Post livre #80

Assuntos aleatórios, sobre tecnologia ou não, têm espaço no post livre, um post semanal, sem conteúdo, apenas para abrir os comentários aos leitores. Aí a gente propõe uns assuntos, comenta nos tópicos dos outros, enfim. Que tal aproveitar o feriado prolongado de Páscoa para conversar?

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247 comentários

  1. Só passando aqui pra dizer que o último álbum do Kendrick Lamar ta do caralho!

  2. Alguem aqui do grupo tem/teve experiencia com alguma arte marcial e tal? Se sim, como foi? Se não, se interessa em fazer eventualmente?

    1. Fiz literalmente 1 aula de karatê quando criança. Porém quando tiver com uma rotina mais fixa, se pá arriscaria um Muay Thai, Kung Fu ou Wushu. Boxe, apesar de não ser arte marcial, também acho interessante, mas mais como elemento de condicionamento físico.

  3. Quem aí quer um iMac G3 tray load, zoadinho mas dá para arrumar? Venda, troca ou doação dependendo das condições :p

    1. Eu até tenho vontade de começar a colecionar essas coisas, mas me falta espaço adequado para guardar. Só por curiosidade, quanto você está pedindo?

      1. 50 reais. Monitor funciona (mas dá “vazamento de tensão”, tem que ver uma peça que esqueci o nome), placa mãe responde, mas falha as vezes. HD não carrega OS (suspeito que está com problemas, e não consigo montar um CD de instalação), CD não lê, tentei colocar um DVD e não foi (a Apple é chatinha para instalar coisas.

        Tava tentando achar um adaptador Apple – VGA para transformar em monitor simples (há relatos). Achei um, mas já perdi de vista pois não tinha dinheiro para comprar na hora.

          1. Se eu não morasse em POA, comprava. O frete de SP até POA de uma PC desses deve dar uns 300 reais.

          2. Por isso a opção de doação – se alguém vir buscar, dou de boa (se tiver celular velho legal, aceito troca :) )

          3. ganhei de um amigo. por isso. E o preço médio no OLX é de 150 reais “no estado”. Melhor ser justo e vender barato, até para baixar o valor médio :)

  4. Só entre nós: escutando de uma pessoa que trabalha como articulista político na cidade, ele me fala: “nossa, não se salva mais ninguém na política hoje. Você viu a lista que saiu? Todo mundo acusado…” Depois ele veio defendendo o Lula…

    1) Sei por cima do histórico de muita gente da política da cidade. Aproveitando que poucos sabem quem eu realmente sou, digo: o que a “Lista Fachin” revela não é tão diferente em qualquer lugar do Brasil – inclusive em municípios.

    2) O pior problema que não se expõe publicamente, ou melhor, não se joga na mesa para conversar, é “o quão sujo nós (população) estamos com os políticos”.

    De alguma forma já imaginávamos que quaisquer relação entre políticos e empresários surgiria propinas. E sempre víamos relatos em noticiários de que “tal obra tinha indício de propina”.

    E tal propina resultava no carrão do engenheiro, que comprava na loja do rapaz, que pegava o dinheiro e investia em outros carros ou em outras coisas, ou fazia uma jogada com o engenheiro e lavava dinheiro para ele.

    Outra parte do dinheiro ia para o restaurante da cidade, outra para a manicure, outra para a loja de roupas, outra para o engraxate…

    E a relação do empresario ou do político com a população local geralmente pode ser minimizada a seguinte situação: a população via tais como “os endinheirados que devemos sorvar o máximo pois eles tem condições de pagar mais”, e tais via a população como “o pessoal que é melhor pagar mais e alimentar esta situação do que um dia acabar nosso luxo”.

    Gráficas ganharam dinheiro com isso. Locadoras de automóveis. Empresas de terceirização. Todo mundo buscava um político para apadrinhar a um trabalho ou empresa. As vezes o político agindo até como agiota e emprestando dinheiro.

    Fora o pessoal pago para fazer movimentação política, seja depredando e vandalizando / pixando; seja fazendo manifestações ditas “pacíficas”, seja de diversas outras formas. Não importa a cor da camiseta ou o discurso vazio de que “não vim pago para esta manifestação” (a esperança de um discurso com promessas também é um pagamento… )

    3) Quem me conhece ou lembra dos comentários sabe que sempre repito isso: nas últimas eleições, vi muita gente “vendendo voto”. As vezes até perto de policial ou fiscal. E gente comprando voto também. Pena que não deu para registrar direito.

    Pessoas com camiseta “verde e amarela” também, tal como “pessoas com camiseta ‘free animals'”.

    4) Acho que isso tudo que aconteceu já estava sendo previsto no inconsciente do brasileiro. Só estavam esperando “oficializar o ato”. Se isso vai mudar o país, não sei. No fundo, o pessoal apenas quer sobreviver com os padrões que tem, não querem mais mudanças profundas e riscos. Estão cansadas de tentativas de moralização, só querem que os políticos mal acostumados saiam, e que seja feito algo para que esta também se sinta justiçada, com seus direitos e poderes resguardados.

    Para uma população oriunda de imigração, parte que veio de outras guerras, parte que veio daqui, criar mais premissa de desconforto seria algo ruim demais. Para quem vê bombardeado nos noticiários as guerras políticas em outros lugares, melhor bater panela ou pixar “fora ‘apessoaqueodeiopoisnãovoucomacaradelapoistemcaradevilãodefilmedeterror'” do que arranjar briga com o vizinho (apesar dos casos relatados em algumas manifestações).

    5) Lembrando que há outros problemas sociais ligados a questão dos políticos da lista, e que não são expostos em mídia, como o jogo do bicho, as milicias de ex-policiais ou do tráfico em alguns lugares, etc…

  5. Para quem começou a cozinhar em casa recentemente, quais blogs e canais vocês acompanham?

    1. Caramba eu tava vendo o Chef’s Table (série da netflix) agorinha e você fala sobre receitas AHHAHAAH (alias recomendo ver, ótima série documental)
      Eu vejo muitos canais no youtube: Role Gourmet, Torrada Torrada, Comida de Microondas, Presunto Vegetariano, Receitas de Minuto, Mohamad Hindi (ex-masterchef), Panelinha (da rita lobo do GNT, mulher muito inteligente e comm receitas muito versateis), Almoço de Domingo… esses foram os que eu lembrei, todos brasileiros, não acompanho nenhum de fora.

      Sites bons:

      tem o Tasty, talvez o site/canal mais sensação hoje em dia, você com certeza ja viu no instagram, facebook, etc algum video de uma receita gostosa e facil dessa divisão do buzzfeed, é ótimo: https://www.buzzfeed.com/tasty

      um classicão é o Tudo Gostoso: http://www.tudogostoso.com.br/

      o site de receitas da GNT é bem completo tambem, tem como escolher por “cozinhas”, olha que chique HAHHA > http://gnt.globo.com/receitas/

      de resto, todos canais acima maiores tem sites ótimos, recomendo o receitas de minuto (tem até livro) e o panelinha.

      a e ja tinha esquecido da Tastemade Brasil (obviamente, vertente BR da tastemade dos EUA), muito bom tambem, tem umas séries que envolvem culinaria que são ótimas, tipo o cozinha de cinema(?), que são pratos, doces, etc de filmes/séries famosas.

      1. To viciado em programas de culinária também. O episódio do Francis Mallman (Malmann?) no Chef’s table é maravilhoso!

        Vou ver esses canais aí de yt que vc indicou. Estou com muitas dificuldades de coisas básicas na cozinha. Precisei ver vários vídeo de hamburger para finalmente entender como fazer, porque me falta a base do conhecimento.

        1. Nesses canais ai tem séries de coisas basicas, o da rita do gnt por exemplo tem, só olhar eles que tu acha coisas ótimas!
          quando quero algo especifico procuro no youtube que é de boa, hambúrguer por exemplo eu aprendi vendo la, primeiro com o Paulo Yoller que é foda e depois com o Lierson da Tradi, ambos de SP e bem reconhecidos.

      2. Chef’s Table é massa, nessa mesma onda documental tem o Cooked.

  6. Será que a ideia de convergência perdeu a força?

    Após o sucesso do iPhone, a ideia geral era de que MacOS e iOS se tornariam um único sistema, mas ultimamente não há o mínimo indício desse caminho e as últimas novidades inclusivem indicam um distanciamento ainda maior entre as plataformas. Depois das polêmicas com o MacBook, temos um caso surpreendente da Apple admitindo que cometeu erros no projeto do Mac Pro e dizendo que voltará os olhos para o mercado de desktops.

    A Microsoft foi de cabeça nessa direção com o Windows 8, procurando juntar tablet e PCs, mas os tablets perderam relevância. No Windows 10, tentaram juntar smartphone com desktop, mas o Windows está basicamente morto na parte de smartphones. Eles talvez tenham algo mais pronto em relação a essa ideia de sistema único, mas não está parecendo como o futuro da área como os smartphones foram para os celulares e os laptops para os PCs.

    Por fim, a Canonical desistiu do ambicioso projeto da Unity 8. Apesar de acreditarem em convergência, deram a entender que está acima das capacidades da empresa, provavelmente isso é trabalho para Apple, Google ou Microsoft.

    De início, nunca tive muitas expectativas como programador. O touchscreen agrega muito pouco ou nada, basta olhar uma IDE para entender como esse trabalho combina com mouse + teclado. Além disso, a abordagem de abstrair as entranhas dos sistemas mobile é um transtorno enorme e exigiria uma grande mudança de paradigmas: não consigo imaginar Android e iOS como sistemas de arquivos exposto, terminal e uso de permissão de administrador em um workflow comum.

    A única tentativa mais consistente parece ser o Google, que veio de mansinho com Chrome OS + Android, mas me parece o sistema mais preparado para se tornar algo viável para um grande massa de pessoas: usuários que usam muito o smartphone e, vez ou outra, precisam de um laptop/desktop para produzir algo. Entretanto, precisamos ver mais produtos interessantes, no momento só temos o S8.

    1. Acho que existe mais convergência em serviços do que em operação. Ficaria feliz de existir convergência de padrões em OS, mas acho que o que o pessoal teme com isso é um novo monopólio.

    2. Sobre a questão da unificação de sistemas, eu vejo que a Microsoft está sim a frente dos concorrentes, mesmo deixando de lado o Mobile. Escrevi um texto sobre isso mês passado, e após uma pequena análise achei que não seria interessante publicar aqui em algum Post Livre. Segue o link http://www.twitlonger.com/show/n_1spmmpl
      Sobre a Apple, bem, devo discordar também. A Apple tem implantado um ambiente de programação unificado através do Swift. Não sou programador (ainda) mas entendo a lógica de programar uma vez em uma linguagem para vários sistemas – que é parecida com a proposta final da Microsoft, mas com a abordagem díspar de programar em várias linguagens para um só sistema. Acredito que o @disqus_oE3Va4Xt7g:disqus seja a pessoa melhor indicada para falar de ambas as abordagens

      1. Em termos técnicos, a Microsoft está milhas a frente dos concorrentes. Não há dúvidas em relação a isso, mas como o Windows pode ser um produto especial com essa possibilitando?

        De imediato, acredito que a Microsoft consegue emplacar dispositivos do tipo híbrido muito interessantes usando processadores ARM…tipo algo Surface mas com outro nível de bateria e portabilidade. iPad Pro e similares não tem muitas chances contra Windows nesse mercado, acredito que ela vai consolidar ainda mais essa posição.

        No futuro não sei, mas é um belo trunfo.

        O Swift não muda nada em relação a isso na Apple, estranho se fosse o contrário. Até porque o Objective-C era a linguagem padrão antes do Swift, assim como C# é para a Microsoft. Isso é apenas o mais lógico, mas junta o source code dos sistemas é um trabalho bem diferente que a Microsoft já fez.

        Desculpa ser até meio mal educado, mas a diferenciação entre a proposta do Elite X3 e iPhone é apenas um estereótipo da Apple formado após os iDevices. A Microsoft sempre foi muito corporativa, mas isso é diferente de profissional.

