Telas iniciais “minimalistas” para celulares

O Light Phone faz mais sucesso como aspiração do que como o produto que é, o que é compreensível para um celular que, em 2024, promete nos dissuadir de olhar para telas sem perder funcionalidades.

Na esteira desse sucesso conceitual, alguns desenvolvedores se arriscaram a criar lançadores para Android e widgets no iOS que emulam a experiência de uso do Light Phone. A questão é: valem a pena?

No iOS, que me é mais familiar (é o que uso no dia a dia), existem apps como Dumb Phone, Dumbify e Blank Spaces. O Android é melhor servido graças ao suporte a “lançadores”, que substituem por completo a tela inicial do sistema, casos dos apps Olauncher (e variações), Flow e Niagara.

(Em telas OLED, que exibem um preto profundo/real, o efeito é ainda mais legal — vide a foto acima, do Olauncher em um Galaxy S9.)

Fora o preço (no caso do iOS; não encontrei app gratuito), fico pensando se lançadores e widgets do tipo não são mais uma representação daquele viés de achar que mais tecnologia resolve problemas criados pela tecnologia.

Afinal, as notificações, os aplicativos viciantes, o WhatsApp, tudo isso continua disponível, quando muito um pouco mais distante.

Focar na raiz do problema me parece mais promissor. Só depois disso eu me preocuparia com o visual.

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Novidades e atualizações

A System76 botou para jogo a versão alpha do Cosmic, seu ambiente gráfico para Linux. / system76.com (em inglês)

O Firefox 129 chegou com o “modo leitor” repaginado, HTTPS como padrão (achava que já era) e prévia de abas ao deixar o cursor sobre elas (liberação gradual). / mozilla.org (em inglês)

O Flighty 4.0 trouxe previsões de atrasos, status dos aeroportos em tempo real e outras funcionalidades relacionadas. / apps.apple.com

(Não-)Usando o Firefox

Não faz muito tempo, argumentei que o Firefox é o único navegador web possível. Considerando que sua base de usuários fechou julho na mínima histórica (2,74%, segundo o StatCounter), pedi ajuda no Órbita para contar a experiência de uso do navegador da Mozilla. Usá-lo parece algo raro o suficiente para valer a tour — e, numa dessas, vai que mais gente se anima a dar uma chance ao Firefox?

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A melhor maneira de transcrever áudios

Nigel Goodman usou o ditado do teclado de seu celular para escrever uma edição da sua newsletter, o que me lembrou de que nunca falei do Whisper neste Manual do Usuário.

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FiveNotes 3, app de anotações temporárias, ganha versão para iOS

Ícone do FiveNotes 3 para iOS: a ponta de um lápis roxo contra fundo verde.

Há anos uso um tipo de aplicativo no computador que poderia ser rotulado de “papelzinho de anotações”: mais simples que um app de notas, como Obsidian e Apple Notas, e sempre à mão — de preferência com um atalho no teclado global.

O que uso no macOS se chama FiveNotes. Nesta quinta (11), o aplicativo da Apptorium ganhou uma grande atualização. O FiveNotes 3 traz novos recursos e, pela primeira vez, está disponível no iOS/iPadOS, com sincronia de dados via iCloud.

No macOS, o FiveNotes 3 vem recheado de novidades, das quais destaco o suporte a temas, janela flexível (dá para mover, redimensionar livremente e fixá-la nos cantos da tela), novos atalhos no teclado, ações para o Atalhos e um sistema de backup local.

No iOS/iPadOS, o app preserva algumas características e, mais importante, sincroniza as cinco notas com o macOS.

Apesar do mesmo nome, a Apptorium vende o FiveNotes 3 como dois apps independentes, em compras únicas. No macOS, sai por R$ 29,90 na App Store. (Apesar de venderem-no por fora, sai mais barato na lojinha da Apple.) No iOS/iPadOS, R$ 14,90.

Ah, um app gratuito para macOS permite a criação de temas personalizados, compatíveis com ambas as versões.

Bananabin coloca moscas na lixeira do macOS quando ela está cheia

O app BananaBin coloca moscas na lixeira do macOS se ela fica cheia. Engraçadinho! Aliás, existe uma opção nos ajustes do Finder para eliminar arquivos da lixeira automaticamente após 30 dias. É uma boa mantê-la ativada e não ter que se preocupar com a lixeira cheia — com ou sem moscas.

Pikimov

É impressionante o que dá para fazer na web hoje (ou no Chrome, neste caso): o Pikimov é uma espécie de After Effects que roda no Chrome ou Edge. Não precisa instalar nada nem se cadastrar; é só abrir e sair usando.

Stoop, app de newsletters, para de funcionar e prejudica escritores e leitores

Uma das vantagens da newsletter é o contato direto que se estabelece entre quem escreve e quem lê. Por isso, sempre torci o nariz para aplicativos e serviços que se colocam como intermediários com a promessa de organizar ou melhorar a experiência de leitura.

Uns anos atrás, o Stoop despontou como promessa no setor. O aplicativo fornecia um endereço de e-mail para cadastros em newsletters, sugestões de publicações para se inscrever e um leiaute moderno. “Como um app de podcasts, mas para newsletters”, promete ainda seu site oficial.

Em 2019, troquei umas ideias com Tim Raybould, fundador do Stoop. Expressei minha preocupação com o aplicativo agindo como intermediário. E se ele saísse do ar, o que aconteceria com os inscritos?

