A Mozilla criou um “issue tracker”, batizado de Platform Tilt, para documentar “problemas técnicos nas principais plataformas de software que colocam o Firefox em desvantagem em relação ao navegador nativo”. Boa iniciativa para pressionar Apple, Google e Microsoft, que se aproveitam de suas plataformas para favorecerem Safari, Chrome e Edge, respectivamente. Via Mozilla (em inglês).
Apple
Cedo ou tarde, qualquer pessoa que se interesse por tecnologia para seres humanos se dá conta de que o software proprietário é um beco sem saída. É por esse motivo que, apesar de ser um plano totalmente contraproducente, tenho flertado cada vez mais com a ideia de abandonar o ecossistema da Apple. Será que rola ainda em 2024?
Um bom lembrete do Brent Simmons, que tirou a poeira do seu blog após a Apple anunciar que vai cobrar 27% (!) de compras feitas na web a partir de links em apps do iOS que a Justiça estadunidense a obrigou a liberar.
TimeDeposit registra o tempo gasto em projetos em qualquer dispositivo Apple
Precisando registrar o tempo gasto em tarefas de projetos distintos? Se você usa sistemas da Apple, o TimeDeposit é uma boa pedida.
A característica mais legal é que tem aplicativo para tudo: iPadOS, iOS, macOS e watchOS. A sincronização dos dados é feita via iCloud e os apps se integram bem aos respectivos sistemas — ícone na barra de menus do macOS, Atividades Ao Vivo no iOS, widgets no watchOS.
O TimeDeposit funciona com tarefas e projetos. É possível fazer os registros em tempo real, iniciando um cronômetro no app, ou depois (em caso de esquecimento), com a criação de sessões completas.
O único contra é que esta solução não funciona para equipes. É somente para uso individual. Outro ponto negativo é a tradução da interface para o português, aparentemente feita por alguém que não fala português. Não se pode ter tudo…
Em dias normais, o TimeDeposit tem limitações e não sincroniza com calendários na versão gratuita. Para liberar esses recursos, é exigido um pagamento único. Nesta terça (16), porém, o app sai de graça, via Indie App Santa.
TimeDeposit / iPadOS, iOS, macOS e watchOS / Freemium
Onde estão os bons apps de e-mail?
Será que estou mal acostumado ao Apple Mail? Ou apenas acostumado a ele? Afinal, é quase uma década usando-o diariamente. Após passar por vários outros aplicativos de e-mail no último fim de semana, fiquei com a impressão de que não fazem mais bons apps de e-mail, ou comparáveis ao Apple Mail.
Tive essa revelação enquanto configurava o Fedora 39 em um desses “mini PCs”, para ficar mais próximo do sistema e usá-lo vez ou outra. E não é como se eu quisesse algo elaborado, certamente nada que envolva “IA” nem que processe meus e-mails em servidores alheios. (E que não custe US$ 30/mês, rs.) Tudo que peço é um app com interface e atalhos que fazem sentido e que converse com os protocolos IMAP e SMTP. É pedir muito?
Antes de enveredar pelo Linux, aproveitei que o Windows 11 veio pré-instalado no computador para dar uma olhada no “novo” Outlook, a rendição da Microsoft ao elefante na sala, o webmail.
Se você usa Windows e ainda não teve a infelicidade de topar com o novo Outlook, é apenas uma casca em torno do Outlook da web, aquele acessível pelo navegador. Bom para a Microsoft, para os 766 parceiros dela que recebem dados dos usuários, e só. Não, não é bom para você.
Windows superado, instalei o Fedora padrão, com o ambiente gráfico Gnome, e iniciei a minha via crucis pelos clientes de e-mail no Linux. Primeira parada: Thunderbird.
