Peritos da PF usam equipamento que quebra senha mesmo com celular desligado  g1.globo.com

Em seu blog, a jornalista do G1 Julia Duailibi diz que a Polícia Federal usa um equipamento que quebra senha mesmo com celular desligado, o que estaria causando pânico entre os engravatados de Brasília.

Como funciona esta maravilha tecnológica?

A tecnologia da PF não permite meio-termo: ou se extrai tudo, ou nada. Segundo a apuração do blog, os peritos “baixam” o conteúdo integral do dispositivo para depois analisá-lo. Isso significa que conversas, fotos, e-mails e registros antigos, mesmo que não relacionados diretamente ao caso, estarão expostos aos investigadores. É essa devassa total em aparelhos de figuras tão conectadas que explica o clima de terror na capital.

Não explica muita coisa. Palpites?

Análise da convergência no desenho dos emojis, 2018–2026  blog.emojipedia.org

Se os emojis são um novo idioma, representações muito distintas podem causar ruídos profundos na conversa. Em 2018, a Emojipedia previu que as diferentes fornecedoras de emojis convergiriam seus desenhos. A previsão se concretizou tendo a Apple como referência. Por quê?

A Apple é amplamente considerada como o conjunto de desenhos de emoji “padrão” no Ocidente. Esse status remonta a 2008, quando a Apple introduziu o suporte a emojis no iPhone anos antes deles serem formalmente incorporados ao Unicode.

[…]

A realidade mercadológica por mais de uma década reforçaram essa influência. A Apple continua a dominar o mercado de telefones celulares nos Estados Unidos.

Um lembrete de que também nos detalhes as big techs moldam muito das nossas vidas.

O texto é recheado de exemplos de convergência, polêmicas (lembra da arminha de brinquedo?) e uma nova onda de rupturas da unidade semântica dos emojis (o culpado começa com “x” e termina com “x”). Mesmo que inglês não seja o seu forte, vale pelas imagens.

Links do dia

Toda semana, faço uma curadoria de links legais que encontro nas minhas andanças pela web. Quer mais? Acesse o arquivo.

25 anos da Wikipédia (em inglês). A Wikipédia é um dos projetos mais inspiradores da nossa geração. Imagine se pudéssemos levar as dinâmicas de lá para outras áreas da vida? O mundo seria melhor.

Os novos parceiros comerciais da Wikimedia Enterprise (em inglês). Uma nova leva de empresas de IA sanguessugas resolveu pagar pelo acesso ao tesouro de dados e informações da Wikipédia. Amazon, Meta, Microsoft, Mistral AI e Perplexity se juntam a Google, Ecosia, Nomic, Pleias, ProRata e Reef Media, que já contribuíam.

ChatGPT Translate. A melhor aplicação de IA é tradução. A OpenAI agora tem uma interface estilo Google Tradutor no ChatGPT. (Já dava para pedir traduções na interface padrão.)

TranslateGemma: Um novo conjunto de modelos de tradução abertos (em inglês). Do outro lado do campo de batalha da IA, o Google anunciou novos modelos específicos para tradução que prometem ser mais eficientes. Precisa saber rodar esses modelos na nuvem ou em um super PC em casa.

Digg. A mais recente reencarnação do Digg, desta vez com o fundador Kevin Rose, abriu as portas para todo mundo nesta quarta (14). Até então, o acesso era mediado por convites. / Órbita.

TickTick 8.0 (em inglês). Sugestões de tarefas para hoje, nova visualização de calendário (anual) e várias modificações visuais marcam esta atualização.

stegodon. Um CMS para blogs acessível via SSH e que conversa com o ActivityPub. O blog publicado pode ser lido na web e gera um feed RSS.

Drone Photo Awards 2025. As fotos vencedoras do Drone Photo Awards 2025 são, sem surpresa, de tirar o fôlego. (Recomendo ver as fotos em uma tela grande.)

WebTiles. Centenas (milhares?) de sites pessoais dispostos em quadradinhos. Tem zoom e um espaço para trocar mensagens com quem está no site. Cuidado: é meio pesado.

O que tem no seu celular, Alberto?

Nota do editor: Toda semana, publico a tela inicial do celular de alguém que lê o blog. Quer participar? Preencha este formulário. Quer mais? Acesse o arquivo. Todos os links de apps levam à App Store, Play Store ou F-Droid.

Qual o seu nome e o que você faz?

Alberto Barbosa.

Muita gente vê meu celular e estilo de vida como uma aversão à tecnologia, então convém dizer que sou programador. Gosto de jogar, ver filmes e ler. E, para todos esses hobbies, adoro conhecer a história deles. Jogar jogos velhos, ver filmes antigos e ler a fundo a história de coisas estranhamente específicas, mesmo que esse conhecimento não me sirva de nada.

