O escritório em casa do marceneiro Diego Schild Smiths

Vista frontal da mesa de trabalho em casa do Diego, com computador e acessórios espalhados.

Durante a pandemia de COVID-19, a seção de mochilas será convertida em escritórios domésticos. Faz mais sentido, certo? Vale para os recém-chegados ao home office e para quem já está nessa há tempos. Mande o seu seguindo estas instruções. Todo o texto abaixo é de autoria do Diego.


Olá! Meu nome é Diego Schild Smiths, tenho 34 anos e um amigo cachorro que mora comigo. Ele tem 10 anos, com corpinho de 7 e é ranzinza como um velho de 13. Moro em Pelotas (RS). Tenho, por natureza, interesse em várias áreas, e elas são bastante amplas: marcenaria, computação (principalmente software livre), meio ambiente, filosofia, literatura, ciclismo e música. Não necessariamente nessa ordem.

Em 2007, graduei em análise e desenvolvimento de sistemas e trabalhei com TI em uma universidade federal durante seis anos, mas hoje em dia faço essas coisas somente por hobbie. Nessa época, também exercia atividade de “descaminho de perfumes”. Trazia-os do Uruguai, até um dia ser pego pela Receita Federal e perder mais de R$ 5 mil. Iupiiiii!

Em 2015, depois que saí do ramo de TI e do descaminho de perfumes, tirei seis meses sabáticos, viajei para Paraty (RJ), entrei para o mundo do ciclismo e da alimentação saudável e tento permanecer nisso até hoje. Com o preço atual das boas peças de bicicleta e com um dia frio como o de hoje, em que só chove e dá vontade de se empanturrar com bolo e café, fica difícil.

Logo após os seis meses sabáticos, consegui um emprego no setor fiscal de uma cooperativa de agricultores orgânicos e trabalhei lá durante um ano e meio. Tive que aprender contabilidade fiscal do zero. Um dos melhores momentos da minha vida.

Atualmente, junto de meu irmão, temos uma marcenaria. O nome é Oficina Andurá. Apesar da ideia inicial ser de desenvolvermos produtos autorais com foco no design (ele é arquiteto, o que ajuda muito), só conseguimos começar a pensar em algo mais sólido ano passado. Até então tínhamos muito trabalho vindo de fora, muita encomenda, não sobrava tempo para outra coisa.

Com a parada que teve por causa da pandemia (foram quase seis meses sem entrar nada de pedidos), deu tempo para pensarmos em algumas coisas e só então começarmos a rumar para o objetivo previsto lá no início. Nosso primeiro produto foi lançado ainda no ano passado. Trata-se de um suporte de madeira para dispositivos móveis. Já está no segundo lote e terminando. O segundo produto vem aí e logo em seguida um terceiro (este último, desenhado por mim).

Tenho também uma página pessoal/blog que comecei ano passado durante uma grande depressão (problemas pessoais, profissionais, início da pandemia e término de namoro, tudo ao mesmo tempo). Pretendo levá-lo mais a sério no decorrer do tempo, com postagens sobre meus interesses.

Bem, como disse, ao contrário de quase todos aqui, não trabalho na frente de um computador. Meu escritório é outro. Segue foto dele:

Marcenaria, com duas mesas, uma estante ao fundo e várias máquinas.
Foto: Arquivo pessoal.
Foto da marcenaria do ângulo contrário, com mais mesas e máquinas e janelas estreitas próximas ao teto.
Foto: Arquivo pessoal.

Não sei até que ponto devo dizer o que tem aí, acho que pouca gente aqui vai saber identificar. Mas se quiserem saber:

  • Desempenadeira Omil DES-40.
  • Desengrossadeira Invicta DGI-40.
  • Esquadrejadeira Maksiwa ESQ 1900 I Black Edition.
  • Formões genéricos.
  • Fresadora de junção Makita PJ7000.
  • Guia de afiação Veritas MKII.
  • Parafusadeira elétrica Bosch GSR 7-14 E.
  • Plaina manual Veritas #5¼ bench plane (com faca em aço PMV-11®). Minha queridinha. Veio direto do Canadá. Uma obra de arte.
  • Serra circular elétrica portátil Bosch GKS 65 GCE.
  • Tupia de coluna Makita RP2301FC. Meu monstrinho lindo com seus 2100 Watts de potência e 6,1 kg de peso.
  • Tupia laminadora Makita RT0700C.
  • CNC Laser OpenBuilds ACRO System. Construída por mim ano passado (enquanto enfrentava a maldita depressão). Difere do projeto padrão apenas por utilizar todas as partes em alumínio, ao contrário da original que tinha as placas de pórtico em acrílico (as placas em alumínio foram perfeitamente usinadas por um cara do DF, posso passar o contato, ele é muito bom). Deu um certo trabalho, mas valeu cada segundo gasto.

Ainda faltam algumas máquinas importantes. Muita gente não imagina o custo que é montar uma marcenaria.

Para não parecer um peixe fora d’água, vou por uma foto da minha mesa de trabalho aqui de casa. É a mesma que uso para tomar café, almoçar, jantar etc. O bom de morar com meu amigo cachorro é que ele não usa a minha mesa (ele tem a dele), então consigo muito bem dividir entre o trabalho e as refeições.

Mesa de madeira, com teclado, mouse e um monitor/notebook desmontado e remontado em um suporte de madeira. Ao redor, acessórios como fones de ouvido e um e-reader.
Foto: Arquivo pessoal.
  • Mesa. Feita por mim com sobras de pinus e compensado de virola que haviam na marcenaria. Acabamento com verniz PU.
  • Cadeira. Era do meu pai, da sala de jantar.
  • Computador Toshiba Satellite U405-S2830. Era um notebook até quebrar o teclado, o touchpad, o conector de energia e a dobradiça do monitor. Então desmontei e fiz isso aí. Está inacabado, um dia eu termino (ou não). No lugar do HD coloquei um SSD de 120 GB. Ah, o nome dele é Matusalém por causa da idade: 13 anos. Rodando elementaryOS 5.1.7.
  • Teclado Microsoft Wireless Keyboard 3000 v2.0. É um tecladinho bom, o pior era o emborrachado que tinha na parte inferior. Logo em seguida aquilo começou a ficar gosmento. Tive que esfregar um pano embebido em aguarrás para tirar aquela meleca. Bem melhor agora. Só queria saber de quem foi a ideia de por borrachinha ali…
  • Mouse Microsoft Wireless Mouse 5000. O teclado é bonzinho, mas o mouse é ruim. Horrível. Come pilha feito um morto de fome e a rolagem é ruim.
  • Fones de ouvido Sennheiser HD 598. Um excelente fone de ouvido de alta fidelidade para uso doméstico. Meu queridinho, também.
  • Estojo. Feito por mim. Em catuaba e acabado com óleo de tungue e cera.
  • Caneta Pentel Energel Philography 0,5. Toda em aço inox. Melhor caneta que já tive o prazer de usar.
  • Lapiseira Pentel S475G. Também em aço inox. Uma ótima lapiseira.
  • HD externo Western Digital My Passport 1 TB/ Tenho desde 2011 (acho), comprado no eBay do Reino Unido (?!?!). Até hoje não cheguei na marca dos 500 GB ocupados. E tem coisas do meu irmão junto!
  • Celular Motorola Moto X4. Na foto está meu antigo G4 Play, pois, o X4 estava na minha mão tirando as fotos.
  • Suporte do celular Maturim. O primeiro produto da minha marcenaria. Desculpem a modéstia, mas ele é lindão. Só para avisar, entregamos em todo Brasil!
  • Caixa de som Anker Soundcore Mini 2. Uma baita caixinha de som. Uso na marcenaria, na mesa de trabalho, no banho…
  • E-reader Kobo Glo HD. Sou um feliz usuário de um Kobo. De todas as bugigangas que eu possuo, provavelmente a que eu mais tenho apego. Quase toda minha coleção de livros está nele, com exceção dos oito livros da saga A Torre Negra do Stephen King, a coleção de livros do Amyr Klink, os três fantásticos, raros (e caros) livros da coleção Mundo afora da editora Allegro (Sul: A fantástica viagem do Endurance, do Capitão Ernest Henry Shackleton; A última expedição, do capitão Robert Falcon Scott; e Pólo Sul, do fodástico Roald Amundsen) e alguns que minha ex-namorada me deu (como o fofinho Uma nova chance para o Sr. Doubler).
  • Peso de papel. Feito por mim, em tauari e imbuia. Acabado com óleo de tungue e cera.
  • As minhas duas plantinhas não saíram na foto. Uma é uma suculenta que não sei o “modelo” e a outra é um trevo-roxo (oxalis triangularis).

