Post livre #158


24/1/19 às 12h01

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94 comentários

  1. Estou achando meio difícil distinguir as threads nos comentários, então estou escrevendo este novo comentário sobre a questão política do novo “governo”.

    Pelo que vi muita gente critica a “esquerda” por ter se afastado de temas mais gerais e se dedicado a questões identitárias.

    Mas não acho que (pelo menos no Brasil) isso explique a ascenção da extrema direita.

    Para mim é bem claro que existem dois grandes culpados por esta situação.

    Em primeiro lugar, a mídia, especialmente a Globo, que durante todos esses anos criminalizou a política e fomentou o ódio das massas contra os partidos de esquerda, especialmente o PT, e por outro lado sempre protegeu os políticos de direita. Vale lembrar que os escândalos da família Bozo eram conhecidos, e o relatório do COAF sobre os “rolos” do Queiroz e do Flávio apareceram (não para o público) no intervalo dos turnos da eleição presidencial, mas foram abafados pela mídia; ah sim, não esquecer que a mídia (especialmente a Globo, como sempre) é a ponta de lança do neo-liberalismo no Brasil. Não se enganem, a briga agora da Globo com o Bozo é apenas a Globo tentando domesticar o clã dos Bozos, não tem nada a ver com uma crítica aos fundamentos neo-liberais deste governo. É bem sabido que o candidato da Globo era o Alckmin, de trato muito mais fácil do que os truculentos e retardados do clã dos Bozos.

    Em segundo lugar o sistema judicial arcaico e medieval que existe no Brasil, que atua descaradamente em conluio com a mídia, que vive de privilégios e é invulnerável à lei. Os abusos de juízes e desembargadores são incontáveis, e raramente são punidos; aliás, esses dias mesmo tem a tal desembargadora no Rio que sugere (pasmem!) que Jean Wyllys deveria ser executado! (e depois disse que era “brincadeira”). E no caso do desastre de Mariana, qual foi a posição da Justiça e do MP em relação à Vale ? Foi de total leniência, tanto assim que o desastre se repetiu.

    Enfim, não adianta apenas criticar a esquerda quando vivemos num sistema político dominado por forças reacionárias e anti-democráticas, uma situação que dificilmente vai mudar sem algum tipo de revolução popular, algo que é praticamente impossível de ocorrer no Brasil. Enfim, bem vindos a mais uns 20 ou 30 anos de trevas.

  2. Layout do site

    Estou achando meio difícil diferenciar as postagens das respostas às postagens, isso não poderia ser melhorado ?

    Eu literalmente odeio o branco chapado, então quando o site não tem opção de cor eu habilito a extensão “Dark Background and Light Text” do Firefox (ou Dark Reader do Chrome, mas não uso Chrome). Isso resolve, mas com certeza o design original da págica acaba sendo prejudicado. Então agora vem a pergunta óbvia: não daria pra ter uma opção de tema escuro ?

    1. Uma maneira simples de distinguir comentários originais de respostas é pelas linhas cinzas à esquerda. Os originais não têm elas; as respostas, sim.

      Na versão final do layout, prevista para o início de fevereiro, teremos uma opção de tema escuro.

  3. Galera, vocês poderiam me dar umas dicas para comprar uma boa caixa de som para PC?

    1. te recomendo edifier, q vc acha na kabum ou no próprio site da edifier. há vários modelos e depende muito do seu gosto sonoro pras escolhê-las. não são tão neutras, mas garantem um bom som. elas possuem vários tipos de entrada. eu tenho uma na sala q tem entra óptica, por exemplo. mas elas serviriam no pc tb.
      posso me dizer q hj estou bem satisfeito com um modelo bem simples da presonus no meu laptop. elas têm um som neutro e têm entrada de sinal balanceado e não balanceado. elas, assim como outras para som mais profissional, têm preço um pouco maior.

      1. Meu gosto sonoro não é tão complicado, apenas quero ouvir um som nítido e que eu consiga escutar os instrumentos no seu ritmo. Eu tenho em casa uma caixa de som da Maxprint, bem antiga. O som dela é nítido e me agrada (talvez por ter Hi-Fi). Já tinha ouvido falar muito bem da Edifier, que provavelmente será bem melhor que a minha caixa de som velha. Obrigado pela resposta.

  4. Brasil segue firme e forte no caminho de se especializar em destruir o seu meio ambiente. A iniciativa privada, sempre mais eficiente, está mostrando como se faz para acabar com vários rios em pouco tempo. O rompimento de hoje já chegou, ao que tudo indica, no rio Paraopeba o que pode impactar no abastecimento de água de 5 milhões de pessoas. A lama ainda pode chegar no São Francisco (e daí meu amigo, tela preta e sobe os créditos porque esse país acabou). Ainda existe, segundo aqueles funcionários públicos vagabundos e esquerdistas da ANA, 45 barragens sob risco iminente de rompimento. Espero que a mão invisível do livre mercado auto regulado segure a lama que ainda está por vir.

