Até recentemente eu utilizava minha casa como uma espécie de grande laboratório, mantendo um servidor para várias márionas virtuais, controlador de domínio e diversos serviços adicionais. Foi através desse servidor que adquiri conhecimento. Passei mais de uma década assim….
…Até que o servidor pifou e decidi focar no uso exclusivamente pessoal da minha residência. Busquei reduzir os custos de energia e optei por um Raspberry Pi como cérebro do sistema, automatizando o meu dia a dia, priorizando atividades que interessam a min, sem a preocupação de atender a demandas de empresas das quais não sou proprietário.
Fim do resumão, hoje estou aqui: isso em um Pi4 de 8GB. 3GB no HD externo bastam, pois uma vez assistido tendo a deletar o conteúdo.
https://ibb.co/W34M1W6
Os downloads estão completamente automatizados e o Overseerr se transformou em uma verdadeira “loja” para a “outra metade”. Nesse cenário, basicamente assino “tudo, menos Netflix” devido a uma longa história que, juro, ainda mantenho e não pretendo cancelar.
Outra joia desse sistema, para mim, é o Home Assistant juntamente com o Node Red, que tornam minha casa inteligente. Meu orgulho aqui é um script que, ao iniciar qualquer vídeo no meu Nvidia Shield, apaga as luzes da sala. E quando pauso ou paro o vídeo, as luzes se acendem, com uma intensidade menor dependendo da hora da noite, é claro.
Além disso acesso remoto a tudo, com uma VPN (configurada através do Wireguard no MikroTik) para vídeos e coisas pesadas, e túnel do Cloudflare para facilitar o acesso quando estou fora de casa (basta memorizar serviço.dominio.com.br para acessar, sem a necessidade de lembrar em qual porta está configurado… e seguro, usando claro “zero trust”).
Além desses recursos, conto com alguns outros brinquedos padrão, pois sempre é interessante experimentar coisas novas.
Espero que mais pessoas compartilhem suas configurações. É ótimo buscar inspirações! :)
(escrito em colaboração com chatgpt, pois essa maquina se comunica melhor com humanos que eu. Desculpe ae….)
27 comentários
Gostaria de entender mais como foi feito a conexão VPN, você tem um container ou “maquina” rodando o wireguard fazendo a conexão com o mikrotik? Fiquei curioso, pois estou tentando fazer o mesmo e não consigo acessar fora de casa o que nn pasa pelo cloudflare tunnel
Cloudflare estou usando para tudo, pois tenho 2 links e um deles em CGNAT que cloudflkare “ignora”.
Cloudflare porém não pode ser usado para tranferencia de arquivos, muita quantidade de dados pode terminar o serviço ;/
Para VPN portanto prefiro usar “limpo”, uma vez que o MK suporta fecho a VPN nele. Uso esse script no linux, https://github.com/IgorKha/wireguard-mikrotik . Claro, não fecha no cgnat mas no link principal, 99% do tempo no ar, ta tranquilo.
Show, estou terminando de configurar uma VM com kubernetes e estou subindo tudo nela, vlw pela dica
Uso um Dell Inspiron 15 que tinha parado (16gb, i7 7200u com 2tb de armazenamento) rodando o Home Assistant nativamente para integrar os dispositivos inteligentes de diferentes padrões que tenho na casa e principalmente poder usar como ponte para o home kit. As automações são bem simples, desligar as luzes da casa na hora de dormir, mantendo apenas um foco de luz para a cachorra que dorme na sala; desligar luzes e fechar cortinas quando ligar o projetor e outras comodidades baseadas na minha localização. De resto mantenho só o Transmission para realizar os downloads nele que faço questão de deixar porque, do contrário, acabo com milhões de opções de filmes e não assisto nenhum. Nunca me dei com o Plex, então somente baixo e vejo tudo pelo infuse, na Apple TV, que, além de ter uma interface bem agradável, ainda faz scrobble automático com o Trakt.tv
Nossa, que coisa incrível!
Sou incapaz de fazer qualquer coisa assim, estou deslumbrado kkk
Que interface é essa que vc está usando na foto que compartilhou? https://ibb.co/W34M1W6
Homepage
https://github.com/benphelps/homepage
Tudo configurado editando arquivos yaml, mas depois que inicia ve que é mesmo muito simples, e muito bem documentado.
Video para animar: https://youtu.be/o9SLve4wBPY?si=QttADNdXUJ87kuzs
Sempre mantive algum notebook velho como “servidor”, rodando algum Ubuntu ou Debian básico para coisas aleatórias, principalmente torrents ou algum script mais aleatório ainda para baixar dados ou fazer backups de coisas do trabalho. Deixava o notebook ligado direto na TV rodando primeiro o XBMC, depois o Kodi, para poder assistir.
