O que eu uso (2025)

Foto frontal de uma mesa de computador, com monitor grande e uma janela ao fundo.

Esta quarta edição do raio-x anual das coisas — dispositivos e softwares — que uso é um pouco… estranha.

Estava no meio de uma “transição”, tentando sair do iOS e do ecossistema da Apple para um baseado em software livre. Talvez fosse mais fiel se intitulasse este texto “O que uso e pretendo usar (2025)”. Decidi, no fim, manter o padrão, o que acabou sendo positivo por me dar conta de que a transição em si e aspectos relacionados estava me fazendo mal. Mais detalhes neste outro texto — talvez seja melhor lê-lo antes.

Coloquei as datas de aquisição, quando foi possível lembrá-las, [entre colchetes], e destaquei e detalhei algumas trocas, adições e remoções. Os links levam a materiais do Manual, quando houver. Nenhum produto nesta página foi doado por empresas.

Computador

Sigo com o bom e velho MacBook Air com chip M1 [jul/2022], um computador que chega a ser entediante de tão estável, rápido e funcional — do jeito que eu gosto.

O mini PC que apareceu ano passado, um Venus UN100L da Minisforum [dez/2023], recebeu um SSD maior (512 GB) e foi migrado com sucesso à sala, onde é usado como streaming caseiro (com a graça do Jellyfin) e servidor de impressão (obrigado, CUPS). E… bem, só para isso, mesmo. Está subutilizado. Apesar que usamos bastante o Jellyfin e o CUPS. Talvez não esteja subutilizado, afinal.

Na área dos acessórios, poucas mudanças.

Troquei o belíssimo deskmat do Manual, da Kumori, por um mousepad pequenininho da Logitech [ago/2024] por dois motivos: o calor que tem feito em Curitiba (!) não combina com a lã merino, e, principalmente, senti falta do contato com a madeira da mesa. Não foi para cobri-la que gastei um extra em madeira maciça, né?

A mesa, aliás, é a mesma: uma da Tok&Stok de cajueiro japonês, com 160×65 cm [set/2023]. A cadeira é uma Brizza Presidente da Plaxmetal [dez/2018]. Em algum momento do ano passado, desmontei ela inteira para uma limpeza profunda e descobri como remover o encosto da cabeça. Nunca usei e detestava-o1.

Onde estávamos… ah, acessórios! Voltei ao velho mouse Logitech M90 [jan/2019] no lugar do M110s [ago/2023], usado entre 2023 e 2024. Coincidência ou não, a rodinha da rolagem do M110s ficou indomável com a atualização para o macOS Sequoia. Testei outros apps parecidos com o Mos (aquele da rolagem suave) e o resultado foi o mesmo. Uma issue no repositório do Mos sinaliza que não é um problema só meu. De qualquer modo, o velho (e barulhento) M90 não é afetado, ou não está quebrado.

Foto de cima da mesa, mostrando teclado, mouse, mousepad e parte do monitor.
Foto: Rodrigo Ghedin/Manual do Usuário.

O monitor ainda é o mesmo, um LG 27UL650 (27″, 4K) [out/2021], bem como o teclado Das Keyboard 4 Professional for Mac [dez/2018] — inquebrável, confortável e… barulhento. Como agora estou sozinho no escritório2, a barulheira do M90 e do teclado mecânico deixou de ser problema.

Ganhei um hub USB-C com mais portas3 que substituiu o da Ugreen. É da marca OKX, modelo UC0218. Agora tenho portas USB-A de sobra e uma USB-C a mais.

O notebook voltou a ficar “deitado”. Nada de errado com o suporte da Ugreen que usei em 2023, é só que fica mais fácil tirar e recolocar o notebook sem ele estar preso ao suporte. (Agora tenho espaço de sobra na mesa!)

A revisão do meu “modelo de ameaças” resultou na abolição da YubiKey 5 NFC. Ainda vou abordar esse assunto em outro post no Manual.

Continuam comigo o adaptador USB-A>USB-C da Ugreen [dez/2022], que carrego quando saio de casa com o notebook, e o pen drive Samsung BAR Plus (128 GB) [set/2021], apesar de ser raro eu usá-lo.

Vista de trás da mesa, com cabos levemente organizados.
O ~gerenciamento de cabos poderia ser melhor, mas quem tem tempo e paciência para isso!? Foto: Rodrigo Ghedin/Manual do Usuário.

