O chip M1 da Apple e o macOS Big Sur obrigaram desenvolvedores a atualizarem seus apps. Além do suporte ao novo chip e de alterarem o ícone ao novo padrão, alguns têm aproveitado a ocasião para fazerem grandes lançamentos.

Neste domingo (28), saiu a versão final do NetNewsWire 6, um ótimo agregador de feeds RSS. Tem suporte ao M1 e tem ícone novo, mas muito mais: interface atualizada para o Big Sur, app rodando em “sandbox”, sincronização completa via iCloud, sincronização com mais serviços de RSS e suporte especial ao Twitter e Reddit, entre outras. O app tem o código aberto e é gratuito.

Faz algumas semanas, a Macpaw fez o mesmo com o CleanMyMac X, trazendo um novo módulo que remove a porção desnecessária (M1 ou Intel) de apps universais e uma bem-vinda simplificação da interface. O app é pago, a partir de ~R$ 175/ano.

Não é todo dia que o Audacity, ótimo editor de áudio de código aberto, ganha uma grande atualização. O Audacity 3.0, liberado nesta quarta (17), traz como destaque a nova maneira de salvar projetos: em vez de um punhado de arquivos soltos dentro de uma pasta, como era até a versão anterior, agora todos eles ficam salvos dentro de um *.aup3, diminuindo as chances do usuário apagar algo que não devia e acelerando a abertura e fechamento dos projetos. (A título de curiosidade, a versão 2.0 foi lançada em março de 2012, há nove anos.) Via Audacity (em inglês).

O aplicativo Unclack (macOS, grátis) é ótimo para quem faz muitas videochamadas. Ele fica em segundo plano e automaticamente emudece o microfone do computador quando o usuário começa a digitar no teclado, evitando chamar a atenção ou passar por distraído/mal educado(a).

12 apps utilitários que complementam e melhoram o macOS

por Manual do Usuário

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CleanMyMac X

O sistema operacional é o software básico de qualquer computador de uso geral. Seu notebook e celular não teriam muita utilidade sem um instalado. Os mais populares estão há décadas sendo refinados e, por isso, hoje são estáveis e bem completos, mas não totalmente: sempre há um ou outro recurso que lhes falta e que um aplicativo de terceiro acaba provendo. Com o macOS não é diferente, por isso listo, abaixo, 12 aplicativos que complementam o sistema da Apple.

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Chegou a vez da Apple escolher os melhores apps de 2020 em suas plataformas. Escolhas estranhas, para dizer o mínimo.

  • Para iPhone, Wakeout!, um app que ajuda o usuário a se movimentar ao longo do dia, com exercícios simples e fáceis, do tipo que dá para fazer em qualquer lugar. Chama a atenção a nota baixa (2,8) na App Store. Lendo os comentários, a bronca dos usuários é pelo fato do app ser “gratuito”, mas só funcionar mediante a assinatura de R$ 47,90/mês.
  • Para iPad, Zoom. Ok, faz sentido, foi um app super influente em 2020, mas, como lembrou Nilay Patel, estranho o melhor app do ano para iPad não suportar recursos nativos do iPadOS, como redimensionamento e multitarefa.
  • Para macOS, Fantastical. Este é uma unanimidade, sempre com recursos de ponta e aquela atenção aos detalhes que se espera dos melhores aplicativos. Na última grande versão, migrou do modelo de pagamento único para assinatura, o que decepcionou alguns usuários.

A lista ainda tem os melhores jogos e algumas categorias extras. Via App Store/Apple.

O teclado dos novos MacBook com chip M1 traz um detalhe curioso: a tecla fn agora serve para abrir o seletor de emojis. Algumas pessoas ficaram surpresas com a comodidade, talvez sem saber que já existem atalhos, no macOS e no Windows, para abrir um popup de emojis igual àquele dos celulares.

No macOS, o atalho é Ctrl + Command + Barra de espaço. Já no Windows 10, Tecla Windows + . (ponto) ou Tecla Windows + ; (ponto e vírgula).

Vários leitores me indicaram este post do pesquisador Jeffrey Paul em que ele cita o OCSP, um protocolo usado pelo sistema de segurança do macOS chamado Gatekeeper que se comunica periodicamente com servidores da Apple. Para Jeffrey, o uso do OCSP representa uma falha grave de privacidade porque os envios não são criptografados e revelam quais apps cada usuário executa em seu computador.

