O que posso fazer com meu computador antigo?
Troque-o ou recicle-o com uma empresa local.

Logo da Microsoft.Microsoft

Nada mais sustentável que jogar fora, digo, “reciclar” computadores perfeitamente funcionais por… quem sabe?

A ~recomendação está sendo feita pela Microsoft, por e-mail, àqueles que usam PCs não elegíveis a rodarem o Windows 11. A garantia de atualizações de segurança para o Windows 10 terminam em 14/10/2025.

A incompatibilidade desses computadores “antigos” com o Windows 11 é artificial. Decorre de novos requisitos mínimos arbitrários impostos pela Microsoft.

A Apple tampouco se sai bem nesse quesito.

A única alternativa realmente sustentável você já deve saber qual é. (Se não, falo das distribuições Linux.)

A atualização de março do Windows 11 está removendo o Copilot em alguns dispositivos. Enquanto tenta resolver o problema, a Microsoft orienta os afetados a reinstalarem o app do Copilot pela loja de apps e adicioná-lo à barra de tarefas manualmente.

Melhor atualização do Windows em muito tempo.

Fala-se muito da incapacidade do Google em acertar a mão com apps de mensagens. O que falar da Microsoft? O fim do Skype (em 5 de maio) é só o último capítulo da lenta deterioração de um bom serviço muito querido até a Microsoft comprá-lo por US$ 8,5 bilhões, em 2011. E nem vou falar dos equívocos com o MSN Messenger, ou do fato de que o Teams só tem usuários porque as empresas obrigam os funcionários a usá-lo.

A Microsoft estava testando uma versão gratuita com anúncios (incluindo em vídeo) de Excel, PowerPoint e Word, com vários recursos básicos bloqueados e que só salvava arquivos no OneDrive.

Após a repercussão negativa, a empresa enviou um posicionamento a alguns sites afirmando que não tem a intenção de lançar esse Office zoado. É curioso tanto esforço para desenvolver algo e colocar esse algo para testes públicos sem ter a intenção de comercializá-lo… não?

Em momentos assim, é sempre bom lembrar de alternativas abertas e gratuitas, em especial o LibreOffice.

Apps novos e atualizados

Atualizações de apps importantes e novidades que podem ganhar um espaço no celular ou computador.

Apple Convites: A Apple lançou um app para agendar eventos. Todo mundo (até, veja só, quem usa Android) pode responder convites, mas para criar um evento tem que ter um iPhone e ser assinante do iCloud+. Acho que vai flopar. / iOS

Cryptomator 1.15.0: A janela principal ganhou um novo visual e a versão para Linux em AppImage não tem mais dependências. / Linux, macOS, Windows

Firefox 135: Traz novos idiomas no tradutor embutido e offline, e expande o novo leiaute da página de novas abas para o mundo todo (estava em testes nos EUA). A opção “Do Not Track” foi removida. / Linux, macOS, Windows

Instapaper 9.1: Agora funciona com sites que exigem login, consegue detectar paywalls e teve a tela de configurações redesenhada. / iOS

KTool: Serviço que envia artigos salvos da web para o Kindle. É pago, com 7 dias de testes. / Android, iOS, Web

le Chat: A Mistral, startup francesa de IA generativa, lançou seu app móvel. / Android, iOS

LibreOffice 25.2: Suporte ao ODF 1.4, melhorias na compatibilidade com arquivos da Microsoft e pequenas mudanças estéticas. Ah, e o aviso de que a próxima versão (25.8) não será compatível com os Windows 7, 8 e 8.1. / Linux, macOS, Windows

Mastodon Moderation: Um app para administradores de instâncias do Mastodon lidarem com tarefas de manutenção. É para pouca gente; coloco aqui mais a título de curiosidade. / iOS

Microsoft Teams: A Microsoft está testando uma espécie de LinkedIn interno para o Teams, com direito a posts, curtidas e o conceito de seguir/ser seguido. Nada é tão ruim que não possa piorar. / Todos os sistemas (infelizmente)

Opera Air: O primeiro (e provavelmente último, pois ???) navegador web do mundo “centrado em mindfulness”. / Linux, macOS, Windows

OnlyOffice Docs 8.3: Ganhou compatibilidade com arquivos dos apps de escritório da Apple (Keynote, Numbers e Pages), carimbos para *.pdf e outras novidades menores. / Linux, macOS, Windows

Tapestry: Virou moda esse tipo de app que agrega várias timelines em uma tela só, não? Este é da Iconfactory, responsáveis pelo finado Twiterrific. / iOS

Usar o ChatGPT consome uma garrafa d’água de 500 ml; e daí?