No lado do software, o MacBook Air está atualizado, rodando o macOS 15.3.1 Sequoia. Estava bastante inclinado a permanecer no macOS 14 Sonoma (e no iOS 17). Exceto pelo espelhamento do iPhone, quase nada das novas versões me chamou a atenção. Acabei cedendo por causa do espelhamento. Não mudou muita coisa (no macOS; o iOS 18 não se bica muito com a tela pequena do iPhone SE) e, para piorar, acabou que não uso o espelhamento do iPhone 🙃

Notou o papel de parede preto? Aqueles vídeos lindões em 4K da Apple escrevem adoidado na memória. Fiquei meio incomodado com a descoberta, aí fui ao outro extremo e coloquei uma cor preta, sólida, de “imagem” de fundo.

Abaixo, a lista de softwares que estou usando. Em negrito (e com detalhes a seguir), as alterações em relação a 2024:

  • Navegador: Safari.
  • E-mail: Apple Mail.
  • Calendário: Apple Calendário.
  • Ler depois: Pocket.
  • Editor de textos: Editor de Texto (o Bloco de Notas do macOS).
  • Editor de código: Sublime Text.
  • Editor de imagens: Pixelmator Pro.
  • Editor de áudio/podcasts: Audacity.
  • Gerenciador de senhas: Apple Senhas.
  • Senhas OTP (2FA): Apple Senhas.
  • Planilhas eletrônicas: Apple Numbers.
  • Conexão remota: Cyberduck.
  • Becape e sincronia: iCloud e rclone.
  • Utilitários (em ordem alfabética):
    • Aware: Cronômetro discreto para monitorar o tempo das sessões de uso do computador.
    • Espanso: Substituições de textos.
    • ImgOptim: Otimização de imagens.
    • Maccy: gerenciador de área de transferência.
    • MonitorControl: controles para o monitor externo embutidos no sistema.
    • Mos: rolagem suave para o mouse.
    • NextDNS: DNS que bloqueia anúncios e rastreamento.

Enxugamento de softwares

Se você leu os relatos anteriores da série, talvez tenha notado menos apps desta vez. Deixaram a cena o Rectangle, um gerenciador de janelas (abracei o caos) e o FiveNotes (um post-it virtual que troquei pelo Apple Notas e a conversa comigo mesmo no Signal).

No sentido contrário, adicionei o Espanso ao rol de utilitários. O macOS tem esse recurso nativo, funciona bem, só que não em todos os apps. No Firefox e no Sublime Text, por exemplo, não funciona. O Espanso, sim.

Vai e vem no navegador e gerenciador de senhas

Passei a maior parte do ano usando o Safari e o gerenciador de senhas nativo da Apple — que, com o macOS Sequoia e o iOS 18, ganhou um app próprio, o Senhas.

Com a chegada do Android, esse arranjo tornou-se inviável. Voltei, brevemente, ao Firefox e ao KeePassXC, velhos conhecidos dos quais é difícil encontrar algo digno de reclamações. A integração entre eles, feita por uma extensão, funciona muito bem.

Continuasse eu com meu celular/tablet, o Galaxy A55, usaria o Firefox e o KeePassXC sem lamentações. São ótimos. De volta ao iPhone4, o contorcionismo de usar outra coisa que não a dupla Safari e Senhas é demais para mim.

Ler depois

Outro dilema que confrontei na breve passagem pelo Android foi abrir mão da Lista de Leitura do Safari, o “ler depois” nativo do navegador da Apple. É dos piores e só o adotei pela paralisia de ter que escolher uma alternativa. Mais importante, apesar de ruim, ele faz o básico, que é tudo de que preciso.

Acabei indo de Pocket, após ver a assinatura anual com um desconto generoso na Play Store. (Isso aconteceu só agora, em fevereiro de 2025.) Usei o Pocket em outra vida, nunca me agradou muito, piorou com aquelas recomendações de artigos caça-cliques, mas considerando preço e disponibilidade, acho que compensa. Mesmo de volta ao iOS, baixei o Pocket e vou analisar como ele se comporta.

Mobilidade

Na maior parte do ano usei o iPhone SE de terceira geração [jul/2022]. Entre o início e o fechamento deste texto, troquei ele por um Galaxy A55 [fev/2025]. Há um dia de publicá-lo, decidi voltar ao iPhone.

