Post livre #95


28/7/17 às 17h31

Fim do mês oficial de férias chegando e mais uma sexta-feira também. É dia de Post Livre, o espaço que a comunidade do Manual do Usuário usa para conversar sobre tecnologia e assuntos afins. Hoje, tem até um texto do Leandro Souza — nosso sagáz colaborador, em especial da newsletter diárias — sobre a videolocadora da sua cidade natal, Campo Bom (RS) para quebrar o gelo e puxar um papo: afinal, alguém aqui ainda acredita em mídia física? Blu-Ray 4K vai pegar?

Colabore
Assine o Manual

Privacidade online é possível e este blog prova: aqui, você não é monitorado. A cobertura de tecnologia mais crítica do Brasil precisa do seu apoio.

Assine
a partir de R$ 9/mês

87 comentários

  1. Nessa toada de livros (filmes e séries tb), alguma sugestão de Ficcção Científica (preferencia recente) que trate sobre IA, robôs etc.?

      1. Ia me desfazer da edição, mas preferi manter. É realmente uma peça rara na literatura nacional. Ainda mantenho a recomendação.

    1. FC é um gênero vastíssimo, tam tanta coisa que de imediato a gente acaba esquecendo coisas óbvias

      especificamente sobre robôs “metálicos” não me lembro nada de imediato, apesar de que os livros sobre robôs do Asimov ainda sao interessantes…e um filme recente e simpático sobre robôs é Real Steel

      uma série recente sobre andróides humanóides é Real Humans, sueca, que foi refeita recentemente acho que como Humans, eu gostei muito da 1ª temporada de Real Humans (a 2ª nem tanto)…dá pra achar com legendas em inglês

      sobre ciborgs tem Ghost in the Shelll…pegue a 1ª e a 2ª temporada dos animês…apesar ser especificamente uma série cyberpunk (a melhor coisa que já foi feita sobre o assunto em tv/cinema), seus personagens principais são ciborgs

      dos mesmos autores de Ghost in the Shell tem vários filmes (animês) chamados Appleseed…gostei mais do primeiro deles…tem ciborgs e andróides humanóides

      sobre IAs em futuro remoto tem os livros da série “Cultura”, do recentemente falecido escritor escocês Iain M. Banks…pode começar com Player of Games

      para leitores hardcore de FC tem as revistas, especialmente a Analog, que sempre tem contos e noveletas sobre todos os sub-gêneros de FC

  2. Outro livro interessante q achei bem interessante (e comprei o impresso) foi o “ALGORITMOS PARA VIVER: A ciência exata das decisões humanas”, Brian Christian e Tom Griffiths. Vai ficar na fila pra leitura, mas como os algorítimos entraram pra lista de grandes preocupações humanas (não sei se tardiamente), achei por bem me informar melhor do assunto.

  3. Dias desses, tive q usar o laptop fora de casa e esqueci o carregador. Ia precisar dele pra umas seis horas de trabalho, no mínimo. E não é q deu? Coloquei o win10 em modo de economia de energia, deixei o brilho da tela baixo, e deu. Consegui ficar ele ligado das 15h às 21h sem zerar a bateria. Não fiz uso pesado, claro, mas usei photoshop e chrome. O gimp, estranhamente, não carregava, pq teria preferido dele. Só q no modo econômico ficou tudo bem lento… Mesmo assim, quebrou um galhão.

    1. Modo de economia deixa o processador mais lento, por isso. Geralmente reduz o clock do processador para até metade, depende do modelo.

      Interessante você conseguir trabalhar com photoshop, sendo que ele requer algum processamento dependendo do trabalho. Boa.

      1. Bem lento… mas foi. E eram edições simples. Acho q ele deu conta. Só o GIMP mesmo q me decepcionou…

  4. Aproveitando a notícia do Jeff Bezos ser o homem mais rico do mundo: no longo prazo, a internet não tem tudo para extremar a concentração de renda e poder?

    Após o estabelecimento de algumas forças, exceto em casos de grandes mudanças (surgimento da web, surgimento dos smartphones, serviços de nuvem, etc…), parece que a tendência é um player dominar tudo. Parar piorar, mesmo em mercados novos como música em streaming, as gigantes de outros setores (Microsoft, Apple, Google, etc…) eventualmente conseguem exercer sua força. Em outros casos não, vide o fracasso do Google em redes sociais por exemplo.

    É bem parecido com a teoria do Pikkety, que sem grandes eventos como as duas grandes guerras, a tendência é voltarmos a um cenário de concentração de renda muito extremo e pouco benéfico para o mercado. Ou seja, o cenário só muda quando uma grande mudança ocorre no mercado, senão a tendência é o que estamos vendo agora com as gigantes.

    1. A tendência do capitalismo é a concentração de renda. A internet está inserida nesse sistema capitalista, logo, ela amplifica as mazelas do sistema.

      É possível se aprofundar em diversos pontos de como essa concentração ocorre, mas, basicamente sim, não tem como, sem um agente externo, modificar a balança de concentração do capital gerada pelo capitalismo. Isso ocorre em vários setores, a internet sendo mais um deles.