Quando conheci o home assistant dei um jeito de comprar um Raspberry Pi (o 3 ainda), e por muitos anos ele ficou fazendo monitoramento das coisas do apartamento (temperatura, umidade, etc.) e rodando uma instância do pihole. Muitos sdcards foram consumidos nessa brincadeira, até que peguei um um SSD de 16 GB que estava encostado e esse rodou liso até também morrer, mas durou bastante.
Fiquei um tempo meio nômade e agora que voltei a morar definitivamente num lugar só, estou deixando um Thinkpad X240 que estava encostado aqui, ainda rodando Windows, com o homeassistant numa máquina virtual (com Virtualbox), e uma outra VM com um Ubuntu puro para as coisas aleatórias. Acabei desistindo de pihole e adguard por absoluta preguiça de configurar, mas um dia ainda faço isso novamente.
Como o X240 ainda roda Windows, quando preciso acesso remoto uso a “Área de trabalho remota do Chrome”, xD
Tenho um DS218+ da Synology. Começou só com um lugar pra fazer backup dos meus arquivos e media server rodando o Plex. Esse modelo é poderoso o suficiente pra fazer transcoding de algumas coisas até, se não for nada muito pesado tipo 4K ou algumas coisas em H.265.
Com o tempo, instalei o Sonarr, Radarr, Prowlarr e Deluge nele com Docker, pra automatizar as coisas.
Fora isso, tem Grafana e InfluxDB rodando pra coletar métricas de várias coisas sobre o servidor, as mídias, etc. Tem um Pi-hole rodando também, mas parei de usar pq assinei o NextDNS.
E minha home é essa, simples e leve: https://github.com/bastienwirtz/homer
O que é aquela barrinha ao lado direito da barra da url?
Search bar do vivaldi.
Sou velho, uso search bar (e as vezes tem pesquisas especificas que, colocando na barra principal, pode acabar tentando cair no site e naõ no google)
Opa!
Eu gosto da ideia do Raspberry Pi, mas uma hora ou outra o arm ainda esbarra em algum limite, no meu caso no transcode de vídeo para Plex ou Jellyfin
Cheguei a montar meu próprio case com uma Asrock e processador embedado, depois fui para um Synology, super fácil de gerenciar, mas faltava uma liberdade que só fui ter com um NUC
Importei do Ali um Intel N100, tem algumas marcas bem interessantes, no meu caso suporta dois NvME e até 64gb de RAM. Quando pedi escolhi com um de 128gb onde ficaria o OS e depois comprei outro de 2TB para todos arquivos. Meu backups vão pra nuvem com Duplicator, mas poderia ter colocado dois NvME em RAID também
Está rodando um Debian Minimal e faço tudo que é possível via Docker, tem 9 ou 10 aplicações constantes
O gasto de energia é muito baixo, sem uso é quase um Raspberry
Decidi não deixar nada público, por mais que seja tentador a solução de tunnel da Cloudflare, no meu caso coloquei o Tailscale direto no roteador e sempre que preciso acesso essa VPN e toda rede da casa diretamente
Transcode simplesmente não rola. Dispositivos suportando 2160p para direct streaming ou, em caso de necessidade, sempre da para baixar 2 versões do mesmo e selecionar a versão a dar play no plex – útil quando é alguma serie que acabo vendo remotamente…
Da pra forçar o Plex a nunca oferecer transcode, o Jellyfin é mais amigável, tem suporte a transcode no Raspberry inclusive, mas ainda peca nos apps de TVs
Fiz o mesmo, importei um mini-PC N100. Fico de boca aberta pela eficiência dessa CPU.
Tem um Github com uma lista legal de serviços https://github.com/awesome-selfhosted/awesome-selfhosted
Instalei recentemente o Home Assistant, mas ainda não parecei para configurá-lo certinho. Tinha iniciado a instalar o Lovelace
https://ui-lovelace-minimalist.github.io/UI/
Lembro que vi esse git no passado… e aprendi sobre “paradoxo da escolha”. O git me venceu, nao consegui pegar nada diretamente dali :(
Eu tô há alguns meses brincando com o Home Assistant em máquina virtual. Deixo no meu desktop principal mesmo (inclusive fiz um upgrade de memória pra dar conta). O fato de ele já ter todo um ecossistema de containers (add-ons) e atualizações frequentes e estáveis também é excelente. Eu realmente fiquei bem impressionado com tudo o que dá pra fazer só com o Home Assistant. A comunidade também é bem ativa e a maioria das coisas é muito fácil de configurar. E realmente meu propósito inicial com ele foi pra otimizar algumas automações, mas acabo também usando o radarr, sonarr, jellyflin, transmission e vaultwarden direto nele. Eu confesso que em experiências passadas quando eu tentava fazer algum projeto assim de homelab eu acabava desistindo porque me tomava muito tempo pra configurar coisas simples. Com o home assistant, 10 minutos no Google ou YouTube eu resolvo o que preciso.
