Post Livre #92


7/7/17 às 16h01

Sexta-feira finalmente chegou e com ela o último dia de desafio. Recebemos poucas contribuições dos assinantes — espero que não seja falta de interesse nos interesses femininos por tecnologias, mas falta de tempo mesmo. Sabemos que nem sempre dá para fazer tudo o que gostaríamos em uma semana, não é mesmo? Mas é sexta-feira e dia de conversar nos comentários sobre o que vocês desejam. Vem!

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143 comentários

  1. Aquele lance do Panama Papers acabou que não deu em absolutamente nada mesmo?

    1. Nada também não, teve um cara que renunciou kkkkkkkk. Não sei qual o andamento dessa história, o difícil é provar que o dinheiro de lá foi obtido de forma ilegal.

  2. Já pensaram que o HomePod poderia ser uma espécie de fonte para carregamento sem-fio/sem-contato de novos produtos da apple?

    Confesso que, apesar de toda minha desconfiança e ceticismo com o universo da tecnologia da informação, as mudanças no cotidiano representadas pelo carregamento sem fio têm realmente me empolgado.

  3. E ai galera, só queria fazer um relato aqui. A um tempo atrás adquiri um Senfer UEs, este fone é daqueles que se coloca por trás do ouvido, o que acaba torcendo o cabo. Depois de 6 meses de uso o tal cabo arrebentou, sendo que não uso muito e sempre cuidei. Pois bem, fui atrás de um novo cabo, pois é destacável e não achei aqui no br um compatível por um preço razoável. Resumo da ópera, estou com um fone sem funcionar pois o cabo mais barato que achei custa 80 reais e importando demora muito, então quando comprarem fones chineses sempre peçam um cabo extra, pra evitar esse incômodo.

  4. Amigos, estou com um Moto G 2ª geração em mãos hoje, alguem ainda tem um pra me relatar como esta sendo a experiência hoje em dia com ele?

  5. Agora que acabou a Summer Sale da Steam pergunto a vocês, quanto foi gasto neste “assalto”?

    Eu adquiri Papers Please, This War of Mine e Mother Russia Bleeds (deluxe com copia extra) por R$ 30, sinceramente nunca imaginei que iria gastar tanto com jogo Indie, parece que este tipo de jogo é o futuro mesmo.

    1. Eu deixei um monte de coisa no carrinho mas perdi o prazo por burrice, então não comprei nada.

      Iria torrar também só nos indies. O mais caro seria the witness por 30 ou algo assim.

    2. Dos jogos que eu queria uns não entraram na promoção e outros tiveram pouco desconto. Acabei não comprando nada.

      1. Interessante pensar que livros de tecnologias do tipo “documentação técnica” estão quase não existindo mais, já que esse tipo de informação é facilmente acessível na internet (e bem mais prático).

        1. Mas ainda fico tentando a comprar alguns livros físicos da área… estava querendo ler sobre docker, por exemplo, e tem umas publicações interessantes. Na Internet tem bastante coisa, mas disperso e de fontes diversas. A impressão é q nem tudo q esta na Internet passou por algum controle de qualidade…

          1. Os livros que eu comentei seriam mais de referência, tipo manual do Oracle X, mas livros de tecnologia tem vários objetivos como explicar conceitos de forma mais didática e estruturada, condensar conteúdo, etc.

            É que antes do Stack Overflow, para saber como buscar algo em uma lista no Python por exemplo, você precisava recorrer a livros. Hoje esse tipo de informação pontual você encontra com uma busca no Google, mas saber se você usar uma lista ou um mapa aí é outros quinhentos…

          2. mas tem o lance da autoridade. se vc não exibe sua prateleira de livros, pode parecer q vc é um charlatão em alguns casos. acho q não é o caso do pessoal ligado a informática. já q basta uma sala escura, monitores verdes e teclar frenético de linhas de html ou css elementares..

          3. Não sei se foi irônico, mas respondendo como se não fosse: você vai parecer picareta em informática se não entregar coisas funcionando bem.

            O legal de exatas é justamente a dificuldade em ser picareta no médio/longo prazo, alguns meses trabalhando em desafios sérios com a pessoa e os equipamentos/títulos/livros/certificações dificilmente ajudará a manter a máscara, no máximo para gerentes e afins. Essa figura do programador com vários monitores e tela preta é caricatura, só para diferenciar nos filmes haha

            Aliás, teria pavor de ser escritor/jornalista/músico justamente pela síndrome de impostor, mexendo com computação sei exatamente onde estão meus limites.

          4. mas vc sabe q tem fraude no meio científico, né? e elas, se não forem investigadas, passam batido. acho q dá pra sustentar, sim, um mentira em qualquer área. não sei até q ponto o equipamento ou livros ajudariam a sustentar isso, mas com certeza rolaria um marketing pra disfarçar. a poderosa folha caiu nessa: contratou um perito fajuto q usava audacity e vegas (!) pra perícia… mas, é claro, se alguém cismar pode desmascarar o autor. o q vc indica é o seu grau de honestidade, daí vc não apelaria a esse expediente…

            ah, sim… essa cena da sala escura é caricatural. mas prepare-se qdo a imprensa te procurar. vão te pedir pra apagar as luzes, deixar só a tela do monitor ligado e usar música de sintetizador pra tentar traduzir seu trabalho…

          5. Ah sim, claro que é possível manter e desmascarar exige esforço e conhecimento do outro lado, se ninguém prestar atenção ou colocar a provas…as coisas simplesmente vão passando. Inclusive, é comum contratar errado desenvolvedores porque exige um tempo e esforço para avaliar de fato alguém.

            Mas acho que é impossível você chegar a relevância de uma Bel Pesce não tendo feito nada por exemplo, ela virou a “menina de ouro” dessa onda de empreendedorismo e ninguém percebeu a fraude que ela era no final das contas.

