Post livre #78


31/3/17 às 18h51

Mais uma vez, o espaço para comentários se torna palco para conversarmos sobre os assuntos que quisermos, de sexta até a noite de domingo. Sugira temas, participe dos propostos pelos outros leitores, vamos falar no post livre!

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97 comentários

  1. um bom programa sobre o absurdo da terceirização e da reforma da previdência: http://anticast.com.br/2017/03/anticast/anticast-281-reforma-da-previdencia-e-terceirizacao/

    em poucos anos estaremos todos na miséria

    um comentário importante: muita gente alega que deveríamos ter os impostos semelhantes aos dos EUA, onde paga-se algo entre 5 e 8% de imposto sobre mercadorias e serviços. Mas todo mundo se esquece de que isto é balanceado por alíquotas de imposto de renda que podem chegar a 50%, impostos sobre lucros e sobre heranças (também 50%).

  2. Agora que notei, a Emily não passa aqui nos comentários. Chega mais! Trago um chá se quiser :D Não se acanhe!

    1. E por favor, Emily, abra mais cedo! PL tradicionalmente é na manhã de sexta, para render

      1. Não esquento muito a cabeça com isso .Ela já falou que tem seus planos. Vamos esperar e ver.

      2. opa, boa! estamos em período de adaptação/transição, mas farei mais cedo, sim, pode deixar!

    2. Eu já vi a Emily por aqui… ela já chegou a responder alguns posts, mas no Post Livre realmente difícil vê-la por aqui…

  3. Estava vendo o pessoal no Tecnoblog falando sobre a epoca da Compaq, por isso jogo a questão aqui: o que você lembra de mais velho que usou (realmente) quando conheceu a informática? :)

    1. O (saudoso) primeiro PC da casa dos meus pais era um 486 DX-2 66Mhz com 4MB de RAM. Vinha com DOS 6.22 e Windows 3.11 (piratas, é claro).

      Mas o que de mais curioso dele era o mouse da Logitech: o modelo possuía o oportuno título de “first mouse”, ou algo do tipo.

      Também lembro de jogar Stunts nesse computador.

  4. Quantos de vocês leriam um blog especializado em produtos da Microsoft que tivesse a mesma qualidade do Manual do Usuário e do finado Compêndio Windows?

    1. Não sei se já sabe, mas o Ghedin tinha o WinAjuda. Vendeu, foi para outros mares, criou essa ilha que a gente está agora, e agora está lá cuidando da Gazeta do Povo (e de vez em quando vendo se aqui está tudo bem, imagino :p ).

      O que noto é que toda vez que sai um blog especializado, daqui a pouco sai outro, mais um, um fórum, um canal no youtube, etc… e daqui a dois ou três anos tudo acaba. Finda. Poucos continuam firme e sendo cuidados, seja por uma equipe, seja por quem criou.

      Estamos em uma época que noto que a Microsoft não tem tantos produtos relevantes – apenas o próprio Windows e o XBox. As matérias que boa parte dos sites “comuns” cobrem já dão cobertura o suficiente. E geralmente especializados acabam indo parar na parcialidade extrema.

      Fora que criar um novo blog corre o risco de acontecer o que ocorreu com muitos outros blogs e sites: depender de publicidade altamente intrusiva, que inclusive afastaria muita gente.

      Talvez o que precisamos mesmo é rediscutir a tecnologia e suas finalidades… sei lá. Pode ser que eu aqui esteja em uma bolha ignorando outras coisas (sei disso pois não vejo muitos sites por aí e não sou fã de ir caçando sites. Qualquer site que fica se auto afirmando ou criando panelinhas chatas, eu pulo fora).

