Cobrança de tokens no GitHub Copilot aumentará custos em até 150 vezes

por David Gerard

Há anos sabemos que os fornecedores de chatbots de IA operam com grandes perdas. A OpenAI gastava US$ 2,35 para cada US$ 1 de receita em 2024, e só piorou desde então. A Anthropic continua aumentando seus preços. Sabíamos que um dia os preços subiriam bastante.

Mencionamos em abril como a Microsoft estava migrando todos os clientes do GitHub Copilot para a cobrança por uso.

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VS Code da Microsoft diz que o Copilot escreveu todo o seu código

por David Gerard

O Microsoft Visual Studio Code (VS Code) é um editor de texto para programação. Nas versões 1.117 e 1.118, se você usar o autocompletar — incluindo aquele com a tecla Tab —, ele marca seu commit com “Co-authored by Copilot” (em tradução livre, “Co-criado pelo Copilot”). Mesmo que você não tenha usado o Copilot. Mesmo que você tenha a opção chat.disableAIFeatures ativada:

A parte mais preocupante é que eu já tinha verificado a mensagem do commit antes de fazer o envio. Apaguei a mensagem em inglês gerada pelo Copilot e escrevi manualmente a minha própria mensagem. No entanto, após o commit ser criado, o histórico final do git ainda continha a linha de co-autoria do Copilot.

Isso chegou ao topo do Hacker News no sábado. Dmitriy Vasyura, engenheiro de software principal no VS Code, desculpou-se pela mudança:

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Limites de uso do Claude Code: A Anthropic aperta os clientes

por David Gerard

A Anthropic — slogan: “somos vice porque pregamos o apocalipse da IA com mais força” — tem um ótimo negócio. Todo programador ruim e aspirante a programador ruim ama o Claude Code, seu amontoado de lixo vibe-codado favorito! A receita da Anthropic está nas alturas!

Exceto pelo pequeno detalhe de que a Anthropic vende o Claude Code com um prejuízo enorme. A Anthropic gasta de US$ 8 a US$ 13,50 para cada dólar que entra.

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Muda tudo na IA na Microsoft: Mustafa Suleyman vira catastrofista do apocalipse da IA

por David Gerard

Em meados de março, a Microsoft anunciou um remanejamento de lideranças. As divisão corporativa e doméstica do Copilot serão unidas e passarão a incluir modelos de IA e o Office 365. Oba.

Mustafa Suleyman não vai mais comandar a IA na Microsoft — esse cargo vai para Jacob Andreou, que chegou à Microsoft vindo do Snapchat no ano passado. Suleyman passará a chefiar exclusivamente a iniciativa de Superinteligência da Microsoft.

Meu primeiro pensamento foi que as vendas de IA estavam ruins e Suleyman estava sendo “rebaixado lateralmente”. Mas é mais estranho do que isso — Suleyman está se tornando um crente do apocalipse da IA.

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Uma falha crítica foi descoberta no Bloco de notas (CVE-2026-20841). Aquele editor outrora simples do Windows, que só exibia texto puro, sabe? Que a Microsoft maculou com Markdown (vetor desta falha), Copilot e sei lá mais o quê? Um invasor poderia colocar um link malicioso em um arquivo Markdown que, ao ser clicado pela vítima, executaria códigos remotamente. Uma correção foi disponibilizada pela Microsoft nas atualizações de rotina, liberadas nesta terça (10).

Indústria da IA não aceita “não” como resposta

Há dias estou com uma frase do David Bushell na cabeça:

Mais alguém notou que a indústria de IA não aceita “não” como resposta? A IA está sendo forçada em cada canto da tecnologia. É incompreensível a eles que alguns de nós não estejam interessados.

David reclamava de ter recebido comunicados da Proton oferecendo a Lumo, sua IA generativa, mesmo tendo sinalizado expressamente que não queria receber mensagens do tipo. O pior é que a Proton, em vez de assumir o erro e desculpar-se, insistiu em justificativas absurdas para dizer que não havia erro. Só cedeu quando um executivo entrou na jogada, e só depois do post viralizar.

