Famoso endereço de iPhones roubados em São Paulo é alvo de ação da Polícia.

A Polícia Civil de São Paulo desbaratou uma quadrilha especializada em roubos e furtos de celulares que ficou famosa por ter uma “sede” na Rua Guaianases, na cracolândia da capital paulista.

O local é o destino de vários iPhones roubados, como é possível ver pelos (muitos) comentários de pessoas lesadas. O endereço viralizou no fim de março.

Na operação, um senegalês foi preso e 53 celulares, apreendidos. A Polícia Civil, que investigava a quadrilha há um ano, obteve conversas de aplicativos de mensagens mostrando as negociações. Os valores pagos por iPhones roubados variavam de R$ 400 a R$ 1,8 mil (preço pago por um iPhone 13 Pro Max, que é vendido no varejo a partir de R$ 9 mil). Via Folha de S.Paulo.

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5 comentários

    1. É um pouco mais complexo.

      Conheço a região pq familiares moraram ali um tempo. É a chamada “boca do lixo”, região de espaços para a pornografia e boemia.

      Há um tempo que infelizmente da pornografia acabou a virar um antro criminal ali na região. A rua Guaianases é famosa por ter diversos desmanches de motos, e já faz uns anos que um dos núcleos da Cracolândia foi para lá.

      A prisão do senegalês me fez pensar em uma coisa na qual é difícil comentar para não cair em preconceitos, mas digamos que há um número alto de imigrantes naquela região citada. Não que imigrantes sejam um problema. Mas sim que pode existir correlação entre alguns imigrantes e criminosos da região.

      O ponto é que a 3 quadras dali é a rua Santa Efigênia, e não duvide que os celulares encontrados ali abastecem os pontos de manutenção que ficam na rua e travessas.

      Enfim, o pior a se pensar é que existe delegacias nas proximidades, e a sede da PM também. O entorno é recheado de delegacias ou sedes policiais. E já vão quase 50 anos que este problema não se resolve, só piora.

      1. O que eu quis dizer é que se ninguém comprasse produtos ilegais, tipo iphone roubado, o crime não aconteceria (estou sendo simplista e ingênuo, claro, outros crimes aconteceriam de formas diferentes) .
        Entendo o que você explicou. Mas é uma situação complicadíssima mesmo.

        1. a complexidade aqui é pq o argumento “tem quem compre” acaba se esvaziando devido a mecânica: não é a pessoa vai lá e compra um celular roubado sabendo que é roubado.

          Mas sim que já é toda uma cadeia de interesse nisso (gente que limpa conta, quem aproveita peças, etc…).

          as vezes acho que ali só vai parar com a Força Nacional no quadrilátero controlando entrada e saída e repassando a polícia federal e justiça.

          1. Total, pode não ter ninguém comprando diretamente, mas funciona igual carro, o pessoal desmancha e vende as peças pra manutenção ou envia pra outro país.
            Inclusive eu me espantei com o número de pessoas pegas no Aeroporto Área Restrita que leva celular roubado pra outros países.