      1. Dessa do Ghedin eu não sabia lol
        Outro dia escrevi sobre efemeridades aqui, em um post livre. Imagino se essa situação, de vários sites pipocarem por aí, não seria um equivalente efêmero. O que noto é que a qualidade tende a prevalecer – nem sempre isso ocorre, claro. Dois exemplos são o Tecnoblog, que tá aí faz um bom tempo, e o Compêndio Windows, que na minha visão era um Manual do Usuário focado no “universo” Microsoft, e não existe mais. E eu sinto muita falta da qualidade do Compêndio, que era um site analítico, reflexivo, crítico, e ainda dava umas dicas bacanas.
        O que temos hoje é exatamente o que você disse: “E geralmente especializados acabam indo parar na parcialidade extrema.” Isso resume 100% dos blogs atuais.
        São sites mantidos em parte ou totalmente por fanboys da Microsoft e haters de outros sistemas e empresas, que em meio as “notícias” acabam fomentando desavenças tolas, e deixam de analisar criticamente o impacto dos produtos, sua relevância, sua utilidade e sua eficácia.
        Eu escolheria falar sobre a Microsoft simplesmente por que sou usuário de vários dos seus produtos, e me parece adequado que alguém fale daquilo que entende e/ou conhece melhor. E hoje o que a Microsoft tem de mais relevante é certamente o Azure, o Office, o Windows e o Xbox. Mas há o segundo escalão por assim dizer: OneDrive, OneNote, linha Surface.
        Sobre a questão das propagandas, eu não sei como isso poderia ser resolvido, senão conquistando audiência com o tempo. Fora os anúncios, a única outra forma que vejo de monetizar um site é criando um “irmão” em forma de loja.
        Dentro do meu sonho de criar algo que ao menos se assemelhe ao Compêndio está essa sua sentença, “Talvez o que precisamos mesmo é rediscutir a tecnologia e suas finalidades”. Qual é o papel do Office no mercado de trabalho por exemplo? O quão importante pode ser pra um jovem aprendiz correr atrás de uma certificação em Visual Studio? O mercado tem abertura para o Windows executado em processadores ARM? É esse tipo de pergunta que eu tentaria responder mediante análise criteriosa. Não sou o dono da verdade, já me adiantando.

        1. Acho que isso não tem muita chance de funcionar.

          Um site dedicado a uma empresa ou plataforma jamais será visto como isento (e nem é, mesmo). Ele serviria a um propósito de oferecer informações da empresa, muito provavelmente só para isso. O que, com algumas exceções (como a Apple), passa a ser redundante. A Microsoft tem um blog e sites de tecnologia generalistas cobrem o que a Microsoft não divulga em seus blogs. No fim, sobra pouco oxigênio para um projeto nesses termos.

        2. O ponto é que todos estes tópicos que você coloca pode ser usado de forma mais aberta. “Qual é o papel do Office”? É um programa relevante e muito preferido devido a sua interface. Mas a questão de pagar por ele nos leva a outro ponto: compensa usar programas alternativos gratuitos como Libre Office?

          “O Windows tem mercado para ARM”? Duas coisas: existe o Windows CE, usado em GPSs, e o Windows Phone, hoje moroso. As perguntas já estão respondidas em partes – o fim dos Windows Phone e o abraço da Microsoft à arquitetura Intel mostram isso. Hoje em ARM trabalham sistemas que já se dão bem com a arquitetura, como os feitos em base Linux. “É importante aprender Visual Studio”? Em tempos de necessidade de programadores web e banco de dados, vai do nicho onde a pessoa quer entrar.

          Uma ideia melhor seria na verdade fazer um blog de tech justamente nesta linha de “o quão relevante a tecnologia está sendo para o usuário final”. Já pensei em fazer algo assim, mas minha experiência em escrever (e depois apagar tudo :p ) mostra que não tenho paciência com isso (infelizmente). Sinto falta de as pessoas abrangerem coisas cotidianas, como “o porque de dependermos de Java para o programa de Imposto de Renda, Despachantes, Advogados e bancos?” Ou “o Libre Office pode me atender bem ou melhor ir para o Office 365 e pagar?”

          O ruim é que noto que para escrever sobre tech, tem que ter bons contatos também que lhe “joguem dicas”, sempre ir atrás de informação nova e não depender muito de RP (exceto quando necessário). Senão vai ficar se baseando em informação já divulgada por aí.

          1. Imagino como seria um blog mantido por você – alta qualidade, imagino. Concorrente do Manual rsrs.
            Todos as observações que você fez sobre os temas que abordaria também seriam temas desse meu sonho de site. Falar sobre as alternativas ao universo Microsoft é algo básico para quem pretende escrever algo reflexivo – sim, eu escreveria sobre o Libre Office, sobre o Sandstorm (nuvem open source), sobre o Duck Duck Go. Eu apenas me atentaria a dissertar e/ou reportar sobre essas pautas usando o ponto de vista de um usuário dos serviços da Microsoft.
            Sobre os contatos, sim eu precisaria deles, e muito. Felizmente eu conheço dois que seriam interessantes, e infelizmente são apenas dois, e que podem se negar a me ajudar

          2. Esse é o ponto. Pense pois a ideia é sua e quem pode aproveita-la é tu. Quem sabe tu indo ao contrário do que falamos não dê certo seu blog? Boa sorte :D

        3. podemos ir atrás dessas pautas se interessar. e tbm podemos ir atrás de colaboradores que queiram escrever sobre Microsoft. Vocês tem sugestões?

