A mesa de trabalho da crítica de cinema Ieda Marcondes
Meu nome é Ieda Marcondes, sou crítica de cinema. Mantenho um site, o iedamarcondes.com, e também produzo e participo de podcasts sobre filmes e séries.
Meu nome é Ieda Marcondes, sou crítica de cinema. Mantenho um site, o iedamarcondes.com, e também produzo e participo de podcasts sobre filmes e séries.
Todo mundo sabe que a maneira certa de aprender a usar o git é tentar uns comandos até dar certo e, depois disso, repetir ad nauseaum. Para quem ainda está na primeira parte ou (bate na madeira!) quer aprender git de verdade, este resumão (memorex?) da Julia Evans é um ótimo ponto de partida.
[en] Git Cheat Sheet
@b0rk@jvns.ca
Se preferir, baixe o *.pdf.
A exemplo de muitos empreendedores digitais, o estadunidense Justin Duke achou que podia fazer um serviço de newsletters melhor que o TinyLetter, que ele usava para mandar notícias a amigos e familiares.
Em 2016, motivado pelas falhas constantes do TinyLetter, àquela altura já esquecido pelo Mailchimp — que adquirira o pequeno serviço anos antes —, Justin lançou o Buttondown.
O fiasco da voz do ChatGPT “inspirada” na da Scarlett Johansson reforçou minha teoria de que as grandes mentes do Vale do Silício não sabem interpretar filmes e livros. Ou talvez não os assistam até o final. Ou as duas coisas.
De qualquer forma, o que poderia ser apenas um constrangimento se torna um problemão quando as obras favoritas desses ~gênios bilionários e poderosos são distopias.
A grande novidade da semana da Microsoft foi o lançamento de uma nova categoria de notebooks, chamados PCs Copilot+.
Eles trazem chips ARM da Qualcomm que, as duas empresas juram de pés juntos, são capazes de fazer frente aos da Apple, que desde 2020 fazem os da Intel e AMD passarem vergonha e demolem qualquer justificativa objetiva para alguém comprar um notebook de +US$ 1 mil de outra marca ou com outro sistema operacional.
Há motivos para acreditar que desta vez, depois de algumas tentativas frustradas de levar ao Windows à arquitetura ARM (a mesma dos chips da Apple e de celulares), é pra valer.
O Snapdragon X Elite que move esta fornada de notebooks Copilot+ tem as digitais da Nuvia, startup formada por ex-engenheiros da Apple, que a Qualcomm adquiriu em 2021.
À parte a promessa de lidar com um pé nas costas com recursos de IA, como o Recall e traduções em tempo real em texto (legendas) e áudio, a migração para a arquitetura ARM, se tudo correr bem, deve trazer maior autonomia de bateria e desempenho aos notebooks com Windows.
Do seu lado, a Microsoft disse ter otimizado o sistema para os chips ARM e criado uma camada de emulação para softwares x86 chamada Prism. Se for tão boa quanto a equivalente da Apple, a Rosetta 2, a escassez de apps específicos para ARM num primeiro momento deverá ser indolor aos consumidores.
Os notebooks Copilot+ não serão baratos. O preço mínimo dos da Microsoft e de parceiros, como Asus, Dell e Lenovo, é de US$ 999, o que os coloca no território do MacBook Air, o campeão de vendas da Apple e alvo prioritário da Microsoft nessa investida — não foram poucas as comparações feitas durante a apresentação.
A notícia é boa para mais gente, incluindo quem não gosta do Windows. Em paralelo à colaboração com a Microsoft, a Qualcomm está trabalhando para fazer o seu Snapdragon X Elite rodar suave no Linux. Vários recursos já foram incorporados às versões 6.8 e 6.9 do kernel e o que falta já está mapeado para as duas próximas.
No planejamento da Qualcomm, em novembro teremos acesso a instaladores fáceis e totalmente compatíveis do Ubuntu e Debian.
A julgar pelas decisões da Microsoft em relação ao Windows — que virou um cabide de penduricalhos de IA ou vitrine para serviços “Copilot” —, é bom mesmo que haja suporte a sistemas operacionais alternativos.
O ano do Linux é sempre o próximo, mas para quem já vive no futuro, ter notebooks ARM com bom desempenho que não sejam da Apple é uma ótima notícia.
No início de maio, Satya Nadella, CEO da Microsoft, enviou um memorando a todos os funcionários da empresa com uma mensagem explícita: segurança deve ter prioridade máxima.
A empresa se viu em maus lençóis após uma série de falhas críticas em serviços de e-mail/nuvem virem à tona, resultado de “uma sequência de falhas de segurança” que poderiam ser prevenidos, segundo relatório do Departamento de Segurança Interna dos EUA.
