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Para quem é o novo iPhone SE?

Imagem de divulgação do iPhone SE.

Em um evento estranhamento apático, com executivos pouco entusiasmados e um leque de novos produtos que já havia vazado, a Apple apresentou o iPhone SE, uma versão menor do seu smartphone, e uma versão menor do iPad Pro. As principais perguntas a respeito do novo smartphone são para quem ele se destina e, talvez mais importante, quanto ele custará no Brasil. Não, ainda não foram divulgados os preços daqui, mas tenho algumas teorias sobre esse tema.

iPhone SE = iPhone 5s + 6s

Lembra do iPhone 5s? O recém-anunciado iPhone SE pega a carcaça daquele e troca quase todo o interior pelo que vem dentro do iPhone 6s. Poucas coisas ficaram de fora como o conjunto de antenas que faz do 6s um smartphone global (será preciso atenção ao trazer um iPhone SE de fora), a ausência do 3D Touch e o Touch ID, embora presente, é o de primeira geração. Isso, claro, além das diferenças óbvias decorrentes do tamanho (tela menor, bateria menor).

Para todos os efeitos, porém, o iPhone SE traz o que a Apple tem de melhor em hardware, incluindo o chip A9 que equipa a linha 6s. Em outras palavras, é um topo de linha com tela de 4 polegadas e que custa só US$ 399 (16 GB) ou US$ 499 (64 GB) — lá fora.

Em diversos aspectos o iPhone SE é melhor que o iPhone 6, que é mais caro (começa em US$ 549 com 16 GB) e continuará à venda. O visual datado (mas ainda muito bonito) e o tamanho da tela (pequeno para os padrões de 2016) fazem com que o novo SE pareça pior, mas essa comparação se apresenta muito difícil se desconsiderarmos esses detalhes — que, convenhamos, são circunstanciais. Em áreas que importam mais, como desempenho e câmera, o iPhone SE é melhor. Lógica, quem se importa?

O novo iPhone SE junto aos outros modelos.

Mesmo em relação ao iPhone 6s, atual topo de linha da Apple, o iPhone SE não faz feio. É quase como se, para o consumidor, o único fator decisivo entre os dois fosse o tamanho de tela. E é aqui, exatamente nesse ponto, que o iPhone SE se revela de certa forma como uma aposta para a Apple.

A grande aposta da Apple em três pontos

Primeiro, o timing e a própria existência dele aparentam ser uma tentativa da Apple frear a tendência de queda em seus resultados fiscais futuros, sinalizada após o pico de lucratividade do último trimestre. (Das maluquices do mercado financeiro, o fato de que a empresa mais valiosa do mundo talvez não cresça — veja bem, não é tenha prejuízo, é lucre menos — é encarado pelos investidores como algo temerário.)

Mas esse tipo de mensagem não é… digamos, compatível com nenhum setor de marketing, então a justificativa oficial para retornar ao formato menor um ano e meio depois de aposentá-lo sem cerimônia com o iPhone 6, é que há uma demanda não atendida por smartphones pequenos e poderosos. O que nos leva ao segundo ponto a ser considerado: margem de lucro.

Durante a apresentação Tim Cook disse que em 2015 foram vendidos 30 milhões de iPhones com tela de 4 polegadas (5c e 5s). Para colocar em perspectiva, no ano fiscal de 2015 (que não necessariamente corresponde ao ano calendário), a Microsoft vendeu 32,9 milhões de smartphones.

Visto assim parece bastante, mas na Apple essa quantidade não chega a ser tão significativa. Em 2015 foram vendidos 232 milhões de iPhones, ou seja, modelos com tela de 4 polegadas responderam por apenas 12,9% do total. Por esse volume e por serem aparelhos vendidos a preços menores e com componentes mais antigos (e, presume-se, mais baratos), eles não chegam a afetar a volumosa margem de lucro consolidado da linha iPhone.

Mesmo usando componentes do iPhone 5s e sendo lançado seis meses depois do iPhone 6s, de quem empresta outro tanto de partes, o custo de produção do iPhone SE deve ser maior que o do antigo 5s. E ele custa menos (a partir de US$ 399, contra US$ 449 do 5s). São dois detalhes que jogam contra a histórica estratégia da Apple de manter o preço médio por venda (e não o preço) alto para seu smartphone.

O terceiro aspecto diz respeito ao próprio mercado. Será que existe tanta gente assim interessada em telas pequenas? O Recode compilou alguns dados globais de vendas e esse aqui chama muito a atenção:

Gráfico das vendas globais de smartphones por tamanho de tela.
Gráfico: Recode/Canalys.

