Gráfico em barras, de setembro de 2020 a abril de 2021, mostrando os volumes totais de downloads do Telegram e do Signal, com um grande pico em janeiro.
Imagem: Sensor Tower/Divulgação.

O impacto da nova política de privacidade do WhatsApp nos downloads dos apps rivais Telegram e Signal foi mensurado. Segundo a Sensor Tower, em janeiro deste ano o Telegram foi baixado 63,5 milhões de vezes, aumento de 283% em relação a janeiro de 2020, e o Signal, 50,6 milhões de vezes, aumento de 5.001%.

O crescimento desacelero nos meses seguintes, a ponto do Telegram voltar ao platô anterior. O Signal, porém, até abril ainda experimentava volumes de downloads acima do patamar pré-2021. No mesmo intervalo, os downloads do WhatsApp caíram levemente — embora no acumulado dos quatro primeiros meses eles ainda superem os dos rivais. Via Sensor Tower (em inglês)

O WhatsApp acatou pedido do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), o Ministério Público Federal (MPF), a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e adiou em 90 dias o início da degradação da experiência dos usuários de WhatsApp que não aceitarem sua nova política de privacidade.

Inicialmente, os usuários teriam até 8 de fevereiro para aceitar o novo texto. Depois, o WhatsApp/Facebook alterou o prazo para 15 de maio. Agora, com a nova prorrogação, a data limite muda para meados de agosto. Nesse intervalo, a empresa e os três órgãos discutirão pontos de preocupação em relação à nova política de privacidade. Via O Globo.

O WhatsApp como um bar

Analogia é o recurso linguístico mais preguiçoso que existe para explicar algo. Peço desculpas antecipadamente para fazer uso de uma nesta breve análise do WhatsApp às vésperas da entrada em vigor da sua nova política de privacidade.

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À luz da nova política de privacidade do WhatsApp, a Alemanha proibiu o Facebook de processar dados dos usuários do app de mensagens. Para isso, amparado pelo GDPR, o órgão regulador máximo do país impôs um congelamento de três meses na coleta de dados do WhatsApp.

O Facebook se defendeu, dizendo que houve um “mal entendido”. E eles estão certos: o Facebook cruza dados do WhatsApp com os de suas outras propriedades desde 2016, ou seja, isso não é novo e nada tem a ver com a nova política de privacidade. De qualquer forma, ela tem seus problemas e este episódio na Alemanha é mais um tijolo colocado no muro que tenta barrar a mudança no app, que passa a valer neste sábado (15). Via Reuters (em inglês)

O WhatsApp alterou a página de suporte que detalha o que acontecerá às contas daqueles que não aceitarem a nova política de privacidade do app, que passa a valer a partir de 15 de maio.

Em inglês, a nova redação diz que “ninguém terá suas contas apagadas ou perderá funcionalidades em 15 de maio por causa dessa atualização”. A redação anterior, que ainda está na versão em português do Brasil, dizia que “O WhatsApp não apagará sua conta, mesmo se você não aceitar a atualização dos Termos de Serviço até essa data. Entretanto, você não poderá usar alguns recursos do WhatsApp até aceitar essa atualização. Por um curto período, você ainda poderá receber chamadas e notificações, mas não poderá ler nem enviar mensagens pelo app.”

Ainda segundo o novo texto, os pedidos para que o usuário aceite a nova política de privacidade se tornarão mais frequentes e, depois de “algumas semanas”, o WhatsApp começará a parar — chamadas, mensagens e notificações deixarão de ser recebidas pelo aparelho.

O histórico do app não será apagado mesmo após isso, mas a política de contas inativas continuará valendo. Segundo ela, o WhatsApp pode apagar contas após 120 dias de inatividade.

Depois de muitos atrasos e burocracias, o WhatsApp começou a liberar o envio e recebimento de dinheiro dentro do app. Para ativar o recurso, é preciso ter um cartão com função de débito de um dos bancos e bandeiras parceiras (veja a lista). Via @WhatsApp/Twitter.

Quase 30 organizações sul-americanas assinaram um comunicado conjunto a respeito da nova política de privacidade, cujo aceite passa a ser obrigatório no próximo dia 15 de maio. Elas pedem para que o Facebook suspenda no mundo inteiro a aplicação da nova política de privacidade e desfaça o compartilhamento de dados entre WhatsApp e Facebook, vigente desde 2016. Via AI Sur (em espanhol).