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Para que isso [IA] não seja uma bolha, por definição é necessário que os benefícios sejam muito mais uniformemente distribuídos. Acho que um sinal revelador de que seja uma bolha seria se só falássemos das empresas de tecnologia. Se tudo o que falamos é o que está acontecendo do lado da tecnologia, então a IA é entrega apenas o lado da oferta.

Homem calvo, de óculos de grau, sorrindo.Satya Nadella
CEO da Microsoft

Hm, tenho más notícias para você, Satya…

Em outro trecho da entrevista, pescado pelo Pivot to AI, Nadella diz que as empresas precisam se reorganizar em torno da IA para aprender, na prática, como usá-la nos negócios. Destruir o que está funcionando para aprender um ~inovação que talvez ajude-as a… fazerem o que faziam antes?

Dell e Microsoft, gênios do marketing

Lembra quando a Warner Bros. mudou o home do seu streaming de HBO Max para Max e, menos de um ano depois para HBO Max de volta? Ou quando a pessoa mais rica do mundo provou que dinheiro não tem relação com inteligência e jogou a marca “Twitter” no lixo? Gênios do marketing!

Talvez seja o capitalismo tardio, talvez efeito colateral de novas drogas rolando entre os manda-chuvas das empresas mais poderosas do mundo. Ou apenas estupidez mesmo. Fato é que a prática está se espalhando, e rápido.

No início de 2025, a Dell reformulou sua linha de notebooks e aposentou nomenclaturas tradicionais, incluindo a XPS, talvez a mais lembrada após a MacBook, da Apple. O objetivo era simplificar. Ninguém entendeu nada.

Corta para 2026 e a Dell anunciou na CES, para a surpresa de ninguém, que voltará a usar a marca XPS.

Correndo por fora, temos a Microsoft. Ao acessar o site office.com, deparamo-nos com esta pérola (destaque meu):

Bem-vindo ao aplicativo do Microsoft 365 Copilot

O aplicativo Microsoft 365 Copilot (anteriormente Office) permite que você crie, compartilhe e colabore em um só lugar com seus aplicativos favoritos, agora incluindo o Copilot.*

Imagine só, trocar a marca que é sinônimo de aplicativos básicos de produtividade há três décadas por… Copilot, um gerador de lero-lero que geral não gosta e quando usa, só o faz obrigado pelo empregador.

Bom para nós. Quanto menos associarmos softwares críticos a marcas comerciais das big techs, melhor. Vida longa ao Microsoft 365 Copilot — ou qualquer outro nome ruim que Word, Excel e cia. venham a ter no futuro.

2025 foi um ano desastroso para o Windows 11  windowscentral.com

Zac Bowden cometeu um textão afirmando que os fãs de Windows (definição do autor) entubaram um “2025 desastroso para o Windows 11”. Faz uns anos que não uso Windows, mal toquei na versão 11, por isso li com atenção redobrada.

Tenho certeza que você consegue adivinhar o problema mais óbvio do Windows 11 em 2025:

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Meta não é um monopólio / “Agentes” de IA no Windows

Neste podcast, eu comento dois ou três links selecionados da curadoria diária que faço no Manual do Usuário. (Recomendo fortemente que você dê uma olhada no arquivo de links. É bem legal!)

Meta não é um monopólio, 0:26

O teste simples que derrubou o caso da FTC contra a Meta (em inglês), Platformer.

Como o TikTok ajudou a Meta a vencer um caso antitruste (em inglês), New York Times.

Para ser franco, o Instagram foi adquirido para eliminar um concorrente, e isso foi ok para a FTC (em inglês), Pixel Envy.

CEO do Mastodon, 7:06

Meu próximo capítulo com o Mastodon (em inglês).

RCS na Claro, 9:53

Claro lançará RCS para iPhones em 2026; TIM já testa o serviço em pilotoMobile Time.

“Agentes” de IA no Windows, 10:57

Microsoft alerta que agentes de IA do Windows 11 podem abrir as portas para novos riscos à segurança (em inglês), Windows Central.

“O fato de as pessoas não se impressionarem por podermos ter uma conversa fluente com uma IA superinteligente que pode gerar qualquer imagem/vídeo me deixa boquiaberto.” Mustafa Suleyman, CEO da Microsoft AI.

Reprogramando a Mozilla: Fazendo pela IA o que fizemos pela web (em inglês).