Menos de um mês depois, no evento pré-Build desta segunda (20), o mesmo Nadella anunciou o Recall, recurso carro-chefe dos novos notebooks “Copilot+” (leia-se: “com inteligência artificial”), que faz o Windows 11 tirar prints da tela a cada minuto e permite pesquisar por tudo que a pessoa viu e fez durante meses. Ou, como explicou um especialista em segurança, “um pesadelo de privacidade”.
A Microsoft bate na tecla de que os dados são armazenados apelas localmente e criptografados — ainda que faça uma distinção confusa sobre níveis de criptografia a depender da edição do Windows 11.
Ok, é o mínimo, mas isso não ajuda em diversos cenários, como roubo/furto do dispositivo, apreensão do dispositivo por autoridades e abuso/assédio doméstico.
Comentários jocosos pós-anúncio diziam que a Microsoft instalou um spyware nativo no Windows 11. O Recall pode ser útil? Com certeza, ainda mais para pessoas distraídas e/ou bagunçadas. É preciso pesar utilidade com segurança, porém, um cuidado que o CEO da empresa pediu — relembro — que fosse elevado a prioridade há menos de um mês.
Talvez o Copilot do Outlook tenha ignorado essa mensagem ao “resumir” a caixa de entrada de algum gerente de produtos da Microsoft.
Muita calma nesta hora: uma empresa chamada Daylight Computer anunciou o DC-1, um tablet Android com tela e-ink (tipo a do Kindle) que promete rodar a 60 quadros por segundo. Bom demais para ser verdade? A “edição dos fundadores” sai por US$ 729 (~R$ 3,8 mil em conversão direta).
Daylight Computer DC-1
daylightcomputer.com
Atualização (14h09): Como bem observou o leitor AVRDoido ali nos comentários, a tela não é e-ink, mas sim TLCD. Ainda é legal, mas um pouco menos.
O Google paga US$ 60 milhões por ano ao Reddit para que, entre outras coisas, sua IA dê a dica de usar cola para “grudar” a cobertura da pizza porque há 11 anos o usuário “fucksmith” deu essa brilhante dica por lá.
[en] Dica da IA do Google para preparar pizza
Kevin Beaumont @ Mastodon
No Órbita, arthurr comentou que sua conta do Outlook, da Microsoft, sofre uma média de 20 tentativas de acesso por dia.
Por curiosidade, abri o registro de atividades recentes da minha conta Microsoft, que faz uns bons anos não uso para qualquer coisa que seja, e deparei-me com cenário parecido. São tentativas frustradas por senha incorreta e que usa o e-mail secundário como “alias da conta”.
A minha hipótese é de que sejam robôs abastecidos com dados de vazamentos anteriores diversos que ficam tentando logar em quaisquer contas de e-mail. Para quem reutiliza a mesma senha em vários lugares, o risco é real.
Na mesma conversa do Órbita, Fábio deu uma dica ótima para eliminar essa importunação:
Tornar o principal do e-mail/alias recém-criado.A partir de agora, seu e-mail principal não serve mais para fazer login. (Dá erro ao tentar usá-lo.) Para acessar a conta associada a ele, é preciso informar o e-mail/alias que acabou de ser criado.
A lógica é bem simples: como o e-mail recém-criado não é conhecido e o original foi desabilitado para autenticação, os robôs perderam o dado de que dispunham para tentar invadir a conta.
Certifique-se de duas coisas: 1) guardar bem o e-mail/alias recém-criado para não correr o risco de esquecê-lo; e 2) não divulgá-lo em lugar algum.
No mesmo dia em que avisou que a IA generativa havia chegado aos resultados do seu buscador, o Google anunciou com discrição um “filtro Web”, que retorna apenas os bons e velhos links azuis. Tonya Ugnich criou um site que facilita definir o filtro Web como padrão no Chrome e Firefox.
[en] Defina “Google Web” como padrão
TenBlueLinks.org
Outra dica, que acho até melhor, é usar um buscador web decente, tipo o DuckDuckGo.
Saudações terráqueos, meu nome é Carlos. Na minha identidade secreta sou analista no Serpro, onde trabalho principalmente com desenvolvimento e gerenciamento de infraestrutura. Meu esconderijo é em alguma coordenada da cidade que chamam de Florianópolis (SC). E esta é a minha estação de trabalho na qual passo, no mínimo, oito horas por dia.
Até 2021, o AntennaPod, popular app de podcasts para Android, era um emaranhado baseado em dois módulos apenas. Num esforço enorme, os desenvolvedores “quebraram” os dois módulos em vários, facilitando a manutenção, testes e adição de novos recursos. O vídeo acelerado da evolução do código, de 2012 até hoje, é hipnótico.
[en] Modernizando a estrutura do código do AntennaPod
ByteHamster @ AntennaPod
Vi no Mastodon: a NLnet Foundation está oferecendo financiamento, de € 5 mil a € 50 mil, para indivíduos que desenvolvam projetos de software livre. Todos os detalhes e formulário de candidatura (prazo até 1º/6) neste link (em inglês).