A Anatel publicou em seu site uma tabela [PDF] com 55 celulares já homologados compatíveis com o 5G. A tabela é dominada por Apple, Motorola, Samsung e Xiaomi, e ainda tem modelos da Asus, Realme, TCL e HMD Global (Nokia). Segundo o cronograma da agência, o 5G deverá estar funcionando nas capitais brasileiras já no primeiro semestre deste ano. Resta saber se a Anatel manterá a tabela atualizada. Via Anatel.
2022
Sua atenção não colapsou. Ela foi roubada
Sua atenção não colapsou. Ela foi roubada (em inglês), por Johann Hari no The Guardian:
Em Moscou, o ex-engenheiro do Google James Williams — que se tornou o mais importante filósofo da atenção do Ocidente — me disse que eu havia cometido um erro crucial. A abstinência individual “não é a solução, pela mesma razão que usar uma máscara de gás durante dois dias por semana fora de casa não é a resposta para a poluição. Ela pode, por um curto período de tempo, evitar certos efeitos, mas não é sustentável e não aborda os problemas sistêmicos”. Ele disse que nossa atenção está sendo profundamente alterada por enormes forças invasivas na sociedade como um todo. Dizer que a solução é apenas corrigir seus próprios hábitos — prometer não usar tanto o celular, por exemplo — é apenas “empurrá-la de volta ao indivíduo”, disse, quando “são mudanças ambientais que realmente farão a diferença”.
Saiu nesta segunda (3) o veredito do julgamento de Elizabeth Holmes, fundadora e CEO da Theranos, startup do Vale do Silício que prometia revolucionar o mercado de exames médicos, levantou quase US$ 1 bilhão de gente rica e poderosa e, no fim, era uma enorme fraude desmascarada por reportagens de John Carreyrou no Wall Street Journal. O júri considerou Elizabeth culpada de três acusações de fraude e uma de “conspiração para fraudar investidores”. Ela pode pegar até 20 anos de prisão. A sentença ainda não foi proferida e não tem data marcada. Via BBC Brasil (com um bom histórico do caso) e The Verge (em inglês).
Em 2022, a Samsung apresentará a primeira TV do mundo com um explorador e marketplace de NFTs, uma plataforma revolucionária que lhe permitirá navegar, comprar e exibir suas artes favoritas — tudo em um só lugar.
— Comunicado à imprensa da Samsung.
Em outras palavras, a linha 2022 de TVs da Samsung terá um visualizador de imagens que você pode comprar, porém com blockchain envolvida. Via The Verge (em inglês).
As novas TVs da Samsung parecem legais, como sempre, e trarão outra novidade em software mais interessante: suporte às plataformas de streaming de games Stadia e GeForce NOW. Ainda sem data nem preços para o Brasil. Via Samsung (em inglês).
Vai acabar a “febre” dos unicórnios brasileiros em 2022?
Vai acabar a “febre” dos unicórnios brasileiros em 2022?, por Ralphe Manzoni Jr. no Neofeed:
O resultado é um recorde. Desde que o aplicativo de transporte 99 se tornou o primeiro unicórnio brasileiro, em 2018, nunca surgiram tantos em apenas um ano no Brasil. Até então, o melhor ano havia sido em 2019, quando Gympass, Loggi, QuintoAndar, Wildlife Studios e Ebanx atingiram avaliações bilionárias.
Não se trata de um fenômeno brasileiro. No mundo, 338 startups se tornaram unicórnios no ano passado, segundo dados da consultoria Pitchbook. Em 2020, foram 100. Em 2016, o fenômeno era raro: apenas 21 startups atingiram tal feito. Mas será que essa febre de unicórnios, que nasceram da enorme liquidez do mercado de venture capital no Brasil e no mundo, vai durar em 2022?
Do arquivo do Manual: A matemática dos unicórnios (fev/2020).
Este post é exemplo de um novo formato/categoria que estreia em 2022, a de indicações. Em vez de concentrar links de boas reportagens, artigos e colunas de opinião de outros sites na newsletter da quinta-feira, eles agora aparecem no site.
Na sexta (31) a equipe de design do Gnome lançou a versão estável da Libadwaita 1.0, nova biblioteca que implementa as diretrizes de interface humana (HIG, na sigla em inglês) para o GTK 4. Complicado? Em termos práticos, a Libadwaita define e de certa forma impõe consistência estética aos aplicativos baseados no GTK, como os do Gnome. (Aqui tem uma tentativa de explicação mais técnica, mas ainda assim acessível, em inglês).
Os primeiros frutos desse amplo trabalho devem aparecer no Gnome 42, previsto para 23 de março. Via OMG! Ubuntu e blog do Alexander Mikhaylenko (ambos em inglês).
Krita 5, Darktable 3.8 e Pinta 2: Grandes atualizações de aplicativos de arte digital de código aberto
O fim de ano foi generoso para quem faz arte digital em aplicativos de código aberto. Os projetos Krita, Darktable e Pinta lançaram atualizações grandiosas. Abaixo, uma lista delas — os links levam aos anúncios oficiais, todos bem detalhados (e em inglês):
- Krita 5.0, em 23 de dezembro: Classificada como uma das “maiores e mais significativas atualizações que o Krita já teve”, traz melhorias em todas as partes do aplicativo de desenho digital. Para dar uma ideia, sistemas básicos como gradientes, paletas de cores e pincéis foram refeitos do zero e estão mais rápidos e consumindo menos memória. O Krita é um aplicativo de desenho digital, uma espécie de “Photoshop de código aberto”. Para Android/ChromeOS (beta), Linux, macOS e Windows.
- Darktable 3.8, em 24 de dezembro: A segunda atualização de recursos do ano do Darktable, uma espécie de “Lightroom de código aberto”, reformulou os atalhos do teclado (e acabou com a personalização), documentação atualizada, novos módulos de processamento e outras novidades menores. Para Linux, macOS e Windows.
- Pinta 2.0, em 31 de dezembro: A grande novidade é de ordem técnica, a saber, a transição da base do aplicativo para o GTK 3 e .NET 6, mas isso trouxe melhorias práticas também, como suporte a monitores de alta resolução, caixas de diálogo em formato nativo do sistema e facilidades na instalação em macOS e Windows (as dependências vêm no mesmo pacote). A mudança mais drásticas é a reforma no painel de ferramentas, que agora usa um leiaute em coluna única. Para Linux, macOS e Windows.
Um grupo do Ministério Público Federal (MPF) quer impedir que o Telegram seja usado para o disparo de propaganda na campanha eleitoral de 2022. O app desperta preocupações junto às autoridades brasileiras pela ausência de diálogo, moderação frágil ou inexistente e a forte adoção pela população brasileira e por políticos — uma combinação explosiva que remonta ao uso do WhatsApp no pleito de 2018. O argumento do MPF é frágil, porém, como explicam especialistas ouvidos pela reportagem. Via Estadão (com paywall).