Três opções para aumentar a privacidade no LinkedIn

O LinkedIn alterou seus termos de uso para compartilhar mais dados com a Microsoft para fins publicitários. É de praxe, nada muito novo ou preocupante, mas achei legal que, no documento em que explica as mudanças, o LinkedIn incluiu links diretos para as três opções que, ao serem desativadas, impedem o compartilhamento de tais dados. Obrigado…?

É só clicar nos links, estando logado(a), e desativar todos:

Aproveite o embalo e desative também o compartilhamento de conteúdo para treinar IAs generativas.

Paleta de Comandos é melhor que o menu Iniciar

Logo do Microsoft PowerToys.

Entendo que tradição e poder de marcar têm muito peso, o que explica a comoção em torno de qualquer mudança envolvendo o menu Iniciar do Windows.

O que não entendo é a Microsoft escantear uma ferramenta aparentemente tão legal como a Paleta de Comandos, o mais novo integrante dos PowerToys, conjunto de utilitários (de código aberto!) da própria Microsoft para o Windows. Ela foi lançada na versão 0.90, do final de março.

A Paleta de Comandos é um “lançador”, similar ao Spotlight do macOS. Aperte Win + Alt + Barra de espaço para invocá-lo e digite o que deseja. (É possível mudar esse atalho no teclado nas configurações.)

À primeira vista, não é nada muito diferente de apertar a tecla Win e começar a digitar o nome de um aplicativo ou arquivo. A Paleta de Comandos faz isso também. Só que ela faz muito mais:

  • Executar comandos (usando o comando >).
  • Alternar entre janelas abertas.
  • Realizar cálculos.
  • Acessar sites ou fazer pesquisas na web.
  • Executar comandos do sistema.

Outra característica legal é que ela é extensível. A própria Paleta de Comandos tem um “criador de extensões” baseado em perguntas de um formulário. Quem tem intimidade com código pode criar com mais precisão. Não manja nada? Dá para pesquisar e instalar extensões.

Aqui do outro lado, no macOS, nunca uso o mais próximo que a Apple oferece do menu Iniciar, o Launchpad. (Ou é a Dock?) Sempre uso o Spotlight mesmo e, salvo raras ocasiões em que me esqueço do nome de um app de uso esporádico, é o modo mais rápido de abrir qualquer app no computador.

Meu comportamento é fora da média? As pessoas realmente abrem o menu Iniciar (ou o Launchpad), encontram o ícone do app que querem e clicam com o mouse?

Enfim, fica a dica para quem usa Windows: Paleta de Comandos. O app é gratuito.

End of 10: Troque o Windows 10 por uma distro Linux

O suporte ao Windows 10 termina no dia 14/10/2025, ou seja, daqui a alguns meses. Uma galera envolvida com distros Linux subiu o site End of 10 para ajudar aqueles que quiserem trocar o Windows pelo Linux em vez de seguir a orientação da Microsoft, que é descartar um computador funcional e comprar outro com Windows 11. O End of 10 reúne instruções e locais e eventos em que voluntários instalam uma distro Linux nos computadores de quem não tem familiaridade com o assunto.

Super iniciativa. Só falta agora traduzirmos o site para o português e cadastrarmos mais locais e eventos. (Até o momento, só tem um pessoal da USP de São Carlos na lista de locais.)

Torta de climão na festa de 50 anos da Microsoft. Duas funcionárias interromperam apresentações do CEO de IA, Mustafa Suleyman, e dos três CEOs que a empresa já teve, Bill Gates, Steve Ballmer e Satya Nadella, em protesto contra o fornecimento de tecnologia usada pelo exército de Israel no genocídio de palestinos na Faixa de Gaza.

A Microsoft vai remover a gambiarra (via script bypassnro.cmd) que permite instalar o Windows 11 sem vinculá-lo a uma Conta Microsoft e desconectado da internet. A empresa diz que a mudança é para “melhorar a segurança e a experiência de usuário”.

Eu gosto desse tipo de integração e a uso no macOS. Muita gente, ou muita gente cronicamente online, detesta, a julgar pelas reações em caixas de comentários. Por ora, a mudança só vale para versões de testes (Insider Preview build 26200.5516).