    Pra quem quiser ser espectador da tragédia: https://g1.globo.com/mg/minas-gerais/ao-vivo/barragem-da-vale-se-rompe-em-brumadinho-na-grande-bh.ghtml

    1. “Ainda existe, segundo aqueles funcionários públicos vagabundos e esquerdistas da ANA”

      Uma aspas ajuda na hora de ironizar algo. Grato :)

    2. tem q afrouxar essas fiscalização. imagina, com todo esse rigor como as empresas vão trabalhar!? tem fiscal q abusa do seu direito de fiscalizar. outro dia pegaram um cara com vara de pescar em área onde era proibido a pesca. q absurdo! deduzir q um cara tá pescando só pq ele tem uma vara!?
      pior coisa q tem: fiscal esquerdista. tudo vagabundo!
      se aparecer um dia um político prometer acabar com essa farra de fiscais eu voto nele!

  5. First world problems: é ruim descer até o final para postar novos comentários…

    A grande notícia do dia é o rompimento de uma nova barragem em minas, então talvez isso passe despercebido:

    https://www.nytimes.com/2019/01/25/technology/facebook-instagram-whatsapp-messenger.html

    Mark Zuckerberg, Facebook’s chief executive, plans to integrate the social network’s messaging services — WhatsApp, Instagram and Facebook Messenger — asserting his control over the company’s sprawling divisions at a time when its business has been battered by scandals.

    Mr. Zuckerberg has also ordered all of the apps to incorporate end-to-end encryption, the people said, a significant step that protects messages from being viewed by anyone except the participants in the conversation. After the changes take effect, a Facebook user could send an encrypted message to someone who has only a WhatsApp account, for example. Currently, that isn’t possible because the apps are separate.

    1. eles queriam criar um ambiente onde fosse favorável o não compartilhamento de notícias falsas e isso me parecer ser justamente o caminho contrário.

    1. E vai ser cada vez mais. Pra que mora no sul do país (Porto Alegre aqui) a tendência é de desertificação com o desmatamento da Amazônia. É a floresta, com os rios aéreos, que controla(va) o clima da região sul do país, principalmente a questão das chuvas. Hoje em dia o RS tem um processo de desertificação em curso e um processo de aumento gradual de temperaturas (era comum gear em Porto Alegre até os anos 90, e eu vi neve duas vezes por aqui) durante o ano todo. Mas, bom mesmo é plantar soja e criar gado no meio da floresta. Vai dar super certo sim.

      Outro ponto é que, com o crescimento das cidades e das zonas urbanas mal planejadas que são tão típicas no Brasil, as construtoras destroem todas as árvores (normalmente figueiras, aqui em POA) e plantam coqueiros. Com mais condomínios sem vegetação nenhuma (só concreto e asfalto) se faz cada vez mais necessário o ar condicionado em casas e locais de trabalho. Contudo, o AC aumenta a umidade e “joga” o ar quente do interior das residências para a rua. Isso intensifica o efeito estufa, aumenta a umidade do ar (o que é essencial para temperaturas altas, sensação de abafamento (com alta sensação térmica) e chuvas torrenciais com aquelas grandes nuvens escuras que “rolam” pelo céu no final da tarde) e no longo prazo acaba deteriorando ainda mais o microclima das cidades.

      Aqui em POA ainda estamos no exato local do afinamento da camada de ozônio (é uma zona de transição térmica entre a corrente dos Andes, a corrente brasileira (amazônica) e a corrente do prata (BsAs e Montevidéu); ou seja, é muito quente e úmido durante dezembro e janeiro e muito seco e com ventos fortes no inverno.

      TL;DR: fica quente porque desmatamos a floresta que regula do clima e as chuvas do país, porque construímos cada vez e em locais onde antes tinha uma vasta cobertura vegetal e porque usamos AC demais nas cidades.

      1. Quase igual quando ele se responsabilizou pela democracia no mundo ocidental. Acho-o de uma megalomania a toda prova.

  6. Alguém teria uma dica de como resolver o problema da Windows Store não estar abrindo nenhum app no W10? Mas algo original, que não esteja nas dicas habituais, que não sejam usar o WSReset, comandos no Powershell (admin), que não dão certo, reparar nas configurações, etc.

    1. eu tive esse problema nas compilações iniciais do windows 10 e infelizmente só consegui resolver formatando o windows 10…

  7. queria ter dito ‘how do you do, fellow kids’ no podcast, mas fiquei com vergonha…

    1. Essa é a máxima de que a cidade ocupada é mais segura do que a cidade com todo mundo navegando com seus carros pra lá e pra cá.

      1. Eu sempre achei isso e o relato corrobora essa suposição.
        Há cerca de 3 anos me mudei para um bairro mais “popular” (classe média baixa) e as pessoas ainda tem o costume de ficar na porta de casa com as crianças brincando na rua até mais tarde (9 até 10h!). A minha sensação de segurança é bem maior do que quando morava em outras regiões mais abastadas da cidade.

        1. as regiões abastadas da minha cidade são um total deserto. eu ando muito (e arrasto minhas esposa comigo nessas caminhadas) e me sinto um ET. em muitos momento sou o único andando na ruas por vários e vários momentos. as únicas pessoas q encontro são moradores de rua, empregados das residências/apartamentos e bem poucas pessoas andando por ali… bairros populares têm mais gente, mas tb tem muita poluição sonora. a nossa urbanidade é ou do medo ou da balbúrdia.seria legal ter um equilíbrio. as áreas ricas da cidade são arborizadas mas desertas; as áreas mais populares são mais movimentadas, mas quase sem árvores…

          1. Cidades pequenas do interior parece que tem o equilíbrio nesse sentido, mas aí você abdica de museus, cinemas etc.

    2. Achei meio esquisito a ideia.

      Mesmo com gente na rua, há sempre uma desconfiança. O ponto aqui é como a comunidade se conhece e se tolera.