É isso, pessoal. Qualquer coisa que queriam saber, trocar uma ideia, recomendar algo ou outra coisa qualquer, comentem aí. O legal seria comentar no tópico para que todos possam ver, mas se por acaso se sentirem mais a vontade enviando um e-mail, ele pode ser encontrado na minha página.

Foto, por outro ângulo, do escritório do Diego, com uma divisório em alvenaria ao fundo com uma garrafa térmica sobre ela.
Foto: Arquivo pessoal.

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56 comentários

  1. Que DEMAIS!
    Pô e fiquei bem interessado nessa parada do notebook. Eu tenho um aqui com situação parecida (o encaixe quebrado do cabo de energia é a pior parte), e ele é touchscreen (é um Dell), então acho bem possível reaproveitar ele..

  2. Pode ser simples, mas me pareceu bem eficiente. Parabéns pelo escritório Diego.

    Entrei no site da oficina, parece que está fora. :/ Vocês fazem encomendas para outros Estados?

    Sucesso!!

    1. Obrigado, Tiago!
      Sim, é simples mas funciona bem.

      Sobre o site, retirei-o do ar, refiz e já pus de volta. Estive trocando a hospedagem e a plataforma de vendas devido ao corte de custos aqui. Essa pandemia não termina nunca…

      E sim, entregamos para qualquer lugar do Brasil. ;)

      Abraço!

  3. Um dos escritórios mais legais publicados aqui! Fiquei babando nas fotos da oficina, é um sonho enorme meu ter um espaço desses. Por enquanto, dentro de um apartamento, vou lidando com a vontade e fazendo uns “projetos” com minha serra tico-tico mesmo :)

    1. HahaHAHAah
      Obrigado, Débora!

      Dentro de um apartamento a coisa realmente complica um pouquinho, mas mesmo assim dá para fazer bastante coisa. E eu comecei com uma tico-tico! =D

      Abraço, guria! ^^

  4. Ghedin, parabéns por incentivar e propiciar esse espaço bacana aqui.

    Diego, parabéns pela sensibilidade por botar um relato mais pessoal mas com tanta coisa interessante.

    Sou do sul também, região de POA e me identifiquei muito com o relato. Faço parte do grupo que é de TI (embora mais jovem, 23 anos) mas que tem um pé na natureza e em outras áreas. Atualmente faço Licenciatura em Música na UFRGS mas pretendo migrar pra Nutrição hehe já viu, né?

    E tô começando na marcenaria agora! Já fiz um banco de supino e um rack. Mas acho que meu pé vai ficar mais na parte da comida mesmo, gastronomia e nutrição.

    Sobre sua loja, sensacional. Eu tô a um tempo procurando um suporte de notebook em madeira. Se já não está na lista, fica aí a sugestão. Eu encomendaria certo!

    Fraterno abraço.

    1. Opa! Olá, Heitor!

      Obrigado por ter gostado do meu texto. Tentei ser o mais “humano” possível, quase como se estivesse numa conversa informal.

      E que mistura de formações! Cara, isso é muito legal. O teu leque de conhecimento deve ser algo formidável. E só assunto interessante. Parabéns!

      E cara, marcenaria é muito legal. Se o cara tiver tempo de fazer as coisas bem feitas e com calma (não precisa ser parando), o trabalho é muito compensador. Ver a madeira se transformando é incrível. Assim como na gastronomia.

      O Maturim foi nosso primeiro produto autoral, temos um segundo a ser lançado ainda este mês e um terceiro em vista. O suporte de notebook vai para a lista, vamos estudar. =D

      Grande abraço!