O OCSP atua no macOS desde a versão Mojave, de 2017, e, como o nome indica (é uma sigla para Online Certificate Status Protocol), serve para verificar se um app que o usuário deseja rodar usa certificados válidos. A Apple pode e sempre revoga certificados usados por apps comprometidos, vírus e outras ameaças, impedindo-os de serem executados e causarem danos ao computador. O OCSP é, pois, um recurso de segurança que não havia chamado a atenção (ver aqui e aqui). Chamou agora por dois motivos:

  1. Na noite da última quinta (12), os servidores da Apple que fazem a verificação do OCSP ficaram muito lentos, talvez por sobrecarga. O macOS tem uma condicional para ignorar a verificação caso esses servidores estejam inacessíveis, mas como eles estavam acessíveis, só que muito lentos, o sistema manteve a verificação, que — você adivinhou — ficou bem lenta, a ponto de prejudicar o uso do computador.
  2. No macOS Big Sur, lançado no mesmo dia, o serviço responsável pelo OCSP e alguns outros relacionados a aplicativos da própria Apple foram “escondidos” do usuário, de modo que apps de monitoramento do tráfego/firewalls, como o Little Snitch, não conseguem mais barrar esses contatos periódicos que o macOS faz com servidores da Apple.

Emprestando um termo batido de 2020 para descrever a situação, esse é o “novo normal” dos sistemas operacionais comerciais. A Microsoft encheu o Windows 10 de telemetria, sistemas móveis se comunicam o tempo todo com servidores centrais mesmo quando não estão em uso (o Android mais que o iOS) e o macOS não é exceção. E, que pesem a desconfiança e o risco à privacidade provocados por algo como o OCSP, ele tem uma função importante e útil, como a Apple descreve em sua documentação.

O gênio ter saído da lâmpada não significa que virou um vale-tudo, ou seja, o Gatekeeper, sistema de segurança em que o OCSP está implementado, pode ser mais transparente. Uma atualização datada desta segunda (16) na referida documentação da Apple trouxe mudanças. De imediato, a Apple parará de registrar os endereços IP e apagará todos os que já foram coletados. Em 2021, mais mudanças serão implementadas:

  • Um novo protocolo criptografado para verificações de certificados de desenvolvedores revogados;
  • Proteções mais robustas contra falhas de servidor; e
  • Uma nova opção aos usuários para desativar essas proteções de segurança.

A Apple, como no “bateria-gate” do iPhone, poderia muito bem ter se antecipado e evitado o desgaste. Ao fim, porém, as propostas de mudanças descritas acima soam a um bom equilíbrio.

Atualização (14h30): Pequenas mudanças na redação indicando que o OCSP é um protocolo aberto, não exclusiva da Apple, e parte do sistema Gatekeeper, que roda no macOS. Agradecimento ao leitor Douglas Caetano pelo toque!

Silvio Rizzi lançou o Reeder 5. Trata-se de um app de RSS para iOS e macOS, e dos mais polidos. A principal novidade é que agora o Reeder tem seu próprio sistema de feeds que sincroniza entre dispositivos via iCloud, ou seja, não precisa mais usar um externo como o Feedly (mas se quiser, pode). E também tem um “read later” nativo, tipo o Pocket. No iOS 14, ele ganhou widgets.

A exemplo das versões anteriores, o Reeder 5 é uma compra única no iOS (R$ 18,90) e no macOS (R$ 37,90). Para quem pegou o Reeder 4 antes do lançamento de hoje, de graça, os incentivos para atualizar são poucos. E ele agora concorre com o NetNewsWire, que pode não ser tão elegante, mas é gratuito, open source e multiplataforma.

Vem aí o “AppleOS”?

A Apple costuma usar a abertura da WWDC, sua conferência anual para desenvolvedores, para revelar as próximas versões dos sistemas operacionais da casa. Em 2020, o evento teve que se adaptar à loucura que estamos vivendo, ou seja, foi pré-gravado e sem plateia, acessível apenas por streaming. Seria difícil que outro aspecto causasse mais estranheza que essa mudança, mas foi o que ocorreu.