Nota do editor: A entrevista foi feita em julho de 2025.

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Oto Music, o melhor tocador de mp3 para Android

Se o seu plano é ouvir arquivos de música igual eu faço, mas seu celular é Android, o Oto Music é a melhor opção que encontrei para esse sistema.

A proposta do Oto Music é aderir às convenções do Android. Daí vêm o seu visual bem integrado ao do sistema do Google, suporte ao padrão Chromecast, widgets bonitões. E, claro, todos os recursos que se esperam de um tocador de música.

É perceptível a atenção aos detalhes do Piyush Mamidwar, criador do aplicativo. Nota-se isso no tamanho diminuto do próprio app, apenas 5 MB. Como pode caber tanta coisa ali dentro?

O Oto Music traz alguns destaques do Doppi, a minha escolha para iOS, como equalizador e busca por letras de músicas sincronizadas. E vai além: tem temporizador de sono (“timer” para parar a música) e um poderoso editor de meta dados.

É gratuito, disponível na Play Store, com uma compra única de R$ 19,99 que desbloqueia alguns recursos extras, como suporte a múltiplos artistas e gêneros em uma canção, várias personalizações visuais e um equalizador com 10 bandas.

Links do dia

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Meta é alvo de inquérito no Brasil por impedir uso de ChatGPT e Copilot no WhatsAppG1.

Holos. Ingresse no fediverso (ActivityPub) usando seu próprio celular como servidor. FOSS e gratuito.

Regressão dos ícones da Apple, @heliographe_studio@mastodon. “Se você ordenar os ícones da Apple ao contrário, eles se parecem com o portfólio de alguém que vai ficando muito bom em desenhar ícones.”

WikiFlix. Um “streaming” (está mais para índice) de filmes livres ou que já caíram em domínio público. Tem muita coisa boa!

É possível viver sem WhatsApp no Brasil?

Vamos direto ao assunto: viver sem Instagram, Facebook e Threads (risos) é fácil. Os únicos contratempos que me ocorrem são a privação dos rolos no marketplace do Facebook e o apagão de informações de restaurantes, cafés e clínicas que insistem em reduzir a presença no digital ao Instagram. Inconveniente, mas contornável.

No Brasil, o “chefão” de quem decide se livrar da Meta é o WhatsApp. E como não seria? Algumas pesquisas de hábitos no celular apontam que até 99,1% dos brasileiros maiores de 16 anos usam o app de mensagens. Por aqui, ele é onipresente; o meio de comunicação padrão de muita gente e empresas.

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Links do dia

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Criptografia de ponta a ponta no RCS do iOS? (em francês), @TiinoX83/xcancel. Foram encontrados indícios no segundo beta do iOS 26.3. É a peça que falta para que o RCS seja uma alternativa equiparável aos melhores apps de mensagens do mercado.

Aplicativo “Você está morto?” vira sucesso na China em meio ao aumento de pessoas que vivem sozinhasO Globo. Que deprê…

Linux Mint 22.3 “Zena” (em inglês). As mudanças visíveis são um novo menu Iniciar e novos aplicativos para informações do sistema e ferramentas de administração. Esta é uma versão de suporte prolongado (até 2029).

Apple Creator StudioManual do Usuário. O “pacote Adobe” da Apple encolhe a barreira de entrada para os aplicativos profissionais da empresa. Até assinatura pode ser boa às vezes.

Firefox 147 (em inglês). A primeira atualização de 2026 do Firefox foca em melhorias de bastidores, como suporte a WebGPU em chips da Apple e padronização dos diretórios de cache e configurações no Linux (válida apenas para novos perfis ou instalações). A única novidade mais visível é o PiP automático ao alternar de uma aba que esteja tocando vídeo.

BTN-1 Macro Deck. Tecladinho de quatro teclas (mecânicas!) feito especialmente para ser integrado ao Home Assistant. Lá fora, por ~US$ 35.

CColorPaletter. Um gerador de paletas de cores bonitão e totalmente gratuito. Aperte a barra de espaço para gerar uma nova.

Discos do Brasil. Trabalho primoroso de catalogação da música brasileira, criador por Maria Luiza Kfouri (1954–2023). Dica do Renato.

Todos os ícones dos dez aplicativos do Apple Creator Studio.
Imagem: Apple/Divulgação.

Muitas coisas interessantes no recém-anunciado Apple Creator Studio, o “pacote Adobe” da Apple.

