Redes sociais afetam adultos também

Existe ainda alguma dúvida de que redes sociais são prejudiciais para crianças e adolescentes? O ano de 2026 encaminha-se para o fim dessa fábula.

A Austrália já baniu o acesso de menores de 16 anos às plataformas sociais.

No Brasil, o chamado ECA Digital, com uma série de novas obrigações para sites e aplicativos a fim de mitigar os perigos da internet a que menores estão sujeitos, está prestes a entrar em vigor — com algumas aberrações perigosas, como a “verificação de idade”.

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Nem mágica, nem IA: PresenteIA, do Marcos Mion, explicita a devassa dos nossos dados

Estava zapeando a TV no último sábado quando topei com Marcos Mion anunciando o PresenteIA, uma solução para “nunca mais esquecer o aniversário de quem é importante pra você”.

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Peritos da PF usam equipamento que quebra senha mesmo com celular desligado  g1.globo.com

Em seu blog, a jornalista do G1 Julia Duailibi diz que a Polícia Federal usa um equipamento que quebra senha mesmo com celular desligado, o que estaria causando pânico entre os engravatados de Brasília.

Como funciona esta maravilha tecnológica?

A tecnologia da PF não permite meio-termo: ou se extrai tudo, ou nada. Segundo a apuração do blog, os peritos “baixam” o conteúdo integral do dispositivo para depois analisá-lo. Isso significa que conversas, fotos, e-mails e registros antigos, mesmo que não relacionados diretamente ao caso, estarão expostos aos investigadores. É essa devassa total em aparelhos de figuras tão conectadas que explica o clima de terror na capital.

Não explica muita coisa. Palpites?

É possível viver sem WhatsApp no Brasil?

Vamos direto ao assunto: viver sem Instagram, Facebook e Threads (risos) é fácil. Os únicos contratempos que me ocorrem são a privação dos rolos no marketplace do Facebook e o apagão de informações de restaurantes, cafés e clínicas que insistem em reduzir a presença no digital ao Instagram. Inconveniente, mas contornável.

No Brasil, o “chefão” de quem decide se livrar da Meta é o WhatsApp. E como não seria? Algumas pesquisas de hábitos no celular apontam que até 99,1% dos brasileiros maiores de 16 anos usam o app de mensagens. Por aqui, ele é onipresente; o meio de comunicação padrão de muita gente e empresas.

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O APOIA.se avisou, em mensagem enviada por e-mail (e só, aparentemente), o vazamento do nome completo, e-mail, endereço de entrega e identificadores internos de quem faz ou já fez apoios pela plataforma. A falha foi identificada no dia 6/1. A empresa afirmou que os dados vazados “não revelam diretamente quais campanhas você apoiou, seus interesses ou preferências”.

Profissão: criador de conteúdo

Tremo na base quando alguém me pergunta o que eu faço. O que eu faço? Não sei. Costumo responder “sou jornalista”, definição que está longe de me descrever, apenas para matar o assunto.

“Tenho um blog” é outra resposta a que recorro quando a carga de paciência está cheia. A ela sucedem-se perguntas inevitáveis, como “mas você consegue viver só disso?”, e comentários do tipo “eu já tive um blog, ganhava uns trocados com AdSense”.

A fundação da Célere embolou ainda mais o meio-campo. “Tenho uma pequena agência que presta serviços de tecnologia para jornais digitais.” Correto, mas cansei só de escrever. E, sendo bem pedante, isso não é “o que eu faço”, é “onde eu trabalho”. Parte do tempo. Porque tem o blog ainda.

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Facebook e Instagram são paraísos para golpistas, revelam documentos internos da Meta

A Reuters jogou luz no lucrativo negócio da Meta baseado na venda de anúncios fraudulentos em suas plataformas — Facebook e Instagram. Documentos internos da empresa obtidos pela agência de notícias mostram que 10,1% da receita da Meta em 2024, ou US$ 16 bilhões, veio de anúncios fraudulentos, de golpes digitais.

Um documento de dezembro de 2024 mostra que a Meta veicula em média 15 bilhões de anúncios fraudulentos por dia. Eles se somam a 22 bilhões de conteúdos suspeitos “orgânicos”, aqueles sem impulsionamento/pagamento, que vão de perfis hackeados oferecendo esquemas de criptomoeda à promessa de curas milagrosas em grupos, passando por anúncios falsos no Facebook Marketplace.

