A Humane, startup formada em 2018 por ex-executivos da Apple, apresentou nesta quinta (9) o AI Pin, seu primeiro produto. E é… estranho.
Em vídeo, os co-fundadores Imran Chaudhry e Bethany Bongiorno demonstram o que se parece com um celular sem tela, grudado na roupa por ímãs, em que toda a interação é feita por uma espécie de Siri que conversa com diversas IAs e serviços parceiros da Humane.
Por que alguém iria querer usar um celular sem tela? Essa é a grande pergunta que a Humane não responde.
Só de ver esse vídeo já fiquei incomodado com os barulhos e ter que ficar falando todos os comandos.
O AI Pin só será lançado, a princípio, nos EUA. O produto custará US$ 699, com pré-venda a partir de 16/11 e disponibilidade no início de 2024. Não é só: o produto depende de uma assinatura de US$ 24/mês, que dá acesso à rede móvel da T-Mobile e alguns outros serviços. Via Humane (em inglês).
Uma das muitas promessas da Meta que não resistiram ao tempo foi a de não mexer no WhatsApp. Ela foi feita por Mark Zuckerberg após a aquisição do aplicativo, por US$ 19 bilhões, em 2014.
Nessa semana, Zuckerberg (que era e ainda é CEO da Meta) e Will Cathcart (diretor à frente do WhatsApp) concederam entrevistas a grandes jornais daqui e dos EUA para falarem do app de mensagens.
Nos EUA, Zuck disse ao New York Times que posicionou o WhatsApp como o “próximo capítulo” da história da sua companhia.
A onipresença do WhatsApp só escapa a dois países: a China, por motivos óbvios, e os EUA, o que é difícil de explicar.
A Meta diz que mais da metade dos jovens adultos norte-americanos já tem o WhatsApp instalado. É um primeiro passo para superarem o SMS e o debate batido de “balões verdes/azuis”.
No Brasil, Cathcart concedeu uma entrevista ensaboada à Folha de S.Paulo, onde exaltou o nosso vício no app: somos o país que mais manda áudios (quatro vezes mais que qualquer outro!), mensagens que somem e mensagens no geral.
Em outro momento, Cathcart garantiu que o WhatsApp jamais terá anúncios, com um asterisco: nas conversas. Outras áreas, como Status (stories) e canais, estão em aberto.
Anúncios no Facebook e Instagram que direcionam usuários aos aplicativos de mensagens da Meta (WhatsApp, Messenger e DMs do Instagram) já são um negócio de US$ 10 bilhões, e continuam crescendo.
A Meta precisa continuar entregando crescimento a cada três meses a seus acionistas. O WhatsApp é um “gigante adormecido”, um aplicativo com +2 bilhões de usuários e um potencial inexplorado de receita enorme. Com Zuck torrando bilhões em metaverso e outros negócios estagnando, parece que chegou a hora de acordá-lo. As entrevistas em jornalões são o alarme tocando.
O Manual tem um canal no WhatsApp. Siga para receber comentários, imagens e links por lá.
O pagamento por NFC foi o mais popular em compras presenciais no Brasil no terceiro trimestre, segundo a Abecs, com 52,3% de participação. Na subdivisão da modalidade, o plástico lidera com folga (81% dos brasileiros dizem usá-lo), seguido do celular (26%) e relógios inteligentes (1%). Via Mobile Time, Abecs (PDF).
A extensão Unprocrastinator cria um pedágio de 30 segundos quando você tenta acessar algum site. É tempo suficiente para refletir: eu quero mesmo me expor à radioatividade do Twitter de novo?
O tempo é fixo, e isso é de propósito. Segundo o criador da extensão, Zhenyi Tan, 30 segundos “é demorado o bastante a ponto de ser pouco irritante, mas não tão demorado para te fazer querer desativar a extensão imediatamente”.
Dica dele: não cadastre muitos sites de uma vez. “Pode ser mais frustrante do que útil”, diz.
Google libera IA gerativa para buscas em português e no Brasil
Se você estava ansioso para conversar com a inteligência artificial do Google enquanto tenta achar alguma coisa lá, a empresa liberou sua IA gerativa para 120 países (Brasil entre eles) em quatro novos idiomas (incluindo o português). Precisa se cadastrar aqui, esperar a aprovação, daí ativar a opção “Search Generative Experience (SGE)” e usar o Chrome e vender sua alma. Via Google (em inglês).
O ótimo Element X ganhou uma atualização substancial no iOS (versão 1.4.0) nesta terça (7). Ela trouxe videochamadas via Element Call (VoIP) incorporadas, mensagens de áudio, proteção do aplicativo por senha ou biometria e suporte parcial a @menções. Via Element (em inglês).
O Tutanota, serviço de e-mail criptografado com sede na Alemanha, anunciou um rebranding e agora se chama apenas Tuta. Curiosidade: o domínio tuta.com era de um brasileiro que topou transferi-lo aos alemães por intermédio do Vitor (sem sobrenome?!), amigo do pessoal do Tutanota/Tuta, que encontrou com o detentor do domínio em uma viagem a São Paulo e fechou o negócio. A história está documentada no blog do Tuta (em inglês).
Files é um gerenciador de arquivos alternativo para os Windows 10 e 11. Foca em beleza e recursos poderosos que não são encontrados no Explorador de Arquivos, o aplicativo nativo do sistema da Microsoft.