Mesmo com a repaginada visual em curso, o Thunderbird continua… esquisito. São muitos botões, atalhos estranhos ao sistema, visual fora do lugar. Vários desses problemas são comuns ao Firefox, mas, por motivos que não consigo articular, o Firefox não me passa essa sensação. Poderia usá-lo? Sim, meio a contragosto. Funciona. Vamos testar outros apps antes de bater o martelo.
O próximo da lista foi o Evolution, uma espécie de equivalente ao Thunderbird para o ambiente Gnome: lida com e-mail, calendário, listas de tarefas, notas. (Só faltou mensagens via Matrix, coisa que o Thunderbird incorporou não faz muito tempo.) Com um pouco de paciência dá para tirar os excessos de botões e barras e deixar o Evolution mais agradável, ou menos feio. Não num nível ideal, porque tem muita coisa acontecendo ao mesmo tempo, mas ok, não é de todo ruim.
Continuei os testes. O aplicativo seguinte, Geary, é o que mais se parece com o Apple Mail. Simples, focado em e-mail, atalhos no teclado ok, funciona mais ou menos dentro do que se espera de um app moderno.
O problema é que o Geary padece de alguns defeitos injustificáveis a essa altura. O pior deles é o das colunas fixas.
Por motivos que talvez nem Deus explique, não é possível redimensionar as colunas de pastas/filtros, lista de mensagens e mensagem aberta. Para piorar, a coluna da lista de mensagens tem quase a mesma largura da da mensagem, mesmo em telas enormes.
A situação é essa desde abril de 2021. O histórico do Geary é acidentado, com longas lacunas de baixa ou nenhuma manutenção. Esse defeito, porém, é uma regressão. Não era assim e não poderia ter ficado assim, jamais.
Cheguei ao extremo de testar o Claws antes de dar por encerrado meu giro por apps de e-mail. Gosto e só escrevo e-mails em texto puro (text/plain), logo, por que não? Talvez eu me adaptasse com dedicação e paciência para arrumar a configuração padrão, um tempo que não quero gastar com isso.
Será que a maioria já migrou para o webmail em computadores, aplicativo só no celular? Para quem usa app de e-mail no computador: qual? Esqueci de testar algum? Sou todo ouvidos.
Clear 2.0 está de volta com sua interface agradável para listas de tarefas simples
Em 2012, o aplicativo Clear, para iOS, fez barulho com suas listas de tarefas bonitas, em um visual marcante, animações agradáveis e interface baseada em gestos.
Apesar do barulho, ele ficou mais de uma década sem grandes atualizações. Até que nesta segunda (8), do nada, apareceu o Clear 2.0.
A história da nova versão, contada pelo The Verge, é curiosa. Ele passou anos sem grandes novidades, mas sendo atualizado, porque seus criadores consideravam-no um app completo.
Dois anos atrás, um deles, Phill Ryu, comprou os direitos do app de colegas da empresa que desenvolveu o Clear, a Realmac Software, para recriar o app em seu atual estúdio, o Impending.
A estrutura básica do Clear 2.0 é similar à da antiga versão. Fora uma bem-vinda repaginada visual, a grande novidade é que, agora, o aplicativo é gratuito.
A geração de receita do Clear vem da venda de itens cosméticos, como temas e ícones. A loja interna do app altera os itens à venda todo dia.
Para quem procura por um aplicativo de listas de tarefas “radicalmente simples”, como dizem os desenvolvedores, é uma boa pedida.
Detalhe: estranhei o tamanho do app, 423 MB. No Twitter, os desenvolvedores disseram haver muita margem para comprimir arquivos dentro do app, e que mudanças de última hora colaboraram para o inchaço.
Clear 2.0 / Gratuito / iOS, iPadOS
Revisitando as previsões tecnológicas que fizemos para 2023
No final de 2022, eu (Rodrigo Ghedin), Jacqueline Lafloufa e Guilherme Felitti nos reunimos no podcast Guia Prático para fazer previsões da tecnologia para o novo ano que se avizinhava.
iOS 17.3 trará modo para proteger iPhones após furtos e roubos
Finalmente a Apple deu atenção à epidemia de furtos e roubos de celulares. A primeira versão de testes do iOS 17.3, liberada nesta terça (12), traz um recurso chamado “Proteção do Dispositivo Roubado” (tradução livre).