Na época, Tim pediu um voto de confiança. Argumentou que o Stoop era uma caixa de entrada, e não um feed, e que acreditava que as pessoas gostariam de separar o e-mail pessoal do recebimento de conteúdo.

Corta para 2024. Dias atrás, o leitor Alexandre se recadastrou na newsletter do Manual e disse, na mensagem anti-robôs, que estava fazendo isso porque “o Stoop está morto”. Curioso com a informação, pedi detalhes.

“A ferramenta parou de funcionar, simplesmente não loga, nem no mobile nem na web. E simplesmente sumiu da Play Store.”

O link para baixar o aplicativo do Android, que ainda consta no site, dá erro. A versão para iOS segue no ar, com a última atualização publicada há três anos.

Tentei retomar a conversa com Tim, sem sucesso. Das breves mensagens que trocamos, não acredito que ele tenha agido de má-fé. Apenas fico imaginando quantas relações foram rompidas pela quebra do Stoop.

Se no Brasil as bets e o “jogo do tigrinho” tem causado estragos na cabeça e nos bolsos da população, no Irã o problema é o Hamster Kombat, um jogo vinculado a uma criptomoeda que roda dentro do Telegram.

Coincidência ou não, nessa semana Pavel Durov, fundador e CEO do Telegram, exaltou outro jogo do tipo, o TapSwap, segundo ele com 56 milhões de usuários “alcançados em apenas alguns meses sem qualquer publicidade”. Parece que o Telegram encontrou seu modelo de negócio.

Quem poderia imaginar que jogos de azar viciantes que prometem grandes fortunas sem esforço seriam contagiantes, não? Via Associated Press (em inglês).

É uma bola

Este aplicativo é uma bolinha vermelha que vive no Dock do macOS e pode ser “tirada” dali e jogada de um lado a outro da tela. “É uma bola. É divertida. É uma bola”, explica Nate Parrott, criador da obra.

Modernizando a estrutura do código do AntennaPod

Até 2021, o AntennaPod, popular app de podcasts para Android, era um emaranhado baseado em dois módulos apenas. Num esforço enorme, os desenvolvedores “quebraram” os dois módulos em vários, facilitando a manutenção, testes e adição de novos recursos. O vídeo acelerado da evolução do código, de 2012 até hoje, é hipnótico.

Substitua o cursor do mouse pela pata de um gatinho

Substitua o cursor do mouse pelo seu pior inimigo: a pata de um gatinho. ~US$ 2,99 (e está com 50% de desconto), apenas para Windows 10 e 11.

Se o link acima não funcionar, acesse a página do Desktop Cat Cursor na itch.io.

Bebop, aplicativo para escrever notas em texto puro no iOS

Ícone do Bebop: “b” minúsculo com um cursor de texto em um quadrado branco com borda superior amarela.

Dizem que grandes mentes pensam igual, e espero que seja verdade. Soube nesta segunda (13) que Jack Cheng, autor do manifesto Slow Web que está na raiz deste Manual do Usuário, lançou um aplicativo para iOS.

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O Thunderbird para Android está ganhando forma. Na última atualização mensal do projeto, publicada na quarta (8), apareceu uma imagem da versão do aplicativo com tons azuis e o logo do Thunderbird. Veja.

Em dezembro de 2023, anunciaram a decisão de manter em paralelo o K-9 Mail, base do Thunderbird para Android (lembra?). Na prática, ambos serão o mesmo app, apenas com detalhes estéticos diferentes.

O lançamento do Thunderbird para Android deve ocorrer em 2024, ainda sem data exata.

Domando apps do tipo “para ler depois”

Quando os celulares modernos se popularizaram, surgiu uma categoria de aplicativos para conciliar o desconforto da tela pequena e a natureza móvel do dispositivo, que nos deixa em contato permanente com conteúdos interessantes.

Apps do tipo “para ler depois”, como Instapaper e Pocket, são repositórios privados de textos que catamos por aí e que, por qualquer motivo, não queremos ou não podemos ler no momento.

Eu sempre tive um desses instalado em meu celular, desde o primeiro capaz de lidar com tais apps. E, daquela época até hoje, jamais havia conseguido segurar o contador de leituras pendentes.

Alguém consegue? (mais…)

Atalho do iOS para salvar anotações em arquivos de texto

Em 2019, afirmei que “todo mundo precisa” de um app de anotações. Corta para 2024 e… talvez não? 👀

Eu não tenho precisado. Sempre escrevo textos maiores no computador, em um teclado de verdade. No celular, preciso no máximo de um “guardanapo digital” para anotar, temporariamente, um telefone, uma ideia ou qualquer coisa do tipo.

Em vez de instalar dois apps — um no celular e outro no computador — para ter acesso a esses rascunhos, mantive os arquivos de texto soltos (*.txt) no computador e criei um atalho no app homônimo para criar notinhas no celular.

Ao disparar o atalho, uma caixa de texto aparece junto ao teclado. Escrevo, dou “ok” e o texto é salvo em um arquivo intitulado com a data e hora do momento direto na Mesa, via iCloud Drive. (Dá para substituir por Dropbox, Google Drive, OneDrive…)

Assim.

O atalho pode ser baixado neste link. As regras dele são simples de entender, o que abre margem para alterações e personalizações.

Se quiser um app que lide com texto puro (e várias sintaxes de linguagens de programação), o Runestone é a melhor pedida do momento.