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Facebook inflou alcance potencial de anúncios por anos e rejeitou correção

E-mails internos do Facebook revelados pela Justiça dos Estados Unidos mostraram que o chamado “potencial de alcance” dos anúncios em sua plataforma, uma métrica exibida quando os anunciantes estão configurando seus anúncios e que é determinante na decisão do valor a ser investido, estava “profundamente errada”. A direção do Facebook soube do erro por anos e quando uma correção foi proposta por um gerente de produtos, rejeitou-a porque o “impacto no faturamento” do Facebook seria “significativo”. Via @jason_kint/Twitter, Financial Times (em inglês, com paywall).

Pinturas em prédios de SP dos jogos Cyberpunk 2077 e Free Fire rendem multas e são apagadas

A CD Projekt e a Warner, responsáveis por Cyberpunk 2077, e a Garena, dona do Free Fire, tiveram uma sacada para o marketing dos jogos: alugar as laterais de prédios em São Paulo e pintar artes relacionadas aos jogos a fim de promovê-los. A prefeitura, porém, entendeu as artes como publicidade (o que parece… coerente) e, com base na Lei Cidade Limpa (14.223/2006), multou as empresas em R$ 410 mil (Cyberpunk 2077) e R$ 595 mil (Free Fire). Além do prejuízo, as duas pinturas já foram apagadas. Veja o antes e depois na reportagem do Uol Start.

Sleeping Giants, Gazeta do Povo e Rodrigo Constantino

Foto de uma edição impressa da Gazeta do Povo segurada por uma mão.

Ao comentar o chocante desfecho do caso Mariana Ferrer, o do “estupro culposo”, o colunista Rodrigo Constantino disse que, se fosse sua filha no lugar da vítima, daria um esporro nela e não denunciaria os abusadores porque ela teria bebido antes de sofrer a violência que sofreu. (Se tiver estômago, assista ao vídeo.) A fala nojenta dele pegou mal e — finalmente —, após anos dizendo e escrevendo barbaridades desse nível, custou-lhe algumas das posições que tinha na imprensa.

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iOS 14 e o “absurdo” do consentimento informado na cessão de dados pessoais

iPhone visto sobre os ombros de uma pessoa.

Se este site que lhe perguntasse, sem enrolação, se você permitiria que ele coletasse dados pessoais seus para fins de publicidade e medição de audiência, você concederia? Desde que a GDPR, a lei de proteção de dados pessoais da Europa, entrou em vigor, isso virou rotina em sites estrangeiros. Pode parecer que não, mas só porque os donos de sites tentam maquiar o pedido para dissuadi-lo de negar a cessão de dados.

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Financiamento de “fake news” pelo governo federal escancara os perigos da publicidade programática

Fábio Wajngarten segurando uma folha impressa sentado à mesa.

O maior mérito do Sleeping Giants brasileiro talvez não seja fazer com que grandes empresas retirem seus anúncios de sites picaretas, mas sim o efeito educador que ele pode ter na população dos perigos da publicidade programática, modelo que tomou a internet nos últimos anos e redefiniu o cenário da publicidade em diferentes medidas.

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Como bloquear anúncios de sites para ter mais privacidade, bateria e dados no celular, e paz de espírito

Placa de trânsito vermelha com a inscrição "Pare" contra um céu azul.

Atualização (28/9/2026): Grande revisão do artigo para atualizar as recomendações de extensões e serviços.

Frustrado ao entrar em um site de notícias e ser afogado por anúncios e pop-ups? Não aguenta mais ver anúncios daquele tênis que pesquisou uma vez há semanas e até já comprou, mas que insistem em aparecer? Preocupado com anúncios que se parecem com golpes? Acha que seu celular está gastando muita bateria, ficando lento e/ou esquentando quando acessa sites? Se você respondeu “sim” a pelo menos uma dessas perguntas, a boa notícia é que dá para mitigar muitos dos problemas com a instalação de um bloqueador de anúncios.