      Eu ao menos prefiro uma rua vazia do que uma rua com gente. Mas esse SOU EU falando algo. Não consigo confiar muito nas pessoas quando estou na rua.

  8. até poucos dias atrás, achávamos provavelmente que estávamos lidando meramente com um trambiqueiro atrapalhado

    aí descobrimos fortes indícios da ligação do sujeito com milícias

    eu não estou nada bem

    1. O Flávio sempre teve ligação direta com grupos de extermínio e milicianos. Ele ganhou em todas as áreas controladas pelas milicias cariocas. O que estamos vendo nos dias passados é apenas o início dos problemas de uma família que sempre esteve na política mas nunca foi central em nenhum governo, o baixo clero do legislativo brasileiro, e que por isso mesmo estava acostumada a fazer a suas mutretas sem chamar atenção ou ser investigado (porque ninguém se importava com eles).

      Entregamos o país nas mãos de um bando de bandidos mal intencionados e raivosos de militares ávidos pelo poder.

      Veremos até quando o Mourão aceita ser decoração do Bolsonaro e até quando as FA estarão quietas e subordinadas à democracia e à constituição. Chuto que até novembro teremos o final trágico do clã (e do Brasil e da república).

      Enxergo, inclusive, essa intervenção/pressão no Maduro e na Venezuela como uma tentativa de minar e desestabilizar os países da América do Sul. Não por nada que apenas México e Uruguai se posicionaram contra os EUA e a sua democracia bélica.

      1. cenário sinistro e bem provável…
        engraçado, os bozos tb sempre me fazem intuir alguma tragédia (nem tanto pela facada, atentado etc, mas mais por alguma merda q eles mesmos farão).

        1. Hoje saiu a nota do Jean Willys dizendo que, diante do provado envolvimento do Flávio Bolsonaro com o “esquadrão da morte” e das incontáveis ameaças que ele sofreu da família Bolsonaro e de milicias, ele está se retirando do Brasil e deixando o cargo de deputado e o partido PSOL.

          Acho que o Freixo é o próximo a ter de sair do país para não ser morto. Os parlamentares do PSOL, principalmente do RJ, mexeram em duas máfias terríveis: milicias e transporte. Me admira que não morreram mais deles nesses anos todos.

          1. freixo passou uma período fora do país (não lembro o ano exatamente). a imprensa achou q era firula dele e tal… mas ou não estavam vendo com quem eles estavam mexendo ou só estavam sendo desonestos. mas, parece, no rio se subestima o poder das milícias (q são máfias) e falam demais das facções (cv, amigos dos amigos etc), traficantes em morros, baile funk com armas… talvez, depois da morte da marielle, e da proximidade do presidente com esses bandidões, a coisa mude de figura. mas enqto os militares estavam na intervenção, não lembro de ter visto ou lido nada sobre atividade contra milícias/máfias.

    2. Vou falar uma coisa sobre a bolha que vivo.

      Parte das pessoas que conheço provavelmente já desconfiavam do caráter dele e votaram mesmo assim.

      O BR tem um problema consigo mesmo: dado a falta de uma “identidade nacional”, brigamos uns com os outros para definir como esta identidade se dá.

      Somos filhos e netos de gente que grilou terra no passado, ocupou um espaço que só foi regularizado depois de conversar com o “amigo” vereador. Que depende da conexão com o vizinho com quem teoricamente fica responsável pela segurança do bairro (a empresa de segurança, o traficante, o policial boa praça ou o policial criminoso).

      Soma-se a forma de como deixamos a cultura relativa ao tratamento com a polícia (jogamos muitas coisas nas costas da polícia / justiça, e com isso eles acabaram se achando demais), a forma como a política no BR ainda é lidada (sendo sincero, de alguma forma ainda vendemos o voto por aqui) e deu no que deu.

      Sal no Rabo vem desde lá dos idos não sei de quando fazendo a cabeça de muitos graças ao jeito dele de falar sem regular suas palavras. Pessoas que buscavam uma liberdade similar (sem refletir sobre a mesma) começaram a ficar no arredor – desde humoristas sem controle até músicos falidos.

      Culminou em 2018/2019 e estamos aqui falando sobre isso.

      Soma-se outro fato: a “esquerda” (ou o lado mais sociável da política) não aprendeu a se corrigir e tentar se comunicar com as pessoas. Enquanto que a direita pegou a máxima do O-lamo de Car**lho de “qualquer idiota pode ser inteligente”, a esquerda foi na métrica de que “conversas apenas no nível da conversa”. Muitos não se rebaixam ao ponto de tentar serem didáticos a população mais carente de intelectualidade e política. Ignoram a máxima do Joãozinho Trinta (Pobre gosta de luxo, quem gosta de pobreza é intelectual).

      Enquanto não se refletir em formas de atacar a raiz do problema, vamos ficar com estes problemas. A culpa é de todos, então os dedos apontam para todos os lados, inclusive para si (e mim) mesmo.