Das óbvias às delirantes, é longa a lista de preocupações com a inteligência artificial surgidas desde o final de 2022, quando o ChatGPT tomou do metaverso ou dos NFTs o título de “tecnologia do futuro”.

Tenho pensado muito a respeito de uma delas: o uso excessivo de energia e água, necessários para dar conta da sede insaciável de big techs e startups por mais dinheiro1.

Qual o custo ambiental de terceirizar tarefas ingratas ao ChatGPT, como escrever relatórios que ninguém lê ou gerar uma imagem de feliz aniversário àquela tia, com quem você não fala há seis anos, no grupo da família no WhatsApp?

(mais…)

Assinatura do Microsoft 365 fica até 41,7% mais cara em troca de recursos de IA

A Microsoft descobriu como fazer dinheiro com inteligência artificial generativa: enfiar a tecnologia no Microsoft 365 e aumentar o preço da mensalidade em até 41,7%. / tecnoblog.net

  • Microsoft 365 Personal subiu de R$ 36 para R$ 51 (+41,7%).
  • Microsoft 365 Family subiu de R$ 45 para R$ 60 (+33,3%).

Detalhe: no plano familiar, apenas o titular dispõe do Copilot (os recursos de IA da Microsoft).

Os novos valores foram anunciados nesta quinta (16), com efeito imediato — já valem para o próximo ciclo de cobranças. / microsoft.com (em inglês)

A parte que importa: nas entrelinhas, a Microsoft ainda permite a quem já é assinante, mas “por tempo limitado”, o acesso a planos “clássicos”, sem o Copilot. / support.microsoft.com

Software de big tech não é apenas ruim; é nocivo

Um dos males do software comercial, aquele feito por exércitos de desenvolvedores bem pagos por empresas enormes, de capital aberto e muito prósperas, é que com frequência (quase sempre) seus interesses se desalinham dos dos usuários, nós.

Dois casos recentes envolvendo duas das maiores empresas de tecnologia do mundo, Google e Microsoft.

O aplicativo do Google para iOS ganhou um recurso chamado “Anotação da Página”. Ao abrir o link de um site dentro do app, o Google pode “extrair entidades interessantes da página e destacá-las”. O destaque se transforma em links que, ao serem clicados, levam a uma página de resultados do Google. / seroundtable.com (em inglês)

Para que não reste dúvidas: o Google insere links em qualquer site acessado pelo seu aplicativo. Links que a pessoa dona do site não inseriu. Ao clicar nesses links arbitrários, alguém é levado aos resultados do Google — e aos anúncios do Google, que lhe geram receita.

Quem não quiser links enfiados precisa preencher um formulário e aguardar 30 dias (!) para ter sua solicitação aceita.

(Nunca entendi por que alguém baixa o aplicativo do Google. Qual a vantagem em relação a abrir o navegador e digitar ou ditar o que se quer pesquisar?)

A Microsoft relançou seu aplicativo de papéis de parede do Bing para Windows. Agora, está disponível na loja do sistema. Não baixe-o; é quase um malware. / apps.microsoft.com

Rafael Rivera, ex-Microsoft MVP, analisou o aplicativo e descobriu ações questionáveis programadas nele. / @WithinRafael@x.com (em inglês)

O Bing Wallpapers tenta colocar o Bing como buscador padrão em qualquer navegador instalado no computador e abre abas periodicamente para oferecer coisas do Bing.

O pior é que o aplicativo da Microsoft lê e descriptografa cookies dos navegadores.

Em nota ao site The Register, a Microsoft diz que o app “não lê e descriptografa todos os cookies do Edge e Chrome”. Ênfase no todos. / theregister.com (em inglês)

São apenas dois casos, ambos descobertos graças a pessoas curiosas que se dispuseram a chafurdar aplicativos de baixa qualidade e, pior, proprietários. Imagine quantos outros casos escabrosos passam batidos…

O GitHub criou um fundo de apoio à segurança em projetos de código aberto com o apoio de parceiros de peso, como American Express, Shopify e a empresa-mãe, a Microsoft. Até aí, tudo bem. Problema é que essas empresas bilionárias juntaram apenas US$ 1,25 milhão que serão investidos em 125 projetos (US$ 10 mil para cada, distribuídos em 3 etapas ao longo de 12 meses).

