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Os brasileiros já vendem os seus dados há muito tempo. É só ir em qualquer farmácia para receber a não-escolha: ceder os seus dados ou pagar uma multa para comprar um remédio semi-anonimamente. Só que os prejuízos para quem vende os dados são muito maiores que o suposto desconto.
https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2024/02/29/o-desconto-nao-e-real-o-que-esta-por-tras-do-cpf-que-pedem-na-farmacia.htm
https://noticias.uol.com.br/videos/2025/04/17/uol-prime-66-cpf-nas-farmacias.htm
Institucionalizar essa prática, como o Mauricio bem colocou, seria algo como legalizar a venda de órgãos.
Por outro lado, uma iniciativa que promete nos dar um pouco de controle sobre o uso dos nossos dados pessoais é o padrão Solid, proposto pelo criador da web, Tim Berners-Lee.
https://solidproject.org/
A proposta é armazenar os dados de maneira descentralizada, em “pods”, em que as pessoas teriam o controle para autorizar ou revogar o acesso a terceiros quando quisessem. Ainda não a examinei de maneira mais aprofundada para avaliar os riscos e estimar em que situações seria aplicável ou mesmo benéfico usar esse modelo.
Cara, quer ganhar atenção do povo brasileiro: lhe ofereça dinheiro ou qualquer outra coisa que traga algum benefício (ético ou ñ).
Nada para surpreender depois dos brasileiros vendendo o registro de sua própria íris por R$ 600.
Detalhe: esses R$ 600 são em cryptomoeda e o valor é estimado. O “usuário” precisa instalar o app deles e manter instalado por pelo menos um ano para receber todo o valor, que chega picado na “conta” da pessoa.
Se já vendem meus dados na praça da Sé, por que eu mesmo não posso vender eles em vez disso? #empreendedorismo #pracima #visaodenegócio #topsales
(É brincadeira, gente, tá?)
Lá no final, no último parágrafo da (boa!) matéria, está o maior problema dessa ideia:
É a razão de não poder vender órgãos.