      Um exemplo seria um monopólio de copos na cidade A. Nessa cidade temos 10 fabricantes de copos, 9 deles tem 1% do mercado e conseguem sobreviver a duras penas e 1 deles tem 99% do mercado, determinando assim preços, formas e distribuição de copos. Digamos que nesse mercado entre um novo player de copos que vende muito mais barato e tem um sistema de distribuição-logística muito inovador que o permite bater de frente com o atual monopólio. Ele começa tímido, vendendo copos num bairro e reinvestindo na fabricação de mais copos e na expansão da rede dele. Ele passa de 0,00001% pra 0,1% em pouco mais de 1 ano. Ainda é muito pouco pra fazer a gigante monopolista de copos vê-lo como uma ameaça e se movimentar para frear a produção dele. Aos poucos ele vai angariando mais market share, vai pra 0,3%, depois 0,7% até que chega em 1%. Ele hoje é o principalmente concorrente da empresa monopolista, ainda que seja um player minúsculo, e sobrevive vendendo copos e palestras de empreendedorismo pelo país.

      A questão para a grande empresa é quando a pequena se torna um problema, quando o market share da pequena passa a ameaçar o dela. Esse ponto é que define quando a empresa maior vai partir para uma aquisição (que pode não ocorrer, vide Facebook + Snapchat) ou vai partir para um modelo agressivo de negócios para desbancar a concorrência (vide Facebook com o Instagram Stories). Em ambos os casos o que determina o ponto “de não retorno” é a empresa grande; ela que detém o poder de quando intervir ou não no “mercado” e ela que tem poder de queimar dinheiro o suficiente pra desbancar a concorrência.

      Salvo raros casos a aquisição é o caminho mais prático e rápido e o que, via de regra, ocorre com ideias inovadoras de fato ou com empresas que podem colocar a perder um monopólio. Em casos mais raros ainda a empresa grande perde o trem da história (MS com mobile e Google com redes sociais) e acaba dando brecha pra outra empresa entrar no mercado no vácuo que ela deixou (problema disso é que essa empresa normalmente solidifica outro monopólio nesse setor, vide Android e Facebook).

      Temos ainda N exemplos de outras áreas, mas, acho que mostrei meu ponto de que o capitalismo é quem determina que essa acumulação de renda ocorra e segue essa tendência até que algum fator externo e incontrolável ocorra para quebrar o ciclo (e mesmo assim, quebrar naquelas).

      1. Só q a internet tem a grande vantagem de conseguir escapar disso, né? Se as pessoas optarem por formas descentralizada de negociação e uso de serivços, a coisa pode mudar de figura pra valer e não haver concentração de poder do jeito q está tendo. Não faço ideia de como isso pode acontecer pra valer, mas acho q faz mais sentido q soluções menores funcionem melhor pra atender as especificidades das culturas locais. E como o preço dos equipamentos não está mais tão caro, me parece totalmente viável q uma empresa pequena desbanque, nem q seja em parte, os atrativos de uma empresa grande. Tava rolando algo assim em Boston, com uma forte valorização da produção dos bairros: fulano compra no bairro X pra ajudar a comunidade local de cosias fabricadas no bairro X.

        1. A internet não escapa disso exatamente pela lógica que eu coloquei ali: serviços descentralizados só existem até o ponto onde as gigantes deixam eles existirem, no momento em que esses serviços passam a ser minimamente preocupantes do ponto de vista comercial e de hegemonia, eles são comprados ou obliterados via poder central (sócio-econômico). Raros casos escaparam disso e os que o fizeram, acabarem eles mesmos se tornando padrões/monopólios na internet.

          A escolha de produtos de bairro é apenas ilusória: ele não escala e não server a ninguém mais, exceto à classe média que aplaca um pouco a sua famosa culpa. Produtos desse estilo normalmente são caros e inacessíveis na favela/periferia, onde quem manda é exatamente o super-capitalismo das megacorporações. E, como eu disse, isso só existe porque não faz a menor diferença para as grandes empresas que exista esse comércio ou não (e, nesse caso, o grande problema será sempre o acesso).

          Tudo o que você falou é uma grande ilusão ocasionada por serviços que são pequenos demais. Não existe ruptura no capitalismo sem fator externo – aka guerras. A promessa de que “é possível desbancar uma empresa grande” é a maior falácia e o maior marketing do capitalismo, se vende como democrático quando é oligárquico. Se vende como liberdade quando é jaula e servidão.

          1. Olha, eu vejo algumas iniciativas, q passam longe de empreendedores q querem o seu primeiro milhão o qto antes, e fico entusiasmado. Já te mandei algumas coisas q vi por aí e elas beneficiavam, principalmente, os mais pobres. E pelo q me parece essas iniciativas não se propõem de imediato baterem de frente com o grande poder econômico das empresas e nem pretendem ser comprados (pq não são empresas e sim iniciativas). Se não se enxergar saídas ou pelo menos novas formas de rearranjar a vida, aí eu acho q é entregar os pontos e falar “não tem jeito, eles ganharam, e só nos resta aderir”. Tem esse lance, claro, de parte das pessoas quererem aliviar a culpa pelo dano direto ou indireto q causam, mas até aí, essa tb é uma forma de vida. Se todas as formas de vida tiverem q sucumbir por conta de formas válidas, deve ser fruto de uma adesão maior. A indiferença com os mais pobres é histórica e tb é histórica a luta contra essa indiferença… O fato de vivermos numa época em q o poder econômico passa a se concentrar em donos de empresas de tecnologia não é muito de outros momentos em q tb havia concentrações igualmente grandes.