      1. Concordo contigo que a esquerda negligenciou pautas muito caras à população, como a segurança pública, e que acabaram sendo decisivas para o resultado das eleições.

        Só não acho que esse é um movimento exclusivo nosso. Em vários países — EUA, Hungria, Itália, Turquia — o populismo de direita está fortalecido. Não vou lembrar quem, mas alguns meses atrás li uma entrevista com um cientista político em que ele dizia que o mundo vive uma “ressaca democrática”. Após todos os avanços democráticos que tivemos desde a queda da União Soviética, parte da população, se vendo desatendida das suas demandas, passaram a questionar esse sistema. O distanciamento temporal e o revisionismo também colaboram para essa nostalgia sem sentido de um tempo mais autoritário.

        Eu sinceramente não sei qual é a saída e só torço para que, até voltarmos ao caminho do progresso, o estrago não seja tão grande quanto o que está se desenhando. (Era óbvio que esse governo seria um desastre colossal, mas não imaginava que levaria menos de um mês para isso ficar tão explícito.)

        1. Tava aqui pensando que por uns tempos, também acabei caindo nessa visão de “revisionismo”. Eu sinceramente estranhava que a ditadura não tinha tantas críticas, e então comecei até a falar que não seria ruim. Dado também que já falaram que parte do aceite da ditadura de 64 não era apenas culpa dos militares, mas de uma classe social no país, para mim era uma visão plausível de que 64-88 foi uma época razoável.

          Se não fosse eu seguir alguns @ e ler um pouco mais, além de parar e pensar melhor, talvez estaria mais do lado “deles” – dos minions de direita.

          Vejo uma parte da “esquerda” (Ao menos na bolha do twitter) que é combativa, mas até que pelo menos uma @ já falou para se fazer uma autocrítica e tentar “se rebaixar aos mortais”, tentar fazer as pessoas falarem com o próximo sobre política. Mas aí, bem, sabemos como lidamos com isso… (A política é uma mer**, etc…)

          Não existe uma saída fácil, ninguém sabe realmente quem ou como vai ser a saída. A sensação que tenho é que ao menos no BR, apesar dos latidos e rangidos, as mordidas apenas estão vindo de quem já morde – dos criminosos que já estão na ativa, sejam eles milícias, traficantes, etc…

          Acho que o que falta é ter alguém que se faça como um nome e exponha a todos que a responsabilidade do país e da manutenção da paz é nossa, mas no sentido político real, não no sentido de nacionalismo de grife. Ou talvez, dar um “tapa na nossa cara” para mostrar que talvez nós estamos ignorando muitas coisas em detrimento da nossa covardia em lidar com a política do dia a dia, com o vizinho, com o pessoal do bairro.

          A conveniência do “Cidadão Médio Brasileiro” é um misto de medo e conforto. Enquanto o CMB não for atingido, não teremos tantas mudanças radicais.

        2. Todo mundo que se diz progressista já matou a charada do motivo da esquerda ter perdido território no mundo, menos a esquerda partidária. E a brasileira é pior ainda nisso e mantém-se fechada nos seus ricos porões dentro dos bairros ricos se esquecendo das demandas do povo. Essa ressaca social-democrata é mundial e o problema da esquerda foi focar nas pautas transversais (identitárias) e se desvincular das pautas centrais (economia, saúde e segurança) a ponto da direita xucra se apropriar de pautas que nunca foram a especialidade dela.

          Porém, o problema nunca, jamais, e em hipótese alguma foi o Bolsonaro ou o clã dele. O grande problema, pra mim, é o Paulo Guedes e a agenda ultraliberal dele. Os estragos sociais que uma pessoa como o Bolsonaro faz são reversíveis em pouco tempo (menos de 2 anos), contudo o que uma política alinhada com o antigo tatcherismo (a Tatcher, grande inspiração do modelo guedesiano, destruiu boa parte da Inglaterra e jogou na pobreza uma massa de pessoas, principalmente os trabalhadores dos portos em Liverpool, numa pobreza extrema), como vemos no Paulo Guedes, traz não é reversível. E isso ainda traz de solavanco o crescimento de maluquices como o NOVO (que prega o fim do SUS, da educação pública estatal e de todo o aparato de sustentação social que mantém coisas como BF) em troca de vouchers para a iniciativa privada (algo que não deu certo em nenhum local) e de uma previdência que está, literalmente, matando os idosos chilenos.

          O primeiro passo da liberalização está sendo dado com as reformas da previdência e a reforma tributária que vai acentuar ainda mais a progressividade da nossa tributação com aquela alíquota única de IRPF de 20%. A tendência é de uma desestatização completa da economia em pouco tempo (menos de 2 anos) e uma desmonte completa de serviços essenciais do Estado.

          Ah, e de quebra, como já indicado pela NET/Claro, teremos uma franquia de internet fixa ainda esse ano sendo implementada (principalmente se pensarmos que o trumpismo trouxe a revogação da neutralidade de rede nos EUA pela FCC). Esse sim será o legado do Bolsonaro pro Brasil: um país na pobreza extrema e sem recursos/meios de se reerguer e completamente entregue às elites oligárquicas. Será algo tão violento socialmente quanto as castas indianas.

