Bloqueie anúncios no Firefox do iOS 
support.mozilla.org

O Firefox para iOS ganhou um bloqueador de anúncios nativo, com uma lista fixa baseada na EasyList. Melhor que nada, mas aquém do que uma solução independente oferece: fora a falta de personalização, o do Firefox não bloqueia anúncios em buscadores web e os próprios na página inicial do navegador — o ganha-pão da Mozilla. A liberação está sendo gradual, ou seja, pode demorar um pouco para aparecer aí.

O Firefox 148, lançado nesta terça (24), traz um botão geral de desligamento dos recursos de IA do navegador. Abaixo dele há controles seletivos para recursos específicos. Todos ficam em uma nova área nas configurações (about:preferences), chamada “Controles de inteligência artificial”.

Se os usuários reparam em seu software, você já perdeu

por David Gerard

Ninguém *quer* um computador. Querem o que ele faz. Não a máquina irritante. Incluem-se aí os celulares.

Acabei de comprar um celular novo, um Fairphone 5. É um bom aparelho — e a Fairphone ainda vende ele com o fork Android sem Google, o e/OS.

Mas deixei esse celular com o Android 15 do Google — porque preciso de aplicativos comerciais específicos, da Play Store, rodando num sistema padrão, para fazer as minhas coisas.

Poderia fuçar em um sistema alternativo e dar um jeitinho para a Play Store funcionar. Ou poderia não fazer isso.

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Acho que ninguém quer IA no Firefox, Mozilla

A Mozilla está desenvolvendo um assistente embutido no Firefox que será oferecido como um terceiro modo de navegação, ao lado do normal e das abas privativas. Eles o chamam de “Window AI”, ou janela de IA.

Os detalhes ainda são escassos. O que dá para antecipar, com base no anúncio oficial desta quinta (13), é que será uma implementação mais profunda que a barra lateral, já disponível, que dá acesso a chatbots de terceiros (ChatGPT, Gemini, Copilot etc.). O texto enfatiza que o recurso será opcional e que o usuário “está no controle”.

Há uma lista de espera para testar o recurso e uma discussão no fórum da Mozilla para que as pessoas “ajudem a moldar” essa iniciativa.

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Print parcial da barra de endereços do Safari, mostrando a URL do Manual do Usuário sem o cadeado de segurança.
Adeus, cadeado do HTTPS! Imagem: Manual do Usuário.

Notou algo diferente na imagem acima? Desde o Safari 18.4, lançado no final de março, o navegador web da Apple não exibe mais o ícone do cadeado.

Só os deuses sabem quantas vezes cliquei naquele ícone — todas elas, sem querer, o que abria um popup chato no meio da tela. Detalhes da UI que aumentam a qualidade de vida 🙏

A justificativa do WebKit se desdobra em duas: 87% de todas as conexões já são feitas pelo HTTPS, ou seja, conexões seguras são o normal; e “a presença do [ícone do] cadeado poderia estar criando uma falsa sensação de segurança, se os usuários acreditassem que ele está lá para sinalizar que o site é confiável”. Dei esse alerta no já distante ano de 2018.

O Firefox, até a versão 138, pelo menos, ainda exibe o cadeado. O Chromium, base do Chrome, escondeu o ícone do cadeado em maio de 2023.

Logo do Firefox. Silhueta de uma raposa de fogo envolta em um círculo azul.

O Firefox 138, lançado nesta terça (29), traz o aguardado gerenciador de perfis. A documentação oficial (em inglês) explica que “criar vários perfis permite que você mantenha dados de navegação, temas ou configurações separados para diferentes propósitos, como trabalho e uso pessoal”.

Há, também, novas opções de contraste com foco em acessibilidade e, no Windows 11, menus de contexto passam a ter aquele aspecto translúcido, padrão no sistema. Notas de lançamento e download.

Print da Dock do macOS, com o Firefox aberto usando o ícone “Derp Fox”.
Imagem: Manual do Usuário.

Pela primeira vez em muito tempo, passei batido por brincadeiras de 1º de abril. Acho que deu, né? A do Firefox, que acabou cancelada, seria engraçada: a Mozilla substituiria o logo da página inicial por um “derp fox” que gira quando o cursor do mouse passa por cima.

Dá para extrair o logo acessando esta URL no Firefox (testei no 137.0): chrome://activity-stream/content/data/content/assets/derp-fox.png

E é possível, também, ativar a página inicial que nos foi negada! Alguém no Reddit descobriu como fazer. Basta acessar o about:config e alterar o registro browser.newtabpage.activity-stream.newtabLogo.aprilfools para true.

Eu gostei tanto que adotei o “derp fox” como ícone do app, como se vê ali em cima.

Várias novidades no Firefox 137, lançado na terça (1º/4):

  • Grupos de abas. (Liberação gradual; pode demorar a aparecer aí.)
  • Várias mudanças na pesquisa direta pela barra de endereços.
  • Em arquivos *.pdf, todos os links em um documento passam a ser clicáveis e agora é possível inserir assinaturas.
  • Uso da barra de endereços como calculadora.

Para quem usa Linux, o Firefox ganhou suporte a vídeos HEVC.

Apps novos e atualizados

Atualizações de apps importantes e novidades que podem ganhar um espaço no celular ou computador.