          2. Você está se focando no ponto errado, a questão não é querer ser absorvido ou quem elas beneficiam, isso é irrelevante na questão que eu coloco aqui; se essas iniciativas se propõem a X ou Y foge do escopo aqui.

            O ponto é que quando/se essas propostas forem grandes o suficientes elas serão “combatidas” pelas grandes empresas (e isso ocorrer num determinado ponto/momento de acordo com cada mercado e cada empresa monopolista) mesmo que essas iniciativas não sejam visando lucro ou bater de frente, elas ainda assim, só podem até onde o poder do capital deixa, ou seja, até o ponto onde ainda é possível controlá-las e, caso necessário, acabar com elas. É exatamente essa a tendência do capitalismo (concentração de riqueza/poder) quando não enfrenta um fator externo.

            E eu digo que é para aplacar porque a maior parte dessas iniciativas vindas das classes médias e altas não se preocupa com o real problema da periferia e não se preocupa com o acesso dessas pessoas marginalizadas em relação a essas iniciativas.

            Isso não é um problema per se, mas, não acho honesto passar a ideia de que essas iniciar mudarão algo que não seja a culpa das pessoas que orbitam esse mundo com acesso, ainda que mais restrito, e dinheiro mais fácil. Iniciativas de verdade vem da periferia e acabam ficando restritas a esse local.

            Se quiser ler um bom cronista sobre essa questão (principalmente quando ele fala de greves e da classe média “com empatia”) eu recomendo o Dinho que escreveu o “Rio Em Shamas” e estava na FLIP por videoconferência essa semana (ele foi ameaçado de morte).

          3. Infelizmente o Dinho não é a pessoa em q eu confiaria pra me aproximar da vida na periferia… o cara não viu o problema como um todo naquela questão da carne e defende uma das poucas chances de felicidade do pobre comendo carne… ele tá mandando o cara pro hospital, mas quer q ele vá feliz? Desculpe, mas essa ja è a proposta do Mc Donalds…

            Eu já comentei sobre a agricultura ecológica e ela vai de encontro com a grande produção … A produção de alimentos orgânicos não ameaça a industria do alimento, mas eles já se mobilizam para desqualificar a produção de alimentos sem veneno, q prejudica a todos, mas mais cruelmente ao trabalhador q despeja o veneno…

            Iniciativas podem partir de qualquer lugar, da periferia ou do centro, afinal, há gente preocupada em todo lugar. A periferia, por si só, não teria legitimidade exclusiva pra achar a solução de tudo e talvez nem possa fazer isso sozinha, já q não tem todos os recursos. Se as coisas não se ligarem em algum momento, e isso envolve o fim dos privilégios de muita gente, a coisa não muda muito de figura.

            E como o dano q causamos uns aos outro é permanente, acho difícil viver sem alguma dose de culpa…

          4. Você continua batendo no ponto errado.

            Não é uma questão de existirem ou não iniciativas, você parte da premissa errada de que é isso que eu discuti aqui e não é. Existem, várias, mas nenhuma é o bastante para desequilibrar a roda do capitalismo e, sem isso, elas são inócuas. Todos os exemplos que você cita são ótimos mas esbarram no acesso das classes pobres (é caro ainda se alimentar fora da grande cadeia de consumo e quem o faz não parece estar preocupado em tornar isso menos exclusivo por exemplo). O MST hoje é o maior produtor de arroz orgânico, mas, isso pouco influencia na cadeia de alimentação do país.

            O Dinho é um cara pragmático sobre a vida na periferia, coisa que é bastante difícil de ver por aí, principalmente com a defesa de meios de vida alternativos que não batem de frente com o sistema atual (acho isso completamente ineficiente do ponto de vista de mudar algo, talvez seja eficiente do ponto de vista de aplacar a culpa).

            Mas acho que a gente diverge no cerne da questão quando você diz que as coisas precisam se ligar; você acredita nisso, eu não. Não acredito que a classe média vai se ligar com a pobre em prol do bem comum, mesmo que isso os afete positivamente, porque a ideia central de quem está acima é se manter acima explorando quem está abaixo. Não existe ruptura sem revolução.

            Eu não sinto culpa de nada. Me doei a vida toda em prol de uma série de causas da periferia onde eu morava em Gravataí e quase todas as ações e opções que eu fiz foram por única a exclusiva falta de alternativas. Quem tem culpa é quem tem acesso e alternativas, na pobreza você não tem isso.

          5. Vou dar uma espiada no livro do Dinho e, se ainda tiver disposição para tanto, voltamos ao assunto.

    2. Mas a fortuna do Bezos não vem de um único negócio, não? A amazon não é só o site de vendas… tem uma série de outros serviços. E mesmo as grandes dependem de uma cadeia infindável de fornecedores. Essa concentração de renda tb não é real, já q o q ele tem são ações e elas ganham e perdem valor ao sabor das notícias. Esse aspecto volátil da riqueza dos mais ricos do mundo sempre me parece um exagero. Sim, o cara e bilionário, mas ele não dispõe desses bilhões… Agora se for o saldo da conta bancária dele, do q ele poderia retirar se quisesse, aí sim. Mas provavelmente quebraria o banco, provavelmente, se tudo estivesse num lugar só.

