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Sua vida digital não é sua: a batalha oculta pela liberdade do software  fsf.org

Sou muito simpático ao software livre. (E lamento não usar mais softwares do tipo.) No blog da Free Software Foundation, Jason Self reforça a importância das quatro liberdades do FOSS em face do aprendizado de máquina — que, neste contexto, se confunde com o que chamam por aí de “inteligência artificial”. Ele o define assim:

[…] software que não apenas segue instruções, mas aprende e toma decisões autônomas. É um novo e poderoso tipo de código, e se tornou a caixa preta mais profunda já criada.

O texto apresenta a IA como uma ameaça para revisitar as bases do movimento. O que é sempre bom e, vez ou outra (como neste caso), revela histórias desconhecidas do público (ou a mim, pelo menos). É por uma dessas, a da criação do conceito de software livre, que trouxe este link para cá:

No Laboratório de Inteligência Artificial do MIT, um programador chamado Richard Stallman ficou frustrado com uma nova impressora a laser da Xerox que vivia emperrando. Sua solução era simples: modificar o programa para notificar automaticamente os usuários na rede sobre o congestionamento, economizando tempo e frustração de todos. O problema era que ele não tinha permissão; o código-fonte do programa era um segredo. Embora um programador em outra universidade tivesse o código, ele estava vinculado a um acordo de confidencialidade e se recusou a compartilhá-lo. Isso não foi apenas um inconveniente; foi uma crise ética em miniatura. Um problema prático se tornou impossível de resolver, não por razões técnicas, e definitivamente não porque era melhor assim. Uma barreira foi colocada intencionalmente para negar aos usuários o controle sobre o software que eles usavam.

Esse momento de frustração acendeu a centelha para o movimento do software livre.

Na próxima vez que a minha impressora emperrar, encararei a situação com um pouco mais de animação. Forçando um pouco a barra, ela tem um quê de sagrado, pois reproduzem o momento da criação do software livre. Amém!

CEOs da tecnologia: Os funcionários PRECISAM estar no escritório. Não dá para fazer o trabalho remotamente.

Também CEOs da tecnologia: A maioria dos funcionários pode ser substituída por IA. Hospedada remotamente.

Dell e Microsoft, gênios do marketing

Lembra quando a Warner Bros. mudou o home do seu streaming de HBO Max para Max e, menos de um ano depois para HBO Max de volta? Ou quando a pessoa mais rica do mundo provou que dinheiro não tem relação com inteligência e jogou a marca “Twitter” no lixo? Gênios do marketing!

Talvez seja o capitalismo tardio, talvez efeito colateral de novas drogas rolando entre os manda-chuvas das empresas mais poderosas do mundo. Ou apenas estupidez mesmo. Fato é que a prática está se espalhando, e rápido.

No início de 2025, a Dell reformulou sua linha de notebooks e aposentou nomenclaturas tradicionais, incluindo a XPS, talvez a mais lembrada após a MacBook, da Apple. O objetivo era simplificar. Ninguém entendeu nada.

Corta para 2026 e a Dell anunciou na CES, para a surpresa de ninguém, que voltará a usar a marca XPS.

Correndo por fora, temos a Microsoft. Ao acessar o site office.com, deparamo-nos com esta pérola (destaque meu):

Bem-vindo ao aplicativo do Microsoft 365 Copilot

O aplicativo Microsoft 365 Copilot (anteriormente Office) permite que você crie, compartilhe e colabore em um só lugar com seus aplicativos favoritos, agora incluindo o Copilot.*

Imagine só, trocar a marca que é sinônimo de aplicativos básicos de produtividade há três décadas por… Copilot, um gerador de lero-lero que geral não gosta e quando usa, só o faz obrigado pelo empregador.

Bom para nós. Quanto menos associarmos softwares críticos a marcas comerciais das big techs, melhor. Vida longa ao Microsoft 365 Copilot — ou qualquer outro nome ruim que Word, Excel e cia. venham a ter no futuro.

Começamos o ano com duas novidades legais no Lerama, nosso índice/diretório de blogs e newsletters brasileiras:

  • A visualização padrão agora é em cartões em vez de lista (que, aliás, continua disponível). Desse modo, em especial com o seletor “Simplificado” ativado, dá para ver mais posts no mesmo espaço de tela.
  • O menu principal ganhou um novo link, o “Aleatório”. É isso mesmo que você está imaginando: clique nele para cair em um post aleatório das publicações do Lerama que saiu nos últimos 30 dias.

Arquivos Office no BentoPDF; inscrições no YouTube personalizáveis no Miniflux

Dois serviços do PC do Manual receberam novidades legais nas últimas semanas. Essas versões já estão ativas no nosso servidor.

O BentoPDF, canivete-suíço de ações em arquivos *.pdf, ganhou “a maior atualização” até agora.