  5. Com certeza a “mesa de trabalho” mais legal que já passou no manual. Entrei lá no site da sua marcenaria e achei o suporte muito bonito e gostei dos detalhes pensados pro fio do carregador. No mais, parabéns. =)

    1. Obrigado, Cab!

      Só uma curiosidade. Muita gente não tem ideia, mas para este simples suporte foram quase 2 meses de trabalho e 13 protótipos com diferenças nos ângulos de inclinação, largura, altura e espaçamentos para os fios. Cada detalhe foi super bem pensado.

      Abração!

    1. Cara, eu já tinha visto esse vídeo. Juro que pensei em fazer algo parecido, mas quando fiz a minha mesa eu estava sem tempo para pensar em algo mais elaborado, então foi o mais basicão mesmo.
      Esse cara tem umas coisas bem legais.

  6. Cara, esse seu escritório de trabalho, é o sonho da minha vida! Não precisa ser enorme como o seu. Sou aficcionadíssimo por marcenaria. Sei fazer algumas coisas dentro da área e possuo várias ferramentas, tanto elétricas, como manuais; mas a mais importante ainda não adquiri: serra circular de bancada! Devido à falta de espaço apropriado, aqui na casa onde moro. Mas tenho o plano de inverter a minha serra circular manual Bosch Professional GKS 20-65 (um monstrinho de 2000w!) e usá-la como de bancada. Tenho firmeza de que ainda vou transformar este sonho em realidade! Ah, se vou! Foi muito prazeroso ler o teu relato! Gostei de tudo o que você mostrou, porém o que me chamou a atenção, foi a cadeira. Bonita e design vintage. Forte abraço e grande sucesso nas tuas empreitadas marcineiras; daqui das terras de Minas Gerais!
    PS. Qual o nome do cachorro?

    1. Opa. E aí, Maurício!

      Cara, que legal achar outro que ama madeira! E toca pra frente esse teu sonho, rapaz. É custoso, o maquinário e ferramental são coisas meio caras, mas se acha muita coisa usada em bom estado, só tem que garimpar. E sim, uma serra de bancada é a primeira máquina que temos que ser, sem ela tudo fica complicado. Enquanto não temos, vamos adaptando o que existe, né? HaUAHUAhuA

      E obrigado por ter gostado do meu texto. Tentei ser o mais “humano” possível, quase como se estiver conversando com alguém.

      Um grande abraço!

      PS: o cachorro chama-se Vígi (lê-se Vígui).

  7. Vi a foto e pensei que era o cara do DIY Perks que tava participando. Muito legal!

    Quem dera eu ter talento para estas coisas. O máximo que fiz de marcenaria tempos atrás foi montar um armário usado que peguei do meu pai, cortar uma das partes dele e desta parte fazer uma mesinha de madeira que fiquei usando um tempo até achar uma mesa em um brechó (por R$ 15,00), compra-la, e com partes da primeira mesinha fazer um suporte superior para a nova mesa que comprei.

    Tu tava falando de gabinete de madeira. Só reinterando, acho que uma ideia interessante seria pegar algum gabinete de sucata para usa-lo como base, inclusive para as medidas padrão para gabinetes ATX. A partir daí imaginar algo que possa ser agradável visualmente e ao mesmo tempo ser utilitário quanto a parte de manutenção e ventilação. Por exemplo, enquanto eu digitava aqui, imaginei que poderia fazer um gabinete ATX com portinholas de madeira que lembrasse vagamente uma porta de armário com ventilação, e abrindo ela para assim ter acesso a placa mãe e demais itens.

    1. Opa. Olá, Ligeirinho.

      Então… sobre pegar um gabinete ATX para usar como protótipo. A ideia que eu tenho de design é diferente do “padrão gabinete ATX”. As adaptações seriam muitas. Mesmo assim, mesmo fugindo do padrão ATX, o acesso aos componentes internos seria bem fácil.