          1. O interessante é que apesar do abraço as pautas identitárias (que sempre são necessárias, mas é notório que sua prioridade gera problemas), parte da “esquerda” BR acabou indo nas atitudes de infraestrutura básica mesmo (pois houve um investimento razoável em mobilidade e até na questão da famigerada transposição).

            Noto que o problema da pauta identitária é que quem faz sua luta não consegue se comunicar ao cidadão comum, acaba só falando entre si e brigando com quem compra a briga (geralmente os minions de direita).

            PSOL mesmo tem este problema: é um partido que tenta se demonstrar de cunho social, mas fica muito no “vamos lutar! etc… etc…” (tipo que nem o vídeo de política do John Cleese).

            As vezes acho que quando quebraram a imagem de “brasileiro cordial”, de fato tirou a máscara que protegia um pouco nós de sermos atingidos pelos extremos.

          2. no curso de história q fiz, meus professores, todos progressistas, torciam o nariz para as questões econômicas (de viés marxista ou não). ou seja, não tinha o alardeado marxismo nas aulas, mas tinha muita história das mentalidades, novas abordagens, a história dos vencidos etc (o q esses malucos devem chamar e entender hj por ‘marxismo cultural’). era ótimo. eu achei ótimo! e acho q muitas pessoas se formaram com essa parte nos seus estudos sendo negligenciada: a econômica e política. eu tinha interesse nesses dois assuntos e os estudei por fora minimamente. daí q as pautas identitárias nunca me seduziram de todo (tenho divergências sobre algumas como já falamos). e, infelizmente, deu no q deu. baixou-se a guarda para os detratores e gente violenta (sem escrúpulos e malucas). acho q o estrago será brutal. o guedes já disse a q veio e ele tem um projeto nacional q vai arruinar a vida de milhões de pessoas. ele, claro, não se importa com essas pessoas. ele é ricaço, vive uma fantasia napoleônica e, com certeza, acha o bozo um boçal. não tem lealdade nenhuma aí: é só um plano. como quem aposta num cassino em Mônaco e sabe q vai ganhar.

            não vejo por onde isso possa ser revertido. talvez uma tragédia retumbante… alguma comoção social extremamente forte (geralmente provocada por guerras). manifestações estão fadadas a serem esmagadas ao mesmo tempo q a paranoia com a esquerda permanentemente instigada. a sociedade armou (veja só q é até literal a coisa) uma armadilha da qual dificilmente sairá.

            a saída do jean não comoveu. a corrupção da família bozo e a relação deles com a milícia tb não. ou seja, dois eventos sérios não parecem importar aos brasileiros com a ainda alguma lucidez.

          3. sem falar q a esquerda cai como uma patinho nas falas da damares. qdo mais a lógica azu/ e rosa ela propor, mas ela será a cortina de fumaça perfeita. se vacilar, de todos os ministros, ela está responsável pela parte mais fundamental dessa farsa: distrair a oposição.

    3. Eu já estava prevendo uma administração cheia de retrocessos e desgovernos, mas cada dia me surpreendo negativamente com a falta de preparo não só do presidente, mas também da equipe que o cerca.

      Essa atitude do Jean Wilys bateu ainda mais forte em mim, foi o alerta máximo de “estamos fodidos”. Sei nem o que pensar mais, se me abduzo para fora disso e permaneço alheio ao que acontece no cenário político, ou se me mantenho informado e inconformado, angustiado com o presente e o futuro. Por hora, decidi dar um tempo no twitter pois toda a reverberação está me fazendo mal.

      1. tb estou me afastando desse noticiário mais imediato. vou ficar com as análises mais aprofundadas q ainda vão surgir. o q esses caras estão fazendo ainda é só o começo. concordo com o paulo, o estrago virá do guedes e eles serão duradouros para várias gerações. mas até aí eu já não sei bem o q pensar de, por exemplo, uma sociedade cheia de problemas como a paulistana (de ricos e pobres) q fica vidrada num confeiteiro babaca q faz um bolo de aniversário pra cidade (numa confeitaria para ricos) com a frase “I love sp”. eu acho q já perdi a ligação com esse planeta…

    1. Confesso que é uma escolha difícil de fazer. Confiar na Google todos os seus dados ou confiar numa empresa russa de adblocker que tem permissão de leitura e escrita para todos os seus dados em todas as páginas que você visita. ;)

      “Ah! Mas é open-source, só olhas o código” Segue a história da semana: https://twitter.com/3lbios/status/1087848040583626753

      1. Essa escolha é impossível de saber qual é a pior.

        Mas eu falava mais do problema que é a nova API do Google Chrome que, ao que tudo indica, vai limitar o adblock (qualquer um) de funcionar. Ou seja, o Google vai meter goela abaixo anúncio e foda-se.

      2. Os bloqueadores de conteúdo para macOS e iOS não conseguem acessar o histórico de navegação do usuário, certo? Essa é, de fato, uma preocupação importante.

        Quando você diz “empresa russa de adblocker”, está se referindo a alguma específica? Se sim, qual?