          6. Andei refletindo bastante sobre a Bel Pesce depois q passou aquela onda toda. E, claro, resvalei no fato de pegarem muito pesado com ela por ela ser mulher. E isso, me parece simplesmente incontestável, já q há toda sorte de charlatões machos por aí e eles ficam bem de boas. Muita gente pode ser alvo – e deveria pra manter o ambiente saudável – de escrutínio, mas não é o caso, infelizmente. Ela, a meu ver, é fruto do meio, q vive basicamente de marketing, afinal, muitos dos feitos do mundo da tecnologia não passam de marketing. Coisas ainda sendo esboçadas e tacam lá o rótulo beta pra começar a vender e sabe-se lá no q vai dar e depois é tudo abortado e azar do early adopter q embarcou na canoa furada. Ela apenas seguiu a cartilha do meio: amplie seus feitos e crie uma mítica ao redor de si. Se isso se sustenta, oras, isso não cabe, pq não se trata disso, se trata apenas de competência em sustentar o marketing pessoal. Ela, muito provavelmente, é uma pessoa inteligente e provavelmente seria capaz de ter tido lá grandes feitos, coisas mais concretas, mas optou por um outro caminho, igualmente exitoso do palestrante e tal. Já cometei algumas vezes com o Ghedin q há algo estranho no Elon Musk e q pode ser q um dia alguém descubra ali um charlatão… mas é só uma desconfiança. E teve o Eike Batista, né? No meio científico, especialmente levando em conta o corporativismo, a coisa pode ter contornos bem complicados. E tem tb o meio médico. Vc deve estar por dentro desse caso do Roger Abdelmassih. Ele era a referência na área dele. Enfim… acho q em qualquer área uma pessoa pode seguir adiante com mentiras por um bom tempo… e talvez até passar incólume se tiver for um mitômano engenhoso.

          7. Ela foi pega por acaso, a história da hamburgueria fez o Izzy Nobre levantar infos e perceber que o currículo dela era bem exagerado, sexismo pode ter agravado mas não acho que tenha sido ponto chave. Devem existir vários outros, mas ela acabou se destacando demais.

            Foi um golpe duro no meio do empreendedorismo, justamente porque é um meio que promove a ideia de que “só quem faz chega longe, quem não faz o mercado joga para escanteio”. Ela sem entregar nada de fato não foi “pega” pelas figuras reconhecidas do meio, tendo espaço em canais importantes e entre os figurões da área como o Flávio Augusto. Ou seja, foi mostrado que não é tanta substância e nem meritocracia esse meio como eles vendem.

            Em relação a tecnologia, acho que é bom separar quem capitaliza com tecnologia e quem desenvolve. Steve Jobs, Zuckberg, Bill Gates e afins podem ter algum expertise em computação, mas não são reconhecidos como gênios da área de computação…isso é uma confusão comum entre os leigos. Aqueles posts comparando Dennis Ritchie com Steve Jobs que morreram na mesma época mostra bem essa diferença, o primeiro era um cientista da computação excepcional e o outro um empresário de tecnologia excepcional.

            É claro que você pode ser picareta como cientista e o mundo científico tem muita politicagem e influência, mas a diferença é a escala. Você precisa ter muito cuidado para não se expor, já que se alguém te jogar um problema na mão e você não resolver…não existe muita justificativa. Talvez você seja subvalorizado ou sobrevalorizado, mas improvável que você seja uma fraude completa como a Bel Pesce (nos termos de empreendedorismo é claro, ela sabe muito bem de marketing por exemplo).

            O caso do Abdelmassih não tem a ver com o seu conhecimento da área, era um criminoso e médico, não quer dizer nada sobre ele realmente saber ou não sobre inseminação artificial. Você pode ser contra as opiniões do Stallman ou achar o Torvalds um escroto com os demais por exemplo, mas isso não muda a capacidade técnica de ambos.

            Por fim, em relação ao Elon Musk, acredito que ele tenha uma visão interessante para resolver problemas….mas não sei quão genial ele é em termos técnico como dizem. E não importa no caso dele, já que ele é reconhecido como um grande empreendedor e ser um bom engenheiro/programador é um “bônus” apenas.

          8. Ah…. tem o juramento de hipócrates, né? Pode ser o pica das galáxias, mas se não respeitar o juramento, não dá… Se vai ser crime é um desdobramento da quebra do juramento – e todas as questões éticas envolvidas no q ele fazia. E uma pessoa q foi à clínica dele o foi por ele ser referência, ter domínio técnico q ele se gabava e q a imprensa validava.

            Eu ainda acho q esse lance de separar o conhecimento técnico das consequências uma coisa temerária… A personalidade do fulano (babaca ou ursinho carinhoso) realmente não importa; o q pega são as ações, a meu ver, coisa q cada um tem como avaliar, diga-se. Eu tendo a crer q essa despolitização do fazer q envolve alguma técnica (da mais tola a mais sofisticada) um perigo justamente por separas as coisas q estão ligadas. Fulano é fodão, então, tá tudo certo. Não… não está.

            Qdo vc vê o Chris Anderson (no TED) derretido pelas propostas do Elon Musk, com o cara falando q vai cavar túneis por todos os cantos para carros chegarem mais rápido aos seus destinos, sem nenhuma críticazinha (muito pelo contrário, o q se houve é um uníssono UAU)… É sinal q os feitos técnicos da empresa dele falam por si (com origem incerta) e dane-se o resto. Sem falar q tem um lance fantasioso nisso tudo e q apesar dos cálculos q ele faz de cabeça, nunca q uma coisa tão complexa teria uma solução simples… E vale o mesmo para ambientes mais reduzidos em q os engenheiros vão tomando as decisões. Já falamos disso uma vez e foi vc mesmo quem me alertou dessa ação ‘solitária’ dos engenheiros q vão dando o contorno das coisas.

            Acho q fica aberto aí o caminho para ações inconsequentes (Uber q o diga), para o logro e, por que não, para os charlatões. Afinal, é esse ambiente q propicia coisas assim.

            E nessa, não importa muito se é fulano ou ciclano q é o fodão técnico, pq esses grandes eventos feitos pelas grandes empresas são obras coletivas e impossíveis de serem distinguidas pelas pessoas como tais, pois a figura pública tem um peso enorme. É complicadíssimo dissociar Apple de Steve Jobs ou Microsoft de Bill Gates. Idem para o facebook (as pessoas confundem a internet com o face, daí elas podem achar q o cara inventou a internet…) e Zuckberg. Afinal, marketing é tb um conhecimento técnico, não? Qdo participo de reunião com pessoas de markting não entendo patavinas dos termos q eles usam só pra impressionar qdo não pra mascarar q não têm nada muito concreto pra mostrar… Numa empresa não tem como separar muito essas coisas, pois o start de um produto mais exitoso pode ter sido dado por um anônimo na empresa e os louros vão para alguns poucos, qdo não para um único indivíduo (o dono, o ceo o guro etc).

            Incomodou muito, a meu ver, Bel Pesce ter usado de um expediente comum entre homens, q é o de contar vantagem, e mesmo q essa não tenha sido a motivação do cara q fez a denúncia, de maneira estridente e histérica, e de q a imprensa tenha sido mais preguiçosa q o normal, o q veio depois foi bem pesado e sem ressalvas. O fato dela ser mulher teve um peso extra nisso tudo, pois no imaginário corporativo só existe o self made man e ponto.

