Novo benefício da assinatura: links do dia por e-mail

Quem assina o Manual tem direito a um novo benefício: receber os links do dia por e-mail.

Não tem muito segredo: em vez de acessar o site ou ser avisado na manhã seguinte via redes sociais/apps de mensagens, você recebe todos os links pouco depois da lista do dia sair no site, no conforto do seu e-mail.

Note que este é um benefício *opcional*. O Manual tem o cuidado de não ser um incômodo, logo, qualquer acréscimo às suas… coisas é sempre avisado de antemão e opcional. Se não quiser os links do dia por e-mail, tudo bem, há outros benefícios suculentos na assinatura:

  • Acesso a serviços web do PC do Manual, incluindo o Wallabag, uma ótima alternativa ao (em breve) finado Pocket.
  • O nosso animado (e respeitoso) grupo no WhatsApp.
  • Podcasts semanais via WhatsApp em que falo dos bastidores do projeto.
  • Clube de descontos.

E, claro, o mais importante: contribuir para que o Manual, um dos últimos lugares legais da web, continue na ativa, provocando reflexões, pegando no pé da big tech e criando coisas que não dá dinheiro nem viralizam, mas que são legais demais para não fazer.

A assinatura custa só R$ 9/mês ou R$ 99/ano (no Pix).

Links do dia

Toda semana, faço uma curadoria de links legais que encontro nas minhas andanças pela web. Quer mais? Acesse o arquivo.

Bounce: uma ferramenta de migração entre protocolos (em inglês), A New Social. Migrar seguidores entre Bluesky (protocolo AT) e Mastodon (ActivityPub)? Será…?

CTO da Meta diz que “a maré virou” no Vale do Silício para o apoio de empresas de tecnologia ao exército dos EUA (em inglês), Bloomberg. “A maré virou” = executivos como ele decidiram que está tudo bem vender para o Pentágono. (Como se a relação entre Vale do Silício e o exército estadunidense fosse novidade…)

Uber lança conta sênior com interface simplificada. O leiaute é bem mais agradável que o convencional. Queria.

KDE para exilados do Windows 10 (em inglês). E vamos de mais campanha de projetos FOSS aproveitando o fim do suporte ao Windows 10 em outubro. (Maneiro o suporte nativo ao git no Dolphin. Não conhecia.)

Poolsuite para Android. O famoso app de músicas com a vibe do verão (do Norte Global) acaba de ganhar uma versão para Android, a tempo do verão (deles).

Wayback Tweets 1.0 (em inglês). Ferramenta de arquivamento de posts no X desenvolvida pela Clarissa Mendes (minha sócia na Célere). Massa!

Simulador de máquina de escrever. Funciona melhor em computadores/dispositivos com teclado físico. Aperte Tab para ocultar a barra lateral.

Shifty: Uma nova série de Adam Curtis. “Shifty mostra, de uma maneira nova e imaginativa, Como nos últimos 40 anos na Grã-Bretanha, a financeirização extrema e o hiperindividualismo se uniram em uma aliança tácita.” A temática me soa local demais, mas Adam Curtis a gente vê não importa o assunto. Estreia lá agora em junho.

Fotos geradas por IA podem ser arte?

Na exposição Indomináveis Presenças, em exibição Centro Cultural Banco do Brasil, no Rio de Janeiro, até 30 de junho, são exibidas obras da artista Mayara Ferrão. Feitas com inteligência artificial generativa, elas emulam fotografias antigas a fim de “ressignificar o passado”: mulheres indígenas e escravizadas se beijando (exemplo), cenas que provavelmente ocorriam, mas de que não se tem registros por motivos óbvios.

O perfil do CCBB carioca no Instagram está batendo boca com alguns seguidores indignados com a promoção da arte criada com o auxílio da IA. Até em temas profundos, ainda sem respostas de quem vive de encontrar essas respostas (filósofos, no geral), o @ccbbrj está se posicionando:

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Links do dia

Toda semana, faço uma curadoria de links legais que encontro nas minhas andanças pela web. Quer mais? Acesse o arquivo.

Meta e Yandex “deanonimizavam” dados de navegação web de usuários do Android (em inglês), Ars Technica. Qual a diferença entre um código malicioso de espionagem e um aplicativo da Meta? Isso mesmo, nenhuma.

BC lança hoje o Pix Automático: entenda como vai funcionar a nova forma de pagamentoO Globo.

Honor lança o celular mais caro do Brasil, o dobrável Magic V3, por R$ 20 milMobile Time. A vice-liderança é do iPhone 16 Pro Max, que sai por R$ 15,5 mil. Todos os valores são os sugeridos pelas fabricantes.

