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Na abertura da Build 2026, a Microsoft fez jus à natureza do evento — focado em…

Na abertura da Build 2026, a Microsoft fez jus à natureza do evento — focado em desenvolvedores — e anunciou, entre outras coisas, um punhado de novidades para tornar o Windows 11 mais palatável a esse público. A linuxificação do Windows segue a pleno vapor, agora com coreutils nativo e suporte a contêineres no Windows Subsystem for Linux (WSL). De resto, muita coisa envolvendo “agentes” de IA — o grande tema deste ano —, incluindo suporte nativo ao OpenClaw.

Acessos ao buscador sem IA do DuckDuckGo triplicaram desde o Google I/O

Desde o anúncio do Google da “maior reformulação da caixa de busca da sua história, no dia 28/5, os acessos à variante sem IA do buscador do DuckDuckGo (DDG) triplicaram — e continuam aumentando, segundo a empresa.

O endereço é noai.duckduckgo.com. Se preferir, há extensões gratuitas para Chrome e Firefox.

O DuckDuckGo convencional pode ser configurado como um buscador sem recursos de inteligência artificial. Para isso, acesse as configurações de IA e desmarque as três opções.

Não é como se o DuckDuckGo fosse uma empresa anti-IA. O buscador tem um equivalente ao “AI Overviews” do Google, o Search Assist, que por padrão aparece “às vezes”, ou seja, “quando é altamente relevante” segundo critérios não divulgados.

Outra iniciativa em IA é o Duck.ai, uma interface para grandes modelos de linguagem (LLMs) de terceiros: Anthropic (Haiku 4.5), OpenAI (GPT-5 mini, GPT-4o mini e gpt-oss 120B), Meta (Llama 4 Scout) e Mistral (Small 4). O diferencial dessa interface é uma configuração mais privada. As conversas são anonimizadas pelo DDG, a retenção do conteúdo é limitada e elas não são usadas para treinar modelos de IA.

Como desativar os novos recursos de IA do WordPress 7.0

A principal novidade do WordPress 7.0, lançado nesta quarta (20), seria a colaboração em tempo real. Já na reta final, após as versões beta, Matt Mullenweg, líder do projeto, adiou o recurso e promoveu a integração com LLMs a destaque da versão.

(A liderança do Matt foi um show de horrores, com adiamentos, novas demandas com prazos surreais e, como sempre, muitos dedos apontados. “O que há de errado com o WordPress?”, pergunta-se a única pessoa com poder para mudar os rumos do WordPress.

Se você não vê valor ou teme uma infusão de IAs generativas em seu site, blog ou loja virtual (um receio plausível, devo dizer), felizmente há como desativar toda essa nova parte de IA. Se tiver acesso ao arquivo wp-config.php, adicione esta linha:

define( 'WP_AI_SUPPORT', false );

Se o arquivo estiver fora do seu alcance, instale o plugin Turn Off AI Features.

Você não imagina o meu alívio em acompanhar essa novela do lado de fora. No início de maio, migramos este Manual do Usuário para o ClassicPress, uma tábua de salvação que descobri em 2022 e que, seis anos depois, segue firme e forte. Como não amar a ideia do software livre?

Cobrança de tokens no GitHub Copilot aumentará custos em até 150 vezes

por David Gerard

Há anos sabemos que os fornecedores de chatbots de IA operam com grandes perdas. A OpenAI gastava US$ 2,35 para cada US$ 1 de receita em 2024, e só piorou desde então. A Anthropic continua aumentando seus preços. Sabíamos que um dia os preços subiriam bastante.

Mencionamos em abril como a Microsoft estava migrando todos os clientes do GitHub Copilot para a cobrança por uso.

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O Google apresentou “agentes de IA” capazes de fazer o trabalho…

Ainda pensando no Google I/O…

O Google apresentou “agentes de IA” capazes de fazer o trabalho da pessoa em inúmeros cenários, nenhum deles muito crível para gente de verdade. (Quem precisa de IA para organizar uma festinha na rua?) No TechCrunch, Sarah Perez assina uma boa crítica dessa utopia questionável que o Google tenta nos vender.

Do meu lado, penso que estamos vivemos um “Dia da Marmota” daquele recurso do Google Now, de ~2012, que avisava via notificação que o portão de embarque de um voo havia mudado. Como se essa informação não estivesse na sua cara o tempo todo dentro de um aeroporto. Há 15 anos o Google usa diferentes tecnologias, cada vez mais complexas e caras, para tentar sanar problemas com que nenhum ser humano jamais se deparou.

Google quer ser a interface para a web

A abertura do Google I/O deste ano (vídeo-resumo de 35 minutos) mostrou um Google menos envergonhado no processo de transformação da web em insumo para suas IAs.

A busca virará (ainda mais) um ChatGPT turbinado, e também o balcão de todas as lojas virtuais, e o YouTube usará fragmentos de vídeos para criar páginas com respostas.

Note que em todas essas novidades, o Google/YouTube se transforma em curador e interface do conteúdo da web, sem atribuição ou com o mínimo necessário. Você não acessará mais sites, você acessará o Google — e lá ficará. Do outro lado da mesa, quem se diz “produtor de conteúdo”, é na verdade fornecedor de conteúdo para plataformas. Sempre foi para a Meta (Instagram), o TikTok e o YouTube; agora o é também para o Google, mesmo que involuntariamente (eu!).

