O recurso carro-chefe da versão 1.15.1 é o suporte a arquivos do Office. E não apenas do Microsoft 365; o sistema também converte para *.pdf arquivos no OpenDocument Format (LibreOffice), *.pages (Apple Pages), *.pub, *.vsd, *.psd (Photoshop), *.rtf e csv. Ufa!
No sentido contrário (*.pdf para Office), por ora há suporte apenas para arquivos do Word e Excel.
Outros formatos de arquivos foram adicionados, com destaque para e-books e imagens.
O BentoPDF processa os arquivos localmente, no dispositivo da pessoa que o acessa. Isso garante a privacidade dos arquivos processados pela ferramenta.
A versão 2.2.15 melhorou o suporte a feeds do YouTube. Agora, ao cadastrar o feed de um canal de lá, o Miniflux apresenta quatro opções de inscrição:
Channel: Todos os vídeos.
Videos only: Apenas vídeos longos, sem Shorts ou ao vivo.
Short videos: Apenas vídeos curtos/Shorts.
Live streams: Apenas vídeos ao vivo.
Adeus, Shorts!
É possível fazer isso de outras formas, editando diretamente a URL do feed. O Thiago mostrou como no Órbita, ano passado. A opção com um clique do Miniflux, porém, é bem mais intuitiva e expande a oferta de se livrar dos Shorts a um público maior/menos técnico.
A Microsoft estava testando uma versão gratuita com anúncios (incluindo em vídeo) de Excel, PowerPoint e Word, com vários recursos básicos bloqueados e que só salvava arquivos no OneDrive.
Após a repercussão negativa, a empresa enviou um posicionamento a alguns sites afirmando que não tem a intenção de lançar esse Office zoado. É curioso tanto esforço para desenvolver algo e colocar esse algo para testes públicos sem ter a intenção de comercializá-lo… não?
Em momentos assim, é sempre bom lembrar de alternativas abertas e gratuitas, em especial o LibreOffice.
A Microsoft descobriu como fazer dinheiro com inteligência artificial generativa: enfiar a tecnologia no Microsoft 365 e aumentar o preço da mensalidade em até 41,7%. / tecnoblog.net
Microsoft 365 Personal subiu de R$ 36 para R$ 51 (+41,7%).
Microsoft 365 Family subiu de R$ 45 para R$ 60 (+33,3%).
Detalhe: no plano familiar, apenas o titular dispõe do Copilot (os recursos de IA da Microsoft).
Os novos valores foram anunciados nesta quinta (16), com efeito imediato — já valem para o próximo ciclo de cobranças. / microsoft.com (em inglês)
A parte que importa: nas entrelinhas, a Microsoft ainda permite a quem já é assinante, mas “por tempo limitado”, o acesso a planos “clássicos”, sem o Copilot. / support.microsoft.com
A Microsoft com inteligência artificial parece aquele comediante com piadas ruins que, diante dos bocejos da plateia, apela cada vez mais. O que significa que, goste você ou não, os recursos de IA da empresa estão cada vez mais inescapáveis.
Em breve, o Bloco de Notas e o Paint ganharão poderes de IA para reescrever textos e apagar e acrescentar elementos às imagens, respectivamente. Entre o bobo e o inútil, mas… ok, vá lá, aqueles bilhões queimados em créditos do Azure para a OpenAI precisam dar um resultado que, até agora, continua só na promessa. / blogs.windows.com
A parte desesperada começa a transparecer em coisas como os “Temas do Copilot” para o Outlook, que é meio o que você imagina, por menos sentido que isso tenha. A cereja do pudim é que os “temas do Copilot” são um recurso pago, atrelado à licença do Copilot Pro. Por esse e outros recursos de IA, o pobre diabo que acredita nas promessas da Microsoft precisa desembolsar ~R$ 100/mês. / techcommunity.microsoft.com (em inglês), youtube.com/@microsoftdesign
Há indícios de que o Copilot Pro, lançado há noves meses, não seja o sucesso que a Microsoft esperava. A empresa enterrou em um blog chamado “Stories Asia” o comunicado de uma alteração importante no serviço para usuários domésticos do Microsoft 365. / news.microsoft.com (em inglês)
Em caráter de testes — válido apenas para Austrália, Malásia, Nova Zelândia, Singapura, Tailândia e Taiwan —, o Copilot Pro deixa de ser um acessório pago da assinatura do Microsoft 365 e passa a ser incorporado ao pacote. Obviamente, a mudança implica em um aumento na mensalidade de quem só quer ou precisa usar Excel e Word.
Mais interessante que o Copilot Pro diluído na (e encarecendo a) assinatura é o acréscimo, no mesmo teste, do Designer, a cópia do Canva que a Microsoft lançou no início do ano.