          9. Imaginei que esse tópico apareceria, mas acho que são problemas diferentes, é chamado de síndrome justamente porque a pessoa é qualificada mas não se enxerga assim. Inclusive, o melhor programador que eu trabalhei sofria desse problema, até por ele acabar trabalhando em ambientes com pessoas muito talentosas como ele.

            Os “picaretas” são meio que o problema inverso, é alguém que se acha muito melhor do que é por ignorância (Dunning–Kruger) ou por má fé mesmo.

            Mas de fato, a área parece bastante propícia para síndrome de impostor: essa ideia de “amar o que você faz” e o ambiente digital facilitar o contato com pessoas excepcionais são aspectos perigosos, somado ainda questão do sexismo, imagino que para mulheres principalmente deve ser uma situação complicada.

            Pessoalmente, por ter começado no mercado corporativo e seu nível técnico baixo, nunca senti que isso fosse um problema: eu sou um medíocre para bom e isso é mais que suficiente para ter um emprego nesses locais.

            Por outro lado, no mestrado a coisa me pareceu bem mais pesada, afinal ao procurar o estado da arte você está se comparando aos melhores da área no mundo todo e, em teoria, você deve ser capaz de produzir trabalhos similares. Além disso, o fluxo de submeter artigos é bem complicado, ter seu trabalho rejeitado e criticado rotineiramente é bem incômodo.

            Inclusive, tenho suspeitas se a área acadêmica não tem mais casos, mas o histórico de esconder/valorizar esse tipo de situação não traz o problema ao público. Os casos de depressão só começaram a ser discutidos agora, quando deve ter sido um problema que existe desde sempre basicamente.

          10. Tem uma discussão gigantesca nos EUA e que se inicia agora no Brasil sobre doenças mentais na academia. É um tema que a academia quer esconder a todo o custo mas que os alunos e professores, aos poucos, estão criando coragem de expor.

            O sistema de peso/ranking do Scielo é absurdo. É uma máquina de moer carne para ciências que dependem mais de trabalho de campo/etnográfico (geologia, antropologia, linguística) porque as métricas são irreais para ciência humanas e mais ainda para ciências sociais.

            EDIT: Sobre os programadores tem todo o ar/aura que os cerca. Aquela cosia do antissocial, do cara genialmente arrogante e incapaz de sentir empatia. Tudo isso contribui para o problema generalizado de depressão e transtorno bipolar que temos na área de TI.

            Sem falar que o próprio ambiente de TI é quase sempre tóxico, se você for mulher é quase violento.

        2. mais uma.., o conteudo de tais livros sofre muitas mudanças e em poucos anos eles tornam-se defasados. Portanto o conteudo online é mais pratico por ser facilmente atualizavel.

          1. sim! isso é indiscutível e penso o mesmo para os livros de direito. mas o livro impresso tem um acesso mais rápido ao acaso. pescar conteúdos relevantes no digital é meio chato.

      2. nossa… e, cara, pensando nos descartes q as bibliotecas precisam fazer. eu não sei esse tipo de livro teria algum valor… nem mesmo saberia dizer se eles têm valor histórico. podem ter por representarem o mercado editorial daquela época… mas não sei se o conteúdo poderia ter algum tipo de relevância.

        1. Esses que eu mostrei eu peguei numa caixa de “pegue e leve” da biblioteca do Instituto de Informática da UFRGS e guardei pelo “valor histórico” da coisa toda.

          1. hahaha! eu vi q tinha um francês mesmo. mas pensar neles pra estudo de idioma já é mérito só seu.

    1. cara, tava pra jogar no reciclável uma caixinha de windows 7, com as mídias… daí resolvi anunciar no mercado livre e não teve um louco q comprou? mesmo sem a licença. o cara só queria as mídias mesmo. quase rasguei 180 mangos.

  6. Se robôs irão roubar nossos empregos (menos o meu pq não tenho), eles também irão fazer podcasts? Tipo, eles desenvolverão cultura? Se sim, qual seria a “inteligência artificial deles”? Assim, nós falamos deles, e eles falarão de…..

    1. Não que será impossível robôs criarem podcasts. É tudo uma questão de encontrar padrões, sintetizar vozes e criar uma estrutura narrativa e dialética que faça sentido a seres humanos — nada muito distante das notícias que robôs já escrevem. Agora, se isso será tão profundo, inusitado e enriquecedor quanto um podcast humano pode ser, depende de outras variáveis. Já somos enganados feito trouxas por robôs em redes sociais (vide: https://motherboard.vice.com/pt_br/article/xwzwba/a-era-dos-bots-na-politica-brasileira-ja-comecou ), mas, de qualquer forma, inteligência artificial ainda é, e por muito tempo será, um tipo de inteligência diferente da nossa. Robôs não pensam, não têm consciência.

      Recomendo a leitura desta crítica do Nicholas Carr ao livro do Garry Kasparov: https://lareviewofbooks.org/article/a-brutal-intelligence-ai-chess-and-the-human-mind/ É uma boa aula do que distingue a inteligência artificial que temos desses devaneios de que robôs podem se equipara à inteligência humana — e um alerta de como o inverso, ou seja, a nossa humanidade ser convertida no pensamento robótico, pode acontecer.

      1. concordo, IA virou buzzword de marketing…o que sempre digo é: não sabemos nem desenvolver uma folha de pagamentos decente, quanto mais uma IA

        ps. “folha de pagamentos”, ou qualquer aplicação corporativa complexa…como um outro exemplo, trabalhei uma época em automação comercial, e descobri que a aplicação que roda nesses pdvs nessas redes de lojas é bastante complexa

    2. Eu acho que a ideia sequer é essa. Quando a gente pensa em IA ou mecanização o ideal é pensar em micro-tarefas feitas por autômatos mega-especializados ou por algoritmos de IA que se foquem em uma tarefa específica – ou mesmo um conjunto pequeno de tarefas – como traduzir um texto, fazer um diagnóstico médico, fazer clipping de matérias jornalisticas, bots de politica como o @ghedin:disqus mostrou etc.

      Tarefas que exijam pensamento não-padronizado tendem a ser mais difíceis de serem delegadas a uma IA porque dependem exatamente da necessidade de não se seguir padrão.

      Acho que a arte ainda estará com os humanos por um bom tempo (talvez podcasts mais técnicos, desses que focam em ensino de alguma coisa ou que tem como objetivo serem pragmáticos com técnicas de lifehack, por exemplo, podem ser engolidos, mas esses que se focam storytelling ou papo de bar é mais complexo).

