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4 comentários

  1. Todo conceito está em disputa. Dá até para voltarmos várias casas e focarmos no que é “web”. Muita gente, incluindo os proponentes da web3, confunde web com internet. O que é, tecnicamente, um erro crasso: são duas coisas tão distintas quanto o futebol e a bola (para ficar na analogia futebolística do Sbarai).

    Também desconfio de que o problema não seja só a palavra, ou o conceito. Web3 é um termo guarda-chuva que um bando de investidores de risco (VCs) e outros tipos malucos do Vale do Silício inventou para abarcar qualquer coisa que envolva blockchain e promovê-la para benefício próprio.

    (Isso, claro, é apenas a minha percepção, e estou sempre aberto a revê-la diante de bons argumentos contrários.)

    1. Eu até gosto da metáfora com o futebol e a evolução dos esportes, mas achei que o texto deixou de fora essa ideia constante que todo projeto com web3 na descrição tenta promover: uma tecnologia emergente, nova, com potencial de ganho pra quem adotar cedo.

      Essa jogada de clubinho, com todos os sinais de esquema de pirâmide (invista enquanto há tempo) é o que dá o tom de algo a se desconfiar.

      E por isso não entendi o título, o que há pra defender nesse conceito?

      1. Concordo que não há muito o que “defender”. Posso presumir que a visão do Sbarai esbarra no interminável cabo de guerra entre visões mercadológicas, onde não há pudor algum em adotar buzzwords para ideias recicladas, de uma postura mais “científica”, metodológica, onde os conceitos só param em pé se tiver um bom alicerce.

        Algumas propostas, como protocolos abertos e descentralizados, aplicações pra blockchain e impactos proporcionados pela comunicação em alta velocidade, em princípio, podem ser melhor estruturadas. É o que dá pra “defender”, digamos assim.

        O que não faz sentido algum é botar tudo isso num balaio e chamar de “web 3.0 flex e o mindset de transformação digital aplicado ao metaverso”.