O Galaxy A55 é um trambolho. É muito grande e muito pesado.

Estou por fora de celulares e tudo mais, por isso quando decidi comprar um Android, li algumas análises, comparei especificações e bati o martelo no que concluí fosse o melhor celular intermediário. E, de fato, ele é bem ágil, responsivo, zero reclamações em relação ao desempenho.

Há anos carregando e segurando um celular pequeno na mão, estava ciente de que o Galaxy A55 era grande, mas não imaginava que as pessoas usassem celulares tão grandes. É desconfortável de usar com uma mão (quase impossível, na verdade), com as duas mãos, no colo, mal cabe no bolso… em suma, é um atentado contra a anatomia humana.

Resumo da ópera: vou voltar ao iPhone e torcer para ele durar tempo suficiente até que uma empresa, qualquer uma, atenda a demanda reprimida de gente estranha que prefere celulares pequenos. Nós existimos! 🥲

Um pequeno deslize da minha parte: achei que já as tivesse tirado fotos do iPhone antes de voltá-lo às configurações de fábrica, mas só tinha fotografado o computador e um defeito que apareceu na tela do iPhone (e que, após a experiência traumática de andar com um tijolo no bolso, muito me preocupa). Tecnicamente tem uma foto dele, mas não da tela inicial, já que ainda não fiz o caminho de volta.

Detalhe da tela do iPhone SE, com duas linhas verticais cinzas no canto direito.
Foto: Rodrigo Ghedin/Manual do Usuário.

A tela inicial, ainda única, agora sem widgets e com fundo preto tal qual o macOS, trazia/trará estes apps:

  • WhatsApp, em muito devido à comunidade de assinantes do Manual.
  • Apple Podcasts.
  • Doppi, um player de música para arquivos locais.
  • Perplexity, que andei testando com o período promocional do plano pago, uma cortesia da Vivo a seus clientes.
  • O odioso app da empresa de segurança oferecido como alternativa a quem não quis dar a biometria facial para abrir o portão do condomínio. (Até o ícone é horrível. É o app que eu mais detesto, de longe.)
  • Apple Calendário.
  • Apple Lembretes.
  • Fotos.

Na fileira de baixo:

  • Safari.
  • Ajustes.
  • Signal.
  • Wikipédia.

Em relação ao ano passado, troquei o app da Deezer (e streamings em geral) por arquivos *.mp3 e o Simplenote pelo Apple Notas para anotar alguma coisa rápida quando fora de casa. O que é raro, situação que me leva a considerar a conversa comigo mesmo no Signal como alternativa ao Apple Notas.

No departamento de acessórios, aposentei os EarPods após sete anos de bons serviços prestados5 e embarquei no mundo dos fones sem fio com um par de AirPods Pro de 2ª geração [dez/2024], em muito pela integração com o iPhone e, mais ainda, pelo cancelamento de ruído.

Sentiu falta de algo? Aposentei o iPad Pro de 9,7″ [ago/2017]. Ele ainda está comigo, só que dentro de uma gaveta, desligado, há uns dois ou três meses. Foi uma medida drástica para tentar reduzir o tempo (mal) gasto com telas. A disponibilidade do iPad, sempre à mão, me fazia usá-lo em momentos inoportunos, como antes de dormir ou enquanto assistia à TV. O lado bom é que não está fazendo falta.

Serviços

  • Sigo usando o Miniflux do PC do Manual para acompanhar feeds RSS e estou guardando no Linkding textos especiais, que gostaria de revisitar algum dia ou ter para referência/consulta.
  • Migrei o e-mail do Manual do Zoho para o iCloud. É muito barato e, com exceção das listas de tarefas, funciona bem em sistemas não-Apple com a graça dos protocolos abertos (IMAP, SMTP, CalDAV e CardDAV).
  • Sigo fazendo becape dos arquivos mais importantes no Backblaze B2, só que sem o auxílio do Cryptomator. Em vez disso, estou confiando na criptografia do sistema para os arquivos locais e do rclone para os becapes remotos.
  • A conexão à internet ainda é da Vivo. No celular, passei do plano Controle para o Vivo Easy6 [ago/2024]. Para quem trabalha em casa ou está sempre no raio de cobertura de um Wi-Fi confiável, o Vivo Easy pode ser uma economia enorme. Coloquei 10 GB por ~R$ 50 há cerca de seis meses e meus dados ainda não acabaram.

