FIB16 em Belém (PA): Um passeio visual

Crachá do FIB16 de Rodrigo Ghedin, do Manual do Usuário, Paraná, sobre uma bolsa preta.

Tive a oportunidade de participar de mais uma edição do Fórum da Internet no Brasil, o FIB16, desta vez em Belém (PA). O evento, organizado pelo NIC.br, reúne pessoas de diferentes setores para debater assuntos quentes e/ou importantes relacionados à internet no país.

O meu FIB16, porém, foi um pouco diferente. A exemplo da edição passada, em Salvador (BA), vim aqui contratado pelo NIC.br para conduzir o podcast de entrevistas Nós da Internet. Optei por ficar menos dias desta vez, o que adensou o cronograma das entrevistas e me privou de acompanhar as mesas. (Dica que vale para mim: todas foram transmitidas e estão disponíveis no YouTube.)

Para não passar o evento em branco neste Manual, pensei em registrar em fotos os ambientes e momentos do FIB16 e os bastidores do Nós da Internet.

Fazia muito tempo (mesmo) que não fotografava qualquer coisa além de eventos familiares. Ignorem ângulos estranhos, luzes estouradas e cores esquisitas. Notei que esqueci tudo que sabia de fotografia — o que, verdade seja dita, nunca foi muita coisa.

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A minha mochila no FIB16, em Belém (PA)

Foto de cima de uma mochila preta, com um crachá, e vários itens à direita, sobre um lençol branco.

Um pedido: Seções como esta, das mochilas, dependem da participação de quem lê o blog. Mande a sua. Não usa mochila? Mande a sua mesa de trabalho e/ou a tela inicial do seu celular. Quer ver mais mesas? Acesse o arquivo.

Durante o Fórum da Internet no Brasil (FIB16), em Belém (PA), carreguei uma mochila ao centro de eventos com itens básicos para passar o dia lá, fazer o trabalho que foi contratado para fazer e, quando sobrou algum tempo livre (o que foi raro), dar uma olhada neste Manual do Usuário.

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Comi o dogão de um youtuber famoso

Três pessoas com um totem de outra em tamanho real no centro, todos com um punho cerrado apontando para frente. Os rostos das pessoas estão pixelados.

Fui encontrar uns amigos em Maringá (PR) e, sem querer, me vi jantando na lanchonete de um youtuber.

Quem poderia imaginar? O nome do estabelecimento é Rezendog. Imaginei que fosse um funcionário público aposentado, o Rezende da contabilidade, que pôde, enfim, realizar o seu sonho de vender cachorro quente prensado. O que seria algo perfeitamente normal na capital do dogão.

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O clube de gente que faz sites em Curitiba

A internet encurtou distâncias, subjugou o tempo e aproximou pessoas com interesses similares que, de outra forma, jamais se encontrariam.

Tudo isso é muito legal, mas essa dinâmica tem um lado negativo, também, mesmo que um tanto subjetivo, até difícil de explicar. Pode-se dizer que as interações digitais não saciam a nossa necessidade de socialização. (E isso vale até para perfis introspectivos, como é o meu caso.)

Alguns meses atrás, topei com o Homebrew Website Club, uma iniciativa global para promover encontros (presenciais!) de gente que gosta de fazer sites. Há uma lista dos grupos estabelecidos, que se reúnem com alguma frequência. Nenhum deles no Brasil, porém.

Não é difícil montar um grupo do tipo. Só depende de gente, óbvio, e um mínimo de organização. Mandei um e-mail para o Daniel Kossmann, que já conhecia da cena WordPress, e ele topou na hora. E assim nasceu a edição em Curitiba do Homebrew Website Club!

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Conversando sobre internet na capital baiana

Estúdio com janelas amplas, envelopado com os logos do podcast Nós da Internet, CGI.br e NIC.br.

Estou em Salvador (BA) participando do 15º Fórum da Internet no Brasil, o FIB15. Vim para apresentar um novo podcast de entrevistas, o Nós da Internet, e para corrigir uma falha pessoal, a de nunca ter participado de um FIB antes.

Aqui, tive privilégio de entrevistar gente que fez e faz a internet brasileira. E em grande estilo: em um estúdio-aquário lindão montado no meio do centro de convenções. Esse da foto acima.

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Saiu a programação da CryptoRave 2025, evento anual que reúne, em 24 horas, uma série de atividades sobre segurança, criptografia, hacking, anonimato, privacidade e liberdade na rede. (E mais uma festa no final!)

Neste ano, a CryptoRave acontece nos dias 16 e 17 de maio, na Biblioteca Mário de Andrade, em São Paulo (SP). A inscrição é gratuita e pode ser feita online ou no local (o link ao lado traz os detalhes, datas e horários).

End of 10: Troque o Windows 10 por uma distro Linux 

O suporte ao Windows 10 termina no dia 14/10/2025, ou seja, daqui a alguns meses. Uma galera envolvida com distros Linux subiu o site End of 10 para ajudar aqueles que quiserem trocar o Windows pelo Linux em vez de seguir a orientação da Microsoft, que é descartar um computador funcional e comprar outro com Windows 11. O End of 10 reúne instruções e locais e eventos em que voluntários instalam uma distro Linux nos computadores de quem não tem familiaridade com o assunto.

Super iniciativa. Só falta agora traduzirmos o site para o português e cadastrarmos mais locais e eventos. (Até o momento, só tem um pessoal da USP de São Carlos na lista de locais.)

O primeiro Oscar para o Brasil, com Ainda estou aqui na categoria de melhor filme estrangeiro, não foi o único ineditismo na premiação deste ano. A vitória de Flow como melhor animação foi, também, a vitória do software livre: o longa foi feito inteiramente no Blender.