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Sobre o vazamento das senhas de 183 milhões de contas do Gmail

Na mesma linha da pauta “celulares em que o WhatsApp deixará de funcionar”, sites de notícias brasileiros parecem ter descoberto uma nova fonte de cliques perene na editoria de tecnologia: milhões de senhas vazadas do Gmail.

Há, de fato, um banco de dados do tipo rolando na internet, criado por um estudante de graduação nos Estados Unidos. Troy Hunt, que administra o Have I Benn Pwnd, um repositório de vazamentos, analisou os dados e constatou que “apenas” 8% das senhas, cerca de 14 milhões, são novas. O que é compreensível, dado que o banco foi criado agregando dados de várias fontes e vazamentos anteriores.

A principal mensagem que uma notícia dessas passa não é “sua senha do Gmail pode ter vazado”, mas sim que “as suas senhas, qualquer uma delas, pode vazar a qualquer momento”. Não para fazer terrorismo, mas sim para ajudar na conscientização de boas práticas de segurança digital.

Quais? Para esse caso, duas básicas:

  1. Usar um gerenciador de senhas. Com ele, você terá acesso fácil à criação e recuperação (uso) de senhas fortes e diferentes para cada serviço.
  2. Autenticação em dois fatores (ou verificação em duas etapas). Pode até mesmo ser junto do gerenciador de senhas. Em cenários como um vazamento, o segundo fator bloqueia acessos não autorizados mesmo de alguém que saiba a sua senha.

É possível verificar se suas senhas vazaram jogando seu e-mail no Have I Been Pwned. Se ele aparecer, não há motivo para pânico: troque a senha e ative um segundo fator de autenticação. O Google explica como fazer isso no Gmail.

Acho fascinante que tanta gente compre a falácia de que a inteligência artificial é confiável o bastante para balizar a tomada de decisões. E, às vezes, acho engraçado também.

A Jumpad intriga já na proposta: uma “plataforma self-hosted, instalada na nuvem da empresa” que permite habilitar APIs de serviços externos, como os da OpenAI e Google. Hm, ok. O serviço “envolve dashboards de engajamento e treinamentos gamificados, contribuindo para a transformação da cultura”. Como exemplo de “transformação da cultura”, somos brindados com esta pérola:

Em um dos clientes, houve a constatação de que 25% do tempo dos funcionários era gasto em calls e reuniões, mas cerca de 80% deles não participavam ativamente. Ou seja, era uma grande perda de tempo.

Imagine ter que torrar o planeta para “descobrir” que a maioria das reuniões poderia ser um e-email.

(As informações são do Brazil Journal.)

O clube de gente que faz sites em Curitiba

A internet encurtou distâncias, subjugou o tempo e aproximou pessoas com interesses similares que, de outra forma, jamais se encontrariam.

Tudo isso é muito legal, mas essa dinâmica tem um lado negativo, também, mesmo que um tanto subjetivo, até difícil de explicar. Pode-se dizer que as interações digitais não saciam a nossa necessidade de socialização. (E isso vale até para perfis introspectivos, como é o meu caso.)

Alguns meses atrás, topei com o Homebrew Website Club, uma iniciativa global para promover encontros (presenciais!) de gente que gosta de fazer sites. Há uma lista dos grupos estabelecidos, que se reúnem com alguma frequência. Nenhum deles no Brasil, porém.

Não é difícil montar um grupo do tipo. Só depende de gente, óbvio, e um mínimo de organização. Mandei um e-mail para o Daniel Kossmann, que já conhecia da cena WordPress, e ele topou na hora. E assim nasceu a edição em Curitiba do Homebrew Website Club!

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Evolução da AltStore PAL

A AltStore, que mantém uma loja de aplicativos alternativa para iOS, recebeu um investimento de US$ 6 milhões e, com ele, trouxe ótimas notícias, das quais destaco duas:

  • Abertura de uma instância no fediverso (Mastodon) combinada com uma injeção de US$ 500 mil em vários projetos relacionados ao fediverso.
  • Planos de expansão da AltStore PAL para além da União Europeia ainda em 2025, incluindo o Brasil (a depender, obviamente, do cenário legal por aqui).