          1. Pra mim essas pautas, da forma como eu as descrevi, são muito relevantes para o Manual, dado o próprio nome do site. A abordagem poderia diferente, já que o foco do Manual me parece mais amplo. Inclusive estendo o alcance do Manual para outros ecossistemas.
            Uma das pessoas com as quais eu gostaria de contar é o @disqus_oE3Va4Xt7g:disqus. Ele tem um conhecimento profundo da engenharia que envolve a computação, da oposição entre CISC e RISC, das abordagens díspares sobre universalização da Apple e da Microsoft. Ele escrevia para um blog especializado, e foi execrado por conta um editorial destilando as falhas da Microsoft no setor mobile. https://www.windowsteam.com.br/editorial-nao-eu-nao-quero-o-windows-phone-e-muito-menos-o-mobile/
            Claramente nota-se que o conteúdo desse editorial está mergulhado em conhecimento e vivência no mundo da computação. Também é evidente que o texto precisaria de algum refinamento, mas nada que comprometa a qualidade do mesmo. Enfim, o engraçado é que parece que hoje a Microsoft concorda do ele, uma vez que o Windows para ARM quase certamente canibalizará qualquer versão mobile do sistema.
            Outro que tem grandes conhecimentos (e tenho 99,9% de certeza que me diria “não”) é o @vitorsalvatore:disqus, que atualmente escreve para o Tecnoblog. Qualquer coisa que ele escreva sobre Windows e Microsoft é nada menos que uma aula. Me parece que os conhecimentos deles vão além disso, e algumas vezes ele deu a entender que tem contatos que o mantém informado sobre os próximos passos da empresa.
            Por fim, eu mesmo tenho um pouco de conhecimento, mas nada comparado ao dos dois masters acima citados. Sou apenas um quase ex-designer que está tentando programar, e tenho muito chão pela frente. Inclusive, programar um site do zero seria minha primeira grande lição nessa área. E eu não sei se eu sozinho conseguiria criar algo que atingisse o patamar que eu almejo. De toda forma, seria ótimo ver uns 10% do Compêndio Windows reencarnar no Manual ?

    2. Irá falar sobre o que? Rumores, e o que mudou na última atualização? Estes blogs especializados, se a marca não tiver uma boa fanbase não vale a pena.

      Ainda mais no Brasil, já que os poucos produtos da Microsoft para consumidor final, são, como já fora dito, o Windows/Office, e o XBox, no primeiro, quase não se tem assunto, no segundo, os blogs de games já fazem uma boa cobertura.

      Sites como o MacMagazine, e similares, não importa a marca, fazem um conteúdo tão chulo já. Justamente, por não ter muito o que cobrir no dia dia, mesmo um site com uma pegada SlowWeb, acho que ainda faltaria assunto. Já que o próprio tema, é bem superficial.

      Claro, existe um grupo de fanáticos, que irão amar isso, e talvez seja este público que quer atingir, já te indico até um leitor, o Breno, vive passando aqui para dizer como o SurfacePhone será a melhor coisa de nosso tempo.

      1. A minha idéia é oposta a essa que você mencionou, conforme respondi ao @disqus_1kT6Ja8y1R:disqus. Eu quero criar um site que ocupe o lugar do Compêndio Windows

      2. o Breno passa em TODO website falando que o Surface Phone vai mudar completamente o mercado.

        1. Eu não ficaria nessa de “lamber” a Microsoft e dizer que ela mudará o mercado. O Surface Phone tem lá seu potencial, assim como o HoloLens. Eles tem também consideráveis chances de fracassar.
          Por tudo que já li na gringa, eu entendo que o máximo que o Surface Phone fará, caso seja mesmo um phablet rodando Windows 10 completo (Cloud?), será mudar o mercado para o Windows, sem impactar o mercado do Android e da Apple

  5. Com a terceirização aprovada e a iminência da reforma da previdência, fico me perguntando porque a gente ainda não quebrou tudo. Passou da hora de ocupar: o governo, a fiesp, as empresas, os bancos. A trégua já devia ter acabado.

