Achados e perdidos #35
Todo sábado, pego uns links que acumulei ao longo da semana e que, embora curiosos e/ou interessantes, não renderam nem notinhas, e os publico num compilado que chamo de “achados e perdidos”. É um conteúdo mais leve, curto, quase lúdico — a cara do fim de semana.
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— Uma visualização 3D e manipulável do globo terrestre mostrando os cabos submarinos de internet que conectam o mundo inteiro.
— Montamos um grupo de fotografia no Flickr. Cola lá!
— Como prender um robô aspirador de pó usando um simples desenho geométrico.
— A Microsoft apresentou novos produtos da linha Surface esta semana (em inglês). O mais curioso deles é o Surface Laptop Studio, um notebook com tela “transformer”.
— Alfafa era um influenciador no Instagram (11 mil seguidores) que usava o WhatsApp Business para vender drogas no Alfafa Batutinha Best Quality Drugs. Foi preso pela polícia na Operação Batutinhas. Isso é Brasil!
— Uma caixinha de Spotify (em inglês) feita em casa.
— Se você for levar um notebook XPS da Dell na mochila, nada de hibernar ou suspender a sessão: é necessário desligá-lo completamente ou o notebook pode superaquecer. Pelo menos é essa a orientação do suporte da fabricante (em inglês).
— Um canal brasileiro no YouTube que ensina como editar mapas no OpenStreetMap.
— O ytfzf é um script para assistir a vídeos do YouTube no terminal/linha de comando. Dica do Pablo.
— Tem versão nova do Gnome (41). Esta página (em inglês) lista todas as novidades com vários prints.
— Um serviço de “ler depois”, tipo Pocket e Instapaper, mas baseado em e-mail (em inglês).
— Um site que desconstrói e explica o que cada parte de um comando no terminal faz (em inglês). Dica do Everton.
— AirGuard é um app que dedura AirTags próximas a você para protegê-lo de stalkers. Para Android.
— O Feed Mage extrai e lista os blogs e newsletters dos perfis que você segue no Twitter. Gratuito.
— Uma lista de sistemas de blogs simples (em inglês), parecidos com os da matéria que escrevi essa semana no Manual. Dica do Felipe no grupo Jardins Digitais.
— Uma galeria de belos changelogs — aquelas listas com alterações em versões de aplicativos ou serviços.
— Lançamentos literários da semana:
- Comunicação não violenta (nova edição revista e ampliada) [Amazon, Americanas, Casas Bahia, editora]1, de Marshall B. Rosenberg, publicado no Brasil pela Ágora: “Nesta nova edição, que conta com um capítulo inédito sobre mediação e solução de conflitos e prefácio de Deepak Chopra, Marshall Rosenberg consolida seu trabalho, reconhecido mundialmente, e compartilha com os leitores ensinamentos testados e comprovados na prática.”
- Não aguento mais não aguentar mais [Amazon, Americanas, Casas Bahia]1, de Anne Helen Petersen, publicado no Brasil pela HarperCollins: “Analisando a estrutura social na qual os Millennials foram criados e da qual fazem parte, Anne Helen Petersen desconstrói os mitos que envolvem essa geração e revela como o burnout afeta todos os aspectos de nossas vidas. Unindo uma abordagem sócio-histórica, entrevistas inéditas e uma análise detalhada, Petersen oferece um olhar estimulante, íntimo e esperançoso sobre a vida de uma geração muito difamada.”
- Homo Ferox: As origens da violência humana e o que fazer para derrotá-la [Amazon, Americanas, editora]1, de Reinaldo José Lopes, publicado pela HarperCollins: “Aliando divulgação científica e uma linguagem envolvente, o autor best-seller Reinaldo José Lopes investiga as origens da ferocidade do homem – abordando questões como evolução humana, racismo, intolerância à comunidade LGBT, violência contra a mulher e no Brasil – com o objetivo de combatê-la.”
- Donos do poder, Os (nova edição) [Amazon, Americanas, editora]1, de Raymundo Faoro, publicado pela Companhia das Letras: “Neste trabalho incontornável do pensamento social brasileiro, Raymundo Faoro se debruça sobre o tema do patrimonialismo e dos limites entre público e privado. Inclui prefácio e posfácios inéditos, e fortuna crítica.”
— Debates legais que estão rolando no post livre:
– Celular Android pequeno: existe?
– App de música (não de streaming) para Android.
– Desiludido com o Mac.
– Rolês tributários para quem sai do país.
– Impressões do novo Safari.
– Promoções/descontos no Manual: sim ou não?
– Você escreve seu nome em livros?
– Recomendações de livros distópicos.
– Dá para viver sem smartphone?
– Dá para trabalhar em design gráfico sem os apps da Adobe?