        1. Esses filmes da Marvel/DC podem ser feitos por um robô atualmente. Todos tem a mesma fórmula.

          1. Pois é, mas não só eles. Praticamente qualquer blockbuster com estrutura de três atos e que não passe no teste bechdel pode ser “algoritmizado”.

  7. Qual o melhor curso de inglês presencial no RJ? Eu curto muito o Brasas, mas a mensalidade de 545 não rola, até 350 eu pago, mais que isso não dá.

      1. Cultura ainda não procurei os valores, mas a wise up é muito cara pra mim

    1. veja pela finalidade. com esse valor vc pode comprar livros e estudar sozinho ou mesmo pedir ajuda de um prof particular pra questões mais complicadas. acho q o esquema/formatação dessas escolas, de um modo geral, se aproveitam muito da nossa preguiça em estudar por conta. tem vantagens, claro, mas no geral penso q dá pra avançar sozinho até o avançado.

    2. Só por curiosidade. Procurou algum professor particular? É o jeito mais rápido mas não sei qual seria o custo.

      1. Não cheguei a procurar professor particular não, aliás, nem cheguei a cogitar essa possibilidade, irei pesquisar

  8. Como anda as suas finanças pessoais? Acho que finalmente coloquei meus pagamentos em dia, e o dinheiro está rendendo até o final do mês

    1. Ter um controle financeiro é muito bom, diria até que básico, para colocar as contas em dia. Com a mudança para Curitiba, tive muitos gastos nos últimos três meses que comprometeram o meu fluxo de caixa (mas, felizmente, não chegaram a afetar investimentos e poupança para emergências). A partir do mês que vem, voltarei a ter um equilíbrio de ganhos e gastos muito próximo do que considero ideal.

    2. Sempre fui um cara com a grana bem controlada. Desde a época que meu pai me dava vintão todo mês eu gastava só uma parte e procurava poupar. Essa questão do controle pessoal é bem de boa pra mim, quero começar a investir, mas ainda preciso ler um pouco e tomar coragem pra começar :)

        1. Já tenho cadastro no Easynvest e li um pouquinho também, acho que já tenho condições de começar no básico, é mais o pontapé inicial que falta mesmo haha

          (se tiver material pra indicar eu tô aceitando!!)

      1. Me identifiquei contigo Wilson, pois também controlo naturalmente minhas finanças, sempre priorizando os pagamentos e sempre sobra uns trocados para investir.
        Eu comecei pelo investimento mais fácil (poupança) e ainda tenho uma parte lá. Nos últimos anos passei a estudar mais e a diversificar em renda fixa e ações.
        Nos próximos meses vou começar a investir em bitcoins, ao menos um pouco para conhecer melhor esse mundo de cripto moedas.

    3. Falar de finanças pessoais só faz sentido quando se tem dinheiro suficiente pra cobrir todas as despesas. Acho muito desonesto esses gurus que vendem que “qualquer um pode” quando claramente isso não é verdade (não tem como poupar nada quando se tem uma família para sustentar com 1SM).

      Eu tenho elas controladas desde sempre. Tive problemas quando perdi o meu primeiro emprego (tinha muitas coisas parceladas no cartão de crédito) mas aprendi a lição e nunca mais. Facilita o fato de eu morar com os meus pais e não ter filho.

    4. nunca me organizei direito nisso. tem um preço, claro, mas, por outro lado, não entro numa certa ciranda de eficiência com os caraminguás q ganho. e tenho gastado umas quantias com ativismo. acho q todo esforço de acumulação pelo conforto futuro uma espécie de covardia. não me leve a mal, por favor, e nem condeno quem seja e busque fazer economia, pq pode haver vários sentidos nisso, mas acho q vale gastar com certas causas e com certas urgências, mesmo q isso tenha impacto pessoal no meu futuro. pq não vejo um futuro com significado se as coisas nas quais me envolvo estão uma merda agora.

      1. Pra mim por exemplo faz sentido pensar no futuro pessoal, já que tenho um casalsinho em casa.
        Estive pensando em certas possibilidades inclusive: Qualquer subemprego, por exemplo atendente bilíngue, poderia render uns míseros 2 salários mínimos por mês, e se eu tivesse um trampo desse hoje, eu investiria 90% da grana, provavelmente num misto de títulos públicos brasileiros e americanos, e uma pequena parte eu investiria em ações de algumas empresas, tipo Alphabet, Amazon, Apple, Facebook e Microsoft. Esses investimentos ficariam, como dizem os economistas, ” trabalhando por mim”, afim de me render alguma grana que me permita pagar a faculdade da minha filha quando ela estiver grande

        1. é uma questão muito pessoal, cçaro, mas aí está um ponto no q vc diz:. talvez seus filhos não se beneficiem muito da educação q será destinada a eles já q essa educação não os prepará para o q vem por aí (e digo mais pensando no cenário tenebroso dos impactos ambientais). assim, eu vejo como a coisa se coloca de um modo bem geral, então exagero em algumas coisas e subestimo outras… há exceções, claro, mas vc viu esse movimento de pais até q bem de vida em alguns casos colocando seus filhos em escola públicas por quererem mais diversidade na vida deles? isso é muito positivo e, cara, eu tive esse tipo de educação na infância e adolescência, e realmente foi crucial pra mim.

          tem tb os q estão ficando sem grana e viram q a escola pública pode, sim, ser uma saída. só não arriscam colocá-los em áreas periféricas, pq aí já seria demais pra eles em termos de preconceito mesmo, já q na periferia recai a pecha de violenta etc.

          https://brasil.elpais.com/brasil/2017/06/23/politica/1498232692_929257.html

          eu estava estudando jogos, como já comentei aqui outras vezes, a criação deles e tal… como esbarrei em alguns problemas do curso q escolhi e q talvez esteja realmente querendo dar murro em ponta de faca, já q programação não é a minha praia, estava pensando em estudar temas relacionados a sustentabilidade orientados para educação, pq realmente imagino q se as próximas gerações não se engajarem em mudar as coisas, as coisas podem ficar ainda piores…

          quer dizer, ainda pretendo criar jogos, mas vai ter q ser de outro jeito q não com programação mais pesada e tal. daí eu acho q esse investimento futuro q vc imagina lá na frente tem lá seu sentido, mas eu o veria como um investimento conservador e até uma deturpação do q é educação, já q educação não é um investimento…