    1. 1º – Porque é entendido que “quebrar tudo” não resolve. Como sempre digo: quer agir contra algo que não gosta? O jeito fácil é eliminar ele – mate o político, ou pessoa, etc… que aí você não verá tal viva. Cabou. Simples. Era assim há 100 anos atrás. O tempo passou e os traumas das guerras modernas prevaleceram. Não se mata a toa – exceto sobre plena ameaça de ser morto. Fora o temor da pessoa ter maior poder de fogo contra você – lembremos da alegação de “legitima defesa” quando se usa violência contra violência.

      2º – Só extremistas pensam como você. Hoje as pessoas estão “no jogo da vida” sabendo que o melhor mesmo ou é jogar junto nas regras, ou saber jogar para mudar as regras (e este é mais difícil, mas é mais aceito dentro da “esquerda democrática” (a corrente que defende que mudanças devem ser negociadas e não usado violência) ou sair fora. No fundo muita gente que reclama queria mesmo era estar na pele do deputado ganhando dinheiro e desfrutando :p

      3º – Só para efeito comparativo chato: as manifestações pró-Dilma do ano passado tiveram um grande número de pessoas, mas menos repercussão. E não é culpa da mídia per si. Mas sim das atitudes negativas de muitos militantes, que trataram quem era contrário a Dilma como “inimigo mortal”, fora vandalismos e brigas com a polícia que deram má fama. As manifestações do(s hipócritas do) MBL e pró impeachtment tiveram mais repercussão pois não teve tanto esta de “a pessoa a favor da Dilma era inimigo mortal” e sem brigas com a polícia. Fora que muita gente nas manifestações do impeachtment no final também usaram o famoso “estamos contra todos, da Dilma ao Aécio”.

      4º – Há um sentimento que noto que no final as pessoas já viram que não adianta ficar fazendo manifestação – esse ano teve poucas e com pouca repercussão. Estão na espera da Justiça fazer algo. Se a Justiça cassar Temer, provavelmente teremos reações mais violentas dependendo do candidato a presidente interino escolhido pelo Congresso, e as pessoas farão de tudo para exigir adiamento das eleições. Lembrando que a eleição para Presidência é ano que vem.

      O que as pessoas querem é uma estabilidade econômica e possibilidade de pagar suas contas e ainda fazer o que precisam. Mas em um tempo onde emprego é difícil, sabemos que nós mesmos cometemos nossas pequenas corrupções diárias, e que talvez tenhamos um “pacto de consciência” de que ou todos mudam seu jeito ou ninguém muda, vamos ficar assim.

      1. Se Temer for cassado, quem virá presidente, é Rodrigo Maia, o próximo na fila de sucessão.

        1. Aí sim faz sentido quebrar tudo /ironia, ou melhor, fazer manifestações para tira-lo do poder.

          O ponto é que vendo o Paraguai (que botaram fogo no Congresso de lá :p ), pode ser que alguém por aqui copie a ideia…

          1. Não é assim que funciona, só pode-se destituir um presidente, se ele cometer um crime. Não é, não gostei vou tirá-lo.

          2. Esse é o ponto que acaba travando um pouco a democracia em qualquer lugar do mundo. Por sua lógica, a Venezuela não deveria tirar seu presidente do poder (algo que boa parte da população hoje exige).

            Para isso que realmente serve a política – política é a relação de interesses feita de forma que todos se equilibram. Nisso se discute a verdadeira validade da lei, e assim possa transpassa-la ou retira-lá caso inútil.

            Hoje o Paraguai está em uma briga por causa da questão da reeleição que os gestores atuais querem aprovar. A reação violenta contra esta medida mostra que a população lá não aceita isso de nenhuma maneira – salvo engano, há experiências anteriores que os traumatizaram. Fora a questão do impeachtment de Lugo, ainda não bem esclarecido (ao que noto).

            Na Venezuela está uma fuga em massa de pessoas pois quem tem o poder hoje está na regra do “ou está conosco, ou contra nós”. Só não estorou uma guerra civíl de grandes proporções por lá pois imagino os esforços de quem quer mudanças democráticas melhores.