Tudo isso consiste em uma uma traição total de tudo que o Google já representou (e foi) um dia. Talvez as pessoas gostem porque a web, coitada, já sofre há muito com os incentivos perniciosos e a influência destrutiva do próprio Google, mas nada é tão ruim que não possa piorar.

Em tempo: o PC do Manual oferece o SearxNG, um meta-buscador web que mostra dez (ou mais) links azuis de sites da web. É de graça. Use e divulgue.

GitLab anuncia demissões por IA, ações caem 9%

por David Gerard

O repositório de código GitHub, da Microsoft, é uma dependência central para software de código aberto. Equipes de desenvolvimento corporativas também o adoram.

Mas o GitHub tem tido sérios problemas de confiabilidade ultimamente: 86% de tempo de atividade nos últimos 90 dias.

Não temos evidência direta e irrefutável de que o GitHub está morrendo por envenenamento de vibe coding, mas parece muito ser o caso. Que lástima se você trabalha para uma empresa tentando usar o GitHub para trabalho de verdade, né.

Mas o GitHub tem concorrentes. O maior deles tem sido há muito tempo o GitLab, fundado em 2011.

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VS Code da Microsoft diz que o Copilot escreveu todo o seu código

por David Gerard

O Microsoft Visual Studio Code (VS Code) é um editor de texto para programação. Nas versões 1.117 e 1.118, se você usar o autocompletar — incluindo aquele com a tecla Tab —, ele marca seu commit com “Co-authored by Copilot” (em tradução livre, “Co-criado pelo Copilot”). Mesmo que você não tenha usado o Copilot. Mesmo que você tenha a opção chat.disableAIFeatures ativada:

A parte mais preocupante é que eu já tinha verificado a mensagem do commit antes de fazer o envio. Apaguei a mensagem em inglês gerada pelo Copilot e escrevi manualmente a minha própria mensagem. No entanto, após o commit ser criado, o histórico final do git ainda continha a linha de co-autoria do Copilot.

Isso chegou ao topo do Hacker News no sábado. Dmitriy Vasyura, engenheiro de software principal no VS Code, desculpou-se pela mudança:

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Tokenmaxxing: “Quanto você gastou em tokens?”, pergunta o CEO dos tokens

Duas fotos mostrando o CEO da Nvidia, Jensen Huang, assinando o busto de uma mulher. A segunda foto mostra a assinatura.

por David Gerard

Vamos apenas admirar o jargão de IA “tokenmaxxing” — quando você programa com IA no trabalho, gaste a maior quantidade de tokens possível. Por quê? Porque é o futuro! E não apenas estúpido.

A ideia está em alta entre os entusiastas de IA há algum tempo. Mas o tokenmaxxing realmente entrou na conversa quando Jensen Huang, da Nvidia, foi ao podcast All-In em 19 de março:

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Limites de uso do Claude Code: A Anthropic aperta os clientes

por David Gerard

A Anthropic — slogan: “somos vice porque pregamos o apocalipse da IA com mais força” — tem um ótimo negócio. Todo programador ruim e aspirante a programador ruim ama o Claude Code, seu amontoado de lixo vibe-codado favorito! A receita da Anthropic está nas alturas!

Exceto pelo pequeno detalhe de que a Anthropic vende o Claude Code com um prejuízo enorme. A Anthropic gasta de US$ 8 a US$ 13,50 para cada dólar que entra.

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Hoje descobri que o conselheiro técnico do Bluesky…

Hoje descobri que o conselheiro técnico do Bluesky, sócio de uma das firmas que investiram milhões na rede social, é cracudo de IA, está inscrito em uma lista de bloqueio de gente contrária à IA com +300 mil perfis e achou boa ideia jogar o celular superaquecido na piscina para resfriá-lo. (O celular quebrou.)

Muita coisa passou a fazer sentido…

Computação Neural: seu chefe acha que a IA vai virar um PC

por David Gerard

O preprint de hoje é “Neural Computers”, da Meta e da KAUST. Ele propõe um novo e fabuloso paradigma de computação, em que uma IA faz todo o trabalho de um computador! Você simplesmente diz ao robô para fazer coisas de computador e ele simula um computador para fazê-las! No futuro fabuloso.

Ouvi de algumas pessoas que seus diretores estão encantados com esse paper. Os chefes estão maravilhados com as *possibilidades* que a IA poderia lhes oferecer.

Quais são essas possibilidades? Zero ideia. Estou olhando para o paper e parece que um marqueteiro fez um PowerPoint e seu chefe mandou ele esticá-lo em um texto. Eis o que os pesquisadores prometem:

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A empresa de calçados Allbirds, que foi vendida na semana passada por US$ 39 milhões depois que seu valor de mercado ter caído de mais de US$ 4 bilhões em 2021, diz que pretende se tornar um provedor de computação de IA; BIRD salta mais de 350%

— Chamada/resumo do Techmeme para uma notícia do Financial Times.

Tudo normal na bolha de inteligência artificial.

Claude Mythos: o modelo de hacking de IA bom demais para ser lançado! Supostamente

por David Gerard

O hype desta semana é o novo modelo da Anthropic — Claude Mythos! Ele foi aperfeiçoado para código de computador. Especificamente, para encontrar brechas de segurança.

A Anthropic não disponibilizou o Mythos ao público. É poderoso demais para geral!

O hype é muito idiota e tem muita gente ingênua engolindo press releases inteiros. Mas hoje, faremos apenas uma pergunta: o Mythos faz o que promete?

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