Outros

Podcasts, entrevistas e (quase) qualquer coisa que precise da minha voz são gravados com um microfone de lapela Boya BY-M1 [mar/2021] (que seguro na mão mesmo) ou o headset Lifechat LX-3000, da Microsoft. Não me lembro quando comprei esse último, o que significa que foi há muito tempo.

Minha webcam é o iPhone SE, que também se desdobra em câmera fotográfica no dia a dia. Para ocasiões especiais, recorro a uma câmera de verdade, a Sony RX-100 V [mai/2021]. (Todas as fotos deste post foram tiradas com a Sony.)

De novidades, voltei a ter um Kindle [fev/2024]. Ele continua offline, sem jamais ter feito contato com a Amazon ou mesmo acessado a internet — em outras palavras, meu Kindle está vivendo o sonho de muita gente da vida desconectada. O Kindle é útil para ler com menos desconforto livros que não conseguiria descolar em papel, formato esse que prefiro à tela, mesmo que seja uma E-ink.

Foto de cima de uma impressora preta, com papel na bandeja, ao lado de um vaso de planta com uma jiboia e alguns papéis e cadernos.
A linda jiboia não resistiu a uma semana da minha ausência e morreu dias depois de eu fazer as fotos ☹️ Foto: Rodrigo Ghedin/Manual do Usuário.

Outra foi a chegada da HP LaserJet P1102w [???/2011, acho?], uma nova velha impressora que estava encostada na casa dos meus pais, sem uso. Consegui instalá-la com o CUPS no Debian do mini PC da sala. Não bastasse ter ressuscitado uma impressora velhona, ainda rolou habilitar o suporte a AirPrint, recurso que o modelo não oferece por padrão.

Tenho usado a impressora para ler em papel alguns textos maiores e papers que acumulei e nunca encontrava disposição para lê-los na tela7.

Edições anteriores: 2024, 2023 e 2022.

  1. Além de eu não usar, o encosto deixava a minha cabeça gigantesca em videochamadas — a cor se confundia com a do meu cabelo, aí o encosto ficava parecendo… meu cabelo.
  2. P., minha companheira, voltou a trabalhar no presencial. Além disso, reorganizamos os cômodos da casa a fim de termos dois escritórios, em vez de um escritório e um quarto de hóspedes. Hóspedes ainda são bem-vindos — a cama foi acomodada no meu escritório, que se desdobra em quarto de hóspedes quando preciso.
  3. Obrigado, James!
  4. Leia-se: a um celular feito para mãos humanas.
  5. Eles ainda funcionam! O fio começou a descascar em algumas áreas, situação mitigada com um pouco de fita isolante. Deve durar mais alguns anos como fones de ouvido reservas.
  6. Obrigado pelo empurrãozinho, Felipe!
  7. Abdicação do iPad, Kindle com tela E-ink, impressora… percebeu a tendência?

A newsletter do Manual. Gratuita. Cancele quando quiser:

Quais edições extras deseja receber?


Siga no Bluesky, Mastodon e Telegram. Inscreva-se nas notificações push e no Feed RSS.

53 comentários

  1. Ghedin, eu também saí do iPhone e migrei para o mesmo aparelho que você tentou, o A55, e estou utilizando até hoje. Meus únicos problemas estão relacionados à agenda e aos contatos. Eu estava muito acostumado com a agenda e os contatos via iCloud. No Android, é possível utilizar opções práticas como a Agenda e os Contatos do Google ou a Agenda e os Contatos do Outlook. Alguém recomenda outro serviço? Ou possui alguma experiência diferente?

    1. Eu usei o DAVx5 para sincronizar calendários e contatos usando um serviço que suporta CalDAV e CardDAV — no caso, o iCloud mesmo. Aqui tem uma lista dos que ele suporta.

      O DAVx5 é uma espécie de camada inferior que provê acesso a esses protocolos abertos, que a maioria dos serviços de e-mail usa. Funciona com os apps da Samsung mesmo (Calendário, Contatos, Email) e outros de terceiros, como o app de calendários Etar.

  2. Ghedin, tinha esquecido de um detalhe: e o Wipr 2?
    Ainda tem utilizado? O que tem achado? Ele complementa NextDNS, substitui ou conflita com ele, enfim quais suas experiências ?