      1. Todo o dinheiro do capitalismo atual é assim.
        O sistema bancário é virtual, basicamente.

    3. Me parece que de alguma forma ainda não muito clara, as empresas do Elon Musk são uma ameaça para todas essas gigantes, especialmente a Tesla com seus planos de carros elétricos autônomos e possivelmente compartilháveis em um futuro não muito distante https://youtu.be/6uK6BIVzcxU
      Mas como já te responderam, seria apenas uma troca de bastão se a Tesla ganhasse muita grana e monopolizasse o mercado. O problema real é o dinheiro. O capitalismo é um sistema análogo à seleção natural.

  5. -= Material Peace =-

    De vez eu quando eu escrevo num papel o meu “inventário” de coisas e aí fico refletindo sobre meus hábitos de consumo.

    Esse mês sofistiquei uma despesa e isso me deixou satisfeito, porém preocupado. Passei de uma academia que custava 960,00 o ano para a melhor da cidade que custa 2620,00 o ano (incluindo as avaliações de 3 em 3 meses). Como estava há 2 anos e meio em academias baratas, estava passando a ficar desmotivado. Então mudei para essa porque é a única boa perto do meu trabalho (malho na hora de intervalo).
    No final das contas, deu uma revigorada boa essa mudança e como eu valorizo muito qualidade de vida, estou achando que valeu a pena.

    O problema é que eu também to meio fissurado querendo uns “gadgets”, e isso me irrita, pois gosto de investir em coisas que me tiram de casa.
    • Monitor DELL: Já comprei e acho algo importante pois nos meus próximos anos pretendo ser produtivo trabalhando em casa.
    • SSD: Pra o uso diário, meu note de 2013 dá conta. Mas eu to agoniado querendo turbinar ele com um SSD. Vou tentar juntar todo mês e comprar no começo do ano que vem.
    • TV Philips Ambilight: Eu tenho uma de 32” e adoro, não consigo cogitar uma tv sem essa tecnologia. Um amigo ta vendendo uma de 49” por 1700 e estou tentado a comprar. O foda é que minha disponibilidade para filmes e séries é baixa, então será outro investimento pomposo que usarei pouco.

    Enfim, odeio investir em coisas que uso pouco!!

    1. Dá pra ir até mais a fundo nisso. Qual é o teu objetivo ao ir pra academia? Será que vale o preço que se paga? Não daria para alternar com alguma atividade ao ar livre?

      Sobre os gadgets:

      Monitor e SSD tu vai ganhar em produtividade, que vai se transformar em mais tempo livre, acho que vale à pena. Já a tv é bem questionável, pra mim não seria uma prioridade pois assisto pouco e o que assisto poderia ser feito pelo tablet.

      1. Não, pq por exemplo pedalar nessa hora de intervalo não traria os mesmos benefícios da academia, além de que já pedalo nos trajetos diários. Preciso ter a musculação e gosto muito kkk.

        Super concordo com o comentário sobre os gadgets. Os ganhos em produtividade são muito válidos.

        1. Realmente, a musculação da academia é mais “concentrada”, o problema mesmo é o preço. Onde trabalho temos o Gympass, acaba sendo muito barato, só falta eu ter vontade kkkkkkk

          1. Como funciona a política da sua empresa com o Gympass? Descontam algo do salário?

          2. Não sei te dizer com detalhes pois não uso o serviço. Pelo que eu vejo com meus colegas tem um plano de 39,90 e um outro mais caro, que engloba mais academias. Desconta direto do salário.

  6. Legal o texto do Leandro. Até visitarei a locadora um dia se ela ainda estiver aberta (é praticamente uma peça de museu).
    Mas pra mim é tudo movido a muita nostalgia e não consigo me comover com isso.
    Não me importo em ter mídias fisicas e seus aparatos para reprodução.
    Até tenho alguns CDs, filmes e discos (um Who’s Next que foi presente e um Led Zep IV que preciso vender), mas eu prezo pela praticidade. Nem adotei o streaming, pois pra mim ainda não é prático.
    “ah mas a qualidade”. Foda-se a qualidade. Em um teste cego quem poderia diferenciar um de outro?
    Até mesmo essa babação de ovo por filmes em película me enche o saco. O Nolan só filma em Película por que é um bom profissional e consegue financiamento pra isso. O cinema digital chegou e permitiu que muito conteúdo pudesse ser produzido de forma barata e de formas que nunca seria possível em meios analógicos.
    Não me levem a mal, mas pra mim é a razão antes da emoção.

    1. Alguns filmes das mostras q assisto só chegam a essas mostras por estarem no formato digital, mas o restauro é importante e ele é feito na película. Filmar hj em película è desnecessário, mas ver um clássico em película é especial.