          1. Eu falei em pagar a faculdade, mas é claro que isso pode mudar completamente. Pode ser que ao invés de faculdade seja mais interessante um intercâmbio ou um curso de idioma. E o que eu posso ensinar pessoalmente eu ensino – inglês, português, matemática, arte… Sua preocupação com mudanças climáticas é pertinente. Eu mesmo já tive as minhas, mas hoje entendo que estamos no Antropoceno. A marca da humanidade na face da Terra é definitiva, e já estamos pagando o preço, com mares subindo de nível a ameaçando nações polinésias, ondas de calor em verões assassinos, chuvas devastadoras no Brasil, furacões cada vez mais fortes, e outras catástrofes. https://twitter.com/i/moments/883759335607808001 Felizmente, uma geração inteira resolveu mudar certos hábitos, caso do millenials em relação aos carros https://twitter.com/Jacksilsan/status/880802704741806084 E eu não sei quanto a você, mas eu fui criado na quebrada da Zona Leste de São Paulo, e lá nos idos dos anos 90 não existia isso de inclusão e diversidade – nós vivíamos na prática, no campinho de futebol, no playground do Parque do Carmo, no pátio do Danilo José Fernandes e do Hiroshima. Ainda que a tv mostrasse um Brasil branco com pitadas de negro, nós, garotos brancos, japoneses, negros e mestiços vivíamos um pequeno sonho de respeito e igualdade por meio da escola e das brincadeiras de rua.
            Investir uma grana pra se preocupar com a educação dos filhos é uma deturpação? Nem f… Esse tipo de expediente se faz necessário justamente por causa da real deturpação que é o capitalismo. Quem sabe em um longuíssimo prazo de uns mil anos não surja um sistema que elimine a necessidade de se monetizar tudo. O dinheiro hoje cria presas e predadores, e muito me surpreendente a ampla defesa que se faz da “meritocracia”. Eu entendo que esse nosso sistema de produção orientado ao consumo e ao lucro apenas promove uma lei do mais forte artificial, com base na riqueza.

        2. vamos iniciar umas leituras aqui em casa sobre decrescimento como solução. já ouviu falar nisso? é mais nisso q ando pensando ultimamente…. de q ou a coisa muda, e isso envolve uma transformação grande na educação, ou já era. pq vc deve ter notado q movimentos como ‘escola sem partido’ são apenas conservadores querendo tirar o pouco q resta de pensamento crítico da esfera pública, pq no universo das escolas particulares, tendo em vista o quão homogêneo, é o ensino deles, a coisa já parece meio perdida nesse sentido. abri um livrinho didático da minha sobrinha q tratava de escravidão era pavoroso. tratava como coisa normal e q foi tranquilamente superada… dureza.

          1. Decrescimento pode ser uma forma de adoecer o capitalismo, e pode ter efeitos fortes. Mais fortes ainda seria um escambo moderno, que elimine parcialmente a monetização que fazemos de tudo, como se fosse algo natural (e não é).
            A educação tem uma multiplicidade de caminhos… Você pode achar que o escola sem partido é ruim, e certamente haverá alguém que pense o contrário. Eu entendo que é apenas uma idéia entre várias, e que os pais deveriam participar mais ativamente da formação reflexiva dos filhos… No nosso atual paradigma, de crentes brigando pra saber qual é a melhor igreja, se é a do Valdomiro ou a do Edir, fica difícil exigir dessas pessoas tamanho esforço cerebral, em pensar em coisas como filosofia, ciências e ética, já que eles acreditam nas lendas contadas num livro que tem erros grotescos como a tradução do hebraico que resultou na memorável afirmação de que “Moisés tinha chifres” (que gerou até uma estátua meio assustadora), quando na verdade a frase em hebraico diz “Moisés tinha caráter” ou algo elogioso desse tipo. Então o livro da sua sobrinha nem é tão assustador assim, já que lendo outros, como o 1808 e o 1822, ela pode descobrir o tamanho da tragédia que foi a escravidão.

    5. Meu filho eu fiz a conta do banco Next, com a opção de serviços essenciais do BACEN (queria testar, mas sem pagar). Estou adorando a função flow deles. Me organizei também pra pagar tudo no débito. Estava dando certo no Itaú, mas o app do Next tem muitas funções iradas pra auxiliar no dia a dia e na disciplina financeira.

        1. Flow > vc define quanto quer gastar em certas categorias e ele vai mostrando o andamento logo que vc abre o app. Eu coloquei três: restaurante/bar, lazer e outros gastos. O massa é que se o app tagear a despesa errada, vc consegue alterar e colocá-la na categoria de sua preferência.

          Objetivos > ele deixa vc criar diversos objetivos e ir jogando grana neles de acordo com a sua condição. Muito bom pra nortear projetos pessoais.

          Tem a vaquinha e tem uma poupança normal tbm. Olha o site e vc vai compreender melhor a proposta.

          1. Interessante, vou dar uma pesquisada, vc já viu o aplicativo guia bolso, que faz tudo isso com qualquer banco?

          2. Olhei aqui o guia bolso e vou te falar. O design do next faz toda a diferença viu? Um app bonito e pratico estimula e da vontade de utilizar. Achei o guia bolso feio ?

          3. Eu fiquei muito afim do Next, só não curti as taxas, e sim o visual do Guia Bolso não é lá essas coisas

          4. Eu já tenho conta digital em outros bancos. Aí fiz no next com a opção gratuita pra poder utilizar essas inovações deles. Tô curtindo muito e sem pagar nada.

          5. Eu cheguei a ver a opção gratuita, ela vale a pena? pq tenho a iconta do itau e não pago nada e tenho diversos benefícios.

          6. Tbm tenho a iConta. Eu estava pagando tudo no débito por ela. Mas a diferença é que no Next eu uso só pra isso, ele organiza melhor e ainda adorei a opção dos objetivos.

            Pra mim foi útil pq eu queria uma conta só pra a grana do mês sabe? No Itaú eu recebo uns dinheiros e pago uns débitos automáticos, isso me confundia na hora de entender o que eu tinha disponível pra gastos do mês.

            No next independente do meu saldo, o flow vai me indicando quanto já gastei dentro das categorias que defini.

            Recomendo que vc faça a conta e teste. Pq provavelmente irá encontrar um bom uso pra essas funcionalidades.

    1. O governo continua essencialmente o mesmo: pró-patrão e anti-trabalhador. Só muda o otário na cadeira de presidente para receber todo o prejuízo político.

        1. O Maia será ainda mais um agente do poderio capitalista predatório dos grandes empresários brasileiros. Com a mudança – parece que todo mundo já trabalha com a queda do Temer – ele terá alguns meses, possivelmente, de capilaridade nas duas casas para poder passar as reformas da previdência. É pra isso que ele será posto lá, inclusive.

          Porém, confesso que começo a ter esperança de que 2018 seja menos pior, principalmente com o derretimento da popularidade dos não-políticos como Dória e outros (ele largou um vídeo atacando uma matéria da Folha que chega a ser ridículo).