Muito, muito interessante! Mas eu estou me perguntando aqui o que estou fazendo de errado, pois eu tenho pouca coisa menos que isso aí e meu “servidor” com 12GB de RAM fica no talo hahahah
Eu já tinha um raspizinho que eu rodava um PiHole há um bom tempo. Na pandemia comecei a trabalhar com infraestrutura de TI, a frequentar o /r/homelab, aí já viu… Caí no buraco de minhoca =)
Logo o meu raspi 3B não deu mais conta, e eu acabei comprando um minipc, daqueles usados em recepções. Instalei um Proxmox nele e subi algumas VMs com os serviços dockerizados. Nessa época meu roteador (um TPLink antigo com OpenWRT) pifou e eu resolvi comprar um roteadorzinho MikroTik e um AP da Ubiquiti. Também descolei um PC bem véio com uma amiga (achei o pc encostado na garagem, pronto pra ir pro lixo, e peguei pra mim), e comecei a fazer ele de servidor de backup. Depois de um ano, meu sogro me arranjou um rack de 15u que ele ganhou de um conhecido que tinha fechado uma empresa, junto com outros mobiliários, e ele perguntou se eu queria. Aí comprei um patch panelzinho simples e botei tudo la dentro.
Atualmente hospedo um nextcloud que uso para compartilhar fotos com a minha companheira, para sincronizarmos nossas agendas de compromissos, e para sincronizar meus podcasts entre meus dispositivos móveis. Também subi uma wiki para documentação interna, um cofre de senhas e um servidor Joplin, para sincronizar notas entre todos os meus dispositivos. Além disso estou rodando duas instâncias do PiHole (pra ter dns primário e secundário, um no Raspi e outro no minipc), o controlador do meu AP Ubiquiti, dois clientes de torrent e uma stack de mídia parecida com a sua, mas com Jellyfin e Jellyseer ao invés do Plex, e um dashboard, que está precisando ser atualizado hahah. Pra VPN eu tenho instalado um wireguard com uma interface web amigável, pois é só pro meu uso, e não tenho precisado acessar minha infra remotamente com muita frequência.
Fora o rack, eu descolei um raspi 4 (também na pandemia – não tinha o que fazer, gastei muita grana com esse hobby =X ) pra ligar na minha TV. Instalei um LibreELEC nele e uso de “Smart TV”. Instalei o app do Jellyfin nele, e também apps para os streamings que temos acesso (família é pra essas coisas =D ) em casa. Eu também assino a Netflix ainda, mais pela facilidade de uso, pois ainda não consegui convencer minha companheira analógica a dar uma chance pro mundo maravilhoso do torrent hahahah
Aonde estou morando, tenho a sorte de não estar atrás de CGNAT, então eu consigo acessar tudo diretamente em v4, usando portas não padrão pros meus serviços e um DNS dinâmico. Estou usando o Traefik, que faz a parte de proxy reverso, já lidando com o dns dinâmico e com certificados Lets Encrypt.
Depois que voltei a trabalhar presencial eu tive bem menos tempo de mexer no meu lab, e estou precisando atualizar várias coisas, fazer umas melhorias, (escrever playbooks ansible para facilitar o deploy, subir um servidor git para versionar esses playbooks, subir algum tipo de monitoramento, tentar fazer o ipv6 funcionar no lab todo, entre muitas outras coisas), mas ele está aqui, firme e forte.
Tenho curiosidade de começar a mexer mais com automação, mas não tenho tido tempo. Uma coisa que gostaria é facilitar de alguma forma ligar e desligar luzes em casa, pra fazer algo do tipo o que vc relatou que faz na sua casa. Bem legal mesmo! Você usa “smart coisas” pra isso, ou fez algum tipo de circuito de automação?
Outra dúvida: vc acha o AdGuard melhor do que o PiHole? Já pensei até em subir um bind puro e puxar blocklists pra ele, mas deu preguiça =P
Muito obrigado pelo post, adoro falar do meu lab e ouvir sobre labs dos outros!
Apenas vi um cara falando “melhor” e fui para ele no lugar do pihole. Não pesquisei e para o que eu quero acho que ambos atendiam igual, honestamente.
Automação básica fora isso, coloquei as luzes e switchs e sensor de porta no home assistant, e brinco no node red que é simples. Usava local tuya mas na ultima grande mexida fuck it, e to usando tuya oficial mesmo. Coisas tipo alame dizer “bom dia, hora e previsão do tempo” com luzes x e y ligadas nos dias que tenho de acordar cedo, ou criar “interruptor hotel” virtual onde clicando em um o outro tb aciona.
Jellyfin ta na minha lista. Acho muito feio ainda, quero sair do plex mas não vi o grande motivo até agora… logo, eu acho. Mais 1 ano.