    1. Estou usando. É difícil dizer se faz diferença, exceto por algumas chateações escritas em JavaScript que conseguem “furar” o NextDNS. Acho que dá para viver sem.

  3. outra coisa como assim não voltou soZinho os ícones para o lugar no iPhone? não tinha salvo no iCloud?

  4. também procuro celular pequeno, tenho um zenfone 8, funciona lindo sem travar.
    mas hoje em dia estou com a tábua do tcl 40 next paper, por curiosidade e para ter uma tela parecida com a tinta eletrônica.
    a tela é boa e bateria apaixonante, mas o tamanho….

    pelo que vejo está cada vez mais minimalista em! e fugindo mesmo da luz azul 💙

  5. baita post.
    dúvidas: vc usa tanto a wikipedia assim pra ela ter esse espaço de destaque no seu celular?
    o que tem achado do perplexity?

    1. Passei a usar o app da Wikipédia meio que por causa do Perplexity, quando percebi que algumas dúvidas triviais que havia passado do DuckDuckGo/Google para o Perplexity eram respondidas mais rápido no Wikipédia. Por exemplo, a idade de um ator/atriz e outros dados objetivos do tipo. O local privilegiado tem também um quê de incentivo para usar mais, e o fato do aplicativo da Wikipédia ser muito, muito bom.

      O Perplexity é bem feito e acho útil para dúvidas menos objetivas, do tipo que a Wikipédia responde. Mas é aquilo: o conteúdo é raso (bem mais raso que um bom verbete da Wikipédia, em especial a inglesa) e sempre fico com um pé atrás de confiar nas respostas. Quando estou no computador, acho mais fácil acessar a interface de IA generativa do DuckDuckGo do que o site do Perplexity. Em outras palavras, uso pouco e acho que esse app não vai durar muito tempo no celular.

  6. Eu amo esse mouse da logitech. Nunca cheguei à conclusão de qual seria a versão sem fio dele. Mas sigo fiel e simplesmente adoro a ergonomia que ele oferece.

  7. É possível mudar a senha do Apple Senhas no Mac para algo que não seja a senha de desbloqueio do MacOS ?

      1. Você poder emprestar seu computador a alguém passando só a senha dele, sem fornecer de brinde o acesso a todas as suas senhas…

        1. Poxa, mas aí é mancada. Jamais forneça a senha do seu usuário/computador. Se precisar emprestar a alguém, crie um novo usuário ou habilite a conta de convidado.

          A senha da sua conta/usuário no macOS é responsável por um punhado de coisas, da criptografia dos dados ao acesso à Conta Apple e, por consequência, ao iCloud.

          1. A abordagem da Apple em usar uma única senha para tudo isso realmente torna melhor criar outro usuário ou habilitar o de convidado, mas se usasse senhas independentes o risco seria muito menor. Em essência, a Apple está colocando todos os ovos em uma cesta só, o que em matéria de segurança da informação é o contrário do recomendado.

          2. Existem contras no uso de múltiplas senhas. Muita gente reutilizaria ou esqueceria a senha do Senhas. É melhor (acho eu, e a Apple) ter uma senha só bem forte do que várias senhas fracas ou esquecidas.

  8. Guedin
    Quando você migrou do plano Controle para o Vivo Easy, precisou migrar pra um plano Pré-Pago antes?
    Ou foi direto do Controle pro Easy?
    Vi algumas publicações na Internet que seria necessário primeiro fazer essa migração do Controle, pro Pré e depois pro Easy.

  9. o iOS 18 não se bica muito com a tela pequena do iPhone SE.

    Pode dar exemplos? Fiquei curioso.

    Notou o papel de parede preto?

    Sim. Eu também fiz isso há um tempo atrás, mas por não usar janelas maximizadas na maior parte do tempo (como na foto de capa) acabei com burn-in nas bordas da tela onde o preto do papel de parede contrastava forte com a janela. E meu painel nem é OLED. Aproveitei o inconveniente para exibir menos elementos estáticos o tempo todo também, como dock e menu bar que se escondem automaticamente. Para mim foi questão de costume ter sempre visível e ainda ganhei algum espaço a mais para o conteúdo.

