4 comentários

  1. Tinha usado “lodo” para traduzir “slop”, mas troquei por “gosma”, que é mais próximo tanto do sentido em inglês de “comida nojenta, lavagem”, quanto de algo que é melhor não encostar.

    Sinto que no Brasil, “slop” ou algo semelhante não pegou.
    Seria importante um apelidinho pejorativo desses, para contrabalancear o próprio termo ‘IA’, que é puro marketing (assim como “smartphone”).

  2. Eu tenho os 4 pés atrás com essa história de “emburrecimento”. Toda a geração que tem acesso a uma nova tecnologia passa por esse emburrecimento, teoricamente. Me lembro quando eu comecei a usar internet para trabalhos escolares e isso era mal visto porque eu deixava de ir na biblioteca municipal, por exemplo (ainda tinha muita crítica de que “agora as pessoas não vão mais ter enciclopédias em casa e esse conhecimento vai se perder”).

    Rolou o mesmo quando começaram com cursos via TV (como o Telecurso2000) e muitas pessoas diziam que a TV emburrecia todo mundo porque só precisava “assistir alguma coisa pra achar que estava aprendendo”.

    IA está se sedimentando ainda como ferramenta. Não sabemos ainda como vai ser em 5 ou 10 anos. No momento ela tem suas utilidades – não sei se vale o custo ambiental – para muitas pessoas.

    1. Eu acho que o uso de IA por si só como fonte realmente um problema, entretanto, também acredito que exista uma distância imensa entre ler o que o ChatGPT gera, e ler o resumo que o Google gera numa pesquisa por exemplo.

      O segundo, ao contrário do primeiro, tem as fontes e eu genuinamente acho razoavelmente útil (quando encontro a informação que quero, clico no símbolo de link no paragrafo respectivo que indica de onde o resumo tirou aquela informação), eu realmente não acho que o estresse de abrir 20 links até achar o que eu preciso seja uma coisa útil.

      Um dos grandes problemas da IA é justamente o termo, alguém fala “IA”, e 10 pessoas vão imaginar 10 coisas diferentes porque pra um pode ser o uso meio burro de chatbot, enquanto o outro, uma forma de consulta para então se aprofundar com o texto original.

      De qualquer forma, hoje em dia, meu maior pé atrás com IA é na verdade a questão ambiental mesmo, especialmente de consumo de água, no mais, não gosto, se eu tivesse um blog pessoal eu talvez ativaria um Anubis da vida, e acho que em algum dado momento teremos a possibilidade de rodar as LLMs nos próprios dispositivos.

      Dito tudo isto, eu acho que modelos proprietários realmente são um grande problema…