        Funcionários de uma corporação Fortune 500 são os que só vivem com o eco-sistema Microsoft (Exchange, Active Directory, etc…) e o mais que tradicional Office. Mas até aí, isso não tem nada a ver com hardware poderosos, tem a ver com empresas que precisam lidar com milhares de dispositivos em sua rede. O cliente fixo da Microsoft é alguém que vai comprar 1000 aparelhos e precisa de biometria para proteger seu aparelho de roubo de dados.

        Nesse sentido, o usuário da Microsoft é sim o pragmático, mas isso não tem nada a ver com o cara que precisa de máquinas poderosas e tals. O Elite X3 atende o cara que eventualmente precisa acessar um sistema em Visual Basic feito em 2000, mas não é um hardware superior para produzir conteúdo sofisticado como desenvolvimento de software e edição de áudio e vídeo por exemplo.

        Em resumo, a Microsoft atende um mercado tipicamente profissional, mas isso tem pouco a ver com hardwares sofisticados ou algo assim como você deu a entender. Máquinas de heavy-users sempre tiveram muita força da Apple e Linux, Microsoft não é o player dominante nesse jogo.

    3. Não serve se os serviços convergirem nas nuvens? Eu acesso o Dropbox de qualquer coisa (PC, laptop, celular…). Isso não é convergência?

      1. Isso é o futuro, pelo menos na civilização. Aquele app da HP colocou no o Elite x3, o Workspace, é um bom exemplo – acesse um servidor de qualquer aparelho (no momento, com Windows 10) e use tudo o que a plataforma Win32 pode oferecer. Agora imagine se esse app chegasse ao Android, ao iOS, às distros Linux… Não importaria qual sistema o usuário tivesse em mãos.

    4. Existe uma ótima convergência entre o Windows 10 e o Xbox One dentro do ecossistema da MS. Atualmente é fácil jogar no PC fazendo “streaming” do XONE, o que pra algumas pessoas é ótimo.

      Eu tenho um Chromebook ARM e um Android e digo que quase inexiste convergência entre eles – ainda não decolou o projeto de termos aplicativos Android rodando no Chrome OS – sendo a única coisa boa mesmo dos sistemas o fato de que é possível desbloquear o Chromebook com o Android.

    5. Considero convergência no sentido citado, algo bem ruim para todos.

      As experiências são completamente diferentes dependendo do dispositivo: PC, smartphone, tablet, console e etc.

      A aposta da Microsoft em criar tudo uma coisa só, se mostra bastante pretensiosa e pouco funcional ao usuário.

      Até hoje o Windows 10 continua um sistema bipolar, que não conseguiu ultrapassar a barreira de ter uma identidade bem definida, sem falar dos bugs.

      O Windows Phone acabou sendo mais um serviço abortado pela Microsoft, que carece de polimento e aplicativos.

      O Xbox se tornou um sistema com uma das piores experiências de toda a empresa: lento, cheio de erros e visualmente desorganizado e com péssimo aproveitamento de espaço (cabe ressaltar, que o X360, mesmo sendo uma geração anterior era extremante leve e funcional).

      Atualmente possuo um Mac e a experiência tem sido ótima, sem as dores de cabeça do Windows e com uma identidade bem definida.

      Não vejo o propósito de unificar os sistema com algo positivo, pois a diversidade agrega valores positivos que vão muito além de “tornar um único sistema”.

  7. Nesta semana tivemos (felizmente!) mais uma decisão da Justiça do Trabalho a favor de motoristas do Uber, reconhecendo o vínculo trabalhista. Acho que todos os motoristas habituais da empresa deviam fazer o mesmo: quanto mais combatermos a uberização do trabalho, melhor.

    1. Tem uma frase do Vanilla Sky que desde que eu ouvi acabou virando quase um mantra na minha cabeça: “Qual é a resposta para 99,9% das perguntas feitas? ‘Dinheiro'”.
      Se a “uberização”, após todos os prós e contras, pagar mais que a carteira assinada, então ela é inevitável.

      1. Spoiler: não vai. Uberização gerará apenas precarização do trabalho e ampliação dos lucros para os patrões.

        1. Será que em todas as frentes essa nova economia participativa e compartilhada é assim tão ruim? Digo, o Uber pode ser ruim para o “parceiro”, mas o Lyft pode não ser – ou algum outro desses serviços que operam parcial ou totalmente em OTT

          1. Acho que o pior problema da tal “economia compartilhada” é que de facto não me parece algo compartilhado.

            Vamos lá: no caso do Uber, a única coisa que é compartilhada é a plataforma de acesso ao serviço (o sistema). E para isso, são entre 20 a 30% do serviço contratado por ele. O resto é do então “parceiro” (na verdade usuário do sistema). No entanto, destes 70% restantes, tem que se tirar os custos diários de operação – desvalorização e manutenção do automóvel, combustível, alimentação, taxas, etc… Quanto sobra ao “parceiro”?

            Faça um exercício de imaginação: se você fosse contratado por uma empresa “parceira”, e ela exigisse de todos os serviços que você faz a partir dela 30%, será que compensaria para você se manter parceira dela? Detalhe: sem nenhuma contrapartida adicional – ajuda de custo, algum item para auxilo no serviço, seguro de vida, bonus por produtividade, participação nos lucros, etc…

            Se parar para pensar, muitos dos que se dizem “aplicativos para economia compartilhada” ou são como “sistemas exclusivos de classificados”, ou com o perdão da palavra, “cafetões exclusivos”.

          2. Sim, eu tenho consciência dessa situação desigual, conforme disse em outro comentário aqui sobre o assunto. Apenas especulei se não há algo que seja mais vantajoso para os motoristas em relação ao Uber (que cada vez mais tem se revelado um mal negócio para os motoristas)

          3. Tenho visto gente migrando para as “concorrentes” (99, Easy e Cabify em SP), ou até tendo mais de um aplicativo para operar. No entanto não sei se alguma delas oferece mais vantagem ou diferencial. Salvo engano, provavelmente há reportagens melhores sobre.

        2. Calma… O impacto social do tipo de serviço do Uber vai além disso: as pessoas vão se rearranjar depois disso tudo e novas formas de trocas podem surgir. Não se pode subestimar a inventividade da apropriação no país da pirataria e do autodidatismo.

    2. Faz parte do jogo (processar), mas espero mesmo que depois da economia compartilhada, a sociedade como um todo ache formas melhores de usarem os recursos que tem a mão. Tipo, se um dia alguém bolar uma forma de criar um App q independe de uma grande empresa. Tipo um App q faz o mesmo que o Uber, mas de código aberto. Acho q a esquerda precisa se aproximar mais da tecnologia pra criar soluções ela própria. Manja o Ubra, aquele Uber da perifa? Então, imagina esses caras com um App… Teriam muito mais chances de mudar a economia local. Acho q os indianos falam muito disso. Deveríamos prestar mais atenção.

      1. Tudo que é feito de forma mais aberta no final tem baixa capilaridade se não souberem lidar para trazer mais pessoas dentro da ideia.

        O app mais aberto, gratuito e funcional para terceirizar serviços já existe: se chama “propaganda boca-a-boca” :p

        1. Mas a propaganda boca a boca não funcionaria nesse caso. Apenas para divulgar o serviço. O trabalho do Ubra tá na época do PAGER ainda…

          1. A verdadeira “economia de bicos” é mais voltada para pequenas regiões. É o famoso “Profissional do bairro”. Se a pessoa sabe atender bem, ela atende a região e consegue viver satisfatoriamente bem. Isso não vejo em pesquisas nem nada.

            Podemos dizer que em partes eu sobrevivo assim – faço serviço de bicos já faz uns 10 – 15 anos (ou mais, não sei como contabilizar isso exatamente). E é mais para conhecidos e região.

          1. HAHAHAHA! Caramba! Libretáxi! Legal :)

            O ruim é que neste caso, precisaria de uma entidade de qualquer forma.

            De qualquer forma, o assunto não é nem bem esse, é mais a questão da relação profissional – contratador.

          2. Sempre vai ter uma camada de conexão entre pessoas e serviços. Mesmo que essa camada seja outra pessoa fazendo boca-a-boca.

            A relação empregador-empregado é basicamente exploração, sempre. Uber é isso: exploração e precarização.

          3. O ruim é que as pessoas compram a ideia do Uber fácil aqui. E reclamam quando tal ideia é regularizada.

            Insisto: serviço de transportes precisa sempre de regulamentação, senão temos um descontrole nas ruas.

          4. Se eu não fosse preguiçoso, tentaria mandar uma ideia de lei para aquele site que pega sugestões públicas. Imagino que o caso do Uber precise na verdade readequa-la e estudar até onde começa a equiparação com táxis (serviço de concessão pública).

          5. Aqui tem Uber, 99 e EasyTaxi… não vejo descontrole algum. E eu como cliente ganho e muito com as alternativas.

            Que descontrole seria esse?

          6. Congestionamento, perda de horários de transporte público por causa do uso de aplicativos no lugar, má atuação de alguns profissionais.

          7. Ouço dos motoristas que eles estão ganhando uma baita gaita com o 99… Não sei se é por muito tempo, mas eles parecem estar de boa. Sem estresse e tal.

          8. Pode ser por diversos fatores. O Uber também começou pagando muito bem.

          9. Sem dúvida. No momento que passar a ser desvatajoso troco de App pra aquele o motorista indicar q é o melhor. E quando nem um for, diminuio o meu uso até não usar mais.

          10. Aqui em POA só existe Uber bem dizer. Cabify só atende zonas nobres e o 99 não chegou aqui, senão como app de táxi (ainda).

            Eu uso o Uber e meu pai trabalha como Uber durante a semana, mas muito mais pela comodidade de pegar usando Paypal e ser quase sempre mais barato do que por qualquer outra coisa.

          11. Aqui tb o Cabify, que os motoristas indicam pagar até melhor q o 99, só tem em algumas regiões. Quando ele ficar mais popular, apelo pra ele. Eu dou preferência ao q paga mais pro motorista e fico feliz q eles estejam buscando estratégias pra faturarem mais, já q o lance de parceria inexiste na maioria dos casos e eles são explorados. Mas acho incrível como Uber, pra mim, se degradou rapidamente e eu praticamente não o uso mais. Tá com o filme tão queimado q virou um problema pra mim.

          12. Se você mora em uma cidade grande, tem alternativas.
            O grande problema do Brasil é o interior e até mesmo a periferia e regiões metropolitanas.

            Essas regiões não tem Uber, Cabify, internet (quando tem é a Oi com cobre), infraestrutura de rede móvel, de água, esgoto, coleta de lixo, capina …

            É uma crítica que eu tenho quando eu vejo o “comportamento de manada” da classe média que, de uma hora pra outra se descobriu empreendedor ecologicamente preocupado, que critica a periferia ignorando o acesso dessa região a, bem dizer, quase tudo o que eles dão como certo na vida.

            Eu também critico o Uber desde o lançamento – eles sempre tiveram problemas sérios, agora esses problemas ficaram maiores – mas não tem como eu pregar qualquer consciência quando a passagem de ônibus pra Gravataí (RM de POA) chega a custar mais de R$11 (a média é por volta de R$9) e esse pessoal se organiza para pegar o Uber porque sai mais barato ir trabalhar rachando a corrida do Uber do que usando ônibus e, ao mesmo tempo, essa é a alternativa porque a tarifa de táxi é abusiva e o Cabify e outras empresas/aplicativo se focam apenas nos bairros nobres da capital.

            Entenda, não foi uma critica a ti Fabio, mas um desabafo contido.

            [O mesmo muito vezes vale pros blogs/blogueiros de TI que indicam telefones de R$2k dizendo “se não for a partir desse preço, nem vale a pena” ignorando um monte de coisas que rodeiam a escolha de uma pessoa ao comprar um telefone de R$700]

          13. Sim, sim. Não entendi com uma crítica a mim. DE todo modo, acho q todos podemos ser alvo de críticas e não me excluo disso se fosse o caso.

            Eu tb tenho críticas a certos arranjos sociais de quem está na periferia. Podemos falar sobre isso em outro momento. Mas, no geral, é isso: a periferia não tem as vantagens de quem está no centro ou em áreas privilegiadas (me recuso chamá-las de áreas nobres) e que drenam boa parte dos recursos públicos.

          14. Acho que é uma questão de tempo e interesse dos usuários. A principio é possível – o Telegram tem inclusive uma carteira de Bitcoin integrada a ele.