    1. Acho que o principal exemplo é a Central de Controle. Ficou tudo espremido, tela mal aproveitada, o botão de adicionar novos widgets grudados na borda inferior. Preferia muito mais a do iOS 17, mesmo menos personalizável.

      Qual monitor seu que deu burn-in? Era LCD? Curioso! Não sabia que acometia esse tipo de tela, achava que era só em OLED. Qual era a idade do monitor?

      1. Esse o monitor. Vai fazer 5 anos, mas o burn-in apareceu antes, ali pelos 2~3 anos. Na época fiz aqueles procedimentos de deixar um vídeo “limpando” a macha, mas não adiantou. O que adiantou, e hoje quase não percebo mais o problema, foi de fato usar o espaço da tela afetado durante esses ~2 anos desde que percebi. A variação natural da imagem fez um trabalho melhor no longo prazo do que aqueles vídeos que deixei rolando por algumas horas.

        1. Ah, pra piorar eu também usava uma proteção de tela de Evangelion por essa época. Linda, mas as cores sólidas e os contornos fixos também contribuíram pro burn-in. E ainda deixava um bom tempo até que o monitor desligasse por inatividade. Admito a culpa.

  10. Os seus EarPods duraram 7 anos funcionando os dois lados? Acho que tenho muito azar com fones de ouvido que possuam fio, os meus em 1 ano e meio haviam abaixado boa parte do volume da direita e tive que compensar nas configurações do macOS, mas pra isso o outro lado também fica baixo. Agora no calorzão e com o ventilador ligado 24h não dava pra escutar quase nada nele por conta do barulho, e comprei um Beats Solo 4 semana passada.
    Maaaas com a Beats já me aconteceu algo parecido com o Beats Flex que depois de 2 anos de uso também ocorreu o mesmo problema também do lado direito kk
    O Beats Solo agora to escutando mais por bluetooth pra ter acesso ao Audio Espacial, o bom é que ele ja vem com adaptadores separados usb-c e P2 passivo pra escutar sem precisar de bateria, a parte negativa é a perda do audio espacial.

    1. Sim, sete anos e continuam funcionando, apesar do cabo descascado. Reconheço que todo esse tempo de vida útil é raro. Geral reclama(va?) da qualidade dos cabos da Apple, mas eu nunca perdi um — USB e de fones de ouvido.

  11. Aquele momento em que você descobre que tem a mesma mesa, comprada na mesma loja…
    Confesso que o que me encantou nesse modelo foi a borda sem quina

  12. Nossa, vou ler e reler com cuidado esse relato. Primeiro, sou viciada em saber sobre aplicativos e dispositivos. Também gasto um bom tempo com essas questões! Tenho visto muitos vídeos de setup e aplicativos no YouTube e essa semana já gastei uma graninha com isso.
    *Em breve, mandarei fotos do meu setup ;)

  13. Ghedin, excelente.
    Estava justamente aguardando este post, acho ótimo! Muito, mesmo :-)

    Já estou aguardando seu post sobre a Yubikey. Eu uso a minha sempre que posso, acho uma baita garantia de segurança, mas uso menos do que esperava (pq algumas coisas posso deixar logadas no computador de casa). Só não gostei dela pra proteger todos os TOTP, uso em bem poucos casos, mais pontuais, justamente pela inconveniência.

    Se puder, fale um pouco mais sobre 2 pontos:

    1) a migração do e-mail do Manual do Zoho para o iCloud.
    Você usava o free tier antigo deles, não?
    Por que optou por mudar, foi somente pelo software ?
    E não considerou algo como migadu ou purelymail ?

    2) por que deixou de usar o Cryptomator?
    Tenho achado muito bom, especialmente a parte de ser multiplataforma, que me ajuda muito caso eu necessite acessar em outro lugar (ou mesmo usando o iPhone).

    1. Valeu, Josenildo!

      1) Migrei porque já pagamos o iCloud aqui em casa e tem bastante espaço ocioso (~45%). Além de não gastar a mais, imaginei que centralizando no iCloud poderia ter algum ganho em eficiência na bateria, já que todas as solicitações de e-mail, calendários e agenda de contatos passariam a vir do mesmo provedor. O software é indiferente porque uso o Apple Mail como cliente, ou seja, qualquer e-mail com suporte a IMAP/SMTP me serve e tem a mesma interface no meu dia a dia.