      A propósito, li uma crítica bem boa descascando o Nolan. Merecidamente.

      https://thebaffler.com/the-immediate-experience/tory-porn

  7. Triste a vida de quem usa ebook.

    Todo o trabalho de diagramação e apresentação. Desenhos, fontes, papel e capas. Tudo se perde em prol de um pragmatismo pueril que sequer é justificável.

    Tenho tudo o que posso em mídia física.
    Musicas em vinil e livros de papel.

    Espaço, tempo, produtividade … que mundo de merda que se esquece de tudo por um naco maior de alto tão etéreo quando o conceito de se otimizar algo ou alguma sensação.

    1. Paulo, por uma mochila mais leve, eu já li livros e pdfs em celulares bem ruins. Carregar uma mochila mais leve pra mim hj é fundamental, nem tanto pq com o tempo isso ser ruim para as costas, mas mais pelos longos trechos a pé q percorro e como vai sendo cansativo levar algo q às vezes nem arrrumo tempo pra ler. Tô só esperando, por exemplo, os livros do Thomas Mann cairem de preço na amazon pra fazer a festa. Quero muito reler “DR. Fausto”.

      1. Por uma mochila até entendo – já tive que levar livros do Proust pra aula – mas por “espaço” e “praticidade” é complicado. Lógico que livros ocupam espaço, mas, o quanto? Uma prateleira de R$50 comporta uma quantidade grande de livros, por exemplo, e ocupa uma espaço quase sempre morto (a parede). Meu quarto é minúsculo desde que eu tive que voltar a morar com a minha mãe – era o antigo escritório do meu avô nos anos 50/60 – e eu fiz isso nas paredes (quase todas tem prateleiras) para comportar uma série de coisas.

        Enfim, continuo achando ebook um sacrilégio haha

        1. Não morro de amores pelo kindle e ele tb me distrai. E tem essa de vc nao poder revender o livro. Mas o problema é o efeito do tempo nos livros… eu tenho ficado satisfeito em doar alguns pta uma biblioteca perto de casa. As pra teleiras cheias ate me trazem algum conforto qdo penso no avanço da barbárie. Os livros são uma trincheira. Mas isso é delírio …

          1. Eu nunca fico com muitos livros em casa, estou sempre doando pra escola onde a minha mãe dá aulas (e acho que a questão nem é essa, a questão que eu coloco é mais dessa coisa que vejo muita gente falando que “lê muito mais com o Kindle porque é fácil” e isso me soa como “otimização de leitura”, esse pragmatismo que está matando-nos socialmente).

            O Kindle é uma violência pra mim.

          2. você tem que relaxar Paulo.
            imagine as pessoas que falam que “carro autônomo é o fim do prazer em dirigir”.
            absurdo né? mas é assim que você está parecendo com livros…
            (sem querer ofender, é claro)

          3. Mas provavelmente é o fim né.

            Eu me irrito mais com a necessidade de “otimizar” tudo do que com o ebook em si.

          4. sim, até te entendo. tambem nao faço questão de ter leitor de ebook.
            vai ser o fim de ter a experiencia com livro pra muita gente, assim como muitos já nem conhecem vinil, fita ou CD (e não vai fazer diferença nenhuma pra essas pessoas).
            eu não tenho saco pra ficar suportando tanta rede social, o novo app, o novo trailer, o novo weareable, o novo console…
            sabe aquela conversa sobre ficar velho que iniciei ali em baixo? eu já estou quase entrando na contramão da “evolução”.

          5. Viam o livro de bolso com maus olhos tb e ele ‘otimizava’ a leitura em outras épocas (além do custo menor). Acho q dá pra tirar vantagem dos dois. Só pessoas como o Mindlin, um obcecado por livros, podem impedir q coisas raras desaparecem e isso é vital, ainda mais no Brasil q vê cultura como supérfluo (vc deve ter visto os infelizes comentários do dono da Livraria Cultura sobre o assunto), mas o q fazemos hj, q em boa parte já é feito em ambiente digital (creio q não seja a maioria dos escritores de ficção e não ficção q use outra q coisa q não um computador pra escrever), permanecer no digital não me soa como um ultraje… E o Kindle tb permite q bons livros fiquem acessíveis, pra quem quer comprar, por um preço razoável. Enfim, pra mim, q gasto quase tudo q ganho com a desnecessária cultura entendo perfeitamente aquele cara q roubava livros aqui em SP.

            http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2017/07/1902513-jovem-e-detido-com-quase-400-livros-no-interior-de-sp-roubava-para-ler.shtml

            Foda é isso estar tudo concentrado na Amazon… É bem irritante, na verdade. Seria legal poder comprar os ebooks direto das editoras e assim os autores receberem uma grana maior.

          6. São coisas bem distintas um livro de bolso e um ebook. O livro de bolso ainda existe fisicamente, pode ser vendido, emprestado e folheado. É possível ter uma arte neles (a LPM do RS faz isso no mínimo possível dentro da sua famosa coleção pocket, a Cia das Letras idem). Ignorar isso – o projeto gráfico do livro – me soa como os americanos que gostam de contar quantos minutos o filme tem e dividir pelo valor gasto pra saber o quanto de divertimento eles tiveram por dólar.