O recurso carro-chefe da versão 1.15.1 é o suporte a arquivos do Office. E não apenas do Microsoft 365; o sistema também converte para *.pdf arquivos no OpenDocument Format (LibreOffice), *.pages (Apple Pages), *.pub, *.vsd, *.psd (Photoshop), *.rtf e csv. Ufa!

No sentido contrário (*.pdf para Office), por ora há suporte apenas para arquivos do Word e Excel.

Outros formatos de arquivos foram adicionados, com destaque para e-books e imagens.

O BentoPDF processa os arquivos localmente, no dispositivo da pessoa que o acessa. Isso garante a privacidade dos arquivos processados pela ferramenta.

***

A outra boa novidade é do Miniflux, agregador de feeds RSS exclusivo para assinantes.

A versão 2.2.15 melhorou o suporte a feeds do YouTube. Agora, ao cadastrar o feed de um canal de lá, o Miniflux apresenta quatro opções de inscrição:

  • Channel: Todos os vídeos.
  • Videos only: Apenas vídeos longos, sem Shorts ou ao vivo.
  • Short videos: Apenas vídeos curtos/Shorts.
  • Live streams: Apenas vídeos ao vivo.
Print da lista de opções de feeds na inscrição em um canal do YouTube.
Adeus, Shorts!

É possível fazer isso de outras formas, editando diretamente a URL do feed. O Thiago mostrou como no Órbita, ano passado. A opção com um clique do Miniflux, porém, é bem mais intuitiva e expande a oferta de se livrar dos Shorts a um público maior/menos técnico.

2025 foi um ano desastroso para o Windows 11  windowscentral.com

Zac Bowden cometeu um textão afirmando que os fãs de Windows (definição do autor) entubaram um “2025 desastroso para o Windows 11”. Faz uns anos que não uso Windows, mal toquei na versão 11, por isso li com atenção redobrada.

Tenho certeza que você consegue adivinhar o problema mais óbvio do Windows 11 em 2025:

(mais…)

Novo ano, novo tema

Estava trabalhando em uma revisão do tema do Manual para coincidir com a nossa vindoura migração do WordPress para o ClassicPress. Não aguentei e a implementei aqui no blog estando no WordPress mesmo. (O ClassicPress está previsto para entrar em cena em março.)

Uma das novidades é este “mini-blog” de bastidores apartado da capa do blog principal. Para quem acompanha via feed RSS, nada muda. A distinção é apenas estrutural.

A nova versão do tema dez, a 4.0, traz outras novidades legais que pretendo explorar bastante. (Eu sigo a linha do “pride versioning”, que prevê major releases quando a pessoa está orgulhosa do que fez.)

Do que é perceptível aos leitores no dez 4.0, destaco são três:

  • Um novo formato de post, link, que usarei para comentar textos de outros autores. A inspiração disto é o blog de notas do Jim Nielsen. Vou “furar” o recesso e publicar o primeiro deste tipo na próxima segunda (5).
  • Agora, todos os posts de links do dia aparecem na capa. Até ontem, apenas o último era exibido e, para ver os demais, era preciso acessar o arquivo.
  • Vários pequenos ajustes no visual a fim de simplificá-lo. O menu principal ficou mais enxuto e ganhou uma extensão na forma da página “Mais”. As margens e espaçamentos entre os elementos ficaram mais consistentes e fiz uso maior de bordas tracejadas para separá-los visualmente.

Além de informações mais granulares dos bastidores do site, coisa que antes ficava restrita ao diário de bordo da newsletter, replicarei aqui, também, as novidades do PC do Manual.

A primeira do ano, aliás, é o teste do Readeck, uma alternativa FOSS, gratuita e moderna do finado Pocket, Instapaper, ReadWise Reader e afins — um app do tipo “para ler depois”. Se você já for assinante, envie um e-mail pedindo suas credenciais de acesso. Se não, que tal começar 2026 ajudando o Manual?

Menores sem redes na Austrália / Instagram esconde Lula / Versão estável do Cosmic

Neste podcast, eu comento dois ou três links selecionados da curadoria diária que faço no Manual do Usuário. Recomendo que você dê uma olhada no arquivo de links para descobrir mais links. É bem legal!

Austrália bane menores das redes, 0:41

Austrália bane menores das redes; entenda impactos e a tensão com Big TechsStartups.

Instagram esconde perfil do Lula na busca, 4:37

Bug no Instagram esconde da busca perfis de políticos e jornaisNúcleo.

Conversa no Órbita.

Versão estável do Cosmic, 8:02

Pop!_OS 24.04 LTS lançado: Uma carta do nosso fundador (em inglês).

Cosmic é um ótimo desktop Linux, mas ainda limitado (em inglês), @TheLinuxEXP/YouTube.

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Seu celular é uma casa falsa , no Manual do Usuário.

Boas festas e feliz 2026! ✨