— No podcast Guia Prático desta semana (ouça!), Ghedin indicou a série Anne with an E [Netflix], e Jacque, outra série, Sex Educatino [Netflix].
— O leitor Paulo Cezar de Mello avisou, por e-mail, que a minha indicação da semana passada, o filme Caché, de Michael Haneke, está disponível no Reserva Imovision. Valeu, Paulo!
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To testando o ytfzf em máquina virtual aqui. Gostei. Achei bem interessante. Porém, percebi uma coisa. Como não tem thumb, voltei a reparar como os títulos de vídeos no youtube estão ridículos e não dizem nada sobre o conteúdo do vídeo em si. É quase impossível saber o que diz um vídeo só pelo título. É puro clickbait e frases que beiram a falta de sentido. Se eu não conhecesse os canais, nem daria vontade de abrir os vídeos.
Eu sempre me perguntei porque os serviços de nuvem só instalam data-centers em São Paulo, sendo que Fortaleza é ponto de conexão de quase todos os cabos submarinos – sei que isso não é a única condição para um data-center, mas deve ajudar. Mas esta semana saiu a notícia que a Amazon vai instalar um data-center lá. Finalmente.
Política, preços (energia, locação, mão de obra, etc…). Acho que isso diz bastante. Fora que a se pensar, apesar de o Nordeste ser um ponto de referência tecnológica hoje, também há o preconceito de quem reside no Sudeste/Sul (ou sudestinos, se preferir).
Da questão de desligar o notebook: sinceramente prefiro que este tipo de ideia seja adotado a TODOS os notebooks. É uma forma de aumentar a vida útil e evitar problemas. Mesmo em notebooks mais comuns, deixar hibernando é um risco. Se a pessoa tem um HDD, se o notebook ligar sozinho (por algum aperto acidental de teclas), o HDD pode ligar em um momento de o computador estar em movimento, ocasionando sacolejos que podem prejudicar a parte mecânica do HDD. Ou pode deixar o note ligado e sobreaquecer mesmo. Isso vale a qualquer um.
Parou de usar o note? Desligue.
Entendo a necessidade de se adaptar às limitações do dispositivo, mas isso aí é absolutamente contraintuitivo, ainda mais em uma linha premium como a XPS, que nem deve ter mais modelo vendido com HDD. O atrativo do notebook é a mobilidade, levar de um lado para o outro, abri-lo e continuar de onde parou. Por mais rápido que seja a inicialização com um SSD, demora bem mais do que simplesmente fechar e levantar a tampa.
(E, cá entre nós, em +5 anos de MacBook Pro, só desligando ele antes de embarcar em aviões, jamais tive qualquer problema decorrente de jogá-lo ligado dentro da mochila. E é assim que deve ser.)
É que já vi pessoas que tiveram problemas quando deixaram o notebook hibernando. Essa é a minha maior preocupação. Ok quando é SSD, mas com HDD, fico bem mais preocupado.
Não duvido que no caso do XPS é erro de programação para ajustar a hibernação. Mas creio que na dúvida, desligar o note é uma medida melhor mesmo.
(Note não é que nem celular, ao meu ver.)
Acredito que o GNOME seja o DE que mais proporciona facilidade no mundo GNU/Linux. O KDE pode até ser bonito e ter uma aparência consistente, mas o GNOME consegue me dar uma “interface” para gerenciar quase todo o sistema sem precisar colocar a mão no terminal. Apesar de usar o Debian pela estabilidade, meu dedo está coçando para experimentar o GNOME 41 no Arch Linux.
Uma pergunta a qualquer usuário linux que passar por aqui: não compensa gastar um tempo deixando a interface instalada e podendo mudar quando quiser? Quando instalei o Ubuntu aqui fiz isso, instalando outras interfaces e se caso eu quisesse, deslogava, trocava de interface e logava de novo.
Além da perda de espaço em disco, não é muita vantagem ficar alternando entre DEs porque o lance de usar uma só é acostumar-se às convenções, atalhos e lógica. Ao ficar rodando entre várias, você dificilmente se acostuma com uma.
Para quem ainda está indeciso, porém, talvez seja uma boa instalar várias e alternar até decidir-se, porém.
Ah sim. A ideia é na verdade da última frase mesmo – a pessoa que começa a usar uma distro e quer tentar achar uma interface que lhe agrada. As vezes é melhor isso do que instalar uma distro já com a interface e depois ficar reinstalando distro em cima de distro. Mas bem, preciso me familiarizar com linux também.
muito doido imaginar esses cabos atravessando o pacífico
em que profundidade eles ficam? como se faz manutenção?
outro dado interessante é que praticamente só há um cabo chegando a Cuba, a partir da Venezuela
E esse cabo tem vida útil né? Vou ter que buscar algum vídeo sobre os terminais terrestres.