          15. Gostei muito, mas precisa ser mais. Não pra ser idêntico, mas pra pelo menos oferecer vantagens parecidas. A questão de saber onde está o carro me parece essencial. E poder pagar de outra forma. E daí espero que usem uma economia alternativa. Moeda própria se der.

          16. Acho um trunfo não ser rastreado, mas ainda precisa melhorar. Acho q fã pra fazer algo com openmap aí. Enfim, vejo muitas possibilidades. Se tivesse uma gaita injetava pra alguém desenvolver apps free.

    3. Por que “felizmente”? Não há relação de emprego de fato, tanto é que você pode trabalhar no horário que desejar e sair a qualquer momento. O Uber é um serviço que liga os motoristas aos clientes. Daqui a pouco o pessoal que vende na olx tá processando também se dizendo funcionário porque é vendedor…

      1. Felizmente porque quanto mais nós resistirmos à uberização do trabalho melhor. Patrão vagabundo tem mesmo é que se ferrar (e o uber nada mais é que um empregador que desafia todas as regras trabalhistas).

        1. O que seria “uberização”? E não adianta usar argumentos de que “o patrão é malvado” para usar a lei erroneamente. Se a relação de fato nao caracteriza relação de emprego conforme os requisitos legais ele nao podia ganhar um processo. Isso gera uma insegurança jurídica que é muito ruim para o país, pois uma empresa estrangeira por vezes deixa de investir por nao saber como a lei será aplicada, já que cada juiz entende do seu jeito.

          1. Há todos os elementos de vínculo empregatício na relação entre uber e motoristas. É pura sacanagem por parte do empregador.

          2. O problema é caracteriza o critério da “não eventualidade”. Pois se o cara trabalha quando ele quer, não há relação de emprego justamente por isso, ainda que ele trabalhe todos os dias, pois ele escolhe quando trabalhar.
            Salvo se o próprio uber exigir o trabalho (não sei como está funcionando), não haverá relação de emprego.

    1. Faraonica, será interessante saber daqui 30 anos.

      Antes de abrir o link achei que era alguma Apple Store maneira.

        1. A Apple certamente se vê como uma potência. Afinal, ela consegue convencer pessoas a pagarem pequenas fortunas por máquinas que tecnicamente não são tão superiores assim aos concorrentes, ou são até mesmo inferiores. E essa moda pegou, pois a linha Surface da Microsoft faz o mesmo, assim como os Xperias e os Galaxys high-end

          1. O que eu quero dizer é: não é uma “ilusão”. Sabemos o que estamos comprando, é uma decisão racional. Isto é capitalismo.

          2. Não sei até que ponto realmente é racional. Afinal, marketing, publicidade, propaganda tão aí para isso não é?

          3. Mas digo que é “racional” nesse sentido: compra e venda envolve uma racionalidade própria. O consumidor não é “enganado”: é assim que o capitalismo funciona.

          4. Existe diferenciação e pertencimento nessa equação. Isso faz a Apple vender mais do que qualquer especificação técnica ou campanha de marketing.

          5. E o que eu quis dizer é que eu concordo, “desempenho técnico nunca foi uma questão para consumo de massas”, e é uma escolha das pessoas pagarem uma pequena fortuna num aparelho que, no fim das contas, não vale tudo isso

        2. nah, legislação de arquitetura dá nisso aí na maior parte dos casos

          +- relacionado: já leste jane jacobs? se pá iria gostar

          1. legislação edilícia e urbanística influencia nessas coisas, mas não é determinística

            o que acho macabramente coincidente é a estratégia usada: dadas as condições (inclusive as condições legais), a forma e a inserção são similares. Apple e Pentágono não são afinais tão diferentes assim?

            jane jacobs hoje acho superestimada (e normalmente é feita uma leitura datada dela). E normalmente se ignora a relação da obra dela com estratégias de elitização de espaços urbanos. Mas é realmente uma figura interessante.

          2. Não sei, acho que você tá procurando um simbolismo maior do que é

            btw, procurei o do google, facebook, microsoft (esse sem mto sucesso na verdade) e não mudam muito. Não sei de outras empresas para fazer comparação

    1. O Vigilante do Amanhã (não) ou o Fantasma do Futuro (sim, mas faz um tempo e não me lembro de muita coisa)? :)

      1. Hahaha esqueci dessa pequena diferença.
        Sim, me refiro ao filme com a Scarlett Johansson. O anime eu tenho em casa e já assista umas 54 vezes

    2. Eu vi. Transformaram em história de justiceiro. Uma vaia aos envolvidos. A ambientação é show, mas a história ficou prejudicada (comparando com o anime)… A interpretação da Scarlett tb foi fraca. Basta comparar “Lost in translation” com esse último…

        1. Tb tava com hype alto, mas acho que ainda verei pela pirotecnia digital

          1. Pode crer, os efeitos pelo menos devem valer ao. Mas o colega aqui me recomendou o manga da JBC e eu gastei mais que o dinheiro do ingresso com ele rsrs
            Terei que esperar chegar pro DVD/Blu-ray, até por que após uma rápida pesquisa aqui descobri que o filme já tá no escanteio das salas de cinemas, com poucos horários e quase nenhuma opção de áudio original

          2. Sem áudio original é dureza… De fato, fui na segunda semana e já tava perdendo destaque. Queria ter visto “Power rangers” e esse ficou menos tempo ainda.

        2. Os justiceiros estão com tudo! Pode-se dizer que vivemos a era dos justiceiros. Talvez estejamos no auge dessa era nesse momento. Pra que levar questões profundas ao cinema se vc pode simplesmente fazer o que todos já fizeram?

          1. Acho q já temos todo cyberpunk q precisamos pela eternidade. Imagina se ainda fizesse romances de cavalaria até hj! Ou se fizessem como fazia Flaubert? Acho q tudo q fizerem tende a ser meu pastiche. “Matrix” (1999) deve ter sido o último suspiro.

          2. Não sei… Quem tem alguma relação com coisas criativas acaba aprendendo que sempre é possível fazer algo que funcione. E Matrix ultrapassa as barreiras do cyberpunk com certeza. Já naquela época era um clássico. Tudo que os/as Wachowski tinham pra dar ao mundo parece ter sido concentrado no Matrix

          3. Ah sim, tudo pode ser reinventando. Mas não sei se isso viria do cyberpunk… Digo, o cyberpunk deu sua contribuição e ela não fez novos caminhos surgirem a partir dela. Assim me parece.

          4. Pode ser. Talvez aquele Ex Machina seja o respiro do cyberpunk, embora ele seja muito clean esteticamente falando. Pois ele está em uma sintonia melhor com nosso tempo de aparências “fofas” e elegantes do Material Design, do iOS, da MDL2, do que qualquer obra cyberpunk dos anos 90 – exceto Matrix – e suas visões sujas e distópicas da tecnologia que estava por vir. Mas as perguntas levantadas pelo plot do Ex Machina não são tão diferentes das da Major Kusanagi. Outro filme que me vem a mente pelas mesmas razões é Eu, Robô, que curiosamente nunca vejo ninguém citar, mas é um excelente antecessor do Ex Machina

          5. Em termos estéticos, “Ex machina” é um anti-cyberpunk. Mas não creio que se aproxima do “Ghost in the shell”, pq o primeiro é confronto do homem com a inteligência artificial e o segundo é confronto da consciência humana com o corpo cibernético. Daí “Robocop” é o parente mais próximo e, coincidentemente, Tb não é nada cyberpunk.

          6. “Eu, robô” é referência pra muita gente sim, mas acabou sendo muito mais um filme pro Will Smith brilhar do q pra ser um filme sobre AI. Um filme sobre AI bom é aquele inacabado do Kubrick q o Spielberg finalizou. Acho q esse teria mais chances de fazer frente ao “Ex machina”.

          7. Eu até gosto do filme do Eu, Robo, mas so como entretenimenot mesmo, ja o livro que é realmente uma obra muito boa pelas questões que traz

          8. Tá na fila pra ler. Ia pro clube do livros do MdU se ele não tivesse acabado.

          9. Cara, eu achei o Eu, Robô muito bom nos questionamentos, principalmente nas partes que destacam o Sonny e o seu criador. E o Will Smith sempre se destaca muito mesmo. Eu não sei explicar por que certos atores tem tanto magnetismo assim, mas esse é o caso dele, sem duvida, e isso tende a apagar o filme nos quais ele participa. Curiosamente, Eu, Robô é um dos poucos filmes que o Smith fez que eu lembro do nome do personagem que ele interpretou – Del Spooner -, e eu achei a atuação dele bem marcante

          10. O Robocop original é full cyberpunk, o do Padilha também é mas num contexto diferente, de polarização entre oriente médio e ocidente, de capitalismo selvagem em troca da vida, de aparência amigável de uma mão humana mascarando uma condição de um ser humano transformado em produto. De qualquer forma, a releitura do Padilha não arranha o original (assim como dizem que o original não arranha a obra do Frank Miller)

          11. O filme original é inteiramente cyberpunk. E mesmo sem propor uma reflexão filosófica como faz o Ghost in the Shell ele acaba sendo tão filosófico quanto seu par japonês – a cena do Murphy, já transformado, visitando sua casa e relembrando sua vida antes da “morte” é forte, e me impressionou muito no alto dos meus aproximadamente 7 anos de idade, assim como na cena que o Murphy se olha no espelho sem o capacete, quando eu vi o filme pela primeira vez. A alta tecnologia do ciborgue e dos Androides bugados, o cenário futurista de centros urbanos ultra opressivos com arranha-céus quase que declarando a supremacia do capital corporativo sobre o ser humano, a corrupção dos executivos canalhas, um querendo lucrar com o crime e outro criando uma aberração cibernética pra combater o trafico de drogas, sendo esse mesmo criador um usuário de drogas, as gangues mafiosas… Tudo é cyberpunk em Robocop.
            O do Padilha tem todos esses elementos, mas em contexto diferente, e acrescenta outros temas – a polarização entre o oriente médio e seus fundamentalistas e ocidente opressor de terroristas com seus drones assassinos, a loucura de um CEO sem escrúpulos, a tragédia de uma esposa obrigada a aceitar um acordo “por que é melhor assim”, o absoluto controle da ciência sobre a capacidade de um ser humano sentir emoções… O Robocop do Padilha é tão cyberpunk quanto o original, e é um bom filme. Mas faltou algo pra fazer dele mais que uma mera releitura modernizante

          12. Q coisa, deve ser relação com a infância (vi o filme no VHS qdo meu pai a ligou a fita)… Mas não consigo ver “Robocop” como um exemplo de cyberpunk… Sério. Me parece que o drama de Murphy é muito mais homem vs grandes corporações e tem mais a ver com a aversão ao controle Republicano dos EUA pelo famigerado Reagan que o diretor devia sentir. Fábricas abandonadas, escritórios de luxo e criminalidade simplória não me parecem dar a liga pra ambientação cyberpunk, saca? A tecnologia estava circunscrição aos robôs e não uma constante na sociedade do filme. Tanto que o Robocop era a promessa do futuro e o cyberpunk se passa “no” futuro. De fato, acho que isso da pano pra manga.

          13. O AI é perfeito até os últimos 5 minutos. Poderiam ter acabado com ele no fundo do mar, mas o Spielberg teve que enfiar aquele estilo próprio no finalzinho​…

          14. Ah sim, mas o final não importa tanto. Se vc for ver, a maioria dos filmes que citamos aqui tem final ruim, previsível ou apenas tosco…

          15. Vai rolar a continuação do Blade Runner né, espero que seja ótimo.

      1. Dizem que o mangá tem a história bem melhor ainda que o anime em relação a mensagem.

        1. O mangá tem alguns clichês de mangá – caretas, piadinhas, poses – que o anime não tem. O anime a um só passo superficial e profundo, e é em geral mais adulto que o mangá

    3. vou contar um causo triste: eu geralmente durmo no cinema, 80% das x é um cochilo de uns 5/10 minutos, e é inevitável (quando o sono vem, o que podemos fazer? nada né, é algo que o corpo pede), ai o cinemark passou Ghost in Shell original antes de estreiar do live-action aqui no RJ, ai como eu nunca tinha visto o original eu fui la e comprei ingresso.
      Resumo: dormi literalmente o filme TODO, vi no maximo uns 10 minutos de filme, foi vergonhoso AHHAHAHA, pelo menos sai com um poster maneirasso grandão do filme live-action e ainda assisti um pedação dele que mostraram antes do original.
      Agora sobre o o live-action em si: não gastarei dinheiro pra ver no cinema, vide que as notas não tão sendo tão boas e cinema não é tão barato assim pra gastar com algo que não vale, ai quando sair pra download eu vejo… (e vou ver o original também né rs).
      ps: tambem quero comprar o mangá versão definitiva que a jbc lançou ano passado pra sacar melhor da obra.

