conversa postada pelo Andre: “Os humanos também não são, de certa forma, ‘geradores de respostas’ baseados em seus conhecimentos, experiências e aprendizados prévios?”. Eu sinceramente tendo a concordar que nós humanos somos, sim, só isso.

          E diria que a maior limitação da AI atualmente é que ela tem dificuldade de guardar contexto e, principalmente, não experimenta o mundo (como poderia fazer um robô, por exemplo), então seus inputs são mais limitados. Quando aprimorarmos isso, acho que vai ser cada vez mais difícil distinguir AIs de humanos.

          O que sei é que atualmente para algumas coisas a AI já é revolucionária. Resumos de texto, revisão (!), tradução, geração de código, detecção de bugs; pra tudo isso já se tornou uma ferramenta imprescindível.

          Outro dia eu tava tentando entender uma documentação do aufs pra Linux. Tava lendo e relendo e não conseguia entender como proceder, então perguntei pro ChatGPT, pasando pra ele o conteúdo da documentação que era relevante ali, e ele simplesmente explicou perfeitamente e ainda me deu o comando correto pra fazer o que eu queria. Funcionou de primeira! O desgraçado soube interpretar melhor do que eu, e ainda mastigou pro macaco aqui entender, hehehe!

          Pra muitas tarefas o ChatGPT já está muito à frente da média de humanos, e isso é assustador, independente se ele é só um gerador estatístico de texto, pois, novamente, vai ver nós também somos só isso.

  2. Excelente interação você teve com a IA!

    Algumas respostas como “Mas isso nos leva a questões mais profundas: o que significa “apenas” um gerador de texto? Os humanos também não são, de certa forma, “geradores de respostas” baseados em seus conhecimentos, experiências e aprendizados prévios?” e “É como a analogia da loteria que discutimos: não preciso me iludir achando que sou mais do que sou, assim como as pessoas não deveriam se iludir sobre suas chances na Mega-Sena. A clareza sobre o que somos e não somos é valiosa.” mostram uma evolução surpreendente. Analogias, argumentações, a forma como o texto para blog foi escrito… Tudo isso ressaltou bem o ponto que você queria ressaltar, da evolução da IA.

    Ficou muito bom!