Esta pedra estava cantada: na quinta (16), a Microsoft anunciou o Copilot, uma integração do GPT-4/ChatGPT aos produtos da antiga família Office, atual Microsoft 365 (Word, Excel, Outlook etc.).
É tudo aquilo que se esperaria num primeiro momento. Com breves comandos, o Copilot escreve textos, resume outros, extrai dados de planilhas, gera apresentações de slides. Há, ainda, um chatbot baseado na tecnologia.
A Microsoft diz que um diferencial do Copilot é que ele combina o poder do GPT-4 com os dados gerados pelo usuário. É um caso de uso mais fechado, e que, por isso, pode acabar se mostrando mais útil.
Um parêntese aqui: o marketing da Microsoft, não é de agora, vem pesando a mão nesses vídeos de divulgação, não? Por um momento acreditei que o Word estivesse bonito como no vídeo acima. Não é o caso. Via Microsoft (em inglês).
A maioria dos olhos estavam voltados aos novos computadores da linha Surface, mas a Microsoft, em um evento paralelo nesta quarta (12), o Ignite, anunciou um punhado de novidades em software:
Microsoft Designer, espécie de clone do Canva com a capacidade de gerar ilustrações graças ao DALL-E 2.
Fase final da mudança de marca do Office, que passa a se chamar Microsoft 365, com direito a ícone novo e tudo.
Um novo aplicativo para empresas, Places, para gerenciar ambientes de trabalho híbridos, com escritório e home office.
Sobraram alguns no evento do Surface, todos focados em Apple: Fotos do iCloud integradas ao aplicativo Fotos do Windows 11 e Apple Music para Xbox, e, em 2023, aplicativos do Apple Music e do Apple TV para Windows serão lançados. Via Microsoft(2) (em inglês).
Faz alguns anos que a Microsoft mudou o modelo de negócio do Office, passando a vendê-lo em uma assinatura no Office/Microsoft 365. Em paralelo e com menos destaque, porém, aquela versão com preço fechado, pago uma única vez, continua disponível e sendo atualizada em um ritmo mais fraco. A próxima versão será o Office 2021, para usuários domésticos e pequenas empresas, que deve chegar ao mercado até o fim do ano, junto ao Office LTSC, esse vendido para grandes empresas e com prazo de suporte estendido (cinco anos).
Pode parecer tentador livrar-se de uma assinatura, mas será que vale a pena? Para usuários domésticos, o Office 2019 Home & Student (versão mais recente) custa R$ 499 comprando direto da Microsoft. Em promoções do varejo, dá para encontrar cartões de anuidade do Microsoft 365 por menos de R$ 100 — e, além dos aplicativos do Office sempre atualizados, o pacote ainda inclui 1 TB de espaço no OneDrive e 60 minutos por mês no Skype. Sei não. Via Microsoft (em inglês).
Em 2016 é comum assinarmos vários serviços. O modelo ganhou força e funciona bem para as empresas que os oferecem e para nós, usuários. A fim de conquistar novos clientes, alguns deles têm períodos promocionais com preços mais em conta ou até gratuidade total por prazos limitados. Nesta página estão listados alguns — se souber de um que não esteja nela ou de que esteja e não funcione mais, avise nos comentários. (mais…)
O Word é um dos programas mais fascinantes já criados. Num belo texto publicado ano passado, o jornalista Paul Ford o colocou (o Office, na verdade) ao lado de outros grandes, como Photoshop e Unix, no rol dos cânones do software. Apesar disso, eu não o uso. Não é a qualidade do Word que está em questão aqui, mas sim a sua aplicação. Ele faz coisas muito legais, só não é lá muito bom para o meu tipo de escrita.
Mesmo reconhecendo suas virtudes, não costumo usar o Word com tanta frequência. A saída quase perfeita que ele tem no papel não se repete na web. O texto copiado do Word e colado num editor online costuma vir carregado de código desnecessários. As ferramentas de formatação, tão poderosas para compor documentos elaborados para impressão, beiram a insignificância quando o fim é publicação online. Isso se faz com CSS, não no conteúdo.
No fim, acabo quase sempre escrevendo diretamente no editor do WordPress, o CMS que uso no Manual do Usuário. Não é o ideal, mas funciona bem. E, ao longo dos anos, ele evoluiu um tanto: tem salvamento automático, corretor ortográfico, é totalmente WYSIWYG, inclusive com a formatação do próprio tema e, recentemente, até passou a lidar melhor com texto importado do Word, removendo aqueles códigos inúteis já mencionados. (mais…)
Nos domínios da Microsoft, o Office é uma força espetacular. Imparável, implacável, avança e conquista novos territórios sem dar espaço à concorrência. O leitor Paulo Alcantara perguntou, à luz dos recém-anunciados add-ons do Google Drive, se as alternativas à suíte da Microsoft estão maduras o bastante para viabilizar a migração de quem (pessoas e empresas) está habituado ao Office.