      1. Tava de olho no mangá. Não sabia também que tinham lançado e muito menos relançado.

        1. talvez relançamento foi erro meu, no maximo saiu tinha uma versão em inglês e tal, mas não em atrevo a confirmar

      2. Confesso que Tb tirei uns cochilos no anime. Mas tava só o pó qdo fui ver (em casa mesmo).

  8. 13 reasons why, da Netflix. Alguém acompanhando a série? Alguém acompanhando a repercussão da série? Alguém não sabendo de nada? Alguém tacando o foda-se?

    1. Não tenho netflix, por isso não assisti (não, não me falem para ver piratas, já vejo coisa pirata o suficiente para ficar dentro dos limites legais :p ) .

      Sei que tá muita conversa por causa da “romantização do suicídio” que a série deixa meio que soando na história. No entanto parece-me que o pessoal entendeu o contexto e sabe agora como conduzir os debates sobre suicídio, bullying, causa e reação.

    2. Tenho acompanhado pelo Twitter, mas por cima.
      O primeiro que eu vi falar sobre isso dói o crítico de cinema, Pablo Villaça. Ele de cara levantou esse assunto e de maneira inédita chegou a nem ao menos recomendar a série.
      Ele apanhou bastante de já super-fãs do seriado.
      Mas agora o que tem de psicólogo levantando essa bandeira ta grande.
      Eu pessoalmente acho muito sério levantar uma questão como essa num servidor com adolescentes e para adolescentes. Mas ainda não vi a série para dar uma opinião.

    3. então, eu não me interesso mais por esse tipo de série aka baseada em livro young adult, ja passei dessa fase… mas li umas criticas sobre de leve. A do Pablo Villaça por exemplo eu deixei pra outro dia, mas li a de um psiquiatra, o Luis Fernando Tófoli, link: https://www.facebook.com/lftofoli/posts/647490008778109:0?hc_location=ufi

      Essa critica dele repercutiu bem, creio que pelo fato dele ser um psiquiatra e isso dar algum gabarito pra ele falar sobre, ai até o nexo fez um entrevista com ele pra discutir a série, vale a pena ler: https://www.nexojornal.com.br/entrevista/2017/04/12/%E2%80%98Se-uma-obra-pode-influenciar-o-suic%C3%ADdio-temos-de-question%C3%A1-la%E2%80%99-diz-psiquiatra-sobre-s%C3%A9rie-de-TV

      1. Gostei muito do post do psiquiatra. Aprendi bastante coisa que não sabia

    4. Não assisti ainda. Me abrindo um pouco aqui, devido a relevância do tema, eu tive depressão numa época obscura do meu amadurecimento, e eu só pensava em morrer. Eu poderia listar minhas próprias 13 reasons why e nenhuma delas seria lógica. Pois a lente pela qual o depressivo enxerga o mundo não é lógica. Toda a percepção da realidade é distorcida por uma série de fatores, desde a base bioquímica da baixa ou mesmo nula produção de serotonina e endorfina, até a complexidade virtualizada da mente construída em cima dessa base física e que tem uma estrutura de interpretação do mundo falha. Resumindo, esse assunto é muito sério. Quem tem depressão (e por ventura esteja lendo esta pequena confissão), já fez ou nesse momento está fazendo sua própria lista precisa reconhecer primeiramente que este não é um comportamento natural – a maioria da pessoas quer viver. O tratamento é muito individualizado, e eu não sou médico pra apontar aqui o maior e melhor caminho de todos, mas garanto que é perfeitamente possível trocar de lente e seguir em frente ?

      1. Gostei da metáfora da lente e fico feliz que tenha conseguido realizar a mudança. É realmente um processo que afeta a nossa química e precisa ser tratado junto à algum profissional.

      2. sempre bom ter um relato de um viés mais positivo após viver algo do tipo.

    5. Estou na metade e achando meio fraca. (Comecei a ver mais pela polêmica mesmo.) Tem algumas incongruências no roteiro difíceis de superar e a apresentação não consegue fisgar quem já saiu do Ensino Médio — coisa que Freaks and Geeks, por exemplo, faz muito bem.

      O que me chama a atenção nesse debate, porém, é o limite (e se há um) da ficção. A série pode dar todas as ideias erradas sobre suicídio; ainda que fosse o caso, seria o de condená-la ao ostracismo? “Não assista, é perigoso” é um argumento que, acho, não deveria ser extrapolado a todo mundo. Jovens? Ok. Pessoas com algum grau de depressão? Também. Coloque-se alertas, recomendação para maiores, coisas do tipo. Mas, especialmente por ser algo restrito, e não na TV aberta como uma novela, esse cerceamento me parece o embrião de uma postura muito rígida quanto à temática de obras ficcionais.

      Pegando um caso extremo, imagine Lolita publicado hoje. Os atos que o livro retrata são absolutamente condenáveis, nojentos, mas enquanto obra ficcional é um livro muito bom. E aí?

      1. Gosto da citação do DFW dizendo que ficção é sobre o que é ser humano, então acho que a condenação é muito equivocada. O post que o @rannerbarbosa:disqus linkou apresenta algumas recomendações de como lidar com a série para as pessoas com maior potencial de influência.

        Todavia vi em algum lugar que no Brasil o número de ligações para os centros de atendimento a suicídio aumentaram absurdamente nos últimos dias

        1. Se vc achar onde vc leu sobre ter aumentando as ligações pro CVV manda aí pra gente. É uma referência interessante. Queria convencer o pessoal do metrô de SP a tratarem do assunto como adultos.

        2. Não tem recomendação pior para jovem do q a do “não veja isso”…

      2. quanto ao ser fraca, vi muitos comentando que a série era muito arrastada, logo 8 episódios ou apenas um filme ja cobririam bem melhor a obra.

          1. eu tenho ele em ebook baixado desde que eu era adolescente, mas nunca li (não tenho um kindle ou nada do tipo, logo desanimei) AHHAHAH

      3. Tem o “Sofrimentos do jovem Wherter”, q li qdo estava “apaixonado” por uma moça compromissada e nem por isso pulei do penhasco. Mas na época desse livro, muitos jovens o fizeram por influência da obra. Acho q desde então paira esse medinho de certas obras influenciaram o suicídio.

  9. Comprei o Sublime Text ontem com uma dor no coração: 70 dólares, mas tenho usado ele há um bom tempo já como editor para editar as coisas do meu blog e alguns scripts rápidos. Acho que foi a aplicação mais cara que eu comprei, qual foi a de vocês?

    Para projetos grandes, eu prefiro usar alguma IDE da JetBrains, uso o Sublime apenas de auxílio…aí eu não vejo sentido em usar esses editores baseados em V8 (Atom e VS Code) que são muito mais lentos apesar de serem muito poderosos.

    https://blog.xinhong.me/post/sublime-text-vs-vscode-vs-atom-performance-dec-2016/

    1. Em algum futuro será algo da Autodesk, provavelmente o Revit. No momento atual, se serviços por assinatura contarem, foi o Dropbox e depois o Office.

        1. Infelizmente, sou da época que as licenças eram permanentes, e depois só se comprava atualizações, hoje em dia, com a cobrança mensal, é um mundo muito mais barato para se entrar, o custo hoje em dia, tanto para criar, quanto para locar ambientes de teste, é muito mais fácil e extremamente barato.

          1. Isso passa meio desapercebido, mas acho que a grande vitória do open-source foi no desenvolvimento. A concorrência democratizou bastante o acesso a ferramentas, tanto elas sendo gratuitas como forçando as gigantes a baratear suas soluções.

          2. Há alguns anos atrás, tive de comprar a suite da Adobe, para fazer pequenos trabalhos, e hoje em dia, custa próximo a nada. É interessante como o modelo de assinaturas mudou bastante o funcionamento de muitos negócios.

    2. Usei muito o Sublime quando trabalhei com web.

      Meus primeiros trabalhos como programador, em 2006, foram feitos usando Vim.

      Na minha proto-pesquisa e no dia-a-dia – quando eu estou usando Python, principalmente – eu uso o Emacs pra quase tudo relacionado com programação.

      1. Uso Vim para editar arquivos pontualmente, mas nunca consegui utiliza-lo como editor de fato. Talvez, eu demore mais que os demais para me acostumar com atalhos, mas estou bem longe de achar uma solução viável com o que sei no momento.

        De qualquer forma, como uso muito Scala e R, não me vejo fugindo muito das IDEs no meu dia-a-dia. Logo, não me anima enfrentar a curva de aprendizado desses editores como Vim e Emacs.

    3. Já venho a algum tempo “namorando” a compra da licença do Linqpad, que custa 45 dóletas (~140 reais) a versão mais básica. Pensei em até dividir com dois amigos (ele permite instalar em até três máquinas), mas até agora ainda não rolou…

      O Linqpad é bem útil pra mim porque ele permite executar consultas a bancos de dados em Linq (daí o nome) e também em SQL, além de executar códigos e funções em C#/.NET. É bem útil pra testar códigos sem precisar baixar e configurar todo o VS (o Linqpad é bem leve) – o slogan dele é “o playground do programador .NET”.

      Ainda não comprei de vez porque não pensei em nada que justificasse sua compra – o Linqpad Pro tem o autocompletar e snippets automáticos, mas são coisas que dá pra sobreviver sem. Mas eu entendo que muitas vezes se paga pelo produto apenas para contribuição, como deve ser o teu caso com o Sublime, embora não seja comum (eu até brinquei lá no Tecnogrupo que o Sublime era o WinRAR dos programadores hahahaha).

    4. Eu ainda não comprei nada. Estou atualizando meus conhecimentos em HTML5 e CSS, e vou estudar JavaScript. Que ferramentas seriam as mais adequadas pra programar nessas linguagens?

  10. O post do geek desmotivado do dia

    Uma coisa que tenho muita curiosidade em lidar é com radioamadorismo.

    Acho interessante como existe toda uma ética e toda uma questão de procedimentos para comunicação. Além da amplitude de comunicação – antes da internet, os sistemas de radio eram as principais comunicações diretas entre pessoas, podemos dizer que as primeiras “redes sociais” eletrônicas foram feitas via ondas de rádio. Fora também a questão de lidar com rádio e tudo mais, e como um hertz faz diferença.

    Uma coisa que estou fazendo de vez em quando é usar o chamado “websdr”. Pera que explico:

    SDR é “Software Defined Radio”. Assim como antigamente existiam os famosos “softmodens” (onde quem fazia alguns detalhes de comunicação era o software emulando e não um hardware), hoje aprimorou-se as tecnologias de emulação de circuitos, assim possibilitando a criação de rádios baseados em software. Com isso, com uma pequena e barata placa de conversão e um software, é possível transformar um computador em sistema de rádio escuta, que geralmente é bem mais caro.

    Alguns radioamadores criaram os chamados “WebSDRs”, que são rádioescutas que rodam em servidores e permite que qualquer pessoa em qualquer lugar do mundo faça radioescuta.

    Confira aí se quiserem :) http://websdr.org/

  11. Quem segue o Ghedin no Twitter, viu que ele postou um link para uma boa matéria do New York Times sobre “As falsas promessas da ‘economia de bicos'”. Quem, diferente de mim, entende melhor inglês, dá uma lida: https://mobile.nytimes.com/2017/04/10/opinion/the-gig-economys-false-promise.html

    Outra: me lembrei que na época que “estourou” o Uber no BR (2014-2015), pipocou uma renca de empresas intermediadoras do tipo “Gig Economy”. Tinha uma que esqueci o nome, mas lidava com diaristas, e que ao menos em São Paulo tinha muita propaganda exposta. E pelo pouco que li na época, teve muitos problemas também por causa da oferta de serviços e da qualidade devido ao tipo de contratação feita (similar ao do Uber). Isso daria também um bom “Guia Prático”.