Quando o recurso está ativado, algumas ações sensíveis, como alterar senhas, desativar o Modo Perdido e redefinir o iPhone, passam a exigir autenticação biométrica (Face ID ou Touch ID) se o celular estiver longe de locais familiares. Para ações cruciais, como mexer na Conta Apple, desativar a biometria ou trocar o código de acesso do iOS, além da biometria, é preciso esperar uma hora para ter acesso a eles.
Teria a Apple olhado para o caos que se instalou no Brasil? Na verdade, não. Entre fevereiro e abril deste ano (2023), o Wall Street Journal publicou reportagens (e vídeos) mostrando um esquema nos Estados Unidos em que iPhones eram furtados em bares.
Como sempre, é preciso que um problema se manifeste em casa para que a big tech tome providências. Por aqui, falamos desse assunto desde, pelo menos, junho de 2021. Via Wall Street Journal (em inglês), MacMagazine.
A Apple liberou as versões 17.2 do iOS/iPadOS e 14.2 do macOS Sonoma nesta segunda (11). (E, também, atualizações para watchOS, tvOS e HomePod.) Os grandes destaques são o novo aplicativo de diário no iOS, Journal, e o suporte a múltiplos cronômetros simultâneos no macOS (finalmente!!!!).
É sempre uma boa esperar alguns dias antes de instalar uma atualização, como o recente desastre no Debian 12.3 nos mostrou, mas se você não se aguentar e instalar aí, conta para mim como ficou o app Journal — e os múltiplos cronômetros no macOS. Via Apple (em inglês), MacMagazine.
EUA e aliados espionam usuários de celulares via notificações push
O senador norte-americano Ron Wyden enviou uma carta pública (leia na íntegra) ao Departamento de Justiça avisando a todos que Apple e Google entregam dados de notificações push associados a celulares de indivíduos a agências governamentais de outros países.
À Reuters, que deu esse furo, uma fonte anônima afirmou que agências dos EUA também pedem esses dados e que os outros países são “democracias aliadas aos Estados Unidos”.
A parte mais chocante é que, quando questionada pela agência de notícias, a Apple informou que a carta de Wyden deu a ela uma abertura para compartilhar mais detalhes de como governos monitoram notificações push.
“Neste caso,” disse a Apple em nota, “o governo federal [dos EUA] nos proibiu de compartilhar qualquer informação.”
Notificações push passam necessariamente por servidores da empresa dona da plataforma — no caso, Apple (iOS) e Google (Android). Em um texto de janeiro de 2023, o pesquisador francês David Libeau explicou por que “notificações push são um pesadelo de privacidade”.
Não bastasse serem um incômodo/gatilho de ansiedade e, a depender das circunstâncias, devorarem a bateria, notificações push agora são um risco à nossa privacidade.
Após a revelação do escândalo, a Apple atualizou as diretrizes para procedimentos legais nos EUA. O documento agora traz um tópico que diz:
Quando os usuários permitem que um aplicativo instalado receba notificações push, um token do Apple Push Notification Service (APNs) é gerado e registrado àquele desenvolvedor e dispositivo. Alguns aplicativos podem ter vários tokens APNs para uma conta em um dispositivo para diferenciar entre mensagens e multimídia.
O ID Apple associado a um token APNs registrado pode ser obtido com uma intimação ou maior processo legal.
O Google só libera esses dados com uma ordem judicial. A Apple poderia aprender isso com eles.
Passada a perplexidade dessa descoberta, ficam algumas perguntas. A principal é: o que mais o governo norte-americano proíbe a Apple e o Google de divulgarem em seus relatórios de (supostamente) transparência? Via Reuters, Washington Post (em inglês).