Para entender o que está em jogo na nova política de privacidade do WhatsApp e por que ela causa tanta aversão, leia esta análise.

Colaborou Jacqueline Lafloufa.

Hoje eu descobri que o Facebook/WhatsApp é dono da marca Zap Zap no Brasil. Via INPI.

Os pesquisadores Luis Márquez Carpintero e Ernesto Canales Pereña encontraram algumas falhas no WhatsApp que, exploradas em conjunto, podem levar ao bloqueio permanente de uma conta no serviço, mesmo com a confirmação em duas etapas ativada.

Resumidamente, eles tentam ativar um número em outro celular repetidas vezes, errando de propósito o código de ativação, até bloquear a geração de novos códigos por 12 horas. Depois, enviam um e-mail para support@whatsapp.com pedindo para que a conta da vítima seja desativada (e, surpreendentemente, ela é; é um sistema automatizado que não verifica a titularidade da conta requisitada). Ao repetir o processo pela terceira vez, em vez de 12 horas, o bloqueio à ativação passa a ser de -1, ou seja, infinito.

O ataque não concede acesso à conta da vítima, mas pode inutilizar sua conta no WhatsApp. À Forbes, que relatou o esquema, o WhatsApp informou que, por precaução, recomenda aos usuários registrarem um e-mail junto à confirmação em duas etapas, porque isso “ajuda a nossa equipe de serviço ao usuário auxiliar pessoas que se depararem com esse problema improvável”. Via Forbes.

O Banco Central autorizou o Facebook a fazer transferências bancárias pelo WhatsApp. O Facebook foi autorizado a operar como “iniciador de pagamentos” e autorizou dois arranjos de pagamentos para Visa e MasterCard relacionados ao WhatsApp. Via Banco Central, G1.

Existe um buraco na criptografia de ponta a ponta do WhatsApp: os backups na nuvem. Tanto no Android (Google Drive) quanto no iOS (iCloud), os backups na nuvem não são criptografados de ponta a ponta, o que significa que alguém que obtenha acesso a esses espaços pode ler as mensagens salvas.

Isso parece prestes a mudar. O WABetaInfo encontrou vestígios em uma versão de testes do WhatsApp de uma nova opção para criptografar backups do aplicativo. Ainda não se sabe quando o recurso será liberado. Via @WABetaInfo/Twitter.

O WhatsApp liberou chamadas de áudio e vídeo em seus aplicativos para computadores. Por ora, apenas chamadas individuais; as em grupo serão disponibilizadas “futuramente”. Curioso para saber qual será o impacto desse recurso no uso de outros aplicativos mais comumente usados em computadores, como Skype e Zoom. Via WhatsApp.

O app Watomatic (Android, gratuito e de código aberto) ajuda a tornar a saída do WhatsApp menos dolorosa. Com ele, é possível configurar uma mensagem automática que é enviada toda vez que alguém manda uma mensagem para você pelo WhatsApp — vale para grupos também. O Watomatic age a partir das notificações; para ele funcionar, o WhatsApp precisa estar instalado e com permissão de exibir notificações no Android. Segundo o criador do app, ele está quase todo traduzido para o português. Dica de um leitor anônimo.

O WhatsApp retomou os esforços públicos para passar a nova política de privacidade junto aos usuários. Em um post publicado na última sexta (18), a empresa informou que está usando o Status (os stories dentro do WhatsApp) para comunicar novidades e seus princípios diretamente aos usuários, e que esse “é o primeiro passo de muitos outros que virão para que possamos nos comunicar com ainda mais clareza com todos”. Um desses passos deve ser uma tela reformulada, mais simples, sobre a nova política de privacidade — o WABetaInfo encontrou-o numa versão beta. Via WhatsApp, WABetaInfo (em inglês).

Uma atualização na documentação do WhatsApp informa o que acontecerá a partir de 15 de maio com aqueles que não aceitarem a nova política de privacidade. Em resumo, “[p]or um curto período, você ainda poderá receber chamadas e notificações, mas não poderá ler nem enviar mensagens pelo app”. Via WhatsApp.

Para entender o que de fato muda com a nova política de privacidade do WhatsApp, leia isto.

Os aplicativos rivais do WhatsApp continuam aproveitando o momento. O Telegram 7.4, liberado nesta quinta (28), permite importar o histórico de conversas de outros apps — incluindo, obviamente, do WhatsApp. Via Telegram.