            No caso do Brasil, temos uma confusão gigante por causa do nosso presidencialismo de coalizão – precisa-se ter boas relações no congresso para ser uma pessoa que atua bem no executivo. Caiu Dilma ano passado por inabilidade política – conseguiu deixar muita gente contra si mesma. Temer está indo próximo a este caminho, só que parte dos políticos e intelectuais sabem que não restou muita opção de nome político para ocupar a presidência, e as próximas opções em caso de queda do Temer são as piores – Maia ou Eunicio Oliveira (caso Maia também caia com a Lava Jato).

            Se fossemos um parlamentarismo, como muitos países europeus o são, à menor acusação de crimes, os acusados saem e dão espaço a outros mais rápido.

          3. “Se fossemos um parlamentarismo, como muitos países europeus o são, à menor acusação de crimes, os acusados saem e dão espaço a outros mais rápido”. É por isso que ainda hoje há gente que defenda o retorno da monarquia. Dom Pedro II dissolveu o congresso toda vez que a governabilidade ficava comprometida. Resultado: Estabilidade política de mais de meio século, e algum progresso material, apesar do absurdo da escravidão e de todas as revoltas separatistas que ele, seu pai e seu avô enfrentaram. A única grande “perda” foi o Uruguai, mas é fato que este na verdade foi um território espanhol amplamente colonizado que em nada se identificava com a coroa portuguesa.

          4. O ponto é que a Monarquia depende muito do caráter da realeza, além de sempre supor que o rei é o “dono das terras”. Hoje se fala em monarquia e vemos a Grã-Bretanha e suas inúmeras terras (Canada, Austrália, etc…), e no final isso tudo é um parlamentarismo. Com a diferença que a monarca (neste caso) é apenas uma simbologia do poder, uma espece de mediadora de conflitos. E só. Na verdade, podemos dizer que o poder britânico é mais parlamentarista do que monarquista. Não é a rainha que dá as grandes ordens, mas os parlamentares e suas leis.

            No Brasil, dado nosso caráter, não duvido que a corrupção seria algo mais comum ainda, e criaria uma divisão social entre “amigos do rei” e “demais”. Algo parecido ocorre em algumas monarquias pelo mundo, onde geralmente quem é ligado ao rei tem mais privilégios que qualquer outro.

          5. A priore (na época do impeachtment), não se comprovou. Tiraram ela mesmo por inabilidade política (ou melhor – não saber conversar com o congresso).

            Agora aos poucos parece que tem um crime. E se comprovado, cai o Temer agora (é o que espero)

          6. Sabe o que vai ser engraçado?

            Se a chapa Dilma-Temer for cassada. Eu vo da muita risada.

          7. Espero que seja cassada — e o mesmo devia valer pra praticamente todos os eleitos, já que todo mundo usou caixa 2.

          8. Ao menos assim, todos iriam ficar felizes, quem acha que a Dilma havia sido impedida ilegalmente, não poderá falar muito agora, quem acha que Temer ta ruim, ira comemorar, e quem achava que Dilma havia sido impedida, corretamente, só ira falar um ‘I told you so’.

    2. ” fico me perguntando porque a gente ainda não quebrou tudo. ”

      Talvez porque não vivemos numa anarquia, e sim, em civilização, como qualquer sociedade moderna.

      Se você está lutando contra o empresário malvado, você já está errado. Ambos são co-dependentes, um tentar acabar com o outro não leva a lugar nenhum.

      Mas comentários como o teu, apenas afirmam à mim, que fiz a escolha certa em sair do país.

        1. E eu acho que vocês todos estão discutindo os dois lados (esquerdismo e “coxismo” rsrs) da mesma moeda (capitalismo).
          A mais-valia, ou valor agregado, ou lucro, enfim, essa coisa, me parecer ser uma reprodução virtual da lei do mais forte/adaptado da natureza

          1. Não há nada de natural em processos sociais como as relações de trabalho. Esse discurso biologizante da vida social, além de profundamente ideológico, é problemático mesmo no interior das ciências naturais. A quem ele interessa?