As estimativas da Canalys, uma empresa de pesquisas, apontam que no último trimestre do ano passado os smartphones com tela menores que 4,5 polegadas não chegaram a 10% das vendas.

Nesse sentido, em especial, é que a Apple faz uma grande aposta. Se o iPhone SE vender bem, nós, que gostamos de smartphones que dá para segurar com uma mão, provavelmente teremos mais opções para escolher no futuro próximo. A grande dúvida é se “nós” somos, de fato, uma fatia significativa do mercado consumidor. Em toda a concorrência é difícil encontrar smartphones pequenos. O Xperia Z3 Compact, tido como o último topo de linha pequeno, com uma tela de 4,6 polegadas não era, assim… tão pequeno. Por que isso? É porque a maioria gosta de telões, ou porque a indústria acha que nós as preferimos? Em breve descobriremos.

Um grande negócio — talvez até no Brasil

Deixando essa dúvida de lado, é inegável que para o consumidor que não se importa muito com tamanho de tela o novo iPhone SE é um negocião. Um iPhone atualizado por US$ 399 é novidade, mesmo nos EUA. Até então a Apple simplesmente transformava a versão imediatamente anterior do iPhone mais recente em sua oferta de segunda categoria, cortando US$ 100 ou US$ 200 do preço padrão (nos EUA; US$ 649). Na única vez em que se aventurou por um caminho diferente, com o iPhone 5c, cobrou US$ 549 nele, ou seja, a mesma estratégia de antes, mas trocando o nome e o acabamento do que seria, então, o modelo de segunda categoria, o iPhone 5; de “cheap” aquele “c”, definitivamente, não tinha nada.

Para ficar claro: quando o iPhone 6s saiu, por US$ 649, o iPhone 6 virou a opção mais em conta, ou o “iPhone intermediário” por US$ 549, e o iPhone 5s, o “iPhone de entrada”, por US$ 449. Quase sempre foi assim.

(E, em nota relacionada, a Samsung deve estar preocupadíssima com isso. Não bastasse a concorrência ferrenha das fabricantes chinesas e indianas, que jogam pesado cobrando preços agressivamente baixos por smartphones muito bons, agora a Apple aparece com um topo de linha que custa 1/3 menos que o seu principal produto, o recém-lançado Galaxy S7.)

Como preço cheio importa pouco nos EUA, onde a maioria dos consumidores ainda compra smartphone subsidiado, e nós moramos no Brasil, onde a Apple sempre foi careira, há um elemento extra: a expectativa em relação ao preço que será cobrado pelo iPhone SE aqui.

A Apple não costuma deixar barato (literalmente) novos iPhones no Brasil. O último, que ainda custa US$ 649 nos EUA, chegou ao país por R$ 3.999 — na cotação atual1, US$ 1.111. Se jogarmos a mesma diferença (em dólar, 71,2%) vista ali no preço de entrada do iPhone SE nos EUA, de US$ 399, chegaríamos a US$ 683 que, convertidos, dá R$ 2.456.

Para colocar em perspectiva, o iPhone 5c, lançado aqui em novembro de 2013, custava R$ 2 mil ou, na cotação da época2, US$ 877. Mesmo que o preço do iPhone SE seja de R$ 2.500 no lançamento, ele ainda seria o iPhone mais barato já lançado no Brasil.

Com a subida vertiginosa dos preços de smartphones que temos testemunhado em 2016, a chance de que, de repente e com uma ajudinha das promoções recorrentes do varejo (10%? 12%?), a Apple passe a vender um dos smartphones com melhor custo-benefício do país é real. Sim, “Apple” e “custo-benefício” numa mesma frase, sem ironias. Que maluquice, né?

  1. R$ 3,60.
  2. R$ 2,28.

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61 comentários

  1. No segundo parágrafo desse artigo foi dito que “[…] Poucas coisas ficaram de fora como o conjunto de antenas que faz do 6s um smartphone global (será preciso atenção ao trazer um iPhone SE de fora) […]”.

    Viajarei para os EUA em maio e estou cogitando trazer um SE de lá. Alguém saberia dizer se a antena do SE vendido nos EUA é compatível com a rede celular do Brasil? Obrigado!