        1. Ah não, imagino que você esteja um pouco equivocado sobre como extensões funcionam.

          Existe sim uma API para acessar histórico do navegador, mas o usuário precisa dar permissão para isso. Um pouco meio óbvio, certo? Vamos pensar como podemos pegar o histórico de navegação de um usuário de um jeito mais escondido. :)

          Extensões não é nada mais que um pequeno código javascript que roda na mesma página do usuário. Como obviamente isso soa (e é!) perigoso, browsers implementam restrições e pedem para que o usuário decida se deseja se tal código deva ser executado ou não.

          Para criar uma extensão para monitoramento é preciso apenas duas coisas: acesso de leitura a todas as páginas do usuário e fazer uma chamada HTTP normal. E é meio óbvio, mas para um conteúdo ser passível de ser bloqueado, você precisa ser capaz de ler o conteúdo de uma página. Quanto a fazer chamada HTTP, você também precisa dar permissão. Eu teria que testar mas acredito que não seja necessário para um adblocker essa permissão para que funcione corretamente, mas sem surpresas para mim, uBlock requisita webRequest e [1].

          Segundo documentação da Google[2] (acredito ser similar para outros browsers, necessário confirmação), a mensagem de alerta que deve ser solicitada para o usuário confirmar acesso é: “Read and change all your data on the websites you visit“. Novamente sem surpresas para mim, as três extensões com maior número de downloads da Chrome Web Store (AdBlock[3], Adblock Plus[4] e uBlocker[5]), solicitam essa permissão.

          Há mais algumas coisas para manter em mente. O código open-source publicado não precisa ser necessariamente o código da extensão (caso o desenvolvedor queira omitir algo). Extensões são atualizadas automaticamente, portanto podem rastrear por janelas de tempo para não ser tão óbvio. Códigos de extensões podem ser ofuscado ainda[6].

          E por fim, a questão sobre “empresas russas”. Foi uma brincadeira confesso. Não sei a origem por trás dos criadores de extensões mas sei de relatos de pessoas que venderam suas extensões por uma quantidade de dinheiro[7]. Colocando em perspectiva que _você_ é o responsável hipoteticamente por uma extensão com mais de 10 milhões de usuário, quanto será que vale o acesso a essa informação? 5 milhões? Você venderia sua extensão por 5 milhões de doletas? Acredito quando você diz que não mas o atual responsável pode ser que não (caso já não tenha feito). ;)

          Pelo ponto de vista de anonimidade, não vejo muito sentido em usar adblockers, imagino que seja pior. Quanto a notícia em si, preciso ver os detalhes técnicos a fundo, mas pode ser que seja realmente esse o ponto que a Google esteja querendo tratar. Pois por algum motivo não claro para mim ainda, há uma extensão que se manterá funcionando. Eu também não acredito que a Google seja tão boazinha, eu sei, eles querem os dados só para eles. Mas tudo bem, por enquanto eles tem sido mais responsáveis que a maioria das empresas. Lembrando que Firefox já flertou de perto com a venda de dados e ads também[8].

          [1] https://github.com/gorhill/uBlock/blob/master/platform/webext/manifest.json
          [2] https://developer.chrome.com/extensions/permission_warnings
          [3] https://chrome.google.com/webstore/detail/adblock/gighmmpiobklfepjocnamgkkbiglidom?hl=en-GB
          [4] https://chrome.google.com/webstore/detail/adblock-plus-free-ad-bloc/cfhdojbkjhnklbpkdaibdccddilifddb?hl=en-GB
          [5] https://chrome.google.com/webstore/detail/ublocker-1-adblock-tool-f/adkfgdipgpojicddmeecncgapbomhjjl?hl=en-GB
          [6] https://www.zdnet.com/article/google-to-no-longer-allow-chrome-extensions-that-use-obfuscated-code/
          [7] https://www.bleepingcomputer.com/news/security/-particle-chrome-extension-sold-to-new-dev-who-immediately-turns-it-into-adware/
          [8] https://blog.mozilla.org/advancingcontent/2015/05/21/providing-a-valuable-platform-for-advertisers-content-publishers-and-users/

          1. Agora não tem mais o botão de like nos comentários, mas, toma meu like pela explicação detalhada e didática =)

            Ou seja, o Google fecha a API pra extensões bloqueadores de anúncios e apenas a solução dele (não sei se o Chrome já tem ou não o bloqueador nativo que eles prometeram) passa a funcionar e assim apenas eles tem o controle dos meus dados e eu preciso ver anúncios o dia todo em todos os locais da web que eu for (o que muitas vezes torna a leitura impraticável, inclusive) ou então eu entrego meus dados de navegação para uma empresa qualquer que eu não sei o que exatamente faz ou pode fazer com tais dados … me parece que não tem muita saída mesmo.

          2. Ah sim, extensões de navegadores precisam de permissão de leitura e escrita para bloquearem anúncios. Estava me referindo aos bloqueadores de conteúdo da Apple, que não têm essa capacidade. Da documentação da Apple:

            In addition to blocking unwanted content, a Content Blocker extension protects privacy. For example, the extension doesn’t have access to users’ browsing activity and it can’t report activity to your app. By blocking cookies and scripts, the extension reduces the information that Safari provides to other websites.

            O próprio Safari diz que a extensão do bloqueador de conteúdo não tem acesso à leitura ou transmissão de qualquer dado de navegação (veja).