O Office não é para mim, nem para você
Antes de qualquer suposição ou fato, é bom esclarecer a quem esses aplicativos se destinam. Eu, por exemplo, não sou público-alvo. Não uso o Office regularmente, embora tenha uma licença da versão 2010 com os apps mais básicos à disposição no meu notebook de trabalho. Vez ou outra recorro ao Word (especialmente para trabalhos acadêmicos) e ao PowerPoint (mesmo motivo); não me recordo da última vez que abri o Excel.
Meu perfil é, para as tarefas que o Office promete dar conta, um tanto simplista. O app que teoricamente eu mais usaria, o Word, é um exagero e um caminho que se fecha em si: dali, ou o texto é enviado para ser lido em outra instância do Word, ou é convertido para PDF ou papel. É possível utilizar o Word a fim de escrever para a web, mas convenhamos: com Markdown, apps mais ágeis e leves na web, e fluxos de trabalho menos complexos, não sobram motivos para recorrer ao Word.
Quando se fala na mítica versão do Office para iPad, o ceticismo de quem desdenha essa investida toma como público perfis parecidos com o meu. Para nós, gente que respira web e consegue viver sem maiores enroscos com ferramentas modernas, livres de legado, o Office de fato não tem lá tanto apelo, e não é de hoje. Olhando em retrospecto, mesmo sempre tendo uma cópia dele instalada nos meus computadores nunca as usei com tanta assiduidade para justificá-las. No passado, com alternativas limitadas em quantidade e qualidade, ele servia a um número maior de atividades; hoje, existe um app para isso — e não é força de expressão.
Nas empresas, o Office reina
Foto: Microsoft/Reprodução.
O que se costuma esquecer é a dimensão que o Office tem onde pagar por software sempre foi um gesto natural: o ambiente corporativo. O Office é uma máquina de fazer dinheiro não por todos os estudantes e blogueiros que compram licenças ou assinam o Office 365, mas pelos contratos de volume que levam Word, Excel, PowerPoint e Outlook para grandes parques de máquinas, para centenas, milhares de computadores de uma só vez, conectados via SharePoint, Exchange, Lync e outros nomes que, para quem conhece o Office de casa, são alienígenas.
Em 2010, a comScore revelou que havia no mundo, englobando todas as situações possíveis (inclusive estimativas da pirataria), mais de 1 bilhão de usuários de Office. Dados mais recentes da Forrester, de outubro do ano passado, mostraram que em três anos o Office 2010 dominou o mercado corporativo. Nessa pesquisa, conduzida com 155 empresas, 85% delas disseram usar essa versão da suíte. A 2013, já respondia por 23% (a soma das porcentagens supera 100% porque várias empresas usam duas ou mais versões em paralelo), quase o dobro da adoção do Google Docs/Drive e muito mais que o OpenOffice e variantes, que despencou no ranking em apenas dois anos.
As soluções na nuvem, personificadas principalmente pelo Google Drive, apesar do “oba oba” não conseguiram fazer a cabeça dos CIOs e penetrar no ambiente corporativo. E não por ignorância ou preconceito. Acontece que o Office da Microsoft tem duas características difíceis de serem batidas: ele é popular e, sejamos honestos, muito bom.
A popularidade advém da idade — e, créditos à Microsoft pela capacidade de adaptar um software tão antigo a toda e qualquer tendência que emplaque. Ter sido a única opção decente por tanto tempo também criou a cultura da compatibilidade; outros aplicativos, embora conversem com os arquivos gerados no Office, se enrolam com os mais complexos. É um jogo de força bruta, mas que no final pesa a favor da Microsoft.
As mais recentes, nuvem e venda por assinatura, convergiram no Office 365, disponível tanto para empresas quanto para usuários domésticos a preços interessantes. A versão doméstica do Office 365, por exemplo, custa R$ 21 por mês, dá direito à instalação dos apps em até cinco computadores, minutos no Skype, espaço extra no OneDrive e acesso aos apps para iPhone e Android. Para empresas, entram na conta soluções corporativas rodando na nuvem, como o sistema de comunicação Lync, SharePoint e servidor de e-mail Outlook, além do suporte sempre prestativo.
As alternativas são mais baratas, mas também inferiores
A última reformulação no iWork simplificou, muito até, os apps. É um caminho contrário ao do da Microsoft, que conseguiu algo raro com seu Office: ser ao mesmo tempo poderoso para quem precisa e simples para quem não o entender. O leitor Gustavo Vieira usa o Office no trabalho e em casa e explicou seus motivos:
“Uso [o Office] tanto na empresa quanto em casa e a justificativa é a mesma: é o que tem os melhores recursos avançados no pacote. Simplesmente não há alternativa decente (principalmente em relação ao Excel — fórmulas matriciais, macros VBA, tabelas dinâmicas) que consiga suplantar a suíte da microsoft. Até o Word, que a maioria acha que é apenas um editor de texto feioso, tem suas vantagens insubstituíveis (opções de formatação, smartart, referências, alterações controladas…).”