  2. Minhas opiniões baseadas em puro achismo….
    Vai vender bastante na China, não como esperado nem na China como nos EUA… O mercado vai ficar ainda mais preocupado com os destinos da Apple (não que eu concorde com isso).
    Aqui no Brasil vai sair caro, pois a ideia de produto Premium vai empurrar o valor mais para cima… Chuto em torno de 3000,00 ou mais. Diferenciando do preço dos Samsungs da linha A7 (preço cheio na loja Samsung) e chegando próximo ao valor em algumas lojas do Z3 compact.
    Se nada bater com que imagino? Ok. Se tudo bater? Ok.

  3. Acho que o interesse pelo aparelho se dá muito mais pela relação preço-desempenho do que pelo tamanho.
    A Apple pegou o iPhone 6S de $649, colocou num corpo de iPhone 5S por $399 e está justificando a redução de preço pelo tamanho, quando na realidade, a redução se dá pela perda de mercado que vem ocorrendo.
    A estratégia, na minha visão, é acertada, pois visa acertar em cheio os donos de iPhone 4 a 5S, que ainda tem telas menores e, muito provavelmente, não migraram para o 6/6S pelo preço exorbitante destes (tanto aqui no BR quando no US).
    E acerta também caras como eu, que gostariam de ter um iPhone mas não pagariam mais de $600 por isso (ou mais de R$2.500 no BR). Com isso, ainda estou pensando e vou aguardar os primeiros reviews, mas este iPhone SE entra forte na briga para ser meu próximo celular, pois mês que vem vou para o US e, na conversão de hoje, um SE 16Gb custaria em torno de R$1.700, o que acho “pagável” em um celular.

  4. Sinceramente esse celular vai vender muito!!

    Tenho certeza que a Apple vai abocanhar uma fatia incrível de mercado. Me despertou vaidade inclusive.

    Velho, é muito bom vc ter um celular pequeno que pode entocar fácil, correr na orla com ele no bolso e de um modo geral utilizar sem grandes alardes.

    Tenho um Lumia 930 e nem penso em trocar, hoje estou habituado ao tamanho. Mas até pra ouvir música dentro de casa ele abaixa minhas bermudas com seu peso.

    Eu sou o perfil pra esse aparelho, o cara que usa e é satisfeito com telona mas não perderia a oportunidade de voltar pra uma menor, desde que em um celular top.

  5. Sinceramente esse celular vai vender muito!!

    Tenho certeza que a Apple vai abocanhar uma fatia incrível de mercado. Me despertou vaidade inclusive.

    Velho, é muito bom vc ter um celular pequeno que pode entocar fácil, correr na orla com ele no bolso e de um modo geral utilizar sem grandes alardes.

    Tenho um Lumia 930 e nem penso em trocar, hoje estou habituado ao tamanho. Mas até pra ouvir música dentro de casa ele abaixa minhas bermudas com seu peso.

    Eu sou o perfil pra esse aparelho, o cara que usa e é satisfeito com telona mas não perderia a oportunidade de voltar pra uma menor, desde que em um celular top.

  6. Pra mim não tem nada a ver com gostar de tela pequena. Tem a ver com o fato de muitos não poderem pagar por nenhum dos quatro aparelhos da linha 6, mas querem ostentar uma maçã em suas selfies e o que sobra são o 5C e o 5S.

  7. Pra mim não tem nada a ver com gostar de tela pequena. Tem a ver com o fato de muitos não poderem pagar por nenhum dos quatro aparelhos da linha 6, mas querem ostentar uma maçã em suas selfies e o que sobra são o 5C e o 5S.

  8. não acho que exista algo que a Samsung deva se preocupar, 4 pol. é um mercado especifico e demanda especifica para cliente Apple, para um consumidor Samsung basta pegar uma versão mini, que se não saiu não demora a sair…

        1. Tem melhorado, especialmente depois que a Samsung aposentou a linha Galaxy Mini e colocou a Galaxy A no lugar, mas ainda fica aquém do Galaxy S. O iPhone SE tem o mesmo hardware do iPhone 6s; equivalente a isso, na Samsung, só o Galaxy S7, S7 Edge e Note 5.

          Eu acho que o iPhone SE tem algum mercado potencial dentro da Apple, mas deve vender mais para quem vem de fora, do Android, por causa do preço mais em conta. Nessa faixa a maioria acaba com Android porque não consegue bancar o último iPhone e a alternativa, o iPhone de dois anos atrás, não é tão interessante. Lembre-se: é um iPhone high-end com preço de intermediário/high-end chinês. A Samsung não tem nada para competir com isso.