          Ainda acho que a ideia de 2018, caso o Lula se safe da ficha suja, vai ser uma dicotomia entre a centro-esquerda social-democrata petista e o nacionalismo punitivista do Bolsonaro, com o PDT e o trabalhismo do Ciro abrindo o debate e se focando mais em conseguir governos pelo país do que ir pro segundo turno.

          1. Me parece que será um cenário semelhante ao que vimos na França esse ano, com políticos “pequenos” conseguindo 20, 30% de intenções de voto. Particularmente duvido que o Dória se candidate… O PSDB corre risco de rachar com a atual disputa interna, e o Alckmin certamente quer se candidatar, pela naturalidade do fim do seu mandato como governador (e é claro que ele não será eleito presidente, pois dificilmente veremos movimentos díspares unindo forças como ocorreu em 2014 quando o Aécio recebeu quase 50 milhões de votos). O Dória, se for esperto, vai concluir seu mandato e fazer uma extensiva autoanálise, pois em sua visão de administrador lhe falta por exemplo o couro duro pra aguentar críticas – ele vem ameaçando processar pessoas que o criticam no Twitter, e isso pra mim é de uma infantilidade imensurável.

          2. Acho que ele não termina na PMSP, ou vai pra disputa presidencial ou vai pro governo. Um dos dois. O ego dele não vai ceder tão fácil e ele tem plena certeza de que ele é F-O-D-A em todos os quesitos e que todos os que criticam e questionam são petistas (ele diz isso em todos os discursos dele, inclusive).

            Acho que ele ganha pro governo e acho que ele perde na presidência. Assim como acho que o PSDB, caso não mande um cacique de peso, tem plenas chances de perder a presidência pra Bolsonaro, Lula ou Marina Silva. Acho que o novo presidente sai desse trio.

            Aqui no RS o PDT deve se fortalecer por conta do desgaste do PMDB no governo, do desgaste do PSDB na PMPA (o Marchezan, um cara alinhado com o MBL, está derretendo dia após dia em medidas no estilo Dória) e pelo desgaste do PT em cenário nacional.

            No resto do país eu acho que a tendência será o PMDB manter a quantidade absurda de eleitos dele de sempre mas perder um pouco do poder executivo estadual.

          3. Nossa cara, Bolsonaro presidente… Me desculpem os seus eleitores, mas um cenário desse seria quase que apocalíptico. Entre Marina e Lula, eu prefiro que o exercito peça desculpa para a família Bragança pelos 128 anos do golpe do Deodoro

          4. Eu até acho bacana a idéia da volta da monarquia com quarto poder moderador e tudo, mas o que me seduz mesmo nessa idéia é o parlamentarismo, então não precisaria haver um imperador ou um presidente

          5. O problema não é a forma de governo, mas a ausência de povo em qualquer uma delas. Sobre o parlamentarismo: é o que já estamos vivendo, na prática — e isto não é bom.

          6. Um parlamentarismo informal nunca é bom, pois não há aquela figura capaz de dissolver o congresso como ocorreu 6 vezes durante Império. Eu falo de um autêntico, como o britânico.
            Em seu lugar, poderia haver um presidencialismo com sazonalidade díspar do congresso, como é o americano. Lá, governo impopular e/ou muito criticado resulta em perda de maioria no congresso, já que a renovação da casa se dá no meio do mandato do presidente, como ocorreu com o Obama

          7. desculpa me intrometer, não me levem a mal com o que vou dizer.
            existem tantos modos de governo e não há como dizer empiricamente se algum deles é melhor que o outro. isso muda de acordo com a cultura de cada nação.
            não penso que mudar o nosso sistema vá melhorar alguma coisa, alias, pode piorar.
            nosso problema de corrupção é cultural, assim como é na índia, méxico e outros paises em desenvolvimento.

          8. Eu citei o parlamentarismo não como solução definitiva para a corrupção, mas sim como solução rápida para crises ridículas como essa. Além disso, dissolver um congresso inteiro permitiria tirar foro privilegiado de uma massa de canalhas que hoje tentam se salvar, e também impediria a aprovação de coisas que na minha leiga visão são meras gambiarras, caso da tal da reforma trabalhista

          9. não concordo, é muito fácil ver como um governo funciona

            em primeiro lugar temos os índices sócio-econômicos: PIB, PIB per capita, inflação, desemprego, capacidade de compra, IDH, índice Gini etc

            em segundo lugar, o óbvio: um governo como esse aí que quer “reformar” a CLT e a Previdência (entre muitas outras coisas) é muito pior para nós, trabalhadores (estou assumindo que você não é milionário capitalista rs) do que um governo que não faz essas coisas…

            quanto à corrupção acho que é um erro achar que é coisa só de países pobres…no Japão, por exemplo, as usinas atômicas de Fukushima estiveram envolvidas em corrupção desde o início de sua construção (localização sujeita a tsunamis) até os relatórios de inspeção sistemáticamente forjados

          10. Corrupção existe em todo lugar, a diferença é que no Brasil essa prática é pouco ou nada punida, e ainda é tida como algo natural.

          11. isso é mito…acho que não tem diferença nenhuma entre Brasil, EUA, França, Inglaterra, Japão,…

            Mark Twain disse sobre os políticos americanos:temos o melhor congresso que o dinheiro pode comprar…e com aqueles gastos estratosféricos em armas (um F-35 custando por volta US$100 milhões, um B1 pot volta de 300 milhões, um B2 por volta de 1 bilhão, etc) meu palpite é que em valores absolutos os EUA sejam o país mais corrupto que existe (quanto mais dinheiro, mais corrupção)

          12. Bolsonaro é catástrofe mas é forte e tá ganhando corpo político com a dicotomia entre a esquerda e ele (o pessoal acredita na linha dura dele contra a violência acreditando que ele entende de segurança pública porque é ex-PM).

            Marina e Lula são a centro-esquerda palatável ao empresariado e que irão continuar com o desmanche dos direitos do trabalhador. Ambos não tem muita diferença no longo prazo.

          13. se era impensável trump presidente, eis q ele aí está. daí q imaginar bolsonaro presidente agora não é tão irreal. é claro q ele não vai fazer o q bem entender, pq existem os outros poderes. mas ele, com certeza, faria um puta estrago. mas acho q não duraria muito. tirariam ele de lá rapidinho. atrapalharia toda sorte de esquema a histeria dele.