Nesta quarta (8), os desenvolvedores liberaram a versão 3.0 do Files com algumas novidades interessantes, como cantos arredondados, renomear drives em rede, uma paleta de comandos e um visual alternativo/moderno para a janelinha de transferência de arquivos.
Há, ainda, a promessa de melhorias no desempenho, um dos principais problemas apontados por alguns usuários. O Files tem o código-fonte aberto.
Um estudo publicado no final de 2022 na revista científica BMJ Global Health soou o alerta: mais de 1 bilhão de jovens correm o risco de perda de audição devido a fones de ouvido e ambientes com som muito alto.
Estudos anteriores analisados pelos pesquisadores descobriram que, com frequência, o volume em fones de ouvido chega a 105 dB, bem acima dos limites recomendados — 80 dB para adultos e 75 dB para crianças para intervalos curtos; até 70 dB para longa exposição, segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA.
Pode parecer um pequeno incremento, mas a escala de decibéis (dB) é logarítmica.
É difícil detectar de ouvido esses limites e a depender do ambiente ou da empolgação com a música ou podcast sendo ouvido, extrapolá-los.
Felizmente, existem maneiras de impedir que os fones de ouvido atinjam volumes danosos aos nossos ouvidos.
Opção nativa no iOS.
O iOS tem um limitador nativo. Entre em Ajustes, depois em Som e Tato, role a tela até o final e toque em Segurança de Fone de Ouvido.
Na tela seguinte você verá a opção Limite de Volume. Ative-a e defina o volume máximo no “slider” imediatamente abaixo, que vai de 75 a 100 dB.
No Android, até onde sei, não existe um limitador nativo. (Ao menos, não no Android 13, versão que tenho instalada no meu celular de testes.)
Atualização (13h50): O leitor Victor K mencionou, nos comentários, que celulares Android da Samsung com a One UI oferecem um limitador de volume nativo. Este vídeo demonstra como configurá-lo.
Existem, porém, vários aplicativos de terceiros com essa funcionalidade. Dos que encontrei, o Voli parece o mais acertado. É gratuito e não exibe anúncios e, embora seja voltado a crianças, funciona ok com adultos também.
Para quem quiser maior controle, o Volume Lock permite configurar limites e travar volumes por tipo — mídia/música, ligações, notificações etc.
O aplicativo é gratuito e exibe anúncios. O Volume Lock Pro, versão paga, remove os anúncios por R$ 23.
No próximo dia 6/12 a Estação Espacial Internacional (EEI) completa 25 anos. Um novo aplicativo da NASA, a agência espacial norte-americana, facilita a observação da estação.
Batizado Spot the Station, o aplicativo usa realidade aumentada e outros recursos do celular, como as notificações, para guiar a pessoa interessada em observar a EEI. (Note que ela só é observável à noite.)
OpenAI quer que qualquer pessoa crie seus próprios ChatGPTs
A OpenAI fez seu primeiro evento para desenvolvedores nesta segunda (6) e anunciou um caminhão de novidades. Destaque para o gerador de GPTs, uma solução “no-code” para personalizar IAs gerativas com direito a lojinha (em breve) e divisão de receitas com quem criar os GPTs mais populares/úteis.
A empresa também anunciou versões “turbinadas” dos seus modelos de linguagem (GPT-4 Turbo, GPT-3.5 Turbo), com reduções significativas no custo das APIs, e uma nova API para a criação de IAs assistentes para terceiros.
Concentrar todos esses anúncios em um dia passa a sensação de que a OpenAI está atenta às ameaças externas e pronta para jogar pesado a fim de manter sua liderança. Via OpenAI(2), The Verge(2) (em inglês).
E acho que, com o tempo, talvez até cheguemos ao ponto em que possamos gerar conteúdo [por inteligência artificial, em feeds] diretamente para as pessoas com base no que elas possam estar interessadas.
— Mark Zuckerberg, CEO da Meta.
Compartilhei um texto fantástico no Órbita em que o autor argumenta que os avanços tecnológicos não facilitam a nossa vida, mas sim a torna mais rápida. A IA é um belo exemplo (mencionado lá) dessa percepção equivocada que se tem da tecnologia.
Talvez seja menos um problema da tecnologia, mais dos negócios. O tempo ganho costuma ser apropriado por gente como Zuckerberg, executivos de modo geral, ávidos por mais, mais e mais. Sempre mais.
Não é preciso ir muito longe, nem imaginar cenários futuristas, para medir o impacto que a IA terá na economia.
A brasileira Wine, um clube de assinaturas de vinhos, já usa e abusa de IA gerativa em seu marketing:
“Normalmente [a campanha] é com influenciador e, neste ano, em vez de influenciador usamos a IA”, apontou [Paulo Boesso, head de e-commerce]. “Tivemos um ganho de produtividade de 80% dentro do universo tangível; diminuímos um trabalho de dez horas para duas horas para esta campanha do Sr. Desconto em junho.”
O LookAway é um pequeno aplicativo para a menubar que te lembra de se afastar do monitor a intervalos regulares para cuidar dos olhos.
Existem vários do tipo; o que me chamou a atenção neste é a elegância e o cuidado evidente do desenvolvedor Kushagra Agarwal. Os alertas são suaves, com avisos prévios e a possibilidade de adiá-los ou ignorá-los. O LookAway fica atento a períodos de inatividade e a videochamadas, e adapta o timer nessas circunstâncias.
A descrição do site oficial faz todo sentido: “É sutil, esperto e totalmente personalizável.”