            Além disso, mídias digitais e streaming tem por efeito colateral exatamente a impossibilidade de circulação livre desses produtos (nada mais anti-capitalista) e uma concentração ainda maior de poder, dinheiro e fidelização. Me incomoda muito isso e com um Kindle, Kobo ou qualquer outro é isso que temos.

            O ebook acabou com o acesso “formal” aos livros (graças a Deus, quem quiser ainda pode baixar pirata) e vai acabar com a capacidade artística agregada aos livros.

          7. Uma coisa q esqueci de comentar e q só o Kindle faz: as anotações marcações, q faço nos livros, agora batem com de outros leitores. Consigo ver os trechos mais marcados e isso é bem legal. Vejo q trechos q me chamaram a atenção, tb chamaram a atenção de outros leitores e fico pasmo com trechos ainda não marcas q ou passaram batido ou fiz uma leitura exagerada. E o melhor de tudo: não tem comentário nem nada… é só um pontilhado dizendo q aquele trecho interessou a mais pessoas. Isso torna a leitura um pouco coletiva e um pouquinho menos solitária. É quase (ênfase no quase) como pegar um livro no sebo e acompanhar as marcações de alguém.

  8. O livro sobre data science (“Data Science do Zero. Primeiras Regras com o Python”) q havia comentado chegou há algum tempo e ele me pareceu muito bom. Acho q serve bem a quem quer chegar num nível mais avançado da coisa.

    1. Eu tava pronto pra perguntar sobre isso.
      Baixou o preço hoje, inclusive.

      1. Gostei pq o autor não trata vc como novato. Se vai ser explicado algo q demanda algum conhecimento prévio, ele manda vc ir se virar pesquisando na internet e voltar depois pra continuar a leitura.

  9. a única “mídia física” da qual não consigo me livrar são livros. Simplesmente não me adaptei ao livro digital (consigo ler apenas literatura desse jeito). Mas sei que já estou no passado.

    1. por coincidência estive numa loja q vende dvds e cds usados na Rua Augusta. Talvez vc até conheça. Até me animei de comprar uns bluerays de uns filmes franceses raros, mas 30 mangos cada um achei caro. Talvez nem seja caro se comparado a outras coisas, mas, cara… 30 mangos é uma bela gaita.

      Qto aos livros, por questão de espaço, a depender da obra, tô optando pelo digital. Esses dias troquei os ‘detetives selvagens’ do bolaño por um digital. Vendi na amazon mesmo o impresso e aproveitei uma promoção q eles estavam fazendo. É um baita calhamaço… nem cogito carregar livrão assim como já fiz durante anos.

    2. Pois é, eu também não consegui me adaptar ao Kindle (comprei um dia desses mas já vendi). Mas eu acabei colocando a culpa no meu (pouco) hábito de leitura, onde eu prefiro livros físicos mesmo.

  10. Mídia física é interessante para vídeo games, pelo menos pra mim, pois está lá e não ocupa espaço no HD. Já para outras coisas acredito que a grande maioria está deixando de lado, desde música, onde raramente se acha alguém que escuta LPs e fitas (eu amo fitas) ou até que venda, assim como DVDs, pois mesmo a internet no Brasil tendo qualidade questionável em sua maioria as pessoas ainda estão preferindo ver filmes e séries online, pelo preço e pela praticidade de ter o que querem quando querem. Livros também, mas nesse ponto eu concordo, gosto de ter o livro físico, sentir o papel, o peso, a capa bem trabalhada, mas um livro online é mais portátil e não requer papel, o que já ajuda o meio ambiente. O grande porém é que, analisando bem, as pessoas estão trocando qualidade por praticidade, baixam músicas sem qualidade, ouvem no Spotify na qualidade média sem perceber, usam fones qualquer, assistem filmes com som horrível e qualidade duvidosa, tem gente que nem lembra o som do folhear um livro ou a textura de um jornal. Mas é isso, a tecnologia requer sacrifícios.

    1. E não poderia esquecer de fotografias, quem ainda imprime para recordações? A maioria esmagadora que vejo, quando revelam uma foto, é para decoração, não para criar aqueles álbuns bonitos cheio de fotos com péssimos enquadramentos e cenas constrangedoras, mas que tinham aquela maravilhosa sensação de nostalgia e que nos fazia viajar no tempo e relembrar sentimentos muitas vezes esquecidos em nossas mentes, soterrados pela rotina diária.

      1. vou imprimir algumas, pq, uma das coisas q mais temo é justamente perder as zilhões de fotos digitais q se acumulam ao longo do tempo. e olha q nem tiro tantas fotos assim.

    2. Não é tão perceptível assim a qualidade do spotify. Já fiz aqueles testes de comparação de áudio e mesmo com um fone razoável não deu pra perceber. Ouvindo clássicos e jazz, q demandam um áudio melhor, eu, sinceramente, não noto grande diferença de qdo ouvia em CD. Acho q só investindo uma bela gaita pra notar mesmo e, ainda assim, demanda sensibilidade sonora. E, de fato, as pessoas estão optando pela praticidade… E isso vai ter o seu preço, claro.

      1. CD prensado (não queimado) ainda é a melhor mídia em termos de qualidade/clareza no som.

    3. Sinceramente, tenho alguma agonia ao folhear livros. Não sei o que é, mas tipo, dependendo de como estou, se eu começar a folhear, sinto os dedos ficarem secos. E isso me agoniza. No entanto concordo que livros bem trabalhados são bons de ter e ler. Se bem que raramente leio livros, admito.