            Há espaço para aperfeiçoar a maneira como os bloqueadores de anúncios funcionam, mas não acho que o Google esteja em posição de liderar ou mesmo apoiar essa mudança. Aquele bloqueador embutido do Chrome é só uma cortina de fumaça — do próprio Google: “de milhões de sites que revisamos até hoje, menos de 1% deles tiveram seus anúncios filtrados”.

            A Mozilla estava perdida na primeira metade da década, acabou fazendo muita besteira como esse flerte com a publicidade segmentada. Depois que largaram o Firefox OS, parece voltaram a focar no essencial e abraçaram a privacidade como um diferencial para o Firefox. Se considerarmos que o Safari, o melhor nesse quesito, atende menos de 20% da população conectada, é um diferencial válido para os universos Android e Windows.

          3. Uau, que senhora explicação.
            E mais uma coisinha para me deixar preocupado/paranóico…

    2. eu uso o firefox e meu note pira: começa a esquentar, o processamento aumenta, fica barulhento, fica lento… infelizmente não tenho dado sorte com o firefox… e queria q fosse o meu navegador principal. :/

      1. Isso rolava comigo nas versões anteriores do FF. As três últimas arrumaram isso, ao menos pra mim.

        Mas sim, o FF tem problemas (ainda) de renderização e de consumo de bateria e recursos.

      2. Correndo o risco de ser xingado aqui, mas e o Edge? (Você usa Windows 10, certo?) Ainda que em breve ele vá migrar para o Chromium, por ora ainda usa um motor da própria Microsoft — e, dizem por aí, está num nível usável com as últimas atualizações.

        1. Eu uso o Edge seguidamente. Principalmente quando o FF dá algum problema de navegação. Ele funciona muito bem em SSD e muito mal em HDD. Ele é bastante rápido e responsivo, não deve nada pro Chrome, contudo, carrega o estigma do IE ainda.

      3. tentei usar no linux e também não tive uma boa experiência. A performance dele comparada ao Brave é bem ruim.

  9. Só gostaria de compartilhar essa tese, “The Presentation of Self on a Decentralised Web”. A rhiaro tem um site incrível onde compartilha muitas coisas, mas tem o controle de onde essas coisas são compartilhadas. É um sonho para quem curte plataformas descentralizadas.

    Tese: https://github.com/rhiaro/thesis
    Site: https://rhiaro.co.uk/

  10. Já tenho algumas ideias adiantadas, mas queria ouvir de vocês. Em uma eventual assinatura paga do Manual do Usuário, vocês conseguem imaginar algum benefício que seria legal para retribuir àqueles que ajudarem o site financeiramente?

    1. Hmmm acho que isso dependeria do conteúdo que estará dentro da parte paga… o que pensa em oferecer na paga? Talvez me de idéias…

    2. Usualmente o que oferecem é conteúdo exclusivo em grupos de Telegram, Whatsapp ou Facebook com matérias feitas apenas para estas pessoas e que circulam apenas dentro dos grupos para evitar o paywall no site porque isso acaba tirando tráfego do site (a pessoa entra aqui e vai ler alguma matéria e cai de cara no paywall, a chance de retornar, caso seja um leitor eventual, é bem pequena). Alguns podcasts criam sorteios entre os membros pagantes e programas exclusivos. Outros dão a possibilidade de votar ou sugerir pautas para o site/podcast.

      Acho que não tem um modelo bem estabelecido. Eu pagaria apenas para ajudar o site a se manter, ainda mais com ele longe da Gazeta, sem ser necessária uma contrapartida para isso. Cheguei a fazer assinaturas/doações pro MdU na época que você mandava os adesivos, tenho até hoje um colado no Chromebook. Eu, particularmente, prefiro o modelo de doação/assinatura orgânico (para manter o site) do que o modelo de conteúdo exclusivo, mas, acho que a maior parte das pessoas quer “mimos” como contrapartida.

      Sobre valor, ainda que não tenha sido perguntado, eu acredito que poderia pagar algo até R$10 mensais, que é mais ou menos o intervalo de planos que eu vejo por aí (de USD 1 até USD 5).

      1. Não está nos planos fechar o conteúdo do site para assinantes. Acho que é um dever de quem está deste lado buscar fontes de receita que não restrinjam o conteúdo — até porque, convenhamos, não é como se o que eu publico aqui tivesse tanto valor a ponto de justificar a escassez/exclusividade.

        A única produção que pretendo restringir a assinantes é o olhar nos bastidores do site, uma espécie de relatório mensal dele, com estatísticas, histórias de bastidores e as dificuldades que tive durante o mês, provavelmente enviado por e-mail.

        1. Me agrada esse modelo. Bastante. Não fecha o site para aqueles que não podem/querem pagar, não cerca os pagantes no Facebook (algo que eu já esperava do MdU) e de quebra traz um “extra” pra quem paga.

          1. também curti bastante.

            tb pagarei para ajudar, nem precisa dar algo em troca

            mas esse “mimo” é bem legal

    3. um quadro humorístico (ou se vc preferir ‘sketch’ de humor) sobre a indústria tech seria um bom pagamento.

      1. Quando disse ao meu pai que em 2019 voltaria a tocar meu blog, ele sugeriu publicar umas piadas, porque é isso que o povo gosta. (Obviamente que ele não acompanha o que eu escrevo aqui, haha.)