A Cannes-tástrofe de Bezos (em inglês), Discoursted. Bezos e sua noiva, Lauren Sànchez, foram a Cannes no mega-iate de US$ 500 milhões que queima centenas de litros de diesel por hora para ela ser homenageada por suas contribuições à preservação ambiental. A sátira está morta.

/e/OS 3.0 chega com controles parentais melhorados, novas ferramentas de privacidade e Murena Vault (em inglês), It’s FOSS News. Um dos “forks” do Android voltados à privacidade, o /e/OS remove todos os vestígios do Google do sistema operacional.

Splinter. Um app web para postar “fios” no Mastodon. Dica: para “quebrar” em posts manualmente, use o código =====.

Ephe. Um “papelzinho” digital efêmero, que abre direto no navegador web, para organizar as tarefas e pensamentos do dia. (Tem uma barra oculta no rodapé com informações e um menu. Demorei um tempo para encontrá-la.)

The Restroom Archive. Um caso de estudo contínuo que documenta e celebra banheiros públicos com varreduras 3D de banheiros em restaurantes, postos de combustíveis e cafeterias estadunidenses.

Links do dia

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Ação da Cidadania rompe parceria com iFood: “Lucro acima das condições básicas”O Globo.

Mercado Livre aciona Justiça para impedir bloqueio de site no BrasilFolha de S.Paulo.

Em breve, brasileiros poderão vender seus dados digitais (em inglês), Rest of World. Transformar dados pessoais em bens financeiros é uma boa maneira de acabar com os últimos fiapos de privacidade dos dados que os brasileiros temos. Bola fora, Dataprev! / Conversa no Órbita.

Vencedores do Apple Design Awards 2025 (em inglês).

Testamos a IA do Google que traduz reuniões no Meet em tempo real. Funciona mesmo?O Globo.

App do YouTube passa a exigir no mínimo iOS 16 (em inglês), MacRumors.

Vivo libera sistema anti-spam grátis para todosTecnoblog.

Day One libera criação ilimitada de diários no plano gratuito (em inglês). Note que as outras (severas) limitações a quem não paga continuam valendo.

Nox Minima. “Imprima e construa gratuitamente uma elegante e resistente cúpula tridimensional com as estrelas e constelações do céu da sua cidade.”

Chooser. Um app para você opinar e avaliar… qualquer coisa. Pode ser legal, pode ser um caos. (Não testei, mas estou tentado.) Gratuito, para Android e iOS.

Every 5×5 Nonogram. Um jogo colaborativo, em tempo real, para resolver todos os 24.976.511 quebra-cabeças do tipo. (Nunca tinha ouvido falar em nonogramas; parece que também são conhecidos como picross. Aqui tem um tutorial.)

Markdown no Bloco de notas do Windows 11

Minha reação instintiva à notícia de que o Bloco de Notas do Windows 11 ganhou suporte à formatação de texto foi de rechaçá-la. Que blasfêmia! Lendo a notícia, porém, pareceu-me algo interessante: a formatação é via Markdown, dá para alternar entre texto formatado e puro clicando em um botão e, o mais importante, desabilitar a formatação por completo nas configurações do app.

(É por essas e outras que é sempre bom ler além do título da notícia. O do blog da Microsoft que anunciou este recurso, por exemplo, não menciona Markdown, o que me fez esperar pelo pior.)

O Editor de Texto, bloco de notas do macOS, oferece formatação rica (formato *.rtf). É horrível. Acho que só a uso quando abro o aplicativo pela primeira vez após reinstalar o sistema ou ao ligar um computador novo. Minha primeira atitude é trocar o padrão para texto puro, nas configurações.

Dito isso, adoraria que o Editor de Texto do macOS tivesse suporte nativo a Markdown, nem que fosse apenas um destaque de sintaxe, ou seja, sem a renderização da formatação.

Voltando ao Bloco de Notas do Windows, soube que a versão que vem sendo atualizada pela Microsoft com coisas legais (Markdown) e questionáveis (Copilot/IA) nos últimos três anos é, na real, um aplicativo novo. E que o antigo, aquele que passou mais de duas décadas abandonado pela Microsoft, continua acessível em C:\windows\system32\notepad.exe. E que se o novo for desinstalado, o antigo vira padrão automaticamente. É bom ter um becape quando grandes mudanças atingem um software até então confiável.

(Pelo menos é oque diz este comentarista do Ars Technica. Não tenho um PC com Windows para verificar as informações.)

Links do dia

Toda semana, faço uma curadoria de links legais que encontro nas minhas andanças pela web. Quer mais? Acesse o arquivo.

Meta planeja trocar humanos por IA para avaliar riscos sociais e à privacidade (em inglês), NPR. O que poderia dar errado?

Apple contesta ordem da UE para aumentar a compatibilidade com produtos rivais (em inglês), Wall Street Journal. O jogo de palavras da Apple para levar o debate à privacidade (o que não é o caso) é algo digno de nota.