      De mídia física para vídeogames tenho uma ressalva: lembremos que mídias físicas atuais tem alguma limitação que evita uma grande velocidade na execução dos jogos (não sei como é as tecnologias em Blu-Ray, então tou me baseando em Playstation 2 e 3). A mídia física para jogos tem a vantagem de ao menos indicar que tem a posse do jogo e pode até emprestar ou vender a alguém, sendo que mídia digital não dá.

      Das fitas e LPs tenho notado que o sentimento de nostalgia está revivendo o mercado. Sei que na Europa estão fazendo divulgações e conversas sobre a volta do vinil, e eu tinha até lido um texto que dizia que no Brasil estavam revivendo algumas fábricas de discos de vinil. Fitas acho mais difícil, mas sei que tem mercado também.

      Da qualidade, não sou audiófilo, então não posso ir além da minha experiência pessoal – acho que um mp3 de qualidade média me atende. Não é diferente de eu escutar uma Rádio FM ou fita k7 com equipamento de boa qualidade, ou até mesmo um CD. Fones bons são caros – tenho que esperar aparecer um na sucata para consertar e aproveitar. Mas de fato, já escutei mp3 com qualidade menor (96) e realmente a diferença é alta em relação a um de 128 ou 196.

      1. Existe uma diferença grande entre uma música em 1080p e 480p no Youtube. Vai do fone – fone é quase tudo para essas músicas digitais – e as vezes de um bom DAC.

        Nada, porém, substitui a qualidade sonora (limpa) de um CD ou a distorção gostosa, que abraça, de um vinil do Pink Floyd arranhando o ar as 4 da manhã.

        1. Só uso mais fones simples ou baratos. O mais caro que tive foi oriundo de uma troca – um conhecido meu comprou um fone do carrefour, e em menos de uma semana estourou o fio pois ligava no computador e o mesmo era curto. Troquei por um fone com fio maior e peguei o dele para arrumar. O preço que ele tinha pago compensara (Acho que foi 30 reais). O som era gostoso, com boa batida e agudo.

          Consegui um da Phillps na sucata uma vez e o arrumei. O ruim é que este (originalmente um fone para televisão, que tinha fio longo) tem um som mais baixo, sem amplificação (Acho que tou ficando surdo).

          Quanto a qualidade, a do 1080p acho que não muda muito em relação a 480p, depende também da origem da gravação (falo também de gente que faz “playlist pirata” no Youtube)

          1. Depende do fone, novamente.

            Tinha um texto do Ghedin falando sobre fones aqui no MdU (ou outro local, não me lembro) e falando sobre como muda a experiência da música. Lógico que nem todo mundo pode comprar um bom fone, é normal no nosso sistema, nesses casos eu sempre digo que comprem um que tenha uma construção que pareça resistente e que custe o menos possível porque fones intermediários são ruins e não valem o preço.

            A mudança do som se percebe numa série de coisas, entre elas a placa de som também. Tem uma diferença de clareza do som entre 480 e 1080 no Youtube, não chega a ser gritante como a de um mp3 96 pra um 320 ou quase imperceptível como entre um mp3 320 e um FLAC, mas existe (e também depende da música, da fonte e dos fones).

          2. Sim, tem fones (principalmente os “piratões”) que tem péssima qualidade. Mas gosto de caçar coisas usadas ou de bom preço e que supreendam.

            Não tou muito para audiófilo, por isso paro aqui. Mas de fato, não me incomodo muito com uma qualidade média. O que me irrita só é as de qualidade muito baixa.

            Em tempo: tem um fone da Phillps original in-ear que custa na faixa de 15-25 reais e é bom. Tinha visto uma matéria sobre um da mesma família de fones.

          3. Sim. Exatamente, um fone nessa faixa, de 15 até uns 30/45 reais, vai ser tão bom quanto um de 100/200. Esses fones intermediários são bem ruins, quase sempre, e não vale o investimento a mais.

            O grande problema da faixa mais baixa reside na construção e no material externo do fone (as conchas, os isoladores, ponteiras e cabos) que quase sempre são piores e/ou são mal montados. Mas isso se resolve tendo tempo e capacidade de arrumar esse tipo de coisa (e uma habilidade com o ferro de solda).

          4. “um fone nessa faixa, de 15 até uns 30/45 reais, vai ser tão bom quanto um de 100/200” Eita cara, que experiência tu teve pra ter essa opinião? Eu troquei um Philips SHP2500 por um HD202 e a diferença é brutal.

          5. Olha, eu tive esses dois fones (e mais uns 10), inclusive eu uso hoje um HD202 no computador (e um Audio Technica no telefone) e eu não vi absolutamente nenhuma diferença entre os dois usando a mesma placa de som e os mesmos arquivos em mp3 ou mesmo ouvindo CD num 3-em-1.

            EDIT: E eu acho que esse Philips tá numa faixa de uns R$80 não?