          2. Ao menos você reconhece que esses sistemas existem naturalmente. E eu diria que ao invés de ideológico é utópico mesmo. Mas aqui e ali vejo iniciativas como a economia participativa e de compartilhamento (acho que são esses os nomes que estão dando, enfim) que podem evoluir para um escambo moderno.
            Num longuíssimo prazo essas novas forma de relação de troca podem evoluir para uma desmonetização verdadeira, acabando com a necessidades de um governo, e um estado, e resultando em uma horizontalização das sociedades humanas

          3. Não, não existem! Não há nada de natural nisso (a própria natureza, aliás, é uma construção social moderna!)

          4. O que eu considero como natural é a seleção natural dos mais adaptados, as estruturas eusociais robóticas de várias espécies, e as simbioses, sem falar nas implicações abordadas por Dawkins no Gene Egoísta

          5. Ou seja: biologização da vida social. Isto é extremamente ideológico. A questão não é apenas ser uma construção social: a quem interessa esse discurso?

            Quem disse que na sociedade humana apenas os mais adaptados sobrevivem? Isso é uma bobagem gigantesca, uma extrapolação grosseira do discurso biológico para as relações sociais.

          6. Nas sociedades humanas os que exploram mais são os que se dão bem. Todos os nossos sistemas econômicos criam “sacos” de pobreza, reunindo grupos de não-privilegiados que são sempre a maioria da população. Isso ocorre desde que a “civilização” surgiu.
            Existe algo chamado analogia, se você não conhece, ou não reconhece no que eu escrevi. E o que eu digo não interessa a ninguém nesse sentido que você está colocando, como se alguém fosse se beneficiar disso

          7. Sim, e eu os vejo como algo natural mesmo. Por cima do básico que a natureza nos dá em forma de instinto, criamos as estruturas virtuais e artificiais que dão complexidade e resiliência às nossas sociedades – leis, economia, ética, mais-valia. Algumas delas me parecem análogas à vida selvagem, principalmente quando vejo tamanha desigualdade social da nossa idade contemporânea

          8. Mas você se esquece de que o que você chama de natureza é ela própria uma construção histórica (ocidental e moderna).

  6. Não sei se é impressão minha, mas tenho a impressão que o 1º de Abril perdeu a graça.

    1. mas já perdeu a graça faz tempo. podiam mudar a alcunha de “dia da mentira” pra “dia do clichê”.

      1. Não bem isso. Acho que de tanto o brasileiro hoje lidar com “a verdade na cara”, 1º de Abril não é mais nada. Além do mais, era um dia que a mentira era valorizada. Hoje, a mentira tem valor afinal?

          1. Não tenho visto coisas nos sites que acesso (o Tecnoblog mandou o “tecnostories” pra não perder a piada do “all about Stories” :p )

            Fora isso, acho que também perdeu a graça a zoeira…

      1. Ri disso :V

        Em tempos de “fake news” e “pós verdade”, 1º de abril realmente perdeu a graça… :p

    2. Notei isso, minha teoria, além da idade, é que o boom das redes sociais saturaram o formato. Antes a gente só via piadinha dos serviços e pessoas que a gente gostava, hoje em dia a gente observa toda empresa/pessoa querendo ser engraçadinha.

    3. A proposta da Netflix foi bem bacana: “Live”. Basicamente, o Will Arnet narrando coisas estúpidas, como um microondas ou uma impressora.
      Spoiler: o programa não é sobre isso, na verdade.

      1. É, versão mobile precisa usar um cliente dedicado mesmo. Mesmo o app oficial atual é bem ruim para um usuário veterano.

        1. Você acha o app oficial ruim? Eu achei ele bom, pelo que já vi desse app pra Android. Ele é baseado num antigo app de terceiro, o Alien Blue… Enfim, você deve ter ele instalado aí.
          Felizmente o Reddit tem excelentes clientes de terceiros. Eu gostaria muito de testar o Relay

    1. Lembro que nos anos 90 existiu algo assim no Brasil, onde você comprava um espaço para por a banner sua, comprava mesmo $$, cada pixel tinha um preço, era bem assim.

      Quem sabe o nome? Acredito que o site ainda exista hoje em dia.

  7. Outro dia perguntei sobre uma newsletter diária sobre futebol, acabei encontrando uma, se chama: lance espresso, quem tiverem interesse… Ela sai de segunda a sexta

  8. Pessoal, lembro que teve um tópico de cadeiras e parecia algo complicado. Dei uma olhada rápida e fiquei completamente perdido: muita variação de preços e modelos. Vale a pena pagar milhares de reais em uma cadeira? Qual estilo vocês preferem? Que marcas são boas?