  9. Eu gostei bastante da notícia. Ainda tenho um 4S e sempre achei o tamanho do 5 ideal, acho o 6 muito grande. Sei que é contra a tendência, mas né, opinião pessoal…

  10. Gostei da aposta da Apple. Embora não seja um fã de telas minúsculas, acho válido lançar um dispositivo iOS por um preço tão agressivo. Se o aparelho vender bem, não será pelo apelo das 4 polegadas, mas sim pelo baixo custo.

    Me chateia esses 16 GB, atualmente o iPhone de entrada já deveria vir com 32 GB. Parece que a Apple lança um dispositivo com memória abaixo do necessário e outro com memória bem acima do necessário.

    Se no Brasil fosse seguida a mesma lógica de preço dos EUA, ele seria um sucesso. Contudo, conhecendo a política de preços da Apple, não fico tão animado assim. Acho que tão cedo não sairei do iPhone 6.

  11. O tamanho de tela ideal pra mim, ainda é de 4,7″,
    mas achei essa uma ótima aposta da Apple,
    se chegar mesmo pra concorrer em preço com os midrange que temos por aqui,
    pode ser um grande sucesso.

  12. Gostei muito de ter um IPhone com tela pequena, assim “força” os outros fabricantes a a fazer smartphones potentes com telas menores, além da Sony. E eu gostei bastante desse Iphone, me chamou bastante atenção, quem sabe ni final do ano, hehehe

  13. Acho 4 pol pequeno. Poderia alargar um pouco mais a tela, mas entendo q já pegaram peças prontas.

  14. Excepcional análise, Ghedin! Que revés incrível se essa perspectiva se concretizar…!

  15. Excepcional análise, Ghedin! Que revés incrível se essa perspectiva se concretizar…!

  16. Agora sim eu posso começar a cogitar a possibilidade de ter um iPhone, mas ainda acho a barreira dos 2 mil reais muito alta.

  17. Bom e completo post, acredito que devido o fator preço este gadget terá uma boa procura também no Brasil , além de incomodar bastante os flagship Android da Samsung , LG e Motorola , talvez até os midle end “premium” tipo moto x play , Linha A da Samsung , Huawei Kiwi- ( a ser lançado) etc sofram perda de vendas .

  18. Anote ai minha aposta R$2.400.

    Eu acho complicado esse formato de tela no estágio atual do iOS, tenho um iPhone 5s e principalmente no modo horizontal não há possibilidade de ver mais que uma linha de texto ao digitar – o software privilegia o modo vertical.

    O hardware atualizado sempre é bem vindo, mas me interessa muito mais o 6S Plus com tela maior, onde essa força poderá ser melhor aproveitada. O problema cai no preço, estamos falando de um aparelho que custa o dobro do preço e entrega a mesma performance (mas nunca a mesma experiência).

  19. Eu estou bem curioso sobre os resultados desse smartphone, principalmente aqui no Brasil em que o preço do smartphone é extremamente relevante. Seja pela simples falta de dinheiro da maioria da população, seja pela venda de aparelhos desbloqueados ser o padrão. O preço tem um peso enorme contra a Apple e, talvez, ela resolva até algum ponto esse problema. Ao que parece, os geeks ficaram bastante animados com esse dispositivo, deve ser o primeiro iPhone de muita gente. Por outro lado, acho que a tela muito pequena e o design datado pode pesar contra para muitos clientes.

    Eu pessoalmente prefiro telas pequenas, já que não consumo tanto conteúdo pelo smartphone, apesar de 4 polegadas ser muito pequena. Engraçado que uso OS X há 6 anos e tenho um iPad há 3, mas nunca me interessei muito pelo iPhone…no contexto atual há altas chances desse o meu primeiro.

  20. Ghedin, aquele gráfico Canalys diz que telas *menores que 4,5* foram 10% não que “4,5 polegadas ou menos”

    A linha de cima que diz que “telas de 4.5 até 5.4” venderam mais que 60%

    “Smaller than 4.5” = Menores que 4.5 , isto é 4.4, 4.2,4.1, 3, 2… mas não 4.5

    Tem algo errado nessa sua leitura ou eu estou lendo muito errado?

  21. Ghedin, aquele gráfico Canalys diz que telas *menores que 4,5* foram 10% não que “4,5 polegadas ou menos”

    A linha de cima que diz que “telas de 4.5 até 5.4” venderam mais que 60%

    “Smaller than 4.5” = Menores que 4.5 , isto é 4.4, 4.2,4.1, 3, 2… mas não 4.5

    Tem algo errado nessa sua leitura ou eu estou lendo muito errado?