    Falando nisso, qual é a matéria do próximo Guia Prático? :)

    1. Guardei essa matéria do NYP pra ler em breve… mas um outro tweet do Ghedin me preocupou muito mais do que esse: o da franquia na internet fixa. Isso PRECISA ser resolvido o quanto antes. Não aguento o tanto que esse papo está durando, e a mídia não está dando atenção o suficiente pra iisso.

      1. Sobre a franquia: acho que esta discussão sobre franquia só acaba quando alguma empresa, ao menos no Brasil, souber ousar e criar planos sem franquia e baratos.

        Sobre a mídia, valho-me da frase de Emílio Odebrecht durante a colaboração que ele fez, que era mais ou menos assim: “São mais de 30 anos que acontece isso e só explode na imprensa agora. Vocês já se perguntaram o porquê?”

        https://www.youtube.com/watch?v=14iZdeAWzy4

          1. O que vc considera esquerda, só o pessoal do Psol? Nem eles? Só de curiosidade msm

          2. O espectro é flexível, é claro, e sua definição varia de interpretação para interpretação. Mas minha provocação tem mais a ver com não reduzir “esquerda” ao PT ou ao lulismo.

            Os governos Lula–Dilma nada mais foram que um processo de ajuste e modernização do capitalismo brasileiro. Nada contra quem concorde com isso (votei, aliás, em lula e em dilma no 2º turno de todas as eleições desde 2002), mas existem muitas esquerdas que não se resumem a isso nem estão interessadas neste pacto infernal de Lula/Temer/FHC. Já a direita…

          3. Eu não consigo simpatizar minimamente com essa taxonomia de esquerda e direita, o leque de interpretações é imenso e cada um acaba tendo uma definição muito particular.

            No final, só gera uma cisão não muito lógica entre as pessoas que discutem sobre política.

          4. Mas política não é mesmo pra ter lógica. Principalmente no Brasil:

            • Temos um “partido socialista brasileiro” que… defende patrões.

            • Nosso “partido da social democracia brasileira” só faz sentido por causa do “brasileira” no nome já que… defende pautas historicamente contrárias à social-democracia europeia.

            • E o nosso Democratas… vem de um partido que foi base de sustentação da ditadura.

          5. É claro que no Brasil as siglas perderam todo o seu sentido, mas siglas seguem a mesma lógica de “esquerda” e “direita”, apesar de ser muito melhor continuam deficitárias. Não é provável que um partido siga uma
            cartilha completa, apesar de dar o tom do discurso.

            A falta de lógica é muitas vezes trazida justamente por essa dinâmica de siglas: a relação entre direitos individuais e econômicos costuma ser uma lógica contraditória por padrão. Isso acontece pela taxonomia de esquerda e direita, a pessoa tem uma posição forte em relação a casamento gay e leva no pacote um monte de outras ideias que ela provavelmente nunca refletiu sobre e vice-versa.

          6. Mas política não é uma ciência exata. E não entendi a questão dos direitos individuais e econômicos.

          7. A linha de argumentação do liberalismo não encaixa com a restrição a casamentos gay, mas muitas pessoas que não gostam de casamento gay acabam apoiando liberalismo econômico…provavelmente apenas porque Marx era contrário a religiões. Assim como as pessoas que apoiam casamento gay simplesmente não gostam de liberalismo porque o pessoal que é contrário costuma apoiar essa ideia.

            Lógica não tem nada a ver com ciências exatas. Sei lá, um roteiro de filme pode ser ruim se não tiver lógica dependendo da proposta do filme. Política não ser ciência exata e não ter lógica são críticas completamente distintas.

          8. Não, por favor, não caia nessa falsa incapacidade de se registrar os espectros da política. Um NEOCON americano é um liberal econômico e um conservador social, é basicamente isso que vemos nos liberais conservadores brasileiros. Não tem falta de lógica, apenas alinhamento político. O LIVRES e o NOVO são dois exemplos de liberais conservadores brasileiros.

            Os grandes partidos brasileiros são, essencialmente, matizes de social-democracia de terceira via (PSDB e PT + PCdoB) ao passo que o PMDB pode ser considerado um conservador clássico.

            FHC por muitos anos se disse juliano, por exemplo. Lula nascei anarco-sindicalista (ele se diz assi ao menos) e depois o PT, sob a tutela dele, foi migrando para a social-democracia de terceira via (baseado no modelo alemão). O primeiro rompimento com a revolução de classes se deu em 1992 com o expurgo que formou o PCO e o PSTU e depois com a carta ao povo brasileiro que formou o PSOL, principalmente.

            A Marina Silva saiu do PT na crise da ecologia, quando a Dilma barrou as obras da Odebrecht e a Marina assinou essa atitude e o Lula passou por cima de ambas e meteu a motosserra na selva. Mas, ainda assim, a Marina não é uma via alternativa ao modelo de desenvolvimento do PT e do PSDB, é apenas outra face dele. Uma face mais conservadora socialmente (ligada as alas neopentecostais do país).

            Partidos de esquerda reformista são os que se sobressaem na América Latina e acabam criando a sensação de que “são de esquerda” porque nos é vendido que esse é o único modo de termos esquerda. PSOL e REDE são esses partidos (que não pregam ruptura econômica com o modelo capitalista e com o capital e não pregam a socialização dos meios de produção e a manutenção apenas da propriedade pessoal).

            Partidos de esquerda revolucionária são os PSTU, PCO e PCB da vida. Eles pregam a ruptura com o capital e com o capitalismo, socialização dos meios de produção, luta de classes e controle das comunidades e não do Estado (esquerda revolucionária é anti-Estado).

            O Brasil ainda tem um ponto fora da curva política mundial: O PDT/PTB que mantém até hoje o trabalhismo em voga no país – e que pode crescer novamente com o vácuo de poder e representatividade deixado pelo PT e que o PSDB com o João Trabalhador não está conseguindo pegar. Esse trabalhismo (getulismo) é algo típico da nossa democracia nova e instável, uma vez que ele dá ao trabalhadores a possibilidade de crescimento e ocupação (com direitos) ao mesmo tempo em que fomenta o capital sem necessariamente privatizar ou firmar PPPs para isso. É o modelo essencialmente brasileiro (ainda que não tenha necessariamente nascido aqui) que melhor se adequa a nossa realidade anti-revolução popular.

          9. Não é uma impossibilidade, apenas uma simplificação bem longe do aceitável em relação a isso pensar em termos de “esquerda” e “direita” exclusivamente. Não discordo da sua analise e acho os rótulos precisos, muito boa análise aliás, interessante a questão do PDT/PTB que nunca tinha me chamado a atenção inclusive.

            O caso da Marina não seria meio exclusivo do Brasil também? Meio-ambiente é uma pauta de esquerda em outros países, mas aqui é liderada por uma evangélica com tendências neo-liberais enquanto a esquerda parece cagar para o assunto no momento.

            Na verdade, acho que estou atrás de uma discussão perdida, essa convergência para dois espectros deve ser o padrão em qualquer lugar. Só não consigo me convencer de que as pessoas realmente refletiram sobre suas posições políticas, ou apenas pegaram um grupo de posições que se aglutinaram por qualquer motivo (muitas vezes arbitrário). Tipo o Bolsa Família que é claramente um programa social neo-liberal, mas que por ter sido levado a cabo pelo PT é criticado justamente pelo seu caráter liberal (não fiscalizar, apenas redistribuir o dinheiro) por muitas pessoas.

          10. O problema de dividir entre esquerda e direita é que cria mutia confusão.

            Dizer que o PT é de esquerda é ignorar que existe muito mais diferenças entre o PSTU e o PT do que entre o PT e o PSDB, por exemplo. Temos que nos ater mais a ideologia e ao que pregam os partidos. O PT até hoje foi o mais social-democrata que tivemos no Brasil, mais do que o próprio governo FHC com os seus vale-leite, vale-gás, PRODEA e etc (que eram muito mais socialistas do que os programas do Lula, veja só).

            A posição do PV mundialmente é bem marcada, não sei se a pauta ecológica da Marina Silva é única nos termos dela, acho que sim realmente. Nunca tinha pensado nisso.

            BF pode ser considerada um embrião de algo que está sendo debatido seriamente nos EUA e Europa – e defendido pelos capitalistas de lá – que é no tocante da Renda Básica Universal (RBU). Aqui no Brasil apenas o Eduardo Suplicy bate na tecla e é algo que cada vez mais se faz necessário para manter o sistema baseado em consumo que a sociedade criou (ainda mais se começarmos a perder empregos para robôs).

          11. Essa é justamente a melhor parte da política… Se fosse tudo límpido não haveria nem a necessaidsde de representante políticos. A sociedade tem múltiplos interesses e elas não cabem exatamente em definições precisas em termos ideológicos. Mas, pra simplificar, se vc é solidário e minimamente preocupado com direitos humanos (e Tb estendo ao direitos dos animais não humanos) vc está bem próximo da esquerda. Agora se vc é um sovina q só quer comprar um ps4 mais barato, pq merece, e foda-se o resto (trabalho, impostos, ambiente, pessoas, criminosos, pobres etc) vc to mais pra direitinha malvada que temos aqui e que ganha força a cada dia.

            Agora, há muitas formas de diluir o espectro ideológico. E fazer isso Tb faz parte da política.

          12. Lula provavelmente representa o que de mais próximo o Brasil teve de uma “social democracia”, mas com características bastante peculiares.

            Seu governo expressa uma aliança da nova esquerda brasileira dos anos 80 (e, em certo sentido, dos trabalhadores de um modo geral) com o capital produtivo, na figura de José Alencar. Por outro lado, seus governos representaram também uma aliança com o capital financeiro/especulativo (afinal, “nunca antes na história do brasil” os bancos ganharam tanto dinheiro).

            Ou seja, Lula conseguiu algo inédito: uma aliança de trabalhadores com praticamente todos os setores das elites brasileiras. Enquanto esta aliança durou, alguns mínimos avanços sociais foram possíveis (aí esta a parte da “social democracia”, pelo fortalecimento da ação pública no campo da segurança social, na educação e na saúde), colaborando para a modernização do capitalismo brasileiro. Além disso, grandes parcelas da população passaram a incorporar uma espécie de “proletariado alargado”. Mas nenhuma grande ruptura foi viabilizada: o país continuou desigual, patrimonialista e marcado por uma estrutura tributária que privilegia o rentismo e as elites.

            Isto é esquerda ou direita, na sua opinião?

          13. Lula provavelmente representa o que de mais próximo o Brasil teve de uma “social democracia”, mas com características bastante peculiares.
            Nem tanto. A tal “social democracia” veio aliado a uma segregação oculta de “pobres” vs. “classe média”.

            Seu governo expressa uma aliança da nova esquerda brasileira dos anos 80 (e, em certo sentido, dos trabalhadores de um modo geral) com o capital produtivo, na figura de José Alencar. Por outro lado, seus governos representaram também uma aliança com o capital financeiro/especulativo (afinal, “nunca antes na história do brasil” os bancos ganharam tanto dinheiro).
            No entanto, Lula e os então gestores do PT da época alimentaram na militância aquela coisa de que “estavam fazendo o melhor para a população”, enquanto começava os passos para um “socialismo de fachada”. Tudo isso para ganhar e fazer manutenção do poder.

            Ou seja, Lula conseguiu algo inédito: uma aliança de trabalhadores com praticamente todos os setores das elites brasileiras. Enquanto esta aliança durou, alguns mínimos avanços sociais foram possíveis (aí esta a parte da “social democracia”, pelo fortalecimento da ação pública no campo da segurança social, na educação e na saúde), colaborando para a modernização do capitalismo brasileiro. Além disso, grandes parcelas da população passaram a incorporar uma espécie de “proletariado alargado”.
            Não foi exatamente uma aliança. O que houve foi distribuição de crédito à rodo, aliado a discursos de que “ele era o responsável pela mudança econômica e social”, sendo que a gestão anterior, do Fernando Henrique, já começara a fazer projetos sociais para, “teoricamente”, fazer o ajuse social necessário para elevar pessoas de classes sociais.