      2) Ele é ótimo, só acho que não preciso de toda essa segurança. Ninguém além de mim usa meu computador e celular, e confio na criptografia do sistema operacional. Vai na mesma linha do “modelo de ameaças”: para o meu caso, que não sou pessoa pública nem visada por atores estatais, acho que é suficiente.

  14. Eu não tenho muito o hábito de guardar links pra ler depois, mas eventualmente salvo coisas e uso o próprio recurso do Safari mesmo.
    Mas gostaria que a Apple transformasse a função em um app separado, de repente até mesmo vinculado ao Notas ou algo do tipo.

    1. Eu uso a lista de leitura do safari para coisas rápidas e depois apago. Você pode compartilhar os links em uma nova nota e fica lá guardado para ler depois também: https://imgur.com/a/kHKPXM0

      1. Eu tenho uma nota só para wishlists, outra pra receitas, outra para reviews ou detonados de jogos, etc.

  15. Fiquei muito curioso pra ler o que você pensa da Yubikey 5 NFC. Algum problema de segurança?

  16. Eu uso o linkding como substituto do Pocket, salvo os links para ler depois, não sei se é pra isso que ele foi feito, mas tem me servido bem.

    1. Serve sim! Tem até a opção de guardar links como “não lidos” e filtrá-los. Só não é um substituto perfeito a apps como o Pocket por não apresentar uma versão “limpa” do texto nem salvá-los para leitura offline.

        1. A gente testou dois, Wallabag e Readeck. Ainda estamos avaliando se vale a pena. No caso, seria o Wallabag; o Readeck tem um bug chato que expõe dados de um usuário para os outros.

  17. Como defesa dos celulares grandes: por não carregar o tempo todo no bolso, diminui o tal “tempo de tela”. Deixo em cima da mesa e só pego quando preciso, e penso duas vezes antes de levar a algum lugar. Lógico que para sair de casa tenho que levar no bolso, mas isso não foi um problema para mim.
    Estou usando um S23 Ultra, que pelo que vi é o mesmo tamanho do A55. É um pouco maior do que meu último (um Moto Zoom).
    É basicamente uma câmera e uma tela para ler. Como bônus tem a canetinha que é ótima para desenhar (muito prática para rascunhos e anotações rápidas em obras).

    1. Ah, eu também não ando com o celular no bolso dentro de casa. Foi ao sair mesmo que me incomodei. E olha que eu saio pouco! 😁 🥲

  18. Escolhi o iPad mini 6 pela praticidade e gostei tanto do tamanho da tela que, ao trocar de iPhone, optei pelo modelo Pro Max. Apesar de estranhar inicialmente o tamanho, gostei da sensação de ter um “mini iPad mini” em mãos (embora seja inviável carregá-lo no bolso).

    Sempre quis um iPhone mini, mas ele saiu de linha. Minha meta era ter todos os “minis” da Apple (Mac mini, iPad mini e iPhone). Será que um desses modelos funcionaria para você? Acho que é similar em tamanho ao iPhone SE.

  19. Sei que a tendencia parece diminuir a quantidade de apps mas se quiser uma alternativa self-hosted ao Pocket, tenho usado o Grimoire, ele tem todas as funçoes basicas, dei uma olhada no Hoard tambem, que tem tudo aquilo e algumas mais dispensaveis como auto-tags com IA… mas funciona legal tambem

    1. Não conhecia o Grimoire. Ele salva o conteúdo dos links e exibe numa interface mais legível, como o Pocket?

      A gente testou algumas alternativas ao Pocket no PC do Manual, como Wallabag e Readeck. Não colaram por motivos diversos (Wallabag é feio demais, Readeck deu um bug bizarro de expor dados de um usuário para outros).

  20. Eu estava achando que estava sozinho no iOS 17 e no Sonoma. Até hoje ñ quis atualiza, to muito habituado com os sistemas.

    Sobre os apps de anotações, venho pensando em cancelar o Bear, que a assinatura é barata (4,50) e uso muito markdown. O Apple Notes no macOS Sequoia tem suporte ao formato?

        1. Certeza, Felipe? Tem uma referência ou pode nos dizer como usar Markdown no Notas? Até abri aqui para ver e não consegui encontrar.

          1. @ Felipe Souza

            Interessante! Não conhecia esse app. É meio como uma camada sobre o Apple Notas, né? O que acontece se você desinstala ele? As notas ficam zoadas?