  8. Cara, seu escritório é um dos mais legais que eu já vi, de verdade!
    Fico com uma dúvida: nesses ambientes de oficina, você precisa tomar algum tipo de precaução com computadores ou celulares? Digo por causa do pó que imagino que fique bem punk quando você está trabalhando com madeira

    Outra coisa: vi a Oficina Andurá e achei o máximo, parabéns! No aguardo da publicação de novos produtos por lá =D achei a tua loja um pouco a cara da Cutterman, já viu? Pode ser uma inspiração maneira pra você: https://www.cutterman.co/

    1. Opa. Olá, ytrewqbvcxz!

      Então, a mesa com o PC fica dentro de casa, é meio ruim deixar na marcenaria. São ambientes distintos. Como tu mesmo disse, o pó gerado nos trabalhos é imenso, mas é algo que pode ser amenizado com uso de aspiradores.
      Mas não tenho aspiradores. HAAHahAHA

      Cara, não conhecia o Cutterman. Valeu pela indicação! Bem legal o site e os produtos (a mochila Porter é linda demais) deles.

  9. Por mais postagens fora do convencional como essa! Se você é leitor do MdU e trabalha numa área que não seja de tecnologia ou centrada em computadores, inspire-se! Adorei também o suporte/computador de madeira e achei legal como até a cor do headphone harmoniza com o resto da mesa e equipamentos. Parabéns!

    1. Isso! A favor de postagens fora do comum! \o
      Acho tão legal poder sair da nossa “toca” e descobrir coisas novas.

      Obrigado, Raphael.

  10. Show! Acompanho o resto do pessoal: O computador ficou muito legal! Adoro madeira, apesar de não saber fazer quase nada.

    E, cara, acho que nunca vi uma marcenaria tão limpinha! Parabéns!!!

    1. Opa! Valeu, Harlley.

      Cara, estava limpinha. UAhaAHAHAH
      Como somos somente eu e meu irmão, é mais fácil de termos um controle melhor da situação, mas tem vezes que está um caos, nem sempre é limpinha assim.

      E outra, trabalhar no meio da sujeira é horrível. Organização é sempre bom.

      Abraço!

  11. Um dos escritórios mais interessantes já postados até hoje. Tivemos a oportunidade de ver uma marcenaria em detalhes, além da linha de produtos , que podem gerar soluções para outros leitores ( e encomendas $$). Achei extremamente interessante o “matusalém” que ganhou um apelo Extra graças as partes em madeira. Sucesso na marcenaria! Eu espero que vc desenvolva aqueles produtos que todo mundo precisa e tem dificuldade de achar.

    1. Olá, Sidney! Obrigado pelo comentário. =D

      E sim, o Matusalém ganhou uma baita sobrevida com as partes de madeira. Além de, ao menos no meu ponto de vista, estar ficando bonitinho.

      Abraço!

  12. Adorei a forma como conseguiu reciclar o notebook. Ficou muito bom e muito bonito. Muito legal ver como o linux é capas de fazer milagres em computadores.
    Meu irmão comprou dois computadores quebrados por 50 reais no ano passado. Arrumou um deles e hoje eu tenho usado todos os dias. Graças ao linux eu inicio o sistema com uns 80 megas de memória ram.

    1. – Sistema operacional que uso: Debian 32 bits;
      – Gerenciador de janelas: wm2 (o melhor que já usei até hoje);
      – Navegadores: Links (por terminal) e Firefox (preciso dele para as aulas no google meet e editar arquivos colaborativos no google docs);
      – Para ver RSS: Newsboat;
      As vezes preciso enviar arquivos para o meu celular. Faço isso por email. Eu uso o sendemail, mas já pensei em usar o mutt (ainda estudo isso).
      – Editor de texto: nano;
      Sempre que posso eu dou preferência ao terminal e por isso o pacote “GNU screen” também me é essencial.

      O sistema com a interface gráfica inicia com uns 80 megas. Mas se eu iniciar o firefox vai para uns 300 megas de méria RAM gastos.

      **OBS: Vi depois que escrevi capas com “S” no comentário anterior. Desculpe se isso provocou dor em alguém kkkkkk.

      1. Cara, nunca usei o wm2. Quanto entrei para o mundo Linux, lá em 2014, lembro de ter visto algo sobre mas nunca testei. Tu falando nele me deu uma certa comichão, não duvido que nesse final de semana eu crie uma VM e tente criar algo parecido com o que tu usa, só para ver como é.