Para quem achava que a saída do chefe de design de interfaces da Apple fora o prenúncios de tempos melhores nesse departamento, os novos ícones dos aplicativos (imagem acima) indicam nada mudou no front. São horríveis.

Além disso, apenas o Pixelmator Pro — que foi comprado pela Apple em 2025 — adota o Liquid Glass. Estranho. Ah, e como parte do lançamento do Apple Creator Studio, o Pixelmator Pro ganhará uma versão para o iPadOS.

Quanto à oferta em si, embora a gente não aguente mais assinaturas, esse formato reduz (em muito) a barreira de entrada dos aplicativos profissionais da Apple. Eles eram compras únicas (e continuam, como alternativa), mas eram tão caros que acabavam restritos a quem tem as despesas pagas pelo empregador ou faz muito dinheiro com as ferramentas.

No Brasil, o pacote custará R$ 39,90/mês ou R$ 399/ano. O Final Cut Pro isolado custa R$ 1.999, equivalente a cinco anos do Apple Creator Studio. Logic Pro? R$ 1.299. Pixelmator Pro, o mais baratinho? R$ 299.

A assinatura é compartilhável com a família.

O assinante tem acesso ao Final Cut Pro, Motion e Compressor (edição de vídeo), Logic Pro e MainStage (áudio), Pixelmator Pro (imagens), modelos, fotos e imagens de alta qualidade e recursos de IA para Keynote, Pages, Numbers e Freeform.

O Apple Creator Studio será lançada no dia 28/1.

Links do dia

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Apple e Google oficializam parceria para usar Gemini na nova Siri (em inglês), @NewsFromGoogle/xcancel. A única coisa boa que se extrai desta notícia é a cutucada com um bastão de beisebol que as duas empresas deram na OpenAI.

Bose abre seus alto-falantes inteligentes antes de encerrar o suporte (em inglês), Ars Technica. Em vez de transformar produtos antigos em lixo eletrônico, a Bose liberou a documentação da API dos alto-falantes da linha SoundTouch. Deveria ser algo normal, exigido por lei, mas cá estamos — mais uma vez — exaltando uma empresa por fazer o mínimo.

Como desativar anúncios de bet no GoogleNúcleo. O Google, muito bonzinho, exige que você brigue com as opções labirínticas das configurações de privacidade para se esquivar de golpes.

Nunca usei uma trackball, mas a Nape Pro da Keychron parece perfeita (em inglês), The Verge. Acessório curioso apresentado na CES 2026. Pode ser usado embaixo do teclado, nas laterais ou segurando na mão. Ainda sem data de lançamento ou preço.

OG Preview Lab. Ferramenta online que oferece prévias para diversas plataformas de como links aparecerão naqueles cartões (OG tags, para os entendidos). Ótimo para usar antes de compartilhar algo.

Pi Clock. Um relógio que exibe as horas dentro de dígitos do pi. Teclas 1–5 alteram o relógio (a tecla 5 ativa o modo gamer).

enclose.horse. Use todas as barreiras para impedir que o cavalinho fuja e, ao mesmo tempo, deixá-lo com o maior espaço possível. Um desafio novo por dia, gratuito.

A caixa-preta da influência: ser criador de conteúdo dá dinheiro mesmo?  uol.com.br

Os novos profissionais multimídia (criadores de conteúdo) não têm vida fácil. Rafaela Polo tentou desvendar os segredos da “caixa preta” do faturamento dos influenciadores. Encontrou dados desanimadores, como os da Influency.me, uma plataforma de de influência:

Só na plataforma Influency.me havia mais de dois milhões cadastrados em 2025 — um número que cresceu 64% em relação ao levantamento de 2024.

Isso significa que há dois milhões de pessoas vivendo de dinheiro que ganham com as redes sociais? Não é bem assim. Pelo contrário: é complicado ganhar dinheiro com internet. Desses que estão no Influency.me, só 1,5% declaram ganhar mais de R$ 50 mil por mês. A maioria ganha pouco: 25% diz que recebe R$ 500 e 33% entre R$ 500 e R$ 2.000 mensalmente.

Traduzindo em números absolutos, cerca de 30 mil ganham mais de R$ 50 mil/mês. Os que praticamente pagam para trabalhar (ganhos de até R$ 2 mil/mês) são mais de 1,1 milhão.

Tenho comigo a teoria de que trabalhar com influência digital é o mesmo que virar vendedor. A CEO da Mynd, Fátima Pissarra, concorda:

[…] para a CEO da Mynd, todo influenciador tem que partir da premissa de que é um vendedor, já que resultados de links afiliados podem trazer receita de forma mais imediata. “A afiliação está crescendo muito. Tem perfis com 100 mil seguidores ganhando cerca de R$ 300 mil só de comissão por mês”, diz.