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Como bloquear anúncios de sites para ter mais privacidade, bateria e dados no celular, e paz de espírito

Frustrado ao entrar em um site de notícias e ser afogado por anúncios e pop-ups? Não aguenta mais ver anúncios daquele tênis que pesquisou uma vez há semanas e até já comprou, mas que insistem em aparecer? Acha que seu celular está gastando muita bateria, ficando lento e/ou esquentando quando acessa sites? Se você respondeu “sim” a pelo menos uma dessas perguntas, a boa notícia é que basta instalar um bloqueador de anúncios para voltar a ter paz.

Boa parte da internet gratuita se sustenta com anúncios. Você baixa apps, usa serviços e acessa sites informativos sem pagar nada e, para financiar a operação, os donos desses empreendimentos exibem anúncios que geram receita a eles e viabiliza os negócios. No papel, é uma troca justa. Na prática, a relação se tornou desigual há muito tempo, insustentável há pelo menos quatro anos.

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A Apple quebrou o aplicativo velho e confiável que uso para editar podcasts

Existe um universo paralelo ao dos apps caros de empresas como Adobe e Microsoft e gratuitos e super ativos, como os do Google. Ele é composto por trabalhos colaborativos de código aberto, aplicativos gratuitos, projetos de fim de semana e softwares de empresas que não se importam com eles ou nem existem mais. Por sorte, competência, amor à causa ou variações de misturas desses elementos, mesmo sem incentivos, dinheiro ou mesmo a mais básica atenção tais apps seguem funcionando indefinidamente, satisfazendo usuários em tarefas específicas por anos a fio. Até que uma atualização do sistema operacional aparece e os quebra sem nenhuma boa justificativa.

Os podcasts do Manual do Usuário são editados com duas ferramentas do tipo. O grosso da edição é feito com o Audacity, um editor de áudio de código aberto e totalmente gratuito. A interface é horrenda, mas ele funciona super bem. Após remover silêncios, atropelos e incluir efeitos sonoros, pego as faixas faladas e passo elas no Levelator. Também gratuito, mas de código fechado, ele é um desses programas que só dá para definir como “mágicos”: basta arrastar o arquivo de áudio para ele e, automaticamente, um algoritmo nivela todas as vozes, ou seja, as deixa no mesmo volume.

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O que chamou a atenção nas novidades da WWDC 2019

Pessoas que curtem tecnologia costumam parar o que estão fazendo em uma tarde de junho, ano após ano, para acompanhar a WWDC, o evento anual da Apple para desenvolvedores. Já virou tradição o anúncio das novas versões dos sistemas da empresa que, em setembro, chegam ao grande público. Em 2019 não foi diferente, salvo pelo anúncio da nova geração do Mac Pro — desde já carinhosamente apelidado de “ralador de queijo”.

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Apps da Semana #9: Aplicativo de segurança para macOS enviava dados de usuários para servidor na China

Nota do editor: toda semana, o Manual do Usuário faz um registro dos novos apps lançados dignos de atenção, das grandes atualizações dos mais populares e eventuais promoções. É uma maneira direta e fácil de saber o que acontece com os apps que você usa todo dia ou pode querer instalar em seu smartphone.


Um aplicativo para macOS chamado Adware Doctor foi removido da App Store essa semana por estar enviando para servidores na China dados de navegação web dos usuários. (mais…)

Como converter um arquivo em Markdown para HTML direto para a área de transferência

Esta dica é bem específica, daquelas que poucos leitores do Manual do Usuário precisam, mas que, se você for um desses, resolverá um problema corriqueiro com elegância e celeridade, ou seja, o tipo de dica que a gente gosta. Trata-se de converter formatos de texto por comandos no Terminal. (Parece monótono, mas venha comigo!) (mais…)

As 5 melhores novidades que a Apple mostrou na WWDC 2018

A Worldwide Developers Conference (WWDC) de 2018 só teve software. O evento anual é promovido pela Apple. Na apresentação de abertura, realizada nesta segunda-feira (4), a empresa gastou duas horas para mostrar as novidades das futuras versões dos seus principais sistemas — e, ao mesmo tempo, tentar convencer os desenvolvedores a continuarem criando apps para eles.

De tudo de novo que foi mostrado dos recém-anunciados iOS 12, macOS Mojave, watchOS 5 e a nova versão do tvOS (ufa!), separei as cinco mais importantes. Vamos nessa? Então vamos. (mais…)