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Visitamos a “faculdade de Influenciadores” em São Paulo sem paywall f5.folha.uol.com.br

“Antes se exigia datilografar e dominar o pacote Office. Hoje, as novas habilidades são criação de conteúdo e inteligência artificial”, afirma [Fábio Duarte, criador da “faculdade”].

9 comentários

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  1. A turma do G1 já tinha feito uma matéria antes, em texto (o da Folha é em vídeo, acabei não assistindo).

    Pensando aqui que a morte da faculdade de jornalismo (hoje comunicação e multimeios) meio que foi uma consequencia desta onda de “influencers”. E mesmo quando já falaram dos problemas dos influencers (lembrando uma antiga matéria do Ghedin sobre isso), parece que no final as empresas estão sendo mais “cara de pau” e admitindo que prefere este tipo de ação do que alguém que fale os bons e ruins do produto e ajude a construir um produto melhor, ao invés de botar pessoas só para falar bem e fazer as pessoas comprarem sem pensar.

    Imagino que alguém que há anos atrás foi em algum evento de marca fazer caras e bocas para vender pela marca, hoje provavelmente anuncia tigrinho semi nu nas redes de vídeo e pode ser que ganhe três batidinhas na porta da PF…

  2. “Community Creators Academy está sediada em um espaço de 14 mil m² com praia artificial e tecnologia de ponta”, pronto, parei de ler aqui.

    Por qual motivo o nome em inglês? Para que uma praia artificial? Ah, para viver num mundo artificial, tá certo…

    1. É um espaço instagramável pras aulas práticas de falsidade do curso.

  3. Eu tenho pra mim que instagram vai tomar o mesmo rumo da TV. Eventualmente o mar de publicidade vai engolir as publicações das pessoas reais que seguimos e assim que aparecer uma alternativa vai ser deixado pra escanteio.

  4. Esse cara sabe fazer dinheiro. De pensar que já foi namorado da Ivete, teve banda de rock (Meteora), fundou agência de marketing e a fitdance.

  5. É difícil ver algo assim e não ficar incomodado. Sou a favor de uma pessoa influenciadora que sigo, pelo profissionalismo, pelas ideias, e principalmente pelas conquistas.

    Mas vendo algo assim, e a maneira como é feito, me soa muito excludente. Uma maneira de separar quem tem grana, ou quem acredita que usando todos os seus centavos alavancaria de fato uma carreira. O ponto máximo do consumismo.

    Se esse lugar tiver apenas o objetivo de ostentar, e fingir um mundo irreal, deve ser muito deprimente.

    Agora se provar disruptivo ou inovar em algo, acho que pode ser um aliado para a área publicidade e propaganda.

  6. assustador, mas infelizmente não dá pra negar a realidade.
    se isso dá dinheiro hoje em dia, é normal que pessoas queiram seguir esse caminho.
    99% das pessoas usam e consomem muito nas redes sociais.
    a gente aqui é uma bolha que não representa 0,1%.

    1. mas dá dinheiro mesmo ou é só um ou outro gato pingado com milhões de seguidores que lucra com isso? Pra mim quem parece realmente ganhar com o mercado de influenciadores são os vendedores de curso

  7. Ghedin, esse trecho que você destacou me deixou tão indignado, meu deus. Eu odeio tanto ‘creator economy’ e tudo relacionado a isso