O diretor de Flow, o letão Gints Zilbalodis, agradeceu ao Blender em seu discurso após receber a estatueta e deu mais detalhes do software na entrevista após a premiação, no vídeo acima.

Flow também foi o primeiro filme da Letônia e a primeira animação independente a levar o Oscar.

Transcrição traduzida da entrevista:

Pergunta: Quando você recebeu o prêmio, agradeceu ao Blender logo de cara. Poderia falar um pouco da ferramenta que usou, como a usou e como ela te ajudou a tornar esse filme possível? E o que significa para a animação daqui em diante?

Gints Zilbalodis: O Blender é um software livre e de código aberto, o que significa que todo mundo tem acesso a ele, Então qualquer criança agora tem ferramentas que agora são usadas para fazer um ganhador do Oscar. Acho que veremos todos os tipos de filmes empolgantes serem feitos, por crianças que não tinham a oportunidade de fazê-lo antes.

É uma ferramenta ótima, não foi uma desvantagem de maneira agora, é tão boa quanto qualquer outra, e vamos usá-lo também em meu próximo filme.

Relacionado: uma entrevista longa, por escrito e anterior à cerimônia, que Gints Zilbalodis concedeu ao pessoal do Blender.

Via @blender@mastodon.social (em inglês).

Em julho, em Salvador (BA), será realizada a segunda edição da WikiCon Brasil, conferência para a comunidade brasileira da Wikipédia, organizada pelo Wiki Movimento Brasil. Desta vez, o evento terá “uma direção mais propositiva, alinhada ao crescente interesse da comunidade pela governança digital”. Parece-me uma ótima direção! Mais detalhes na Wikipédia.

Nesta quinta (22) começa a Codecon, evento online de tecnologia que reúne código, conteúdo, networking e muita diversão. Gabriel Nunes, idealizador e chapa deste Manual do Usuário, convida os leitores para participarem:

Acredito que a Codecon é um evento que traz pra discussão diversos assuntos pertinentes pra quem é da área de desenvolvimento de software. O que gosto é que não são apenas palestra técnicas, mas tem muitos painéis com assuntos interessantes para a carreira como um todo.

A inscrição do evento, que acontece na internet de 22 a 24 de setembro, custa R$ 59. Leitores do Manual têm direito a 30% de desconto com o cupom MANUALDOUSUARIO.

Recado do leitor Ricardo Pinheiro:

A RetroRio é o encontro de colecionadores de computadores clássicos do Rio de Janeiro. Vamos ter micros dos anos 1970, 1980 e 1990, expostos pelos colecionadores. O encontro vai ser no dia 6 de agosto (sábado), das 10 às 18 horas. O endereço é Rua Garcia Redondo, 103, no Cachambi, a entrada é gratuita e não temos fins lucrativos. A página do evento é essa aqui: https://bit.ly/retrorio2022 — inclusive tem fotos dos encontros presenciais, de 2012 a 2019.

Acontece neste sábado (5) o Open Data Day, celebração anual dos dados abertos no mundo inteiro. “É uma oportunidade para mostrar os benefícios dos dados abertos e encorajar a adoção de políticas de dados abertos no governo, empresas e na sociedade civil”, diz o site oficial. No Brasil, o site oficial registra dez eventos.

Em Curitiba (PR), esta edição será transmitida pelo YouTube a partir das 9h30 e tem inscrições gratuitas. Na pauta, debates sobre o gap de gênero no mercado de trabalho, qualidade do ar em Curitiba, uso de Inteligência Artificial e mapeamento colaborativo de desigualdades. Dica da Estelita Carazzai, que está na organização do ODD Curitiba e toca a ótima newsletter local O Expresso.

Se você tem 21 anos e me pergunta, devo me vacinar? Eu diria que não.

— Joe Rogan, em seu podcast exclusivo do Spotify

Não é a primeira controvérsia em que Rogan, possivelmente o podcaster mais popular do planeta, se mete. Ainda assim, ano passado o Spotify fechou um acordo de exclusividade de supostos nove dígitos com ele — o valor do acordo não foi divulgado oficialmente.

Para o Spotify, essa fala em seu último programa não é problemática, embora a plataforma já tenha comunicado, anteriormente, que proíbe programas que “promovam conteúdo falso, enganoso ou que desinforme sobre COVID-19 que possa causar danos físicos e/ou represente uma ameaça direta à saúde pública”. Via Media Matters for America (em inglês), The Verge (em inglês).

Neste sábado (6), acontece o Open Data Day, uma celebração anual do uso de dados abertos no mundo todo. Já são mais de 200 eventos marcados ao redor do mundo, pouco mais de dez deles no Brasil. Em Curitiba, organizado pelo grupo Code for Curitiba, o objetivo para esta edição é engajar cidadãos no uso de dados públicos e impactar o desenvolvimento da cidade. A programação está repleta de gente boa. O evento, por óbvio, é virtual, e a inscrição é gratuita. [Dica da leitora Estelita Carazzai, que está no apoio do ODD e faz excelente uso de dados abertos em sua newsletter local, a O Expresso.]

Um rolê no primeiro carro elétrico autônomo do Brasil

O e.coTech4 visto de lado.

Longe dos holofotes que empresas como Google, Tesla e Uber ganham da mídia especializada com suas iniciativas autônomas, a startup brasileira Hitech Electric anunciou, nesta quinta-feira (30), o primeiro carro elétrico autônomo do Brasil. Estive na sede da Positivo, uma das parcerias da startup, para dar um rolê na variante autônoma do e.coTech4.

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