          6. Cara não é possível, os dois tem uma assinatura sonora bem diferente. Fora que o Philips tem um som baixíssimo.

          7. Som baixo é verdade (eu tava sempre em 100% com ele), mas em termos de nitidez de graves e agudos não senti muita diferença não. Não algo que justifique os quase R$100 a mais no HD202.

          8. Já arrumei um Atari soldando um fio do controle direto na placa mãe, isso com 12 anos :p

          9. Não sou muito de ver youtubers, perdão. Já tenho minha cota de atenção aos meus favoritos, mas na verdade preciso é fazer outras coisas.
            Quanto a SSD, uma experiência: uma vez sugeri a um cliente adcionar um SSD no notebook dele. Virei a madrugada só me matando para fazer backup para ele e preparar o note para a instalação. É um porre.

            Dos fones, não nego: quando parei de comprar “piratinhas” e fui para fones “melhores”, aproveitei melhor as músicas. Mas as vezes compro piratas para usar o fio. E dá agonia usar in-ear. Só uso os grandes externos.

          10. Eu fui aumentando gradativamente o nível dos meus fones e nunca me arrependo de ter gasto mais, mas nunca percebi diferença notável entre formatos: MP3, FLAC, streaming, YouTube, etc. Só casos extremos mesmo, mas no geral sinto pouca diferença que pode ser placebo apenas.

            Só casos extremos mesmo, mas a produção das músicas faz uma diferença enorme, tem disco que soam a mesma coisa em bons headphones e nos EarPods da vida, mas tem outros que eu até paro para ouvir de novo. Inclusive, tem a discussão que os álbuns novos estão sendo masterizados para ouvir em fones de baixa qualidade ao invés de focar no alcance dinâmico e, consequentemente, mais detalhes.

          11. Faz sentido que a música digital caminhe nesse sentido. A imensa maioria das pessoas deve usar o fone do telefone (que sempre é muito ruim, inclusive os amados air/ear pods da Apple).

            Acho que as vezes, porém, um investimento em placa de som pode valer mais do que comprar um fone (lógico, pra quem tem um desktop e pode trocar de placa de som).

      1. Não sei se isso faz parte de ficar velho, mas nunca tive tanta percepção de tempo como tenho agora.
        Parece que a vida dá um soco na gente, hahaha. Porra, já vou fazer 30!
        Eu nunca havia notado como os anos passam tão rápido!

        1. Deve ser, pq temos muitas coisas por fazer e muitas possibilidades de ocuparmos o nosso tempo. Eu, particularmente, gosto de tirar uns momentos pra ficar à toa fazendo qualquer coisa q não tenha sido planejada. E uma coisa eu notei: se vc se desligar um pouco do noticiário, q adota um ritmo frenético, vc não acha q tudo está escorrendo pelo ralo. Sem falar q algumas coisas, pra ficarem boas, demandam muito tempo sendo feitas… Até pra caminhar eu tenho adotado uma forma mais lenta a depender do tempo q tenho pra compromissos. Eu li há algum tempo um livro chamado ‘Devagar’. Falava de várias iniciativas pra vc desacelerar.

        2. É esse: https://www.amazon.com.br/Devagar-Carl-Honor%C3%A9/dp/8501072109/ref=sr_1_2?ie=UTF8&qid=1501335083&sr=8-2&keywords=devagar

          Infelizmente tá esgotado e por isso tá caro. A record ao invés de ficar publicando coisas como ‘Agradeça aos Agrotóxicos por Estar Vivo’, deveria relançar os bons livros. Mas… são os novos tempos velhos.

          (Pelo selo de qualidade do livro, vc já pode desconfiar e fazer uma ideia de como ele é ‘bom’.)

          https://uploads.disquscdn.com/images/8b2b1472600d3dee174fb43b78b58e85c9d3bb2fabde7884f864c432c86319fe.jpg

    1. Minha vida tá passando voando.
      Estou agonizando.
      Palavras digitando.
      Na janela o vento soprando.
      O quarto esfriando.
      Sem sono e enrolando.

      Cada dia um dia.
      Quando menos espera, vira semana.
      Na distração da rotina
      Um novo ano se emana.
      O dito ontem acanha
      Para o que hoje a palavra se lança.
      —-
      Me pergunto o porque de viver
      Conflitos, dilemas e incertezas
      Enquanto no alheio a ver
      Certezas, impostas e violência.
      O que errado faço
      No meio de tantos “certos”?
      —-
      E este poema do nada sai
      E do nada fica
      Para não ficar sem rima, ponho um sal
      E o botão de deletar eu dedo em cima.

      1. Fui uma vez no Reddit e vi uma bagunça e autoafirmação por lá (falando do brasileiro). Só acompanho os reddits americanos das minhas séries favoritas.

        1. A versão do Reddit para navegadores desktop é um autêntico guia do que não fazer em termos de design. Eu acompanho pouco o Reddit, uso mais para fazer pesquisas sobre algum assunto, quando estou escrevendo algum artigo.

          1. Não esquento a cabeça com design – para quem viveu em fóruns, sabe como é. Preocupo-me com conteúdo relevante.

  11. Não acredito em mídia física, em qualquer coisa, as únicas coisas físicas que tenho que podem ser substituídas por digital que tenho são livros técnicos, mas como eu ganhei, não tem como trocar…

Os comentários estão fechados.