          14. Um governo Bolsonaro seria absolutamente instável, como tem se mostrado o governo Trump… Se nossa situação já tá ruim, acho que com ele ficaria pior. Capaz desses petistas histéricos realmente pegarem em armas

          15. não pegam… tudo bunda-mole, asseguro. eles podem ser brigões qdo estão em grupo, bater em pirralhos mirrados etc, mas pegar em armas e enfrentar militares (não a polícia militar q é despreparada e incapaz de resolver situações simples por ela mesma e aqui não se confunde com a mortalidade dela q é de outra natureza já q envolve perseguir pessoas sem motivação revolucionária) é outra história. as pessoas q fizeram isso no passado tinham uma profunda abnegação e sabiam q caminhavam por um terreno extremamente perigoso e mortal. tem um belíssimo filme sobre isso, o ‘cabra-cega’ (2004). recomendo fortemente.

          16. Não sei… O MST, apesar da sua teórica defesa dos sem-terra, sempre teve um ar belicoso. Talvez eles de fato sejam o braço armado do PT, conforme reza a lenda urbana.

          17. pelo q consta, nunca deram um tiro ou mataram alguém. posso estar desinformado, mas o movimento dos sem terra e outros movimentos agrários sofrem baixas todos os anos… e a depender dos posicionamentos q se instaurarem nos próximos anos, já q estamos numa merda q só, podem sofrer mais ainda.

          18. eu não acho q eles apelariam ao expediente dos fazendeiros. seria um erro estratégico brutal.

          19. Caso Lula seja candidato a presidente, Alckmin concorrerá ao senado. Caso não seja, será a briga do século: Dória vs Alckmin.

            Quero mais que os tucanos se explodam.

          20. Os tucanos já estão implodindo. Os tais dos cabeças pretas querem ferrar com o Temer e não aceitam Aécio na presidência do partido

          21. 2018 não vai resolver nada se não houver uma limpeza maciça nesse congresso eleito pelas “jornadas de junho de 2013” e pela farsa-jato, possivelmente o pior congresso de todos os tempos

            eu pessoalmente acredito que entramos em pelo menos umas 3 décadas de trevas

            ps. bolsonaro não é “nacionalista”, é simplesmente oportunista

          22. Foram eleitos pelas pessoas e não pelas jornadas de junho.
            Não existe limpeza – não sei em que sentido, inclusive, você diz isso – enquanto o sistema atual existir.

            Bolsonaro é nacionalista tanto quanto o regime civil-militar era.

          23. não tem limpeza. e nunca terá. e os pequenos crimes q nossos compatriotas cometem todos os dias me deixam ainda menos com esperanças de uma ‘purificação’. se a arte poderia assumir esse papel catártico de ser transformador, eu sigo aguardando a letra de funk q vai derrubar tudo. essa abaixo ainda não é o caso:

            https://www.youtube.com/watch?v=EIpXjzfu9d4

          24. é o funk do cachaceiro comunista, oras. um sucesso! q eu desconhecia totalmente, claro.

          25. para mim é óbvio que o congresso atual é o resultado das tais fatídicas “jornadas de junho”, mas não vou elaborar sobre isso

            quanto ao Bolsonaro, não me lembro de nenhum projeto “nacionalista” dele, e olhe que ele está lá há uns 30 anos…os militares investiram pesadamente em infra-estrutura, em que pese seus erros e excessos não tenho dúvida que eram de fato nacionalistas

          26. Dizer que é por conta delas é forçar muito a barra.

            Ele é resultado direto de um movimento de recrudescimento da direita e do conservadorismo brasileiro que se iniciou em 2013, com certeza, mas que se aprofundou de fato na polarização de 2014 e ganhou “rua” com o processo do Pato Amarelo.

            Esse congresso atual é fruto da ausência do estado e da falta de trabalho de base dos partidos políticos, principalmente da esquerda, que “jogaram” esse trabalho de comunidade (pertencimento, acolhimento e entendimento) nas mãos das igrejas neo-pentecostais, o que resultou no conservadorismo religioso, no punitivismo e na bancada da bíblia.

          27. que orgulho q dá esse pato ter saído da terra dos bandeirantes! qdo me lembro disso tenho até vontade de grasnar bem alto.

          28. nada no horizonte. absolutamente nada… me lembra o ‘deserto dos tártaros’ nossa situação atual.

          1. nada, é ótimo. vi na época e me impressionou, claro. então tem esse lado tb. para os dias de hoje é fraquinho, claro, especialmente comparando os efeitos…

          2. é mesmo… tem esse. mas não me anima muito não. já q o assunto é vampiro. não sei se vc viu: mas tem o ‘let the right one in’ (2008), o sueco. e o ‘only lovers left alive’ (2014), q tem uma história e uma trilha fenomenal. e ainda tem o iraniano ‘a girl walks alone in the night’ (2014) q acho q vou ver hj mesmo dada a conversa.

          3. os dois eu recomendo fortemente. só o último q não vi. daí é por sua conta e risco. não vale reclamar depois!

      1. poderiam, pelo menos, mudar a cadeira. pegar aquelas cadeiras design em q é difícil levantar dados os formatos atípicos. teríamos cenas curiosas desses velhotes tendo dificuldades em erguer suas podres carcaças.

    2. eu pensei q dentro os presidentes, o sarney era o mais patético. mas vejo q temer se esforça muito em superá-lo. não desejo mal a esse senhor e a sua família patética (esposa, filhinho e sogra), mas tb não me ocupo de bons pensamento acerca dessa raposa velha. a propósito, se antes, qdo era jovem, tinha asco desses velhotes, agora, já não sendo mais jovem, tenho asco deles ainda, mas agora tb tenho de muitos jovens q ingressaram na política. vc acha de tudo: de capitão do mato a gente defendendo um comunismo armamentista.

      1. Multiplicidade de idéias (entre jovens e não tão jovens) pode ser algo bom e ruim. Começa a se tornar ruim quando surgem essas pessoas querendo explodir os outros… Levando esse cenário em consideração, José Bonifácio tinha razão: O Brasil só era governável na época dele por um sistema eleitoral centralizado na figura do Imperador. Acho que hoje não é muito diferente.

        1. dia desses tava interessado em saber mais sobre os nosso fundadores. mas desisti. passei a mirar mais nos abolicionistas… qtos aos jovens, depois das ocupações q eles fizeram nas escolas, pode ser q surja um certo grupo q possa promover algo. mas o discurso opressor é tão forte, q eu não sei se eles terão chance, já q terão ingressar no mercado de subemprego e talvez tenham q esconder seu passado questionador.

          querer explodir os outros (matá-los essencialmente) é sempre ruim. o q precisamos é de gente explodindo ideias. especialmente as calcadas na exploração.