        PS: sobre o capaz com “s”, se tu não tivesse dito eu não teria reparado. Um errinho ou outro é normal na “nossa humanidade”, reconhecer e corrigir nosso erro é o mais legal, mesmo que seja um simples errinho de ortografia! \o

        1. Kkkk o wm2 é bem alternativo e de cara pode dar um susto. Mas ele é facinho de mexer. Espero que goste.
          E vlw. Parabéns pela proeza que fez com o notebook.

    2. Obrigado, Gabriel!

      E sim, dependendo da distro usada e dos pacotes instalados, dá para fazer muito milagre.

  13. Cara que reportagem meu,são de caras como você que nosso país precisa,vou lhe dizer tenho inveja de ti acredito que encontrei o outro
    meu lado ( não se preocupe sou do sexo masculino).Estou aqui ao seu lado Ubatuba.Meu e-mail segue celiosoares1947@gmail.com.Ate meu
    Caro.

    1. Olá, Antônio!

      Obrigado pelo elogio. Abri um sorriso aqui. Obrigado pela força e pelo elogio! \o

      E o que importa o sexo da pessoa? O que importa é ser feliz.

      Abração, meu caro!

  14. Texto maravilhoso, fiquei encantado lendo haha. Só ficou faltando o link pra loja, fiquei muito interessado em ver melhor esse suporte para smartphone de madeira.

    1. Obrigado pelo elogio, Paulo. Simplesmente me sentei na frente do PC e fluiu. Adoro quando acontece isso.

      Sobre o suporte, o Rodrigo já colocou o link. Fique a vontade para tirar qualquer dúvida. ;)

      1. Que maravilha haha.
        Dei uma olhada, site bem bonito por sinal. Já tá adicionado aqui pra presentear alguém um dia. Valeu :)

  15. Hola

    Resido en Chuí fronteira e sou aí de Pelotas, tenho irmãos e muitos parentes aí em Pelotas, também trabalho com programação, manutenção e configuração e também tenho uma mini marcenaria e faço alguns serviços nessa área, adorei o computador sempre pensei em montar um gabinete de madeira.

    Um abraço grande

    1. Olá, Nilton!

      Poxa, muito fui ao Chuí comprar perfumes para meu negócio de descaminho. IAhsIAHSAUIsIAUhusA
      Na verdade ia mais em Rio Branco/Jaguarão, que é mais perto, mas às vezes, para mudar um pouco e dar uma passeada, ia para os teus lados.

      É bem intrigante a relação da computação com madeira. Conheço muita gente que trabalha com computação e tem como hobby coisas de madeira, ou gente que abandonou a carreira na informática para se dedicar a marcenaria… Pensando assim por alto, lembro de uns 8. O meu professor incluído nessa.

      Faça o teu gabinete, coloque-o para funcionar, tire a foto da tua mesa e mande para o Rodrigo! Simbora! =D

  16. Muito massa!

    Tenho muita vontade em transformar um notebook velho em um desktop e reaproveitar com Linux. Se puder me dar uma dica de por onde começar, agradeço.

    Obrigado!

    1. Cara, posso ajudar. Mas tu terias que ser mais específico. Já tens o aparelho? Qual o uso que pretendes fazer com ele? Tens experiência com SOs Linux? Um bom lugar de perguntar isso seria num “post livre”, ali mais gente pode ajudar. Mas pode mandar bala aqui também.

      1. Ahh, tranquilo!

        Tenho certa familiaridade com os sistemas, e o aparelho em questão é um Dell com i7 de quarta geração (~2014).

        Fiquei curioso sobre esse formato do suporte de madeira… Quais partes você retirou do notebook original? E como fez para realocar a conexão do botão de energia?

        Muito obrigado, e parabéns mais uma vez por essa modificação. Incrível!