AllTrails, o aplicativo do ano para iPhone
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O AllTrails é uma espécie de rede social para trilheiros, com roteiros de trilhas, vários recursos de auxílio e um componente de comunidade para compartilhar e se inspirar em outros amantes de trilhas.
São +400 mil trilhas para caminhar, correr ou ir de bicicleta.
O aplicativo é gratuito, mas oferece uma assinatura anual, o AllTrails+, por R$ 49,90. Ela libera alguns recursos extras de segurança e planejamento, como funcionamento offline, alertas de saída da rota e detalhes das trilhas, como qualidade do ar e mapas topográficos.
A Apple deu ao AllTrails o título de aplicativo do ano para iPhone. Para ver os ganhadores das demais categorias, siga por aqui.
AllTrails / Android, iOS / Freemium (R$ 49,90/ano)
Fornecedores da Apple, Apple Watch “carbono neutro” e os créditos de carbono
Interessante este relatório do Greenpeace detalhando os esforços de descarbonização de 11 dos maiores fornecedores das empresas de tecnologia.
As principais descobertas:
- “A mediana reportada da taxa de aquisição de energia renovável para os 11 fornecedores de eletrônicos no ranking foi de 20% em 2022, em comparação com 10% para as mesmas 11 empresas em 2021.”
- Apenas 4 das 11 se comprometeram com a meta de descarbonizar suas redes de fornecedores até 2050. Para 2030, somente a Intel fez a promessa.
- A Foxconn tem as maiores taxas reportadas de emissões e consumo energético na fabricação final do ranking. Em 2022, as emissões da empresa superaram às da Islândia — e com apenas 8% da energia vinda de fontes renováveis.
- A Samsung Electronics recebeu a pior nota entre as fabricantes de semicondutores (D+). Nenhuma fabricante teve nota superior a C+.
O relatório completo (em inglês) pode ser lido aqui (PDF).
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Um detalhe curioso é que a Apple é cliente de todas as 11 fornecedoras analisadas pelo Greenpeace.
Em outubro, a Apple chamou a atenção ao anunciar seu primeiro produto “carbono neutro”, um modelo específico de Apple Watch combinado com uma ou outra pulseira.
A alegação foi contestada pelo Instituto de Assuntos Públicos e Ambientais (IPE, na sigla em inglês), uma instituição sem fins lucrativos da China que, um ano antes, recebera elogios da Apple. O IPE acusou a empresa de faltar com transparência acerca da cadeia de fornecedores dos seus produtos.
Não é o único problema da alegação da Apple e de outras empresas poluidoras que clamam serem ou estarem se tornando neutras em emissões de carbono.
Infelizmente, não é como se a Apple tivesse descoberto uma maneira de fazer seu relógio esperto sugar CO2 da atmosfera. A neutralidade foi atingida, como era de se esperar, com a compra de créditos de carbono — o equivalente a 7–12 kg por relógio, de acordo com o Financial Times.
Esses créditos, segundo a própria Apple, são de projetos na América Latina e usam “padrões internacionais” de certificação do chamado mercado voluntário (ou não regulado), incluindo os da norte-americana Verra, que uma investigação do The Guardian descobriu que ~90% dos créditos não representavam redução alguma na emissão dos gases do efeito estufa.
O funcionamento de créditos no mercado voluntário é bizarro. Sem regulação (e sem surpresa), os incentivos se voltam à maximização do lucro — mais uma vez, o rabo do capitalismo abana o cachorro, ou o meio-ambiente.
A história da floresta de Lake Kariba, no Zimbábue, contada na New Yorker, é um bom exemplo desses incentivos erráticos no mercado de créditos de carbono. (Se achar o texto longo, Matt Levine fez um bom e divertido resumo em sua coluna.)