↓ Pule direto para as dicas e recomendações.

Boa parte da internet gratuita se sustenta com anúncios. Você baixa apps, usa serviços e acessa sites informativos sem pagar nada e, para financiar a operação, os donos desses empreendimentos exibem anúncios que geram receita a eles e viabiliza os negócios. No papel, é uma troca justa. Na prática, a relação se tornou desigual (pior para o nosso lado) há muito tempo.

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A tecnologia aprende com os cigarros e os cassinos

por Guilherme Felitti

Janeiro de 1964. O Surgeon General, o chefe de uma das divisões de saúde pública do governo norte-americano, conduziu um estudo para revisar mais de 7 mil pesquisas que investigavam os efeitos nocivos do cigarro na saúde humana. O esforço resultou em um relatório chamado Fumo e Saúde: Relatório de Comitê de Aconselhamento do Cirurgião Geral (em tradução livre), que concluía que fumantes tinham chances de 9 a 20 vezes maiores de ter câncer no pulmão que os não fumantes. Para a gente parece óbvio. Na época, não era.

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O comercial da GoPro HERO4 Black Edition filmado inteiramente com ela própria

A linha 2014 de câmeras de ação da GoPro foi finalmente anunciada e a nova topo de linha, a HERO4 Black Edition, parece espetacular com seus vídeos em 4K a 30 fps (quadros por segundo) ou, em Full HD, a 120 fps.

O vídeo de divulgação é composto por quatro minutos de paisagens espetaculares, totalmente filmado com a nova câmera. Um deleite:

O único problema dela, aparentemente, é o preço. A GoPro HERO4 Black Edition custa, nos EUA, US$ 500. No Brasil, o modelo anterior, a HERO3+ Black Edition, que lá fora custa US$ 400, começa em ~R$ 1.700 nas lojas do varejo mais tradicionais. Faça a conta.

Além da HERO4 Black Edition, a GoPro lançou outras duas novas câmeras de ação. A HERO4 Silver é basicamente a HERO3+ Black Edition com algumas melhorias — tela sensível a toques, modo noturno, Bluetooth e sistema de áudio aprimorado. Até o preço é idêntico à da sua antecessora, US$ 400.

O modelo mais simples entre os novos é chamado simplesmente HERO. Custa US$ 130, tem qualidade de vídeo menor, nada de touchscreen, Wi-Fi e uma série de outros recursos legais, e alcança a resolução máxima de 1080p (Full HD) a 30 fps. O lado bom? Além de ser barata, a própria câmera é à prova d’água, dispensando o case que acompanha os modelos superiores.

O Gizmodo publicou um hands-on bem completo das novas câmeras. Nos EUA, elas serão lançadas dia 5 de outubro.

As renderizações 3D no catálogo da Ikea

Mais uma peça do catálogo da Ikea.
Imagem: Ikea.

O site CGSociety bateu um papo com Martin Enthed, gerente de TI da agência interna da Ikea, e descobriu que 75% dos produtos no catálogo da fabricante é representado por renderizações 3D em vez de fotos tradicionais. Entre a primeira imagem do tipo, em 2006, e o número expressivo de hoje, passaram-se oito anos. Há dois, em 2012, as renderizações correspondiam a 25% do catálogo segundo apresentação do próprio Enthed na SIGGRAPH. A computação gráfica não é promessa, é realidade na publicidade — e a imagem acima, feita em computadores, prova isso.

O que parece ineditismo é, na prática, bem mais comum do que se imagina. Não é de hoje que várias indústrias recorrem ao poder dos computadores para retocar ou mesmo criar, do nada, o material publicitário dos seus produtos. Ou vai me dizer que você acreditava que esses Ashas dançando e se multiplicando na tela eram apenas aparelhos bem adestrados ou obra de alguma engenhoca? (mais…)