 

O APOIA.se avisou, em mensagem enviada por e-mail (e só, aparentemente), o vazamento do nome completo, e-mail, endereço de entrega e identificadores internos de quem faz ou já fez apoios pela plataforma. A falha foi identificada no dia 6/1. A empresa afirmou que os dados vazados “não revelam diretamente quais campanhas você apoiou, seus interesses ou preferências”.

Livro de janeiro: “Orbital”, da Samantha Harvey

O primeiro livro do calendário oficial do nosso clube de leitura será Orbital, da Samantha Harvey, publicado no Brasil pela DBA editora:

Capa do livro “Orbital”, de Samantha Harvey, publicado no Brasil pela DBA editora.

Quatrocentos quilômetros acima da Terra, quatro homens e duas mulheres — dos Estados Unidos, do Japão, da Inglaterra, da Itália e da Rússia — compartilham a estação espacial internacional. Em um período de vinte e quatro horas, a uma velocidade de vinte e oito mil quilômetros por hora, eles dão dezesseis voltas ao redor do planeta.

Cada órbita é um capítulo breve deste tour de force de beleza contemplativa: da calculada rotina espacial de cada um dos astronautas e cosmonautas — os exames de sangue diários, os experimentos científicos —, das implicações emocionais com aqueles que deixaram na Terra — a morte de um familiar, um casamento sem amor — e dos diálogos mais ou menos reveladores entre eles, Orbital extrai indagação filosófica e instantes de arrebatamento.

Com uma pesquisa profunda e um repertório poético transbordante, Samantha Harvey lança sobre o planeta e a humanidade — tão poderosos, tão frágeis — um olhar afetuoso: um astronauta é “um animal que não apenas testemunha as coisas, mas ama o que testemunha”.

Tive a oportunidade de lê-lo ano passado e foi uma leituras das mais agradáveis. Será um prazer relê-lo e conversar a respeito com a comunidade do Manual do Usuário.

O clube de leitura promove dois debates para cada livro lido:

  • Uma conversa por áudio (e/ou vídeo, a critério dos participantes), entre quem assina o blog. A de Orbital será no dia 7/2 (um sábado), das 10h ao meio-dia.
  • Aqui no blog, em um post publicado no mesmo dia 7/2. Os comentários ficarão abertos por 30 dias.

Aos assinantes, o link para a sala do debate por áudio e vídeo será enviado pela newsletters, algumas horas antes do início.

Boa leitura!

iOS 26 ainda patina para ganhar espaço entre usuários de iPhone  cultofmac.com

Ed Hardy encontrou um dado interessantíssimo nos números do StatCounter:

[…] Cerca de quatro meses após o lançamento [do iOS 26], em meados de setembro, apenas ~15% dos usuários de iPhone têm alguma versão do novo sistema instalada. Isso segundo dados de janeiro de 2026 da StatCounter. Em vez disso, a maioria dos usuários permanece em versões anteriores.

A título comparativo, em janeiro de 2025, cerca de 63% dos usuários de iPhone tinham alguma versão do iOS 18 instalada.

A curva de adoção do iOS 26 é atípica, e por uma larga margem. Anos anteriores (2023, 2022) entregaram números mais parecidos com os de 2024, do iOS 18.

Agradeço a todos os amigos que seguem firmes no iOS 18. Eu não resisti e atualizei o meu e, embora ache o Liquid Glass do iOS o menos pior entre todos os dispositivos com que tive contato, ainda assim é a versão mais esquisita desde que comecei a usar iPhone, há mais de uma década.

Espero que esses números acendam um alerta no departamento de design da Apple.

Atualização (17h10): É possível, embora não confirmado, que uma alteração no “user-agent” do Safari esteja causando distorções nos números do StatCounter. Outras fontes, porém, reforçam a suspeita de adoção mais lenta do iOS 26, mesmo que numa intensidade menor.

Mais uma vez o Google ameaça os 3 bilhões (!) de usuários do Gmail com recursos do Gemini (IA). Desta vez, a mudança é dramática: a caixa de entrada será “inteligente”, o que seria tentador se os modelos de IA fossem capazes de resumir certo e não fossem propensos a erros. Por ora, o novo Gmail está sendo liberado para estadunidenses que pagam os caros planos de IA do Google. A medida profilática é desativar todos os recursos de IA do Gmail: nas configurações, aba Geral, desmarque a opção Ativar os recursos inteligentes no Gmail, Chat e Meet. De nada!