Em 10 de dezembro de 2025, o pessoal do Nucleo fez um evento presencial. Estavam animados. Escrevi sobre ele no Linkedisney.
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O dia 10 foi aquela quarta-feira da ventania. A imagem de quem caminhou por Pinheiros naquele fim de tarde foi a dos bares e restaurantes apagados, funcionários na calçada, portas fechadas, aquele “o que fazer agora?”.
Foi a mesma pergunta que permeou a audiência durante as conversas sobre dados abertos e inovação no Jornalismo. Também ouvi do Sérgio Lüdtke (e concordo) que está cada vez mais difícil definir ou delimitar o seu papel.
É o impacto da ventania daquela quarta, mas “soprando no Jornalismo” desde os anos 2010.
Entre as minhas anotações, guardei essa frase: “um dos desafios é diminuir a dependência das bigtechs e retomar o protagonismo a partir do relacionamento com a audiência”.
Resumindo: discurso forte de valorização do relacionamento em um evento presencial — chamado “Núcleo convida” — promovido por profissionais apoiados em uma missão clara (construir uma Internet melhor) e conhecida por dialogar com seu público por meio de newsletters.
A tática está dada: fortalecer uma comunidade. A quem se prontifica, desejo sorte e resiliência.
Nos anos 1990, Howard Rheingold já dizia que as comunidades giram em torno do capital social e do conhecimento construído coletivamente. Esse é o combustível que nos faz manter acesa a vontade de fazer parte — é o que a turma do coach costuma chamar de “funil”.
Outra ideia compartilhada por Rheingold há uns 30 anos era a de que “comunidades não são acidentes de proximidade”. Em outras palavras: eu não posso chamar um vagão de metrô de “comunidade” só porque estão todos à bordo indo para a mesma direção. Aliás, a articulação entre plataformas e dispositivos promovida pelas bigtechs transformou cada passageiro em uma ilha.
Movimentar uma comunidade em busca de uma internet melhor depende de gente, boas ideias interessadas em construir algo coletivamente e um esforço imensurável para convencer essa gente a embarcar e conversar — apesar dos estímulos contrários.
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Um abraço forte pra você, Ghedin, por seguir resiliente. Outro pro time do Núcleo. É extremamente difícil fazer o que eles sonham; torço para que não adormeçam tempo demais.
Em 10 de dezembro de 2025, o pessoal do Nucleo fez um evento presencial. Estavam animados. Escrevi sobre ele no Linkedisney.
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O dia 10 foi aquela quarta-feira da ventania. A imagem de quem caminhou por Pinheiros naquele fim de tarde foi a dos bares e restaurantes apagados, funcionários na calçada, portas fechadas, aquele “o que fazer agora?”.
Foi a mesma pergunta que permeou a audiência durante as conversas sobre dados abertos e inovação no Jornalismo. Também ouvi do Sérgio Lüdtke (e concordo) que está cada vez mais difícil definir ou delimitar o seu papel.
É o impacto da ventania daquela quarta, mas “soprando no Jornalismo” desde os anos 2010.
Entre as minhas anotações, guardei essa frase: “um dos desafios é diminuir a dependência das bigtechs e retomar o protagonismo a partir do relacionamento com a audiência”.
Resumindo: discurso forte de valorização do relacionamento em um evento presencial — chamado “Núcleo convida” — promovido por profissionais apoiados em uma missão clara (construir uma Internet melhor) e conhecida por dialogar com seu público por meio de newsletters.
A tática está dada: fortalecer uma comunidade. A quem se prontifica, desejo sorte e resiliência.
Nos anos 1990, Howard Rheingold já dizia que as comunidades giram em torno do capital social e do conhecimento construído coletivamente. Esse é o combustível que nos faz manter acesa a vontade de fazer parte — é o que a turma do coach costuma chamar de “funil”.
Outra ideia compartilhada por Rheingold há uns 30 anos era a de que “comunidades não são acidentes de proximidade”. Em outras palavras: eu não posso chamar um vagão de metrô de “comunidade” só porque estão todos à bordo indo para a mesma direção. Aliás, a articulação entre plataformas e dispositivos promovida pelas bigtechs transformou cada passageiro em uma ilha.
Movimentar uma comunidade em busca de uma internet melhor depende de gente, boas ideias interessadas em construir algo coletivamente e um esforço imensurável para convencer essa gente a embarcar e conversar — apesar dos estímulos contrários.
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Um abraço forte pra você, Ghedin, por seguir resiliente. Outro pro time do Núcleo. É extremamente difícil fazer o que eles sonham; torço para que não adormeçam tempo demais.
Sim, pois é… Também torço por isso. Fiquei surpreso ao ver a notícia.