          1. Se quiser uma dica sobre onde começar, eu recomendo a trilogia do Laurentino Gomes, 1808, 1822 e 1889. Eu li os três e são ótimos.
            Eu não consigo imaginar como seria um governo feito pela última geração millenial, nascida em 2000. Talvez seja muito mais inclusivo e cooperativo, e é claro que isso é uma mera esperança em algo que possa ser positivo

          2. vc pode achar frescura da minha parte, mas torço o nariz pro laurentino. eu acho q ele faz mais divulgação histórica (e isso de modo algum é ruim) do q história. se eu fosse começar provavelmente apelaria aos historiadores q se dedicaram ao período… talvez naquela coleção ‘civilização brasileira’ q o sérgio buarque de hollanda organizou tenha algo mais no sentido q procuraria.

            não sei se seria inclusiva… eu acho q os jovens daqui dessa geração ainda é muito próxima das gerações passadas, ou seja, conservadora. não insinua ruptura como na europa. outro dia debati um assunto, pelo twitter mesmo, com o cara q quer fundar o partido pirata no brasil. q eu até apoio, mas agora com menos entusiasmo. o cara é punitivista e isso já me desanimou. mesmo se tratando de um caso em q tudo indicava a ser um fato, o de aluno de medicina da usp ter estuprado uma jovem, querer a punição do cara antes (não permitir q ele se formasse) do fim do processo legal é justamente o discurso dominante do conservadorismo mais odioso q circula por aí… broxante. mesmo pq isso não combatia a cultura de estupro entre esses estudantes. enfim…

          3. O próprio Laurentino classificou o trabalho dele como uma reportagem, então não coloco demérito na sua visão sobre o trabalho dele.
            E eu acho essa geração atual bem diferente da quem me antecedeu (sim, estou falando da minha mãe lol). E não entendo como seria bom ver uma ruptura com a Europa, ainda mais nesse nosso paradigma super-conectado. E sobre esse caso do aluno, bem, é um ato repulsivo, não? Imagino que o criminoso mereça sofrer as consequências

          4. me expressei mal: quis dizer q na europa houve uma ruptura com esse ideário conservador no partido pirata. aqui, eu acho q o partido pirata é asfixiado pelo clima q contamina todo o espectro ideológico observável nos últimos anos. nem eles q deveriam representar a vanguarda estão escapando de algo q deveria ser consenso entre progressistas q é não ser punitivista, defender o meio ambiente etc.

          5. pra vc ver: a celebrada angela merkel é contra o casamento homoafetivo! ela é do partido conservador… aí vem os piratas e mudam a forma de viabilizar projetos e tal. uma coisa bem simbólica q eles fizeram: aboliram carros oficiais e demandaram bilhetes de transporte público para os políticos eleitos. parece um pouco como certos trambiqueiros fazem por aqui, mas lá eu acho q é um outro clima. desde a cultura hacker até uma visão mais sustentável mesmo de organização social faz parte da pauta dos caras. precisaria acompanhar mais de perto, mas eu acho q por lá eles absorvem melhor certas questões mais amplas. algo assim se esboçou no ministério da cultura conduzido pelo gilberto gil, qdo ele abriu muito espaço e propiciou esse ambiente. a diferença é q lá me parece q eles não precisam dessa chancela de um medalhão, saca? eu desconfio q lá eles partam pra cima mesmo. vou falar com um camarada q mora na alemanha faz um anos e ver o q ele me diz sobre esse cenário. daí volto pra contar. pode ser até q esteja falando besteira.

          6. vi aqui tb q o pessoal anda reticente com esse partido por eles tb indicarem um certo descolamento tanto da esquerda qto da direita, ou seja, representariam mais esse sentimento de anti-político. mas não sei se um partido político seria a melhor representação desse sentimento, então acho q há uma avaliação questionável aí. mas, de todo modo, as bandeiras do partido parecem ter se concentrado mesmo em questões de anti-vigilância e mais transparência. ótimas pautas e creio q se coadunariam com os movimentos progressistas… talvez @paulopilotti:disqus e @gafernandes:disqus saibam bem mais sobre isso q eu.

          7. eu ouvi esse ano passado… e de fato tem coisa boa aí nas propostas. mas padece do mesmo mal da esquerda: não vai onde está pegando de fato, eu creio.

          8. Sem uma esquerda revolucionária de fato, nenhum partido irá no que realmente importa: capital.

          9. Não tem como ser conservador defendendo o fim dos direitos autorais (um dos grandes poços de dinheiro do nosso sistema cultural).

            Mas o PIRATAS do Brasil tem um sério problema de não querer aceitar a capa de esquerda deles e se dizer “nem de esquerda, nem de direita”. Foi por isso que eu saí da organização do partido. Porém, eles mesmos se alinham como progressistas.

          10. fico mais aliviado com as ambições do laurentino serem mais ajustadas ao q ele produziu. e acho fundamental distinguir história de divulgação histórica.

          11. uma autora interessante é a historiadora Mary del Priore, mas me parece que ela se insere mais na linha da “história do quotidiano” e não trata muito de grandes temas econômicos e sociais…achei a leitura mais interessante e agradável que os livros do Laurentino Gomes, que possuem um escopo muito restrito

          12. sim, vai bem nessa linha. e me parece uma das poucas a se dedicarem à história das mulheres.

        1. Recomendação de um leitor daqui do Manual, que me passou link de uma promoção na Amazon. “Não resisti” e comprei rsrs.
          Falando em Ghost in the Shell, eu acho bacana quando o pessoal fala “isso é tão Black Mirror”, mas eu acho mais justo falar “isso é tão Ghost in the Shell”. Shirow é um gênio. Que visionário que esse cara foi quando escreveu essa obra prima

          1. assistimos o filme no ultimo fim de semana. o visual é fantástico, deu até pra engolir as alterações nos personagens…, mas a história é tão fraca….

          2. É, fiquei sabendo. Todo mundo reclamou desse filme. Como eu já tenho a obra prima do Ooshi, o anime de 1996, então nem me preocupei em não ver o live action com a Scarlett Johansson

          3. quase idem aqui…o anime de 96 é realmente fantástico, provavelmente a melhor coisa cyberpunk para assistir, e também não me interessei pelo filme com a ScarJo, nem por curiosidade…por outro lado, as últimas animações de GITS (Arise, the New Movie, etc) são muito boas, embora Motoko tenha sido redesenhada e não seja mais um mulherão sexy

          4. Eu conferi o redesign da Motoko. Confesso que não curti também, mas por razões diferentes: pra mim, o visual do anime de 96 é definitivo, e deveria ter sido mantido

          5. eu gostei muito das novas animações. a quimica entre os personagens foi muito boa…. algo que faltou muito no filme.
            nem perca tempo assistindo o filme.

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