Tenho 2 links, quando cai 1 o outro sobe. Primeiro ip real mas segundo em CGNAT. Achei lindo, o cloudflare faz um DDNS e pega até em CGNAT. Nem vale a briga com a operadora.
Uma diferença grande do Pihole pro Adguard é que o Adguard é um binário único em Go, o Pihole precisa de root e usa muitas dependencias
Não que Pi seja ruim, mas o Go acaba sendo mais mais estável
Dúvida, qual foi seu ganho em separar o uso do Modem (MikroTik) e um AP? Sempre vi falar mais sobre isso, ai queria entender os ganhos reais
Always online. Eu e esposa trabalhamos bastante de casa.
2 links, 2 operadoras. Eles passam para o MK direto, Link1 (600M) Link2 (60M). E um roteador wifi conetando nessa rede. O MK é meu DHCP. Tudo em um nobreak (1500W só para a rede e o PI. Dura muitas horas).
Se cai o Link1 o Link2 assume na hora (quando estou em voip a linha apenas fica muda por 1 ou 2 segundos, é surpreendente de ver na prática). Volta o Link1 (o rapido) ele volta a assumir como primário.
Não altera DHPC, DNS, nada, apenas uma piscada e se não estou no voip costumo perceber somente quando vem o email de notificação “link caiu” que monitoro dentro do proprio MK.
No caso dele, como ele disse, ele tem dois links de Internet, e um roteador wireless doméstico não vai suportar isso. Roteadores comerciais já permitem essa funcionalidade. No caso dele, ele deve ter dois “modems”, um pra cada link, e ambos ligados no roteador. Esse tipo de equipamento não costuma, como roteadores wifi domésticos, já ter a funcionalidade wireless, então pra ter wireless precisa colocar outro equipamento especifico pra isso.
No meu caso, só tenho um link de internet, mesmo. Fiz essa escolha por questao de qualidade dos equipamentos, maior durabilidade e outras funcionalidades, como poder segmentar minha rede, poder criar mais de um SSID (ter mais de um wifi no mesmo equipamento) com permissoes distintas, alem de ter opcões maiores de monitoramento dos equipamentos, e maior flexibilidade para eventuais mudanças (o hardware do meu MK suporta OpenWRT tambem, tenho mais essa opção caso queira alguma funcionalidade que o software da MK nao tem, como suportr decente a IPv6).
Obrigado pela explicação. Conhecia a marca Ubiquiti, até pensava se eu tivesse uma casa planejada seria ótimo deixar o AP em cima hehehe
Hoje sei que já tem roteadores para o público com dois Links, já vi alguns da Asus para venda (num preço salgado)
É verdade, hoje em dia existem mesmo. Agora tem uma linha de “roteadores gamer”, mas é igual a maioria das coisas gamer que existe: um visual extravagante, um preço superfaturado, e qualidade questionável.
Na prática, entre comprar um roteador “gamer” e um comercial de entrada, eu acredito que mil vezes um comercial de entrada. A Mikrotik possui uns modelos de entrada, para micro empresas que são muito compactos (o tamanho do meu é comparável ao tamanho de um Raspberry Pi) e com preços bem acessíveis, se comparar com qualquer desses roteadores “gamer”. O software não é lá essas coisas, mas faz o básico de maneira satisfatória. E como eu já comentei, várias caixas deles são suportadas pelo projeto OpenWRT, então existe essa possibilidade de customização bem legal.
Eu fiz essa escolha minha pra casa, também por já ter experiência em administração de redes comerciais. Pra quem não tem experiência com infraestrutura de redes existe uma curva de aprendizagem, mas pensando na qualidade dos produtos, na minha humilde opinião é “oto patamá”, muito mais confiável.
Pega usado, é um produto que deve ficar escondido mesmo e isso é feito para durar… o meu atual é um 1100Hx2 que paguei acho que R$550… e arranquei os coolers mais barulhentos da historia, deixei a tamba aberta e uma boa pasta térmica. Temperatura bem de boa :)
Para entrar é pouco desafiador, ainda mais se for fazer 2 links e fail over, mas muita coisa muito boa no youtube em pt.br mesmo. E pode ser viciante para quem gosta de fussar, incrivelmente potente e customizável (qualquer porta pode ser WAN ou LAN, não tem limite de “apenas” 2 links).
E não custa mencionar segurança, aparelho de 2013 e está atualizado na ponta da microtik até hoje.
Tenho vontade de fazer algo do tipo, mas eu me conheço, quando estiver na metade vou achar outra coisa pra me distrair e nunca voltar nesse projeto.
Aí aqui temos só um pc antigo que instalei um ubuntu server rodando plex. Baixo as coisas manualmente e jogo nele, feito um neandertal.