            Detalhe que todo problema que havia, Lula e o partido culpavam FHC por isso, sempre falando em “herança maldita”, o que aí faz sentido a sua frase seguinte:

            Mas nenhuma grande ruptura foi viabilizada: o país continuou desigual, patrimonialista e marcado por uma estrutura tributária que privilegia o rentismo e as elites.
            Esse é o ponto principal que gerou o ódio ao Lula: a frustração de que ele, outrora “defensor da igualdade social” e “contra os caras ‘dazelites'”, no final “virou mais um deles” para manter o poder, ao invés de lutar contra tudo isso. Ele prometeu muito e cumpriu pouco. Frustrou de pobres a ricos, no entanto ao menos tendo sua base de “adoradores” no Norte e Nordeste, pois pelo menos uma coisa que não se pode negar é que ele tentou melhorar as condições do lugar, só que a custos sociais (problemas sociais em cidades que tiveram aumento de habitantes) e ambientais (Belo Monte e falhas no projeto de transposição do São Francisco que o digam) grandes.

            Isto é esquerda ou direita, na sua opinião?
            Isso tudo no final foi o velho fisiologismo, que na verdade vem da própria população e suas atitudes de “dar algo e esperar algo em troca”. O que a maioria dos políticos fizeram não difere do suborno ao policial ou fiscal, da ignorância a lei praticada por muitos neste país.

          14. não comprei nada, este é o que entendi da situação toda.

            Se o Lula fosse muito mais claro deste quando começou sua gestão, ok. Não foi e culpava os outros pelos erros dele.

            Até hoje me pergunto quando ele vai falar sobre “a verdade vir a tona” na época da morte do Celso Daniel.

          15. Concordo com o @gafernandes:disqus. Da delação do Emílio Odebrecht:

            “Golbery do Couto e Silva [um dos homens fortes do regime militar e também executivo do setor petroquímico —trabalhou na norte-americana Dow Química], me disse: ‘Lula não tem nada de esquerda. Ele é um bon vivant’. E é verdade. Efetivamente, a coisa que ele mais quer é ver a população carente [bem] sem prejuízo de quem tem. Não é aquele negócio de tirar de um para dar ao outro. É como [fazer para] aquele que pode ajudar o outro a crescer. É a visão correta, é a minha visão. É por isso que procurei contribuir muito [com Lula].”

            Daqui: http://www.gazetadopovo.com.br/politica/republica/greve-e-visao-proxima-fez-de-emilio-odebrecht-e-lula-amigos-nos-anos-1980-6yp0rprhbbzbuoalq4le8hlbn

          16. Aproveitando a deixa: vi o quantos de vídeo o Estadão tá jogando no ar das delações feitas. Vocês que estão trabalhando com isso devem ter uma paciência para ver isso tudo.

          17. Lula é social-democrata de terceira via (notoriamente alinhado com o pensamento do Bill Clinton e da Merkel).

            É bem fácil definir a posição dos políticos dos grandes partidos do Brasil, a maioria é social-democrata, o que modifica é uma ou outra definição pontual. FHC é neoliberal ferrenho, mas ainda assim um social-democrata de terceira via. Marina Silva, outra social-democrata conservadora.

            O PSOL tem um grande viés reformista – esquerda reformista – que se contrapõe a esquerda revolucionária.

            De esquerda, hoje, apenas PSTU e PCO, que são revolucionários.

            Não caía na besteira da mídia e das redes sociais de que “não existe mais esquerda e direita” porque isso é balela.

          18. Eu não caio mesmo. Gosto de ver opiniões diversas sobre o assunto, pois não sou cientista político. Mesmo com minha posição leiga, me parece inadequado não classificar o Lula como um político de esquerda

          19. Teoricamente, a social-democracia é de esquerda. Seria o socialismo alcançado pela via democrática. A terceira via é em relação aos acordos e PPPs firmados para manter o estado de bem estar social. É o liberalismo social, uma tentativa de conciliar o socialismo democrático com uma economia de livre-mercado.

            EDIT: Os políticos de terceira via são os mais novos e conhecidos mundialmente: Tony Blair, Bill e Hillary Clinton, Lula, Dilma e FHC (No Brasil).

          20. Vamos lá:

            1) Imagine sete níveis:
            – extrema esquerda
            – esquerda
            – centro esquerda
            – centro
            – centro direita
            – direita
            – extrema direita.

            Se pensar do lado ideológico (distribuição e equilíbrio social), FHC e Lula são “centro-esquerda” (defendem que o Estado interfira com ajuda do capital) e Temer “centro-direita” (defende menor atuação do Estado em cima do capital, apesar do partido dele só viver pelo Estado e não ter ideologia (PMDB) ). Raro achar “direita pura (difícil sendo que no final é mais fisiologismo)” ou “esquerda pura (teoricamente Rede, PSOL e PSTU eram para ser, na prática sabemos…)”

            Extrema-esquerda seriam os “revoltados com camiseta do Chê Guevara”, e extrema-direita “os puxa-sacos de Bolsonaro (bolsominions) e Trump”.

            2) Como bem dito, hoje é difícil dar parâmetros.

          21. Não, tudo errado.
            Não existe este espectro que você criou no primeiro item.

            Temer é neoliberal, conservador (um neocon). Ele defende um conservadorismo total de costumes e econômico.

            Lula é um social-democrata de terceira via. Ele defende uma liberalização gradual da economia e um pesado estado de bem estar social, quase sempre atrelado a PPP.

            FHC é um social-democrata neoliberal. Privatizador e que fará PPP para manter uma política branda de bem estar social. Como o Dória faz hoje em SP com os convênios que atendem apenas parcelas abastadas da população.

            Todos os três são políticas de centro (e não centro-esquerda).

            (REDE e )PSOL nunca se vendeu como “esquerda pura”, até porque isso não existe. O PSOL é que se chama de esquerda reformista (figuras como Karnal, por exemplo, defendem essa abordagem) com estatizações-chave, PPP mas manutenção da privatização dos meios de produção e manutenção do status quo subordinado ao capital.

            PSTU e PCO, assim como o PCB, são a esquerda revolucionária, acreditando que a democracia é um mero instrumento de dominação do capital e das elites perante o povo.

            Extrema-esquerda/direita são nomenclaturas pejorativas criadas pela mídia que precisa manter os ânimos sob controle. Não existe tal definição pois os meandros de cada uma são bastante definidos, não existindo extremismo nas opiniões – apenas pontos-de-vista distintos. Trump não é extrema direita, ele é um “WASP NEOCON”. Bolsonaro é um nacionalista estatizador (ele não é liberal) que com muito bom humor pode ser considerado como extrema-direita.

            O Trump é um conservador liberal (que quer uma econômica com poucas amarras ao empresário e uma sociedade completamente estratificada). Revoltados com camisetas do Che Guevara podem ser militantes da esquerda psolista (reformista) como pessoas que acreditam no que foi pregado pela figura histórica revolucionária dele.

            É fácil dar parâmetros, quem não quer que façam,os isso é exatamente a mídia, afinal é muito mais fácil criar fronteiras nebulosas, onde não sabemos quem é a classe dominante e quem é dominado, quando se fiz que “não existe definições”.

            Consciência de classe é a base da luta trabalhadora e esse ofuscamento do papel do trabalhador na sociedade só é benéfico a quem detém meios de produção. Não caía nessa armadilha, tenha a opinião que for, não diga que é “complicado dar rótulos” porque não é. Cada um tem seu papel, seja ele qual for.

          22. É sim complicado dar rótulos, pois primeiro rótulos desumanizam. Criam vilões e mocinhos – como noto no seu texto.

            Como sempre digo: se é para criar a dictomia de vilões vs. mocinhos que os mocinhos matem os vilões e tudo se resolve.

            Conheço gente que “era tucano e depois virou petista”. E vice-versa, seja por interesse, conforto ou outras coisas. Conheço gente que se dizia “defensor do social” (esquerda) e no final virou um belo aspone. Amigos meus. Conhecidos.

            Quando você fala que “cada um tem seu papel”, no final você acaba falando que “a pessoa deve ficar na premissa de fincar em um espaço e estar nele sempre, ou mudar se atender as especificações do papel requerido”.

            Não entendo de política, então me limito a opinar até aqui. No entanto, por favor, não fale que tem que se rotular. Senão você cria pechas que para mim, sinceramente, acho muito mais fácil eliminar ou se afastar do que modifica-los.

          23. Não, não criei vilões nem mocinhos.
            Você distorceu tudo, como de costume, para poder encaixar na sua visão.

            Se seus amigos viraram aspones, provavelmente estavam no meio-termo entre ambos os partidos e/ou as contas chegaram para pagar e eles viram que era melhor nada com o sistema do que contra. Acontece.

            Você deve ter uma ideologia que segue, se diz que não segue nenhuma é porque provavelmente segue várias e varia entre elas de acordo com a conveniência. Normalmente que faz esse tipo de afirmação anti-rótulos é quem flutua entre eles. Não tem problema, problema é achar que por conta disso não existem ideologias ou que as pessoas não podem se encaixar nelas. Não é uma questão de fincar lugar e sim de ser coerente com o que se defender, ter consciência de classe e saber o seu lugar na cadeia produtiva sem ser cínico e/ou se esquivar de qualquer definição ideológica.

          24. Quando você fala que eu distorci, no final acho que você vê como distorcido pois você acha que o seu ponto de vista é o correto.

            Não vou discutir quanto a isso pois cansei. Todo mundo quer estar certo, inclusive eu. Mas é melhor soar como errado do que sei lá… ficar quieto.

            Não tenho ideologia formada, perdi depois de perder contato social com muita gente – estou mais on do que off e tenho meus motivos. Se eu tivesse, provavelmente estaria defendendo-a aqui. Penso em algumas coisas e algumas acho boas, outras ruins. Acho esquisito quando a pessoa nadava contra o sistema e depois foi junto.

            Acho que se encaixar em ideologias no final ou você finca nelas ou você melhor nem estar em uma. Na verdade, eu queria que tudo fosse bem mais simples: viver sem conflitos, sem brigas, sem discussões, sem pessoas querendo se impor como certas.

            A sensação que tenho é que ao menos entre os anos 80 e 00 foi mais ou menos assim – o Brasil tinha saido de um “inimigo (?*) em comum”, ficou 10 anos em uma flutuação econômica violenta onde quem ganhou mais foi quem especulou e soube jogar com isso, e depois mais 20 anos com uma reforma econômica que tentou dar equilíbrio social, mas o resultado foi associações econômicas prejudiciais que culminaram na nossa situação atual – a recaída econômica, a Lava-Jato e nossa situação de conflito atual. Pelo menos até 2010 não vi brigas feias de ideologias (só manifestações geralmente praticadas pelo pessoal de sempre).

            Eu juro que imagino que toda população sabia disto tudo e não fala nada pois cada um pegou sua parcela de alguma forma. A piada é uma forma de sabedoria popular. E quando a piada esteriotipa político como ladrão, isso mostra onde parte do problema está. Lembrando que piadas geralmente é um avacalhando o outro, sendo que o avacalhado perde a moral do avacalhador. E muitas vezes o avacalhador também é parte do problema e deveria ter a moral perdida.

          25. Impossível viver sem conflito quando uma parte da sociedade vive da exploração de outra.

            Nos anos 80~00 tiveram muitas manifestações, discussões, brigas e muito mais. Não era como você pensa. Talvez isso seja uma memória afetiva sua.

            Até 2010 o PT e a Dilma serviam ao interesse do poder do capital central, depois disso não mais. O enfraquecimento dela como figura de poder foi se dando aos poucos, até uma manifestação contra um aumento de 20 centavos na passagem municipal de Porto Alegre ser sequestrado e virar “contra tudo o que está aí” (quer coisa mais vazia de sentido do que isso) e que culminou com a deposição de uma presidenta eleita em 2016. De lá pra cá, pelo próprio caráter ilegitimo do governo Temer e pela, incapacidade gerencial e organizacional dele, a situação se deteriorou. E a Lava-Jato vai deteriorar ainda mais o poder central – vide Mãos Limpas na Itália.

            O que vai sair disso ninguém sabe, na Itália criou-se o Berlusconi (vendido pela mídia como um outsider da política, nos moldes do Dória).