O Brasil representa outro problema crônico do mercado voluntário, com o loteamento de terras públicas pelos chamados “caubóis do carbono” na Amazônia, como mostrado pela Sumaúma.
Créditos de carbono são vendidos como a solução ao paradoxo de sustentar o crescimento da economia sem piorar a catástrofe climática. Se parece bom demais para ser verdade, é porque não é.
Apple, Comcast, Disney, IBM, Lionsgate, Oracle, Paramount Global, União Europeia, Warner Bros Discovery suspenderam a veiculação de anúncios no Twitter (ou X) porque o dono, Elon Musk, demonstrou (no mínimo) simpatia ao antissemitismo e ao supremacismo branco em interações na plataforma.
Quando empresas desse calibre acham que um lugar é radioativo a ponto de quererem distância, talvez seja o momento de você, de nós procurarmos outro canto para passar o tempo na internet… Via Axios, Associated Press, New York Times, CNBC (em inglês).
Só nesta semana, a Apple finalmente cedeu e confirmou que dará suporte ao RCS (sucessor do SMS) em 2024 e a Microsoft iniciou testes de adequação do Windows 11 — remoção de apps nativos, incluindo Bing e Edge, e outras quinquilharias da empresa.
Li várias manchetes classificando movimentos do tipo como “surpreendentes”, “chocantes”, “inesperados”… como se essas empresas tivessem sido acometidas por uma crise de consciência abrupta. Não é o caso, óbvio. O motivo de tanta abertura é a entrada em vigor iminente do Digital Markets Act (DMA) da União Europeia, que começa a valer em março de 2024. Via 9to5Mac, Microsoft (em inglês).
O que vem depois do celular?
Após anos de promessas grandiosas, um TED que mais pareceu comercial de TV e US$ 240 milhões em investimentos, a Humane, startup fundada por um casal de ex-executivos da Apple, revelou seu primeiro produto: o AI Pin, uma espécie de broche inteligente.
Seria apenas um produto curioso, inovador, não fossem as tais promessas grandiosas. Com o AI Pin, a Humane quer substituir o celular.
Google paga dezenas de bilhões a rivais para manter buscador como padrão
A linha de defesa do Google no processo que os EUA movem contra a empresa por monopólio do mercado de buscas, é que as pessoas usam o Google porque é o melhor buscador.
Nesta segunda (13), uma testemunha do Google deixou escapar que a empresa repassa à Apple 36% do que fatura com buscas no iPhone, iPad e Mac, em troca de ter seu buscador como padrão nesses dispositivos.
Segundo o relato da Bloomberg, o advogado do Google reagiu visivelmente à revelação do percentual, que deveria ser confidencial.
Em outro processo, este movido pela Epic Games, descobriu-se que o Google pagou à Samsung US$ 8 bilhões em quatro anos (desde 2020) para manter seu buscador, assistente de voz e loja de apps como padrões nos dispositivos Android da empresa sul-coreana.
Essas revelações colocam em xeque a principal linha de defesa do Google. Afinal, se o buscador é tão bom quanto a empresa diz, por que abrir mão de (literalmente) dezenas de bilhões de dólares para assegurá-lo como padrão em navegadores e dispositivos de terceiros?
Parece até… estratégia monopolista. Será?
Para colocar a situação em perspectiva: a Microsoft faturou ~US$ 11,6 bilhões com publicidade (a maior parte no Bing) no ano fiscal de 2022. Nem se a empresa oferecesse 100% da receita do Bing à Apple o acordo seria vantajoso à dona do iPhone, comparado ao que ela tem com o Google — que rende à Apple, segundo estimativas, US$ 18–20 bilhões por ano, ou 14–16% de seu lucro operacional anual.
A revelação também pega mal à Apple, que já faz algum tempo explora a privacidade como um diferencial dos seus produtos. Pode até ser, desde que isso não deixe uma grana alta na mesa. Via Bloomberg (em inglês).