Roku nunca fez tanta coisa, mas foco ainda é seu ingrediente secreto (em inglês), FastCompany. Reportagem cheia de detalhes da história e do modelo de negócio da Roku, a única plataforma de streaming independente (e a maior de todas).

Mais da metade dos 100 vídeos mais vistos de saúde mental no TikTok contém desinformação, diz estudo (em inglês), The Guardian.

Playground do Buttondown. Os amigos do Buttondown, serviço de newsletter que uso no Manual, lançaram um “playground” do editor deles. É isso o que eu vejo quando estou editando uma newsletter 😁

Subscribe Openly. Atire o primeiro mouse quem nunca bateu em um paredão de código XML ao tentar cadastrar um feed RSS. Este projeto propõe uma “landing page” para feeds. Mais uma criação do James (em inglês).

Redirector. Extensão para Firefox, Chrome, Edge e Opera que permite programar redirecionamentos automáticos entre domínios com base em expressões regulares.

Yet Another DNS Benchmark. Google? Cloudflare? NextDNS? O nosso Renan Altendorf criou esta ferramenta bonitona e cheia de detalhes para comparar servidores públicos de DNS. (Se você não sabe o que é isso, pode ignorar sem qualquer prejuízo.)

Assisti a Idiocracia (2005), do Mike Judge, seguindo uma dica que peguei ali no Órbita. O filme se passa em 2505 e “prevê” uma enorme regressão cognitiva da humanidade. Duas pessoas congeladas em 2005 e acordadas no futuro servem de parâmetro para o declínio, ou como ponto de vista do espectador naquele futuro distópico.

Fiquei fascinado com os vislumbres da sociedade idiotizada de 2505 na nossa, aqui em 2025. Marcas dando nomes a todas as coisas, serviços e lugares, o presidente dos EUA, a violência generalizada, “mas tem eletrólitos”. Meio sem querer, até a suposta raiz do problema — a procriação desenfreada de seres humanos burros — já se faz presente, mas subvertida como parte da distopia.

É como se estivéssemos 480 anos adiantados e, não bastasse isso, superando algumas das previsões de Judge.

A era do ninguém se importa

Um dos últimos deslizes motivados por IA generativa, a indicação de livros que não existem em um “suplemento especial” dos jornais estadunidenses Chicago Sun-Times e Philadelphia Inquirer, gerou mais uma onda de críticas à tecnologia.

Dan Sinker definiu o momento como a “era do ninguém se importa”:

O autor não estava nem aí. Os editores do suplemento não estavam nem aí. O pessoal de negócios dos dois lados da venda do suplemento não estava nem aí. O pessoal da produção não estava nem aí. E o fato de ter levado *dois dias* para alguém descobrir essa cagada épica no impresso significa que, no fim das contas, o leitor também não estava nem aí.

É tão emblemático do momento em que vivemos, a “era do ninguém se importa”, onde coisas completamente descartáveis são produzidas de qualquer jeito para as pessoas basicamente ignorarem.

Ele foca na IA, mas tenho comigo que o problema é mais profundo e anterior. Suplementos do tipo já existiam antes e, embora deslizes dessa natureza fossem raros, o fato deste ter levado dois dias para ser notado implica que do lado do leitor ninguém se importa, sim, e há muito tempo, muito antes da popularização da IA generativa.

Fico imaginando quanta coisa já não foi impressa para não ser lida ou, no máximo, ser lida e ignorada. Ou, no digital, quanta coisa não é publicada não para ser lida e gerar ações ou fazer pensar, mas para preencher espaço, ganhar a atenção para direcioná-la a anúncios ou coisas do tipo.

A “era do ninguém se importa” pode ser lida como a segunda fase da revolução das máquinas de conteúdo.

Rob Horning levantou esse argumento de modo mais completo e elegante, como lhe é costumeiro:

O fato de que os LLMs conseguem gerar quantidades infinitas de conteúdo explicitamente “falso”, com os vestígios de intenção e presença humanas profundamente diluídos através de inúmeras camadas de processamento e concatenação, poderia, espera-se, desmistificar não apenas aquela posição específica do sujeito que busca refúgio seguro em “textos reais” — ou seja, um álibi num “suplemento real” para os prazeres duvidosos que tais suplementos sempre proporcionaram —, mas também a fantasia de acessar a autenticidade perfeita através da mídia.

Entrevista com Fábio Friedrich, da newsletter Amo Medicina

Nota do editor: Uma série de entrevistas com pessoas que mantêm newsletters presentes no diretório de newsletters brasileiras. Leia as outras entrevistas.

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Sou Fábio Friedrich, curitibano de 32 anos, casado, pai de pet e praticante de crossfit. Sempre fui apaixonado por tecnologia e marketing, com um olhar atento para as tendências que transformam mercados.

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