          26. Não vejo como memória afetiva, mas mais como sensação mesmo, como se o que hoje temos de polarização não nasceu desta época. Tais brigas eram mais “fechadas”, não era o “contra tudo que está aí” (na verdade a reclamação que soa vazia no final é uma forma de dizer que “cansamos da situação atual”).

            Aqui o meu temor é o Doria tentar a cadeira de presidente. Esse negócio de “parcerias” que ele vem fazendo com a prefeitura nada mais é que uma relação direta com empresas, sendo que “todo mundo” sabe as relações que Doria tem com empresas. E apesar de morar a 30 km de SP, noto que as atitudes de Doria por enquanto estão mais estéticas do que funcionais.

            O mais próximo que temos do Berlusconi aqui é o Bolsonaro ou Maluf.

          27. Não acho. O Dória é um político (sempre esteve no meio) que se vende como outsider. Nisso ele se parece muito com o Berlusconi. Mas ele também tem traços do Collor (caçador de marajás) e do Trump (rico, famoso e marketeiro).

            Nunca é uma simetria perfeita.

          28. Doria não me soa como Berlusconi, não sei exatamente quem cabe como analogo a ele. Doria tem um jeito mais “clean” de opinar (apesar do discurso anti-PT dele), diferente de outros políticos. Que eu sabia, Berlusconi e Trump são bem mais ofensivos e boca sem freio.

            Berlusconi e Trump estão na mesma linha.

          29. Berlusconi é fruto direto da Mãos Limpas, que varreu muito mais os partidos italianos do que a Lava Jato está varrendo os brasileiros. Ele já era alguém com dinheiro, oriundos de negócios nebulosos no futebol, que sempre esteve envolvido indiretamente com a política mas, ainda assim, se beneficiando dos mecanismos de acesso ao poder que ele tinha por lá.

            Quando estourou de fato a operação no início dos anos 90, sobraram muito poucos políticos e partidos capazes de fazer a população votar/confiar. Os mecanismos de corrupção estavam todos escancarados e o povo italiano renegando qualquer velha tática política.

            Nesse contexto surge o Bersluconi como alternativa “não-política” vendendo exatamente a ideia de trabalho duro do empresário e de modernização nas relação público-privadas. Ele era a elite de cara nova, se vendendo como uma alternativa sem de fato ser. Ele era do establishment político italiano.

            Essa trajetória é muito mais paralela ao Dória do que ao Trump. Dória é um cara cuja família tem dinheiro desde sempre em SP, que teve contratos muito nebulosos com o PSDB (propaganda na sua revista de tiragem super-limitada, a LIDE Magazine) com um preço elevado e pago pela Geraldo Alckmin e que já ocupou cargos públicos como presidente da EMBRATUR (de onde conseguiu se livrar de uma condenação por desvio de dinheiro). Ele é o candidato do establishment ´político paulista (PSDB) para o Brasil. É alguém interno que se vende como solução moderna frente a descrença popular em instituições e partidos.

            Sobre o seu ponto inicial, de temperamento, Berlusconi e Dória são muito mais parecidos. Dória briga com as pessoas na rua quando é questionado por obras, parcerias, etc. Ele tem um temperamento combativo basicamente porque ele sempre foi acostumado a ser paparicado no meio empresarial, nunca foi questionado (por conta dos padrinhos políticos e da sua trajetória familiar).

            Trump, por outro lado, é anti-establishment de fato. Ele não era ligado a nenhuma ala do partido e nunca esteve com apoio completo interno. Ele era um outsider (o preferido era o Jeb Bush) que ganhou popularidade porque os EUA gostam de uma figura forte – ao menos na fala – que se oponha ao resto do mundo e recoloque a “América” nos trilhos. O Trump ganhou com um discurso que falava com o trabalhador industrial americano do rust belt, que viu os empregos minguarem, a renda cair pela metade em 20 anos e que está percebendo que, pela primeira vez na história daquele país, os filhos dele tem menos condições financeiras do que eles (cada vez mais os “rednecks” continuam em casa depois dos 18 anos, sem estudo formal e com renda abaixo dos USD22k anuais).

            Resumindo: que leva o Trump ao poder é o sentimento de descaso da zona industrial americana que perdeu os seus empregos para a Ásia, bem diferente do que levou o Berlusconi na Itália e da onda “gestora” que assolou o Brasil em 2016.

          30. Meu sonho era transformar o estacionamento do Shopping Center Norte (e todos os outros) em área de construção para modernas moradias populares e Tb em um parque público. Estacionamento só em subsolo. Mas sonhar com isso é feio, sujo e malvado aqui, pq tem a sagrada propriedade, né? Então não pode. Nem sonhar pode…

          31. Não é porque é feio, sujo e malvado, é porque tentaram isso e criaram um problema maior. Não sei se sabe, mas a área entre o CDHU e o Center Norte era toda um aterro sanitário. No meio da década passada, descobriram que estavam soltando metano no subsolo, comprometendo o CDHU e o Center Norte. Tiveram que instalar coletores e criar projetos de segurança para evitar catástrofes.

          32. Sim, eu soube disso. Esse problema foi contornado. Mas o q pega aí é todo esse espaço vazio, na cidade inteira, q é usado para as pessoas parem seus carros (q ficarão lá inertes e inúteis) vez ou outra. Estacionamentos poderiam ficar no subsolo e a parte de cima poderia dar lugar à moradias populares. Seria confluência de morar perto do trabalho, pois muitas pessoas poderiam trabalhar nesses shoppings. Mas precisaríamos desapropriar, ter um transporte público eficiente e, principalmente, uma outra valorização do espaço. Infelizmente o paulistano (e cidadãos de muitas outras cidades no mundo) preocupam-se mais com seus carros (já q gastaram tanto com eles) do q com pessoas q estão na rua ou em habitações precárias. Temos dinheiro, conhecimento/técnica e espaço pra colocar isso em prática. Só nos falta decência.

          33. Sou a favor de horizontalização ao invés de verticalização. Muitos prédios, ao que noto, dão problema.

          34. Prédios baixinhos, como em Barcelona. Dão bonitos e as ruas arborizadas. E sem gradil. Aqui há essa lógica maluca de esconder tudo. É pior para quem está dentro.

          35. Isso, exatamente. Coisa pequena. Pesquise sobre a história de Balneário Camboriu e sua verticalização (se bem que imagino que já tenha lido sobre).

    2. Acabei de ler o artigo. Me pareceu uma defesa tola do status quo da carteira assinada e das folhas salariais oneradas, mas concordo que empresas, gig ou tradicionais, querem mesmo é explorar.
      Essas empresas que operam parcial ou totalmente no OTT precisam entender que pra fazerem a diferença terão que distribuir melhor os recursos, sob risco de desaparecem por conta de processos e inospitabilidade para “parceiros”

      1. Cara, não sei como é nos Estados Unidos, mas lá não é exatamente “carteira assinada” e tem menos proteção aos profissionais empregados do que a profissionais contratados. Não tente enxergar no viés brasileiro – NYT é mundial ;)

        1. Sim, eu ia fazer essa ressalva. De toda forma, o mundo inteiro trabalhava com a lógica do patrão-empregado, e depois de um tempo tentaram mudar pra empregador-colaborador, pois “funcionário” soa muito mecânico e pessoas não “funcionam” como se fossem robôs escravos.
          A minha referência foi a de que uma nova denominação está sob teste, a do “parceiro”, no Brasil, o famoso profissional liberal, ou PJ. A questão é que se todos os fatores forem favoráveis, esse caminho será só de ida. E pelo que tenho visto o ambiente não anda muito favorável para os “parceiros”

          1. O ruim é que quando se fala em empregador-colaborador, no caso da “pejotização”, noto que há muitos problemas em estabilizar o serviço. Há muito mais risco de precarização (e isso é notório em vários relatos e experiências) do que quando está com carteira assinada ou um contrato que dá ao menos algum conforto ao colaborador.

            Há muitos relatos de terceirizadas que fazem de tudo para postergar férias por exemplo. Ou de quem trabalha com PJ e dificilmente tira férias pois não tem estabilidade financeira (pergunte aos jornalistas de hoje ;) ).

            Concordo com sua lógica que boas empresas fazem algo melhor para seu colaborador. No entanto, se você oferece um serviço de um colaborador sob sua responsabilidade e marca, com a premissa de que todos seus colaboradores agem de forma padronizada, isso é quase que você ter um empregado padrão na sua empresa.

  12. Opa, vamos iniciar os trabalhos nesse feriado topzera.

    Na minha cidade começou a pipocar o fenômeno do ovo de colher artesanal com recheios de diabetes. Artesanal não no sentido gourmet, mas sim de “a prima do meu namorado está vendendo”. E é curioso como o preço final desses produtos é também igualmente caro.

    1. Por isso espero o pós-pascoa, e não só. Pós Natal, pós qualquer coisa… sempre tudo é barato depois do dia que o marketing criou para algo :p

    2. Aqui foi febre ano passado. Tudo overpriced. Até que o valor do chocolate baixou. Costumo comprar o Nestlé especialidades e está custando entre 7,50 e 8 reais. Abaixo dos 9 a 10 reais que estava no fim do ano…

        1. Páscoa = exploração animal. De onde vem o leite? De uma doação voluntária da vaquinha que não é. Sem falar no bacalhau e outros peixes que morrem todos por Jesus.

          1. Trilhões de animais morrem todos os dias para a alimentação humana (sendo transformado em produtos) ou de outros seres (quando são caçados). Claro que no caso da alimentação humana, fazemos de tal forma que não repomos o que a natureza criou um ciclo de abastecimento, além de fazer isso meio que “por egoísmo” – somos os seres dominantes e dominamos outros animais para servi-nos de fonte de energia.

            De alguma forma, a “mãe natureza”, “deus” ou quem ou o que quer que tenha criado este universo, criou esta lógica que “devemos comer uns aos outros” – o ser humano acaba abusando disto. Alguns estão tentando quebrar esta lógica, seja religiosa ou cientifica. No dia que descobrirmos uma forma de não nos alimentarmos de outros animais, ok, não duvido que gerará uma tensão política e um movimento para não se alimentar mais de outros animais. Isso fora questões éticas e cientificas sobre modificação genética, criação artificial, etc… etc.. Até lá, o homem come peixe, que come plancton, que come proteína, que veio de outro animal que tinha morrido no fundo do mar – como um pirata que levou um tiro de um guarda de navio. :v

          2. Acho q vc chegou um pouco atrasado… Milhões de pessoas já descobriram como não se alimentarem de derivados de animais… E, digo mais, vivem de modo mais saudável na maior parte das vezes.

          3. Plantas se alimentam de restos de animais também.

            E tenho lido relatos que muitas vezes a tal “busca por alimentação saudável” resulta em novas disfunções pois o organismo antes acostumado a um tipo de alimentação acaba sofrendo com a nova alimentação. :p

            Edit: noto que muitas vezes o discurso de “alimentação saudável” também vem junto de um “peso moral”, como se as pessoas que se alimentassem de animais fossem rebaixadas de forma criminosa.

          4. Sim, vc tem q expurgar o lixo q comeu a vida toda. Aí passa mal, mas por pouco tempo.

            Agora, não se confunde cadeia alimentar com uma indústria da exploração dos animais. Nunca vi um açougue aquático administrado por tubarões q têm fazendas marinhas de peixes e que subornam os fiscais (poderiam ser as lulas, por exemplo) pra venderem peixe estragado… Tb não vejo esses tubarões aprisionado golfinhos para darem leite o ano todo e fazerem ovos de Páscoa…

          5. Repetindo o que escrevi no parágrafo: noto que muitas vezes o discurso de “alimentação saudável” também vem junto de um julgamento* moral, como se as pessoas que se alimentassem de animais fossem rebaixadas de forma criminosa.

            * editado para dar a ideia correta onde quero chegar.

          6. Sem dúvida. Na minha escala de valores, pessoas que ainda se alimentam da indústria animal precisam levantar a cabeça, acordarem, e subirem uns degraus, pq elas ficaram um pouco abaixo. Nada complicado e nada muito difícil. Tem gente que se contorce toda pra justificar ter um pedaço de bife no prato (já tive uma boa discussão com o Gabriel [avatar de gato cinza] sobre esse aasunto). Tem gente que nem se dá o trabalho de justificar e larga o bife lá na prato mesmo…

          7. OK. A quem defende a igualdade e liberdade, estranho criar patamares verticais para se sentir superior. Continue aí em cima. Não lhe acho moralmente superior.

