
A Humane, startup formada em 2018 por ex-executivos da Apple, apresentou nesta quinta (9) o AI Pin, seu primeiro produto. E é… estranho.
Em vídeo, os co-fundadores Imran Chaudhry e Bethany Bongiorno demonstram o que se parece com um celular sem tela, grudado na roupa por ímãs, em que toda a interação é feita por uma espécie de Siri que conversa com diversas IAs e serviços parceiros da Humane.
Por que alguém iria querer usar um celular sem tela? Essa é a grande pergunta que a Humane não responde.
Só de ver esse vídeo já fiquei incomodado com os barulhos e ter que ficar falando todos os comandos.
O AI Pin só será lançado, a princípio, nos EUA. O produto custará US$ 699, com pré-venda a partir de 16/11 e disponibilidade no início de 2024. Não é só: o produto depende de uma assinatura de US$ 24/mês, que dá acesso à rede móvel da T-Mobile e alguns outros serviços. Via Humane (em inglês).
Achei um produto muito legal, um respiro nesse marasmo de tanta coisa igual no mundo da tecnologia vindo de empresas com dinheiro e poder suficientes pra fazer algo diferente mas que preferem agradar acionistas.
Não sei se vejo potencial mas com certeza teria um.
É o tipo de produto minimalista que me atrai.
Sem contar que lembra MUITO o filme HER.
Olha, a Humane já levantou US$ 240 milhões em capital de risco de uma galera, incluindo o CEO da OpenAI e o fundador/CEO da Salesforce. Não é exatamente uma “outsider” e com certeza já tem a obrigação de agradar financiadores.
Já é um grande candidato a fracasso de 2024
Acho que tem apelo para muito Trekker. E talvez seja de alguma utilidade para pessoas com deficiência visual ou destreza manual, mas isso sendo otimista.
Esse caso de uso — para pessoas com deficiência visual — é excelente mesmo. Lembrou um caso que vi dia desses, aqui no Paraná, de uns óculos de IA comprados pelo governo para estudantes que “lê” e “fala” o que está na frente.
Cada um custou R$ 14,9 mil aos cofres públicos, 4,3x mais que o AI Pin, porém eles dispensam conexão à internet para funcionarem.
Eu vejo que IAs teriam um grande potencial em dar mais independência a pessoas com deficiências sensoriais e/ou intelectuais, mas com grandes corporações ditando os rumos, só tornariam essas pessoas mais vulneráveis a exploração.
Não tem como não ler “aipim”
Solucionando problemas que não existem.
Não sei que mania é essa das empresas de tecnologia de achar que a gente quer ficar conversando sozinho em voz alta no meio da rua
Kkkkkkkkkk foi a mesma coisa que a minha esposa falou, eu até achei legal o produto mas pra quando você tá sozinho e com as mãos ocupadas, mas cara na rua é muito loko.
Estranho e caro.