    Eu gosto desse estilo aqui, tem umas no trabalho e acho bastante confortável (no calor inclusive) e parecem ajudar na postura: http://www.pontofrio.com.br/Moveis/moveisdeescritorio/CadeirasdeEscritorio/Cadeira-Importada-Office-Detroit-Giratoria-com-Regulagem-de-Altura-60380.html

    1. Vale a pena investir numa boa cadeira sim, a diferença é enorme, daquelas cadeiras bem baratinhas. Hoje tenho uma ErgoHuman v1, mas tive uma Mirra, da Herman Miller, por 11 anos. Ambas as marcas são excelentes, e se você passa o dia na cadeira, o investimento vale tanto quanto num bom colchão. Daquele tipo de propaganda, você irá passar 1/3 da sua vida aqui, aí um bom investimento na cadeira, faz todo sentido.

      1. Na verdade, o que me desanima a investir muito é que eu não consigo usar tanto assim, já que preciso ir para escritório e nem sempre o mesmo. Seria só para finais de semana mesmo na prática e, nesse nível de ErgoHuman está mais de 10x o preço de uma cadeira “padrão”.

        E deve ser complicado pedir para alguém trazer de fora haha

        1. Acho quase que impossível alguém casualmente trazer uma cadeira, as caixas são enormes!

          Realmente, fica difícil justificar a compra, se não for ter uso. Olha, só diria, se acabar comprando uma, não irá se arrepender.

    2. Eu ia comprar uma ErgoHuman. Desisti pelo mesmo dilema teu — agora que não trabalharei mais em casa, usaria bem pouco, o que não justificaria o gasto. Por outro lado, é um produto que deve durar fácil uns dez anos…

      Não é sempre que meu saldo permite, mas sempre que sim prefiro pagar mais, mesmo se for bem mais, por algo melhor ou mais duradouro. Em vez da cadeira, comprei uma cama bem boa — é onde passarei a maior parte do tempo que passarei em casa :)

    3. Como falaram aqui, as Cavaletti são bem boas, super indicadas nos forums que eu vejo, no maximo você iria pagar sei la, 1.500 reais (que é um preço alto, óbvio), mas tem outras cadeiras boas de 600/700, como você mora em SP então, sugiro você procurar algum lugar que venda elas e teste todos os modelos um dia.

      1. Acho que vou passar na Tok & Stok que tem várias “cópias” dessas cadeiras famosas e dar uma avaliada, depois eu vejo os preços (lá é bem caro, mas não sei se são as melhores em questão de durabilidade por exemplo).

        1. durabilidade e garantia também, que se não me engano a cavaletti da uma de alguns anos, mas veja sim, se comprar alguma que curtir mostre pra nós em algum post livre!

        2. Não conheço bem, então posso estar falando besteira, mas eu tomaria cuidado com lojas como Tok & Stok, Etna, e similares, que são mais voltadas a design, estética e decoração, do que conforto, durabilidade e qualidade de construção.

          Não pra evitar essas lojas, mas eu acho que para um item como uma cadeira que vai ter um uso intenso elas possam não ter as melhores opções. Eu iria numa dessas lojas de móveis pra escritório (tem até algumas específicas para cadeiras de escritório dependendo de onde você mora).

          PS: Eu já tive uma exatamente desse modelo “Detroit” que você postou. Na época eu paguei R$ 200, e pelo preço ela é bem honesta. O único problema é que ela parece meio grande (pra espaços pequenos ela fica meio esquisita, parece que não se encaixa, mas na verdade ela nem é tão espaçosa, só aparenta), e tem uma “função relax” (inclinação do encosto) que é só pra inglês ver, não inclina quase nada.

    1. noto que quanto mais tentamos nos esconder, mais tentam nos revelar. E muitas vezes quem promete nos proteger é quem também nos vai empunhalar.

    2. Para o brasileiro, não tem sentido utilizá-la, por mais que os provedores de acesso, por lei, tem de guardar os acessos por 1 ano, eles não podem vender tais dados.

      1. De fato, como ferramenta de privacidade é péssima, mas é interessante como performance estética. Lembra um pouco projetos célebres como o GWEI ou os dead drops.

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