11 comentários

  1. Seria ótimo. Eu uso meu “Loop Earplugue genérico” pra fazer compras, porque os mercados todos ficam com músicas e avisos de ofertas infernais. Tem uma especificamente que parece uma balada, tem caixa de som até do lado de fora, na rua.

    Também não entendo essa obsessão em TVs ligadas em qualquer lugar, mesmo que ninguém esteja vendo. Nesse momento em que todo mundo tem celular, pra que deixar uma TV ligada no bar, restaurante, até sala de espera de hospital? Um tempo atrás estava num hospital onde tinham deixado a TV tão alta que fui lá e tirei o som quando não tinha ninguém na sala. Um tempo depois veio um cara e botou o som no talo novamente…

  2. Apoiado! O David Foster Wallace, já em 2003, refletia sobre essa barulheira nos shoppings e afins: https://youtu.be/YbaUm8bVz64?t=30

    No Brasil, acho ainda mais bizarro. É tudo muito ostensivo no comércio: gente gritando, batendo palmas, buzinando, música alta naquelas caixas de som (não raro, com um vendedor falando ao microfone) e por aí vai.

  3. Oi Rodrigo! Muito legal essa iniciativa e, como o pessoal mencionou, é praticamente impossível o silêncio total, até porque nossos pensamentos estão em barulho! Mas, o importante é ter ações assim, como em shoppings, por exemplo.

  4. Eu tava lendo a matéria e pensando que no Brasil a gente tem as lojas 24 horas que não duvido que as madrugadas são bem mais silenciosas em todos os sentidos, o que funciona como “hora silenciosa”. No passado eu ia muto em mercado 24 de madrugada por causa disso.

    Para ter um “silencio maior”, acho que aí teria que se criar um pacto social para alcançar isso. Algo bem difícil, dado como pessoas agem de formas diferentes, mas depende muito da comunidade também.

    Uma cidade pequena – não duvidemos – é bem mais silenciosa em todos os sentidos do que uma gigantesca metrópole. Até porque em uma pequena cidade todos podem estar em comum acordo de evitar barulho alto.

  5. Nem no mato existe silencio. pra ter silencio total, só em algum espaço preparado pra isso.

    1. Mas no mato ao menos são barulhos naturais, não contínuos e não tão estridentes quanto uma rádio de supermercado com música alta e DJ anunciando ofertas o tempo todo.

      1. Pior ne… mas ficar no mato em época de cigarras com umas 100 cantando ao mesmo tempo deixa qualquer um zonzo.

        1. Por essa situação nunca passei, mas também deve ser um tanto barulhento. Mas, piadas à parte, uma coisa são barulhos naturais, e até os barulhos comuns da vida urbana. Trânsito, obras, comércio, tudo isso sempre rolou. O ponto é que nos últimos tempos isso vem ficando cada vez mais exacerbado, com barulhos de motos, escapamentos, carros mais potentes e barulhentos, obras sem fim, música em qualquer lugar a qualquer hora etc. Daí é que acho que vem o apelo dos tampões de ouvido abordados por aqui em outros momentos e a provocação do Ghuedin por todas as horas silenciosas.

        2. Lembrei de uma ocorrência: de madrugada, entrou uma cigarra pela janela do meu quarto (eu estava dormindo; trabalhar na manhã seguinte…), acordei, levantei, vi de que se tratava e voltei a dormir (não, não tenho medo). Até ele começar a cantar em um ambiente de 9m². Não ia perseguir o bicho àquela hora, e realmente precisava dormir. Saí, fechei a porta e fui dormir no sofá.

    2. Pô, mas comparar mato com o Atakarejo em dia de pagamento já é demais kkkk