  22. Respondendo: Para mim!! Esperei tanto por um menor com novas funcionalidades. Que bom. Vamos ver o preço Brasil ;)

  23. Minha opinião, gostei do SE, e irei adquirir, não sou fã destes aparelhos novos de tela grande.

  24. Acho curioso não ter 3D Touch, que muita gente aposta como futuro das interfaces de tela. Aí ele tem mais poder de fogo que o 6, mas sem features completas.

    O nome também me é esquisito. Como fica a próxima edição, iPhone SE2? Se manter o nome, talvez passe por algum redesign para ter uma diferenciação mais clara entre modelos. E Apple com 3 celulares de resolução diferente. A proporção da tela muda ou mantém a mesma quantidade de informação?

    1. Não ter 3D Touch reforça a ideia de que o iPhone SE é uma aposta. A menos que esteja esquecendo alguma coisa, todos componentes usados nele, parte do iPhone 5s, parte do iPhone 6s, são antigos, já eram estavam em produção. Uma tela de 4 polegadas com 3D Touch demandaria um projeto novo e investimentos em linha de montagem.

      Os iPhones 6/6s e 6 Plus/6s Plus têm resoluções diferentes e oferecem duas “resoluções” (no linguajar oficial, “zoom da tela”): uma que mantém as dimensões dos de 4 polegadas (opcional) e outra que ajusta os elementos ao espaço extra das telas maiores (padrão, e bem melhor). Sobre resoluções, leia isto: http://daringfireball.net/2014/09/the_iphones_6 (a partir do tópico “Display Quality”).

      1. O 3D touch além de trazer uma tela mais grossa, também precisa do motor de vibração atualizado que ocupa mais espaço. Considerando que pretendiam apenas usar colocar as coisas dentro da embalagem antiga, não haveria como colocarem isso tudo. Não tive muito contato com o 3D Touch mas acho que dá pra viver sem ele.

    2. Sinceramente, o 3D Touch não mostrou grande apelo e aumenta bastante o peso.

      Ao invés de perder tempo nisso, seria muito melhor melhorar a capacidade da bateria como foi feito no S7.

  25. Eu acho que demanda, ao menos no “mundo Apple” existe: 60% da base instalada de iPhones ainda é dos modelos de 4″ ou menos. (http://qz.com/603581/we-now-know-what-percentage-of-apple-customers-have-opted-to-stick-with-smaller-iphones/ )
    Acho que a ideia do SE é convencer muita gente a fazer o upgrade, especialmente com esse preço mais baixo.

    A única parte ruim pra Apple é a queda da margem de lucro no SE, mas deve agradar aos investidores que verão um crescimento na base instalada de iPhones.
    Eu acho que o iPhone menor é um modelo um pouco de nicho e não pretendem atualiza-lo tão frequentemente – até por isso imagino que ele recebeu o mesmo hardware do 6s, pra se manter relevante por mais tempo sem precisar de upgrades.

    Mas não acho que um iPhone pequeno vá fracassar. Esse também é o ano em que as operadoras americanas vão passar a cobrar o preço cheio dos telefones, e entre um iPhone de $650 (ou $27/mês) e outro de $399 (ou $17/mês) muita gente vai escolher o mais barato se os dois são quase iguais.

    1. Interessante esse dado dos 60%. Não tinha visto e, realmente, fortalece o argumento público da Apple para investir num iPhone menor, embora o maior dele, acho, ainda será o preço, especialmente em mercados menos maduros e mais sensíveis a valores — China, Índia, Brasil.

      Tem mais informações sobre essa mudança na forma de cobrar por smartphones das operadoras norte-americanas?

      1. Desde o começo desse ano as 3 maiores (não tenho certeza da Sprint, mas acho que também) passaram a vender aparelhos só pelo preço cheio OU nos planos a lá Claro Up. Mas não existe mais “telefone grátis” que no fim tá embutido na conta.

        http://www.huffingtonpost.com/entry/two-year-cellphone-contracts-are-almost-dead-heres-everything-you-need-to-know_us_568a862ce4b014efe0dae826

        http://qz.com/475320/the-death-of-the-not-so-free-free-cell-phone/

      2. ainda é bem caro Guedin… para mais, celulares com telas maiores é o grande filão por aqui, 4 polegadas no mercado brasileiro é mid ou standard…mesmo para alguém que se destina um aparelho Apple, dificilmente alguém que tenha mais de 2k vai querer um aparelho com tela menor, melhor seria neste valor pegar um Samsung S Like ou um Motorola quando ser possivel optar por android