1Password: O app agora apresenta senhas salvas com base na localização física. Tem até um mapa com as senhas em seus respectivos locais. / Android, iOS, Linux, macOS, Windows

Firefox 136.0: As abas verticais nativas chegaram ao Firefox. / Linux, macOS, Windows

Ivory 2.3: Suporte a notificações agrupadas e a outras aplicações além do Mastodon, como GoToSocial. / iOS, macOS

KeePassXC 2.7.10: Os destaques são o novo importador de senhas do Proton Pass e a opção de alterar o tamanho da fonte da interface. / Linux, macOS, Windows

OpenCloud: Novo fork do OwnCloud, com foco em simplificar o gerenciamento de arquivos e oferecer uma interface agradável. / Web

Thunderbird 136.0: Melhorias no modo escuro e outras menores. Esta versão marca a mudança do ciclo de lançamentos mensal como padrão para o Thunderbird. / Linux, macOS, Windows

Chrome, Manifesto v3 e o fim da linha para a extensão uBlock Origin

O Google começou a desativar extensões do Chrome que dependem do Manifesto v2, especificação usada pelos desenvolvedores para acessar recursos do navegador web e obter permissões. Uma das afetadas é a popular uBlock Origin (uBO), que serve para bloquear anúncios, rastreadores e todo tipo de conteúdo indesejado.

O Manifesto v3, apesar das suas vantagens, descarta recursos de que a uBO depende para funcionar direito. O Google já avisou que todas as instalações do Chrome estarão livres do Manifesto v2 até junho de 2025.

Diante desse cenário, o que fazer?

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Este commit, no repositório do site da Mozilla, remove todas as referências ao compromisso em não vender dados pessoais no Firefox. No arquivo structured-data-firefox-faq.html, da sessão de perguntas e respostas, a pergunta (removida) “O Firefox vende seus dados pessoais?” terminava dizendo que “Isto é uma promessa”. A pergunta e a promessa já não constam no site.

Relacionado: Por que agora, Mozilla?

Por que agora, Mozilla?

A Mozilla apresentou termos de uso para o Firefox. É a primeira vez que o navegador tem um documento do tipo, incomum em navegadores FOSS. Os termos de uso vieram acompanhados de uma política de privacidade atualizada.

Em um adendo no blog onde anunciou a novidade, a Mozilla esclarece que a cessão de certos direitos e permissões, prevista nos termos de uso, não significa propriedade dos dados ou o direito de uso do que acontece no navegador fora dos casos previstos na política de privacidade.

Esse tipo de confusão é normal. Serviços web e aplicativos precisam dessa garantia para operarem com dados dos usuários.

A política de privacidade prevê diversos casos de uso meio decepcionantes, em especial os ligados à iniciativa de “links patrocinados” (ainda indisponível no Brasil) e que envolvem marketing de produtos e inteligências artificiais generativas.

É preciso reconhecer que os dois textos são legíveis, relativamente fáceis de entender por serem livres de “juridiquês”. Também é possível desativar a maioria das (todas?) opções mais invasivas.

Por outro lado, esse anúncio soa como uma contradição ao “ethos” da Mozilla, ou o que se pensa sê-lo; uma contradição com os ideais de quem está atento e se importa com a monopolização da web pelo Google/Chromium e tem, no Firefox, uma espécie de bastião da web aberta.

“Por que agora?”, a Mozilla pergunta no blog. “Embora tenhamos ao longo da história confiado em nossa licença de código aberto para o Firefox e nos compromissos públicos com você, estamos trabalhando em um cenário tecnológico muito diferente hoje. Queremos tornar esses compromissos abundantemente claros e acessíveis.”

É tudo uma questão de perspectiva, claro. Nesse “cenário tecnológico muito diferente”, acho eu que as práticas históricas da Mozilla no contrato com os usuários seriam mais importantes do que jamais foram. Seguir a manada e sujar-se com a publicidade programática acaba com os (poucos) diferenciais que o Firefox ainda sustenta.

Os termos de uso não alcançam o código do Firefox, o que significa que “forks”, navegadores alternativos baseados no da Mozilla, não estão sujeitos a eles. Recomendo o LibreWolf em computadores. O projeto tem por propósito oferecer um Firefox livre do braço comercial da Mozilla e que priorize a privacidade. (E já vem com a extensão uBlock Origin pré-instalada.)

O LibreWolf pesa a mão na privacidade, o que gera alguns transtornos em uso normal da web. Para evitá-los, recomendo desativar a proteção contra fingerprinting (RFP).

Para o Android, o IronFox é recomendado pelo pessoal do LibreWolf. Outra alternativa, menos focada em privacidade acima de tudo, é o Fennec, disponível na F-Droid.

Apps novos e atualizados

Atualizações de apps importantes e novidades que podem ganhar um espaço no celular ou computador.

Apple TV: O aplicativo do streaming da Apple, até então disponível apenas para o Android das TVs, foi liberado para celulares e tablets. Outra novidade é que agora dá para assinar o Apple TV+ pelo Android e pagar a mensalidade pelo Google. / Android

KDE Plasma 6.3: Cheio de pequenos refinamentos e com o slogan promissor “It’s pixel perfect”, a nova atualização do KDE Plasma chegou. / Linux

Kindly RSS Reader: Um novo agregador de feeds “self-hosted” com leiaute otimizado para telas E-Ink, como as do Kindle. / Web

Pano: Um gerenciador de área de transferência “da próxima geração”, esta extensão lembra bastante o Paste do macOS. / Linux (Gnome)

WhatsApp: Tenho a impressão de que quando um site ou app se abre para personalização em excesso, é sinal de que acabaram as ideias e estão apelando para o artifício mais manjado a fim de estimular engajamento. Nessa semana, o WhatsApp ganhou… temas. / Android, iOS