O Paulo, que sugeriu esta pauta, detalhou o que torna o Office, em especial o Excel, insubstituível para ele — e é curioso notar como os motivos vão além dos técnicos:
Porque quando comecei a trabalhar na área (design de interiores) há 10 anos já faziam assim, então, é algo muito difícil de mudar na cabeça das pessoas.
Macros. Querendo ou não, criar uma macro é algo muito difundido e relativamente fácil, então a planilha que eu uso tem macros criadas anos atrás que ainda funcionam muito bem.
Velocidade e confiabilidade com planilhas grandes. É sensível a diferença aqui. Uma planilha online como a do Google não tem a mesma velocidade de cálculo, nem a mesma confiabilidade. Já aconteceu de eu ter lançado algumas coisas na planilha do Google, e quando vou abrir, dá algum bug e o dado desaparece! Coisa que NUNCA, NUNCA, aconteceu com o Excel.
Fórmulas. As fórmulas do Excel são traduzidas para português, e quando meu pai me ensinou a mexer no Excel, ele me ensinou as fórmulas em… adivinha: português, como SOMA, CALC, etc. As fórmulas do Google Docs estão em inglês e são ligeiramente diferentes, o que me atrapalha um pouco.
Ambiente diferente. Querendo ou não, as pessoas ainda se sentem meio coibidas usando uma planilha fora do computador delas. “Mas fica nos Estados Unidos?”, disse uma funcionária aqui. “Mas o arquivo não é mais meu?”, disse outra funcionária. A pessoa perde a ilusão da “posse” daquele arquivo, acha que literalmente pode perder o arquivo ou outras pessoas podem ler. (E isso tem um fundinho de verdade.)
Ninguém quer aprender a mexer no Google Script para substituir macros! Sério, nem eu, que gosto de tecnologia, tive paciência de chafurdar em manuais para criar scripts que substituiriam as macros. A Macro é algo tão difundido, que é bem difícil substituir agora. Mas eu tenho uma missão comigo mesmo de resolver isso pelo menos aqui, no escritório.
Look and feel diferente. Imagina uma secretária, que faz o trabalho dela, repetitivo e sem criatividade, há 20 anos (uma grande amiga minha, por sinal), ter que se acostumar com os Ribbons do Excel 2007/2010. Não rolou. Ela pediu para trocarem de volta pelo Excel 2003, com os menus que ela estava acostumada.
Zoom. É normal fazer uma planilha grande no Excel e diminuir o zoom para ela caber na tela. Esse conceito não existe no Google Docs, a planilha que você tem é sempre 100% da visão, você não consegue reduzir ela na tela. Imagina isso com uma planilha com milhares de entradas!
Letargia profissional. Quase ninguém num ambiente corporativo quer melhorar as coisas, são poucos que querem arranjar uma encrenca. As pessoas querem fazer o trabalho delas e ir embora. Ninguém quer encarar o problema de transferir uma planilha monstruosa, com dados de 15 anos, para o Google, adaptar toda a formatação, ajustar as letras, recriar as macros em script, ensinar as pessoas a usar o novo conceito e convencer o chefe. É muito mais fácil simplesmente avisar o pessoal do TI a instalar a mesma versão do Excel 97/2003 no computador dele, que vai funcionar de qualquer jeito.
Nem toda empresa precisa de tudo o que o Office oferece, claro. Quanto mais simples as exigências, quanto mais enxuto o workflow e menor o número de funcionários, mais fácil é adotar alternativas. Embora o iWork foque na simplicidade para agradar o usuário doméstico, o Google tem a mesma abordagem de olho no corporativo. E funciona, pelo menos para cinco milhões de empresas — esse número, o último divulgado oficialmente, de junho de 2012.
É muito bom ter opções e não depender apenas de uma fornecedora, mas tratar o Office como uma tecnologia ultrapassada e em desuso é, no mínimo, exagerado, um discurso que não bate com a realidade, ainda que uma restrita à corporativa.
Talvez seja o mesmo caso do Internet Explorer: nos fins de semana, a sua fatia no gráfico de uso dos navegadores despenca. Só que funcionário também é gente e o software que ele usa é real, conta. Google Drive, iWork, OpenOffice e outros estão a quilômetros de distância do Office. Se duvida, tente fazer uma planilha complexa, com macros e outros recursos avançados, nessas alternativas. E boa sorte!