      3. ainda é bem caro Guedin… para mais, celulares com telas maiores é o grande filão por aqui, 4 polegadas no mercado brasileiro é mid ou standard…mesmo para alguém que se destina um aparelho Apple, dificilmente alguém que tenha mais de 2k vai querer um aparelho com tela menor, melhor seria neste valor pegar um Samsung S Like ou um Motorola quando ser possivel optar por android

    2. Interessante. Realmente no mundo real a gente ainda vê muita gente usando o iPhone 4 e o 4S. Acho que o SE é a Apple tentando alcançar esse cliente, que muitas vezes acaba saindo do iOS quando o velho iPhone para, e o novo é caro demais.

    3. Tenho minhas dúvidas se existe essa demanda por telas de 4 polegadas. Ao meu ver, existe uma demanda por iPhones de “baixo custo”, onde o 4S, o 5C e o 5S são as opções. Por isso o iPhone SE é uma grande aposta. Esse preço agressivo (pelo menos nos EUA) pode preencher essa espaço dando um hardware atualizado.

      1. Existe sim. Conheço algumas pessoas com 6s e que estavam até considerando ir pro SE, só pelo tamanho.
        Não acho que seja a maioria do mercado, mas creio que ainda é um número expressivo – Se só um quarto desses 60% que não atualizaram iPhone foi pelo tamanho, já é bastante gente.

        Eu mesmo tenho um iPhone 5s desde o lançamento e tô mais interessado no SE que no 6s, mas na dúvida se espero o 7.
        Se o SE tivesse 3D Touch já tinha decidido por ele, porque seria um tanto mais future-proof.

      2. Existe sim. Conheço algumas pessoas com 6s e que estavam até considerando ir pro SE, só pelo tamanho.
        Não acho que seja a maioria do mercado, mas creio que ainda é um número expressivo – Se só um quarto desses 60% que não atualizaram iPhone foi pelo tamanho, já é bastante gente.

        Eu mesmo tenho um iPhone 5s desde o lançamento e tô mais interessado no SE que no 6s, mas na dúvida se espero o 7.
        Se o SE tivesse 3D Touch já tinha decidido por ele, porque seria um tanto mais future-proof.

        1. Quais são as utilidades reais do tal 3DTouch? Sem brincadeira, não consigo enxergar isso como sendo algo útil, mas nunca usei! O que faz dele tão bom?

        2. Quais são as utilidades reais do tal 3DTouch? Sem brincadeira, não consigo enxergar isso como sendo algo útil, mas nunca usei! O que faz dele tão bom?

          1. Eu acho o gesto de multitasking bem útil: troco de apps o tempo todo e um apertão mais forte na borda do iPhone te leva pro ultimo app usado – se apertar devagar ele abre o menu de multitask.

            E imagino que num futuro onde boa parte dos iPhones tme 3D Touch, vai ter muito detalhe de UI que só vai ser acessível com ele (ou vai ser muito mais dificil usar sem), então um iPhone que tenha 3D Touch teria uma vida um pouco mais longa

          2. Entendi. O multitasking que você citou eu não conhecia, parece ser útil mesmo. Mas me diz uma coisa, “um toque mais forte” é um toque mais forte mesmo, tipo uma dedada mais forte, mas com o mesmo tempo de duração, ou uma pressionada mais longa, aplicando força “aos poucos”? Deu para entender?

          3. Deu pra entender sim. Essa é justamente a diferença entre o 3D Touch e um Long Press, é um toque mais forte, mesmo que seja curto.
            Nesse caso do multitasking mesmo, tem diferença entre apertar forte e rápido (troca pro ultimo app usado) e um toque longo apertando forte, que abre o multitasking.

          4. Além do multitasking, também uso bastante no Mail, para pré-visualizar e arquivar mensagens direto, sem ter que entrar em cada mensagem, e para as Live Photos. Dá para viver sem 3D Touch perfeitamente, mas acho que agrega valor no dia a dia.

          5. Além do multitasking, também uso bastante no Mail, para pré-visualizar e arquivar mensagens direto, sem ter que entrar em cada mensagem, e para as Live Photos. Dá para viver sem 3D Touch perfeitamente, mas acho que agrega valor no dia a dia.

          6. Com a linha Note da Samsung, eu faço isso usando a stylus. Na era do Whatsapp, é um adianto conseguir ler as mensagens sem precisar confirmar a leitura.

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