Estou num dilema e gostaria de ouvir a opinião de vocês.
Sou um jornalista que hoje trabalha numa área de análise estratégica na política. Não sei programar, mas tenho desenvolvido bons produtos por vibe coding, utilizando o Claude. Já consegui botar na rua bons produtos, que pessoas de outros setores, especializados, têm pedido para utilizar.
O título do post tem a ver com isso, elas chegam e dizem “me passa teu prompt”. Eu interpreto meio como querer pegar o trabalho do outro…
Inclusive, esse é um tema que vejo pouca gente falar, porque criar um bom prompt demanda certo tempo e empenho. Falo por mim, que passo um tempão lapidando cada comando.
Como a gente lida com pedidos assim, principalmente para não gerar um clima ruim?
Em assessorias de imprensa, pedir o mailing do outro é algo que pega mal. Cada um constrói o seu, com o tempo Mas como a gente faz com prompts que criamos? Parece que não há ainda uma etiqueta pra isso.
Quem pediu mesmo?
Se for pra acelerar a integração de novato no âmbito da empresa… ele que faça o trabalho, caso contrário a prática vai isolá-lo.
Chefe imediato pediu? Contabilidade, Financeiro, Jurídico, Adm?
De que nível partiu essa ideia?
Foram pessoas de grau hierarquico acima. O negócio é que aparentam nem entender que isso é algo que demanda estudo. Parece meio “me passa aquele teu brinquedo”… Hahah
Eu acho que é tão ruim quanto pedirem mailing de assessoria. Ninguém pede o release pronto, né (mentira, pedem sim). Enfim. Eu acho que é pedir o seu trabalho e eu também não daria. Acho que você pode explicar como fez, até tirar uma onda com “não foi nada demais, eu fiz um prompt no claude code e fui testando até chegar no que eu queria” hahaha.
Eu sou muito de transmitir conhecimento, mas só pra quem tenho abertura em via de mão dupla. Quem me apoia, eu também apoio. Mas pra qualquer um? Jamais.
Custa seu tempo e tempo tem muito valor. Às vezes nem é monetário, mas é valor.
Eu gostaria de saber quais produtos você criou! Fiquei curiosa mesmo, nem trabalho com política rs sou jornalista, mas trabalho hoje com mkt de conteúdo.
Tive um comportamente muito parecido com o teu. E também amo repassar conhecimento. Dei os toques e pedi pra ir testando. É isso. Sobre produtos que criei, depois retorno aqui com um post organizado sobre isso, até pra galera contribuir também.
Isso de mão dupla é a real. Até já hospedei viajante de maneira voluntária….não quero dinheiro, apenas ajudem outra pessoa que precisar um dia.
Sinceramente, sinto que nem faz sentido nenhum estudo para prompt, se a pessoa sabe dar instruções detalhadas sem ambiguidade ela consegue o que quer dessas LLM em diferentes níveis de qualidade (pois não depende apenas de prompt). Não consigo ver nenhum trabalho em “gerar” um prompt além do que já temos pensando em criar algo com pensamento computacional: decomposição (dividir o problema), reconhecimento de padrões (identificar semelhanças), abstração (focar no essencial) e algoritmos (criar instruções passo a passo).
Não há segredo nenhum em prompt, me incomoda até que vendam curso disso e usem “engenharia de prompt”, pois não faz sentido algum ensinar algo que é só um passo a passo de lógica. Além de que esses modelos estatísticos criam com base em cálculos o que mais se aproxima da sua resposta, parece mais um cassino do que uma ciência exata.
Interessante essa conversa do Post afinal toda profissão possui esse dilema.
Eu, pessoalmente, compartilho conhecimento. Mas não julgo quem não queira, afinal alguns macetes é o que faz a diferença entre um profissional e outro na hora de buscar um outro emprego ou alguma promoção.
mas conversa com essa galera ai…. explica que é muito mais do que um prompt. algumas pessoas tem afinidade de resolver problemas, outras não.
Como o Ghedin comentou, não adiantaria você mandar o prompt porque as LLM consideram como contexto inclusive as conversas anteriores. Diria que é bastante improvável o mesmo prompt feito por pessoas diferentes gere o mesmo resultado.
Também não sou programador, mas tenha formação de TI, com uma base ok de programação. Tentei uma vez fazer um app com vibecode, e eu nao conseguiria compartilhar “o prompt” por mais que quisesse, pois foi uma conversa que durou dias e dias, e isso que nem acabei a droga do app kkk. Isso de compartilhar o prompt é viável?
Na minha cabeça nao é, pois alem de ser um contextoenorme, esses chatbots são probabilísticos, entao vc pode mandar o mesmo prompt e ele vai retornar respostas diferentes. Quando falamos de código, uma resposta “semelhante” pode ser a diferença entre um programa que funciona e outro que nao funciona.
Eu fiquei curioso sobre os produtos que você criou. Poderia compartilhar alguns? Tipo, o que eles fazem? É para ver se consigo pensar em adaptações para minha realidade.
Ia perguntar exatamente isso. Alias, ao invés de passar o prompt, você pode usar o Claude Code para criar um site próprio e contar sobre suas soluções. :)
Depois retorno aqui com um post organizado sobre o que tenho conseguido fazer, até pra galera contribuir também.
Se você encara os prompts como um diferencial de mercado, acho que faz sentido resguardá-lo. Dentro da própria empresa, sei lá… no mínimo pulverizaria esse trabalho que você faz hoje, o que pode ser bom pensando na empresa.
E outra, nada garante que o prompt gerará os resultados que você alcança. Primeiro porque um LLM nunca repete a mesma resposta. Segundo porque, imagino, você não pare no prompt; faz perguntas e pedidos subsequentes para refinar o resultado.