Sistema de espionagem israelense Pegasus foi usado contra jornalistas, ativistas e políticos ao redor do mundo

Um consórcio de jornais revelou uma lista de 50 mil “pessoas de interesse” de 45 países que podem ter tido seus celulares hackeados pela ferramenta Pegasus, da empresa israelense NSO Group. Há anos o uso da ferramenta é conhecido; a investigação revela a escala da coisa. Via O Globo.

O NSO Group afirma ter 60 clientes em 40 países, mas se recusa a identificá-los, e diz que seus produtos são destinados exclusivamente ao combate ao terrorismo e ao crime organizado. Na lista obtida pelos jornais, porém, há jornalistas, ativistas e políticos. Em alguns países, a definição de terrorista deve ser mais abrangente, a ponto de incluir oposição e imprensa. Esta revelação explicita o perigo de se abrir exceções a sistemas de criptografia.

Em maio, Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), que é vereador no Rio de Janeiro, articulou em Brasília, junto ao Ministério da Justiça, uma licitação para adquirir o Pegasus. O Uol, que revelou a negociata, ouviu de fontes que o filho do presidente tentava fortalecer uma “Abin paralela” dentro do governo, jogando para escanteio os órgãos de inteligência convencionais — o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e a própria Abin. Via Uol.

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1 comentário

  1. Isso é um absurdo. Reforça que nenhum telefone é seguro, nem mesmo o iphone e seu “privado” sistema ios. Na lista da NSO tem muita gente com iphone, inclusive o metodo de ataque parece ser pelo imessage, que vem de fábrica e não tem como tirar. Como se fosse um backdoor mesmo. Uma pena que nesse país as questões de privacidade sejam tão pouco trazidas na mídia.

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