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Os três problemas do polêmico VAR, o árbitro de vídeo do futebol

Desde que o uso do árbitro de vídeo, ou VAR (do inglês “video assistant referee”), foi oficializado, em 2016, guardo comigo diversas ressalvas sobre o protocolo. Para não ser traído pela pressa, decidi esperar. Os sucessivos questionamentos a decisões influenciadas pelo árbitro de vídeo nos últimos anos, de campeonatos regionais à final da Copa do Mundo, confirmaram as minhas inquietações iniciais.

Divido a crítica ao VAR em três blocos, ou problemas: 1) a arbitrariedade dos lances capitais; 2) a centralidade do processo na equipe de arbitragem; e 3) a impossibilidade de progresso humano dentro desse protocolo — ou a desumanização provocada pela tecnologia. Some a isso a verdade inconveniente de que, apesar das promessas e de evidências engendradas com a tortura de estatísticas, o árbitro de vídeo sequer deixa o jogo “mais justo”.

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A estranheza da estética algorítmica de Flight Simulator

O colunista do New York Times Farhad Manjoo publicou uma curiosa coluna sobre o novo Flight Simulator da Microsoft, jogo que usa uma grande quantidade de dados do OpenStreetMap, filtrados através do Bing Maps, para criar uma renderização tridimensional do mundo inteiro. Os dados foram traduzidos algoritmicamente em um ambiente enorme; cada casa, arranha-céu ou montanha tornado interativo. Você pode pilotar um avião virtual passando por uma réplica virtual da sua casa.

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Contra as grandes: Como tirar das Big Tech o monopólio do futuro

Nota do editor: Alguns meses atrás, a Laura Castanho, que está se formando em Jornalismo pela USP, entrou em contato comigo para perguntar se eu topava escrever um artigo de opinião para a revista Zero, seu trabalho de conclusão de curso. Topei e, com a ajuda dela, o resultado é o que você lê abaixo. A revista impressa (na foto) ficou sensacional e pode ser comprada aqui. Não deixe de dar uma passada no site, no perfil no Instagram e de assinar a newsletter gratuita.


Quando uma startup dá certo — recebe investimento, cresce vertiginosamente, encontra um modelo de negócio rentável e abre capital —, é difícil preservar os traços dos seus primeiros dias. Um que costuma resistir, ainda que apenas por peso simbólico, autoengano ou como lembrete de uma época que ficou para trás, são os slogans e as missões da empresa.

Nas startups de tecnologia, a megalomania e o altruísmo se confundem em algumas das frases usadas pelas que deram certo de acordo com seus próprios critérios. “Não seja mau”, dizia o mantra do Google, cuja missão é organizar e tornar acessível toda a informação da Terra. O Facebook, nascido em um dormitório de faculdade a partir de um site para ranquear as alunas mais atraentes, com fotos obtidas do diretório acadêmico sem a permissão delas, em algum momento dos seus primeiros anos passou a ser uma ferramenta para “conectar o mundo”.

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Não há nada de estranho em ser fã de banco

A ascensão das fintechs no Brasil deu origem a um fenômeno derivado que muito nos intriga, o do fã de banco. São pessoas genuinamente entusiasmadas com seus cartões roxos, apps moderninhos e carteiras digitais, verdadeiros embaixadores não remunerados de um segmento conhecido por arrancar o couro de qualquer um que cometa o sacrilégio de atrasar o pagamento da fatura um dia que seja.

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