          1. Para esses fins fica mais tranquilo de “encaixar” diversas opções.
            Se você vem de uma experiência do windows, eu sugeriria duas distros: Linux Mint ou Zorin. Ambas são baseadas no Ubuntu LTS com suporte de 05 anos que pode ser estendido. Aqui no escritório usamos o Linux Mint que na próxima versão que deve estar saindo trouxe algumas mudanças na parte de atualizações do sistema que acredito sejam relevantes para usuário comum. Se você quiser uma experiência pronta mais no visual Mac, te indicaria o Elementary OS ou o Deepin Linux, ambos são muito bonitos. Já se o foco for mesmo leveza e frugalidade minha sugestão é pelo MX Linux (XFCE). Se precisar uma mão para instalação ou outras coisas é só avisar. Porque apesar de todas funcionarem bem por padrão é sempre possível fazer alguns ajustes. Um fator importante que acabei esquecendo de perguntar. A placa de vídeo é NVIDIA / AMD ou Intel?

  17. Sensacional o texto e o escritório. Adorei o Matusalém e a “suculenta que não sei o modelo”.

    1. Cara, então… dá para começar a fazer coisas quase sem ferramentas. A mesinha do meu cachorro, que está no meio do texto, eu fiz usando sobras do piso da casa dos meus pais, um arco de pua, um serrote, uma furadeira com serra copo, lixas e cola. Nada demais, basicamente coisas que todos temos em casa (o arco de pua pode ser substituído pela furadeira) e que custam barato. Quando se começa a fazer qualquer coisa que seja, a gente vai pegando o jeito e o gosto, aí só vai. =P

    1. AHaHhHAHah

      Valeu, Lucas!

      Cara, eu tenho um sonho de um dia ainda fazer um gabinete misturando madeira e alumínio. Fazer para mim e também com o objetivo de vender para quem queira. Há anos que penso no design dele mas nunca nem sequer fiz protótipos. A minha ideia inicial, pensada lá em 2014~15, seria algo como um cruzamento entre um Mac Mini com um Xbox Series X. O problema é todo o custo com a usinagem do alumínio (sem contar que, para dificultar ainda mais, eu gostaria de usar alumínio reciclado com origem comprovada e etc e tal).

      Vamos ver, um dia sai do papel. =P

      1. Se me permite uma sugestão, tente pegar algum gabinete de sucata e a partir dele gerar moldes que possam lhe agradar.

        Fico pensando se um pc com frente de madeira e laterais de metal (alumínio e/ou latão) ficaria algo bacana. Ou frente e parte superior de madeira e laterais em metal.

        Dado que computadores hoje não usam mais drives de mídia óptica, imagino que fique mais fácil imaginar algo mais prático para gerar um gabinete.

  18. Muito bacana o seu trabalho e a sua história. Obrigada por compartilhar!

    Adorei o seu computador de madeira, em tempos de obsolescência programada acho louvável a sua iniciativa de mantê-lo mesmo depois de tantos danos e remontá-lo de um jeito que se adapte à sua realidade. Ficou muito bonito.

    1. Obrigado, Daniela!
      Eu que agradeço o comentário. ^^

      Como disse abaixo, ele nem está finalizado, faltam coisas a serem feitas.

      Sobre o fato de eu mantê-lo ativo mesmo depois de tantos danos, quer que eu seja bem sincero? Fiz em boa parte pelo desafio! Sem contar que ele atende perfeitamente ao meu uso: faço a contabilidade e toda a parte organizacional da marcenaria, consigo rodar relativamente bem o SketchUp Web para os projetos (não existe SketchUp nativo para Linux, tenho que usar a versão web e infelizmente sou refém do programa), reproduz bem filmes em HD (Youtube e Netflix) e fullHD (mpv/SMPlayer e Stremio), escrevo meus textos, publico no meu site, uso o Calibre para remover o DRM dos meus e-books… São raras as vezes que eu sinto que precisava de algo melhor. Não vou negar que eu tenho vontade de comprar algo mais novo, mais poderoso, um Ryzen 7 por exemplo, mas parando para analisar todo o cenário, não é algo realmente importante. Enquanto isso sigo com ele.

    1. HAahahah

      Valeu, Danillo! Eu nem terminei ele, faltaram duas coisas a serem feitas. A troca da moldura plástica do monitor por uma de madeira para ficar igual ao restante do corpo e o fechamento das partes expostas com chapa metálica perfurada.

      A questão da troca da moldura plástica é fácil, o problema maior é fazer o fechamento com todos os cortes e recortes das conexões.

      Um dia sai, agora não é hora. ;)

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