Vamos tirar o escorpião do bolso aí, galera. / convergenciadigital.com.br, resources.github.com (em inglês)

A Microsoft quer muito que você use (e pague) pelo Copilot Pro

A Microsoft com inteligência artificial parece aquele comediante com piadas ruins que, diante dos bocejos da plateia, apela cada vez mais. O que significa que, goste você ou não, os recursos de IA da empresa estão cada vez mais inescapáveis.

Em breve, o Bloco de Notas e o Paint ganharão poderes de IA para reescrever textos e apagar e acrescentar elementos às imagens, respectivamente. Entre o bobo e o inútil, mas… ok, vá lá, aqueles bilhões queimados em créditos do Azure para a OpenAI precisam dar um resultado que, até agora, continua só na promessa. / blogs.windows.com

A parte desesperada começa a transparecer em coisas como os “Temas do Copilot” para o Outlook, que é meio o que você imagina, por menos sentido que isso tenha. A cereja do pudim é que os “temas do Copilot” são um recurso pago, atrelado à licença do Copilot Pro. Por esse e outros recursos de IA, o pobre diabo que acredita nas promessas da Microsoft precisa desembolsar ~R$ 100/mês. / techcommunity.microsoft.com (em inglês), youtube.com/@microsoftdesign

Há indícios de que o Copilot Pro, lançado há noves meses, não seja o sucesso que a Microsoft esperava. A empresa enterrou em um blog chamado “Stories Asia” o comunicado de uma alteração importante no serviço para usuários domésticos do Microsoft 365. / news.microsoft.com (em inglês)

Em caráter de testes — válido apenas para Austrália, Malásia, Nova Zelândia, Singapura, Tailândia e Taiwan —, o Copilot Pro deixa de ser um acessório pago da assinatura do Microsoft 365 e passa a ser incorporado ao pacote. Obviamente, a mudança implica em um aumento na mensalidade de quem só quer ou precisa usar Excel e Word.

Mais interessante que o Copilot Pro diluído na (e encarecendo a) assinatura é o acréscimo, no mesmo teste, do Designer, a cópia do Canva que a Microsoft lançou no início do ano.

O lucro trimestral somado das cinco big techs estadunidenses (Alphabet, Amazon, Apple, Meta e Microsoft), que divulgaram seus relatórios nesta semana, chegou a US$ 96,7 bilhões. O faturamento no período foi de US$ 448,1 bilhões. / businesswire.com (Amazon), abc.xyz, businesswire.com (Apple), investor.fb.com, microsoft.com (todos em inglês)

Embora o grosso da receita venha de negócios tradicionais, essas empresas estão apostando alto na inteligência artificial generativa.

Levantamento da Bloomberg apontou que quatro delas (Alphabet, Amazon, Meta e Microsoft) caminham para um “capex” recorde de US$ 200 bilhões em 2024, puxadas pela corrida da IA. / bloomberg.com (em inglês)

Apps novos e atualizados

Atualizações de apps importantes e novidades que podem ganhar um espaço no celular ou computador.

Fossify Launcher: Um “lançador” para Android do sucessor espiritual do finado Simple Mobile Tools. Parece bem simples (e talvez ainda um pouco cru), como todos os apps do projeto. / Android / github.com/FossifyOrg (em inglês)

Infuse 8: Um dos melhores softwares de “media center” para plataformas Apple, o Infuse ganhou um novo visual e compatibilidade com o Vision Pro. / iOS, macOS, tvOS, visionOS / firecore.com (em inglês)

Inkscape 1.4: Um punhado de novidades, todas explicadas e ilustradas no anúncio oficial, focadas em acessibilidade e personalização. / Linux, macOS, Windows / inkscape.org (em inglês)

Obsidian 1.7: As “novidades reluzentes” da versão são a introdução de um histórico no Obsidian Sync e a edição de pré-visualizações de páginas. Há uma lista enorme de melhorias. Destaque para a velocidade de abertura e uso de memória. / Android, iOS, Linux, macOS, Windows / obsidian.md (em inglês)