        Em tempo: não sei fazer humor :(

        1. O que é um quadrado na parede da Microsoft?

          Windows :p

          (Humor tech é ruim de fazer mesmo)

    4. apesar de não ter participado de nenhum (e de ter ganhado um), seria legal voltar com o clube do livro.

    5. Gostei da sugestão da volta do clube do livro. Acrescento os sorteios de equipamentos recebidos para review como acontecia antes. Acho que são bons caminhos…

  11. Esse negócio de celular dobrável… o quão ruim será a durabilidade de bateria considerando que há mais tela para iluminar em baterias mais finas para fazer a dobra ser viável?

    1. eu penso no quão ruim será a durabilidade no geral. Esse lance de dobrar tela para cá e para lá, não sei a longo prazo como se comportará.

    2. Bateria não será problema. A tela ser de plástico que será. Sabemos o que acontece quando ficamos flexionando plástico, ele marca, deteriora e posteriormente quebra

  12. Ajudem-me a ajudar o Ghedin: busco indicações de boas mochilas para notebook.

    A minha atual, da Bagaggio (modelo Tokyo) estava indo muito bem, aguentando todo o peso e maus tratos que eu jogava nela. Contudo, meu notebook atual tem cantos que parecem rasgar a mochila por dentro e hoje a minha queridinha está toda desfiada e sem estabilidade estrutural.

    1. te recomendo deuter, mas são caras. tive uma que usei sem dó e ela durou muitos anos (cinco ou mais). mas são as únicas que não desmancham. comprei uma da hp e, cara, durou uns dois ou três meses (e nem carregava tanto peso assim nela). comprei uma da decathlon e ela até que aguenta, mas já tem alguns sinais de desgaste. acho q vale investir um pouco mais pra ter algo durável.

      1. Estamos falando de quanto?
        Vi umas das Dell que parecem interessante e um preço bom, <150. Nunca vi dessa marca que você recomendou

        1. Mochilas da Deuter tão na faixa de 500 pilas, pra cima.

          Podes achar mais baratas da Nautika que, recentemente, parece que melhoraram um pouco a qualidade. Mas o preço subiu também.

          Uma marca nacional é a Curtlo, mas são caras também, na faixa de 500.

          Indico essas marcas de aventura pois fazem mochilas para usos “brutos”, então, em uso urbano será tranquilo. Porém, são mais caras em virtude dessa durabilidade maior.

          Outras mochilas urbanas, principalmente de marcas genéricas, não tem a mesma qualidade de materiais que as mochilas mais “fortes”.

          Você pode ter sorte de pegar uma mochila barata e que aguente um bom tempo, ou que não passe 6 meses e ela já está desfiando, descosturando, etc.

    2. Em 2012 eu comprei uma da marca Stondënkel. Ela sobrevive bravamente até hoje, só não uso muito pois ela encardiu um pouco. Mas no aspecto físico, ela ainda está inteira, sem qualquer rasgo, interno ou externo. Os zíperes ainda estão ótimos. Porém, acho que a marca nem existe mais, pois dei uma rápida pesquisada na internet e não encontra mais. :(

      1. Pois é, essa é uma grande dificuldade desses produtos, saber de boas marcas.

  13. Passei pra dizer que gostei do layout novo, bem agradável, e curti o Tecnocracia.
    Sobre a postagem mais velha sobre a palavra notch, eu, particularmente, fico mais “de olho” no próprio notch do que na palavra. Independente do nome que é dado, sempre acharei feio. Para os leitores, vocês acham bonito? Gostam das atuais soluções, como o slide ou o furo na tela (que eu só chamo de furo, sem nomezinho tosco), até mesmo as peças mecânicas, como o pop-up do Vivo Nex? Duas telas talvez?
    Comentem aí, vamos socializar sobre meu assunto preferido, tecnologia.

    1. Estou usando um celular com entalhe pela primeira vez e repito o que todos que usaram um dizem: você nem percebe e ganha uma tela maior. Para mim, só vantagem.

      Os mecanismos com partes móveis como o do Vivo Nex passam uma sensação ruim de fragilidade. Imagine, daqui a um ano, esse negócio emperrando e você perdendo as câmeras do celular por isso.

      1. Eu usei 3, dos quais 2 são amoled. Devo ter um toque forte, pq toda hora reparava que havia uma “quebra” no retângulo que é a tela de um celular. Maioria das pessoas que conheço, mesmo as que não são ligadas em tecnologia, acharam o entalhe simplesmente feio, disseram que com o tempo se acostumaram a ignorar, o que é diferente de aceitar. Melhor seria sem.

  14. minha mãe casou hoje e mudou o sobrenome.

    falaram que vou ter que mudar meus documentos por isso, é verdade mesmo? não quero ter esse trabalho…

    1. Talvez eu esteja muito enganado, mas até onde sei, não precisa, não. Para ter certeza, mesmo, só consultando um advogado. (Depois que fizer isso, lembre-se de nos contar o desfecho!)

    2. Você não precisará mudar seu sobrenome ou documentos. Fique tranquilo.

      1. Meu nome eu sei que não, pois tenho o do meu pai.

        mas o meu pensamento é que o da minha mãe mudou, então o nome dela na minha identidade e certidão de nascimento estão defasados, rs.

        1. Vai adicionar um sobrenome ou vai remover alguma parte do nome?

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