          8. Veja, vc já está se desviando… Mas as pessoas não têm o direito de matar outro animal pra fazer churras no FDS. Não defendo essa liberdade, assim como muitas outras coisas que são feitas em nome da liberdade. E isso tem tudo a ver com igualde: os animais Tb têm direitos, como nós temos. E, cara, eu não criei patamar algum: a questão está aí e está claríssima pra qualquer um ver. Mas tem gente que se contorce pra justamente não ver.

          9. Matar não é um direito. Ou é uma necessidade de sobrevivência (seja para alimentação ou para defesa própria), ou é algo extremamente egoísta (quando se mata por prazer, por psicopatia, por lucro, etc…). Se for pela sua lógica, nem um leão tem direito de matar outro animal para caça, treino, defesa do território ou alimentação.

            Já falei – liberdade pura é fazer o que bem entender, mas lida com as consequencias – o risco de matar também é o risco de morrer. O risco de comer é o risco de ser comido.

            Quando falo que você cria um patamar é para se auto afirmar “olha, eu não como ser vivo, sou uma pessoa do bem”. Beleza. Tentar converter os outros desta maneira soa-me igual a um cara de direita tentando convencer alguém a adotar o “Escola sem Partido”.

            Porém, se ficarmos esquentando a cabeça com isso, melhor todos os seres humanos se suicidarem. Façamos um pacto – todos os seres humanos se suicidam – inclusive eu e você, e deixemos o mundo para o resto dos animais tentarem dominar entre si, ou deixar como estar, ou sei lá o que pode vir a ocorrer. Pode ser?

          10. 1. Não estou fundando igreja e nem partido, portanto não estou convertendo ninguém a nada.

            2. Cadeia alimentar é uma coisa e indústria da exploração animal bem outra.

            3. Eu não pretendo me suicidar e espero que ninguém o faça.

            4. Torço para q as pessoas saiam desse ciclo infernal de exploração animal. Minha contribuição é pelo exemplo e dar indicações quando me pedem ou quando surge o assunto. Se isso vai fazer a pessoa mudar eu não tenho como saber e nem posso obrigar ninguém a nada, mesmo pq Tb esse não é o meu desejo.

          11. Agora me soa melhor.

            1) Quando uma pessoa coloca sua ideia em discussão, e tenta propaga-la, é política e não é diferente de “tomar partido”. Saber como informar para não soar ruim para outros é uma forma de fazer os outros também aproveitarem a ideia.

            2) A exploração animal feita pelo homem, ao que noto, serve para alimentar uma cadeia alimentar fechada – animais são produtos para humanos, e são criados como produtos para humanos. Nada mais que isso. É necessário “retroceder” aqui já que fomos além – as antigas formas de manutenção de alimentação hoje se tornaram prejudiciais ao ambiente e até para nós mesmos. No entanto, isso é quebrar uma situação social já estável e que poucos ainda pensam em sair dela.

            3) Ótimo, sem pacto. :)

            4) Esse é o ponto. Do jeito que escreve as vezes soa como se a pessoa fosse obrigada a se sentir mal por isso, ou criar uma nova posição e defende-la como se você fosse um adversário.

            Alimentação sem ser na base animal, ou baseada em produtos vindos de “exploração animal” (usando-me de suas palavras), é difícil e caro para quem não conhece sobre cultivo e manutenção de vegetais para alimentação, ou até manejo de animais para servir para si próprio. Ou a pessoa é “pobre demais” para isso (vide pessoas em sertão ou interior), ou é rica demais para saber (prefere gastar dinheiro comprando algo do que produzindo por si só).

            Parte do que somos hoje veio justamente da quebra do antigo padrão de subsistência – hoje você pode ser “explorado pelo sistema”, ganhar um dinheiro e tentar fazer a sua vida pensando em botar o que vem em sua mente para fora, enquanto que outras pessoas que não conseguem pensar nisso ganham dinheiro produzindo alimentos para pessoas que não tem tempo, não sabe ou não tem interesse para produzir seu próprio alimento.

            E assim vamos.

          12. Sem comprar carne e derivados gasto menos no mercado. E sempre que posso compro orgânicos (direto de produtores) que são mais caros (Tb no mercado), mas não fazem mal à saúde – fica-se menos doente e gasta-se menos com remédios consequentemente.

            É uma mudança relativamente simples e que beneficiaria a todos, mas principalmente os animais. Os mais pobres seriam, disparados, ao contrário do que parece, os mais beneficiados. Iam depende menos de farmácias populares sem remédio e exames médicos as 3h da manhã.

            E, sim, se pra mudar as pessoas tiverem que se sentirem mal com o q fazem… sinto muito. Os animais sentem muito mais (infinitamente mais, pq pagam com a vida ou são explorados a vida toda como é o caso das vacas) do q um marmanjão q fica sem o bife cortadinho no prato pela mamãe carnista…

            Daí, boto mais fé nas crianças mudarem e gerações futuras pensarem diferente. Adultos são muito apegados ao modo de vida que constróem sem muito sentido. É muito raro ver uma pessoa aberta a novas possibilidades. É muito castelo e muito reizinho por aí.

          13. Lhe soa simples, mas se fosse, muita gente já teria adotado este tipo de método (na verdade, em alguns lugares se adota, mas é mais por costume e falta de capilaridade de produtos industrializados do que por mudança de hábito).

            E depende muito do manejo para a pessoa não sofrer com doenças relacionadas a alimentação. Mesmo manejo simples de subsistência sofre com riscos de doenças em animais ou plantas que são repassadas aos humanos.

            E quando você fala “se sentir mal com o que fazem”, na minha sincera opinião, é sim imposição moral de sentimento. Este parágrafo inteiro, com uma provocação no final dele, mostra isso.

            Crianças não vão mudar seus hábitos, depende justamente dos pais e geração atual criar aspectos para mudar hábitos. Sempre se diz isso “criança vai mudar isso, criança vai mudar aquilo”.

            Fomos crianças lá nos anos 80-90. Em relação a geração anterior, não mudamos muito. Ainda temos corrupção endêmica, atitudes gananciosas, falta de respeito mútuo, e ainda por cima em relação a geração que tinha 20-40 anos nesta época, ao menos me parece que eram um pouco mais unidos e organizados que a nossa geração atual – foram nos anos 80 que se mudaram várias políticas no mundo e se padronizaram algumas coisas que culminaram na nossa vida atual.

            É mais fácil o cara que gritou para o Doria durante a entrega de casas populares mudar sua atitude e produzir por sí próprio as coisas do que mudar o resto no grito ou na imposição, irônica ou moral.

          14. Listei fatos relacionados a saúde da cidade em que moro e que atingem os mais pobres (exemplo dado por vc pra falar inviabilidade de levar comida saudável a tosos), tornando a vida deles complicada e pior. Há os fatos e há o marketing. Cada um escolhe o q quiser. No caso da indústria da exploração animal, idem.

            As crianças podem muita coisa. Mas faltam ferramentas e novas perspectivas. Porque a escola que temos hj tolhe a criatividade e serve só pra impor disciplina (e ainda fazem isso mal).

            Apresentei um projeto numa prefeitura vizinha pra distribuir Raspberry pi pra molecada (tentei o mesmo em SP, mas o secretário tá ocupado demais com questões não relacionados ao ensino graças ao vereador mais jovem da câmara que é um autêntico representante do q há de mais arcaico na cidade e resolveu dar batida em escola e mostrar que é um valentão parecido com aqueles que ameaçam homossexuais). Ia custar 20 milhões e atenderia 116 mil alunos. Acharam legal, mas disseram que falta grana. O prefeito da cidade é jovem e meio que copia o Doria velhaco. Daí vc vê q entre o fato e o marketing, novo e velho ficam, invariavelmente, com o marketing.

            Daí q aposto nas novíssimas gerações. Vou tentar ajudá-las, pq, de fato, nem meu cuspe eu gastaria com certas personalidade políticas.

          15. Quando falo da complicação, é do fato que há uma população que hoje se preocupa em ganhar dinheiro, não em manutenção da própria vida. Não se muda costumes do dia para a noite, e não se faz isso de forma “mágica” – exceto se você tiver carisma suficiente para tal (acho que é isso que marqueteiros correm atrás). Se você fosse Jesus, Lula, Silvio Santos, Joseph Stalin, Hugo Chavez, Bolsonaro ou Che Guevara, talvez teria alguma chance de mudar a cabeça de alguém. De alguma forma, pessoas buscam mais um “carisma” do que “uma mensagem relevante e útil”. Buscam “líderes” ao invés de se liderarem. Buscam “números para consolidar” ou ao menos “ideias parecidas para igualar”. Enfim.

            Crianças podem muita coisa, mas adultos é quem pavimentam o caminho para elas poderem fazer estas muitas coisas. O professor de hoje era a criança de ontem, e como qualquer outro, tem sua história, muitos apenas sendo professor mais pela estabilidade do que pelo amor ao ensino. Senão as escolas seriam outras, mesmo sem dinheiro.

            Apresentar um projeto é ótimo e vale a tentativa – tempos atrás fui na câmara da minha cidade e acabei ignorando não fazer um discurso escrito ou referencial, no que acabei passando vergonha.

            No entanto, tudo que vale investimento não vira muito para em tempos atuais, onde se busca ou doações ou austeridade.

            Quanto aos políticos citados, concordo contigo, não vale nem cuspe :p

          16. Todas as pessoas listadas por vc, invariavelmente, levaram tantas outras pro buraco. Então, daí se vê o quanto esse carisma é perigoso quando as massas se baseam nele pra seguir adiante com suas vidas. Antes de alertar as pessoas para o risco de comer carne e do quanto isso é terrível para os animais, penso nos acidentes de trânsito e no quão inútil é alertar as pessoas para tomarem cuidado… Daí que vejo nas crianças mais chances. Elas têm um poder incrível, mas pra liberar esse poder, digamos, tem q mudar a escola como um todo. Vou sugerir um texto pra Emily sobre esse assunto é vc opine lá, por favor.

          17. Cara, mensagens de prevenção vem de todos os lugares a todos os momentos. Segue quem quer. Isso é liberdade real – você sabe as consequências da escolha que faz e a segue, mesmo que os riscos sejam maiores que os benefícios.

            Crianças são eco dos adultos. Pode se falar que é “fácil fazer as crianças mudarem suas atitudes”, mas olhe para nós, que fomos crianças nos anos 70-90: a corrupção continua de alguma forma, o ego domina mais que o coletivo, e pior – temos atitudes mais individualistas hoje do que naquela época.

          18. Mas veja q os corruptos são poucos e que, de fato, há uma permissividade em relação aos pequenos desvios de conduta que podem levar a desvios maiores, mas, no geral, há grande repulsa pela corrupção. Nossos arranjos sociais são tão ruins que é realmente complicado para pessoas, especialmente para pessoas q passaram por muitas privações, terem controle e rechaçarem a corrupção em sua vida comezinha. Já tive contato com uma pessoa que há até pouco tempo, figurava nas noticias por envolvimento com corrupção. Desconfio, que no caso dessa pessoas, isso tenha relação: não é só caráter, tem a ver com a vida que essa pessoa levou e que na primeira oportunidade, quando viu os milhões fluindo sobre sua responsabilidade, resolveu ficar com alguns. Depois, claro, apelou pra delação pra se safar.

          19. Não são poucas cara, não são. Depende de seu arredor. Eu convivo com mais pessoas que praticam pequenas corrupções (e admito que tenho as minhas atitudes também) do que imagino. Varia conforme a condição social do lugar.

            Já lhe mandei uma vez um texto que fiz e deixei no Motonline sobre a relação entre corrupção e moral do dia a dia do condutor. A minha linha de pensamento é essa: se burla uma regra, é corrupto. Se a regra está errada, então ou a elimine-a ou continue burlando.

    3. Aqui tambem, e rola um “comprar na amiga é mais barato”, só que é sempre 30 reais pra cima, vai entender esse CxB, se for apelar pra algo acho e melhor apelar pro “melhor ajudaa um conhecido do que uma grande empresa que ja lucra milhões”.

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