Folha de S.Paulo pede indenização de R$ 23.400 ao Manual do Usuário por ferramenta que democratiza a informação

O que eu, Rodrigo, pessoa física, tenho a ver com a OpenAI, startup estadunidense de inteligência artificial, dona do ChatGPT, avaliada em centenas de bilhões de dólares? Para a Folha de S.Paulo, ambos atuamos em “concorrência desleal” e “violamos os diretos autorais” do jornal.

De diferente, a OpenAI mereceu uma matéria na própria Folha, assinada pela repórter especial Patrícia Campos Mello. (Os pormenores dos dois processos variam também, mas isso não vem ao caso.)

Entenda o caso: Fui processado pela Folha de S.Paulo.

No último dia 19, a Folha emendou a inicial e, com isso, optou por dar continuidade ao processo — mesmo após eu ter atendido ao pedido liminar de bloquear links da Folha de S.Paulo no Marreta e remover quaisquer mensagens indicando quebradores de paywalls alternativos.

Emenda da inicial da Folha de S.Paulo (arquivo *.pdf).

Na emenda, o jornal paulista fez uma conta esquisita, baseada nos preços praticados pela FolhaPress, seu “serviço de licenciamento dos seus conteúdos a terceiros” (agência de notícias), e pediu uma indenização de R$ 23.400.

Além disso, a Folha alterou a sua argumentação na emenda. Não se trata mais de assinaturas de leitores em potencial perdidas, como era na liminar; o problema agora foi eu ter veiculado matérias da agência sem pagar por elas.

Vamos, eu e meus advogados, contestar esse pedido, que classificamos como descabido.

O processo é público e corre na 8ª Vara Cível de São Paulo (SP), autos nº 1094735-28.2025.8.26.0100.

“Pix das mensagens”, ou um plano para destronar o WhatsApp no Brasil

RCS é o “SMS 2.0”, um sistema de mensagens com recursos avançados/modernos e atrelado às operadoras em vez da propriedade de uma empresa. O Android é compatível com o RCS há vários anos; a Apple, por pressão de órgãos reguladores mundo afora, só adotou o formato em 2024 e a conta-gotas, dependendo da boa vontade das operadoras de cada país.

Tudo indica que o iOS 26, que deve ser lançado em setembro ou outubro, liberará o RCS para o iPhone no Brasil. Pode ser uma janela de oportunidade.

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Quatro novas categorias de domínios .br, incluindo ia.br e social.br

Recebi por e-mail, do Registro.br, a notícia de que quatro novas categorias de domínios .br serão liberadas a partir de 1º de setembro, às 15h (que precisos, né?):

  • api.br: Interfaces para aplicações.
  • ia.br: Inteligência artificial.
  • social.br: Redes sociais.
  • xyz.br: Miscelânea.

Minha experiência no Vivo Easy

Quando pego um ônibus ou estou no meio de uma multidão, reparo que muita gente passa o tempo no celular e, entre essas pessoas, muitas estão assistindo a vídeos.

Eu nunca fui de assistir a vídeos, muito menos no celular, e menos ainda usando a conexão móvel, da operadora, que cobra com base no consumo de dados.

A julgar por essa amostragem super limitada do meu cotidiano, sou um ponto fora de curva. Uns diriam muquirana; prefiro dizer-me econômico e paciente. Ser assim resulta em um consumo baixo de dados móveis, entre 1 e 1,5 GB por mês.

Fazia muito tempo que usava um plano do tipo “controle”, com mensalidade fixa. Mesmo sendo o plano mais barato da operadora, ainda virava o mês com muitos giga bytes da franquia sobrando. Se houvesse um plano com metade dos benefícios (e que custasse metade do preço), poderia usá-lo sem sustos.

Era essa a situação em que me via quando, no Órbita, topava com conversas a respeito do Vivo Easy, o plano digital da Vivo sem mensalidade e com franquia de dados cumulativa, o tipo de coisa pouco divulgada e que talvez nem faça mais sentido à maioria das pessoas (pois, vídeos). Para mim, porém, estava óbvio que esse modelo alternativo de cobrança poderia representar uma bela economia.

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