Pageboy: Um gerador de sites estáticos que não depende da linha de comando nem de um sistema de templates. Legal! Custa US$ 13. / macOS / pageboy.app

Photomator 3.4: Atualização do editor de fotos do Pixelmator foca em novas ferramentas para organização. / iOS, macOS / pixelmator.com (em inglês)

Threads: Por algum motivo que só deve fazer sentido dentro da Meta, o Threads agora conta com um indicador que denuncia quando o usuário está online. / Android, iOS, Web / @mosseri@threads.net (em inglês)

TickTick 7.4: O app de listas de tarefas ganhou uma nova visualização semanal. Lembra alternativas mais simples, como TeuxDeux e Tweek. / Android, iOS / youtube.com/@GetTickTick (em inglês)

Papéis de parede bonitos da Microsoft

A linguagem visual da Microsoft sempre foi… controversa. Nos últimos anos, porém, a empresa aprendeu a fazer vídeos legais e tal talento se reflete nesta coleção de papéis de parede bonitões. Até o Clippy saiu bem na foto — digo, no papel de parede (“Nostalgic Scenes”). / microsoft.design

Apps novos e atualizados

Bluesky 1.92: A nova versão do Bluesky permite fixar posts no perfil, tem novas opções estéticas, filtro de idiomas e outros pequenos incrementos. / Android, iOS, Web / bsky.app (em inglês)

Firefox 131.0.2, Thunderbird 128.3.1esr: Navegador e cliente de e-mail receberam a correção de falha crítica. Se ainda não os atualizou, faça isso agora. / Linux, macOS, Windows / mozilla.org, thunderbird.net

Mastodon 4.3: Finalmente saiu! Com notificações agregadas, atribuição de autoria em links, novos filtros e vários retoques visuais. / Web / blog.joinmastodon.org (em inglês)

OneDrive: A Microsoft apresentou várias novidades para o seu serviço de armazenamento na nuvem. Destaques para pastas coloridas no Windows 11, novo app de celulares focado em fotos e IA (se isso te interessa). / Android, iOS, Windows, Web / techcommunity.microsoft.com (em inglês)

Plasma 6.2: Mais uma atualização cheia de refinamentos do ambiente gráfico do KDE e novos recursos para quem trabalha com mesas digitalizadoras. / Linux / kde.org (em inglês)

Poke: Enquanto o Invidious não volta, outro front-end alternativo para o YouTube com foco em privacidade. / Web / poketube.fun

Rune: Um player de música moderno com o visual atemporal do saudoso Zune Player. / Windows / github.com

Ubuntu 24.10: O mais novo Ubuntu chegou, com Gnome 47 e outros pacotes atualizados. / Linux / ubuntu.com (em inglês)

Vincular ao celular

Alguns leitores chamaram a minha atenção ao aplicativo Vincular ao Celular, do Windows, em resposta à dica do scrcpy, um app de código aberto para espelhar celulares Android em computadores.

O Vincular ao Celular tem essa função, mas — segundo a Microsoft — ela é restrita a alguns modelos Android da Samsung e Honor.

Para todos os demais, os recursos do Vincular ao Celular lembram os do KDE Connect, como acesso a mensagens, ligações, notificações e fotos pelo computador Windows. O mesmo vale para o iPhone.

Nos comentários do post original, o Victor deu uma dica legal para o scrcpy: usando o parâmetro -S, ou seja, scrcpy -S, a tela do celular não fica ligada no espelhamento.

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Novidades e atualizações

[Android, iOS, web, Windows] Repaginada no Copilot, que ganhou voz, visão e uma estética mais “calma”, herança da startup Inflection, adquirida pela Microsoft. / theverge.com

[iOS] Croissant é um novo app que permite postar no Bluesky, Mastodon e Threads ao mesmo tempo. / croissantapp.com

[macOS] Daily é um novo app de listas de tarefas baseado em datas e cheio de atalhos no teclado. Ah, e é gratuito. / dscp.team

[Linux, macOS, Windows] O Firefox 131 traz permissões temporárias para sites, miniatura de abas ao passar o mouse sobre elas e um novo ícone para a lista de abas. / mozilla.org

[Terminal] Kew é um player de música estiloso que roda na linha de comando. / github.com

[Android] Quer testar o Thunderbird para Android? A versão beta foi disponibilizada aos interessados. / blog.thunderbird.net