O que se perde quando “vemos Netflix” em vez de filmes

Cada vez mais os livros não têm capas: o rápido crescimento de tablets e e-readers fez com que mais livros fossem lidos em telas que não enfatizam a capa como um identificador visual e um delimitador físico. Uma capa já representou a individualidade tangível de um livro, sua discrição. Agora, nas telas, as capas persistem como imagens retangulares vestigiais, ornamentando de maneira supérflua resultados de busca ou PDFs. Essa mudança de ênfase significa que os leitores se envolvem mais diretamente com os próprios textos, em vez de julgar os livros por suas capas, como adverte o clichê? Cinquenta Tons de Cinza e livros de autoajuda ganharam popularidade em aparelhos pós-capa. Estamos finalmente livres para ler o que realmente queremos, seguros em saber que ninguém pode nos julgar?

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Um app que te redireciona ao Kindle toda vez que você tenta abrir o Twitter

Ideia de app: ‘Reroute’ — toda vez que você abrir o Twitter, Instagram ou Facebook no celular, ele te redireciona para o livro que estiver lendo no [app do] Kindle.

A ideia lançada por Alexia Bonatsos virou um app real, desenvolvido por Dave Schukin, ex-engenheiro do Twitter. Veja ele em ação:

Pena que, por ser um app que infringe as diretrizes da loja de apps da Apple, ele não possa ser distribuído por lá, o que torna a instalação um tanto complexa: ela envolve o uso do Xcode e procedimentos nada amigáveis, como compilar o código-fonte (que está no GitHub).

Uma olhada rápida no Kindle Fire HD8 — e como é usá-lo no Brasil

Dizer que há uma lacuna no mercado de tablets é minimizar o problema. O que existe é um Grand Canyon. Em uma das pontas, temos o iPad Pro e o Galaxy Tab S3, produtos impecáveis que não saem por menos de R$ 2,5 mil. Na outra, um mar de aparelhos de qualidade duvidosa, custando até R$ 300. Se aqui no Brasil o intervalo entre elas é um vácuo, nos Estados Unidos existe um pontinho laranja, bem ali no meio, chamado Kindle Fire, a linha de tablets da Amazon. Continue lendo “Uma olhada rápida no Kindle Fire HD8 — e como é usá-lo no Brasil”

[Review rápido] Kindle Voyage, o e-reader mais caro da Amazon

Um Kindle é um pequeno dispositivo com tela de E Ink, ou seja, um tipo que não emite luz — e que, portanto, consome pouca energia — destinado à leitura de livros preferencialmente comprados na livraria da sua fabricante, a Amazon. Ao longo dos anos várias versões foram lançadas, todas com pequenos diferenciais, mas mantendo formato e finalidade praticamente intactos. O Kindle Voyage, objeto da análise de hoje, é o modelo mais caro da linha. Ele vale o que custa? Continue lendo “[Review rápido] Kindle Voyage, o e-reader mais caro da Amazon”

[Review] Kindle (2014): o e-reader mais barato da Amazon agora é touchscreen

Em um mundo dominado por smartphones, dispositivos portáteis e multifuncionais, a única saída para seus opostos, ou seja, aqueles que desempenham apenas uma função é serem excelentes nela. É essa diferença qualitativa que garante a sobrevivência de câmeras dedicadas e e-readers, por exemplo, e a falta dela que sepulta coisas como players de música (RIP iPod) e despertadores (alguém ainda usa?)

O Kindle nasceu quase na mesma época em que o iPhone foi anunciado. A exemplo do smartphone da Apple, ele não foi o primeiro da sua categoria, mas foi o que a definiu graças a uma execução impecável e à criação de um ambiente em torno do produto capaz de fazê-lo brilhar. Com a força da Amazon, especialmente nas áreas de logística, preço e ecossistema, o Kindle foi o primeiro e-reader com apelo junto ao público.

Anos depois, ele continua a ser o melhor. Só que para equilibrar o máximo da qualidade com o menor preço possível, a família teve que crescer. Se em uma ponta temos agora Kindle Voyage e Paperwhite com o melhor que a Amazon consegue produzir, na outra aparece o Kindle básico, este que será nosso objeto de análise hoje. Lá fora custa US$ 79; no Brasil, R$ 299. Nessa última encarnação a maior novidade é a presença de uma tela sensível a toques que aposentou quase todos os botões físicos. Foi uma boa troca? Descobriremos agora. Continue lendo “[Review] Kindle (2014): o e-reader mais barato da Amazon agora é touchscreen”

Amazon lança novo Kindle Voyage e atualiza modelo básico

Os novos Kindle.
Foto: Amazon.

Tem um novo Kindle nas lojas — não na brasileira, por enquanto. O Kindle Voyage é uma evolução do Paperwhite grande o suficiente para que a Amazon a tenha lançada com novo nome e em uma faixa de preço superior.

As diferenças do novo modelo são:

  • Tela com definição maior — 300 pontos por polegada contra 211 PPI do Paperwhite.
  • Brilho automático.
  • Botões sensíveis a pressão nas laterais.
  • Novo design mais fino — apenas 7,6 mm, o Kindle mais fino já fabricado.

São novidades legais e todas úteis. Quando testei o Kindle Paperwhite, escrevi:

Como outros já notaram, os botões físicos para avançar e retroceder páginas têm uma função importante em usabilidade: com eles ali a leitura transcorre de maneira mais natural. A sensibilidade da tela é surpreendentemente boa, mas obriga o usuário a (literalmente) movimentar um dedo, ao passo que com botões físicos bastava descansar o polegar sobre um deles e aumentar a pressão na hora de passar para a próxima página.

É um detalhe, mas em um equipamento tão refinado como o Kindle Paperwhite, os detalhes, para o bem ou para o mal, se notam mais facilmente.

Problema resolvido.

Nos EUA, o Kindle Voyage custa US$ 199 na versão Wi-Fi com anúncios. Fazendo a conversão para cá, quer dizer que ele sairá bem caro. Para colocar o valor em perspectiva, o Kindle Paperwhite, que continua à venda, começa em US$ 119 lá e é vendido aqui a partir de R$ 479. Se a mesma diferença valer para o novo modelo, uma regra de três nos leva ao valor de R$ 801. Ouch.

O Kindle básico também mudou: ficou 20% mais rápido, tem o dobro de espaço interno e perdeu todos os botões em prol de uma tela sensível a toques. Só ficou um pouco mais caro, US$ 10 para ser mais preciso. Agora custa US$ 79.

O site brasileiro não apresenta nem o Kindle Voyage, nem o novo modelo básico. Entrei em contato com a assessoria da Amazon para saber se e quando eles chegarão aqui e recebi aquela resposta padrão: “A Amazon não comenta planos futuros”.

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