O que tem na sua mochila, Gilson Lorenti?

O que tem na mochila do Gilson Lorenti.
Foto do Gilson Lorenti.

Gilson Lorenti mora em Presidente Prudente, interior de São Paulo, e descobriu a fotografia em 1997, quando pegou pela primeira vez a pequena câmera Yashica de seu tio. Porém, só se tornou profissional em 2005 quando começou a fotografar eventos e books fotográficos. Em 2008 veio a primeira crise existencial fotográfica onde decidiu ser mais divertido praticar fotografia autoral do que a fotografia profissional. Montou projetos, se especializou em fotografia sensual e nu, e encontrou no ensino de fotografia uma grande forma de realização profissional. Atualmente desenvolve 4 projetos de fotografia autoral, sendo que um deles foi finalista no Mapa Cultural Paulista 2013/2014, ministra aulas particulares de fotografia (e duas vezes por ano aulas gratuitas pela Oficina Cultural de residente Prudente), e mantém um estúdio fotográfico em parceria com sua esposa, também fotógrafa, especializado em eventos e Newborn. Atualmente ele também é editor de fotografia do site Meio Bit.

  1. Câmera Canon EOS 7D. Não sou um aficionado por equipamentos fotográficos. Acho que você precisa de ferramentas que lhe possibilitem trabalhar. Só isso. Por conta disso a 7D ainda é minha companheira perfeita. Chegando a 80 mil clicks.
  2. Câmera Canon EOS 30D. Essa já está comigo a 5 anos. É minha câmera reserva. Trabalhar profissionalmente com apenas uma câmera é maluquice, embora muitos façam isso. Já está com quase 250 mil clicks e já trocou o obturador e o botão disparador uma vez. Quando a câmera principal virar reserva essa vai para a estante junto com os outros equipamentos usados que passaram pela minha mão.
  3. Lente Canon EF 28mm f/1,8. Cinco anos atrás decidi vender todas minhas lentes e comprar apenas lentes fixas. A 28mm é a companheira ideal para quem precisa de uma grande angular. Boa nitidez e grande abertura de diafragma.
  4. Lente Canon EF 85mm f/1,8. Essa é meu xodó. Nitidez absurda, contraste maravilhoso e um bokeh lindo. Perfeita para retratos. Antes eu também tinha uma 50mm f/1,4 na bolsa, mas como nunca usava ela ficou na estante também.
  5. Flash Canon Speedlite 580EX II. Meu flash principal. Boa potência, alcance e com rápida reciclagem. Normalmente ele fica preso a um tripé para luz principal com acessório difusor.
  6. Flash Canon Speedlite 430EX II. Com menor potência e alcance, esse flash é utilizado como luz secundária tanto em eventos como em books fotográficos. Saber dominar a luz do flash e trabalhar com ele fora da câmera é o caminho para um trabalho diferenciado.
  7. Color Checker Passport da X-rite. Acessório obrigatório para quem quer um bom balanço de branco e fazer a calibração personalizada das cores de sua câmera. Utilizado em estúdio e também em ensaios fotográficos externos.
  8. Fotômetro Sekonic L308s. Um dos fotômetros mais simples do mercado, porém cumpre todas as funções básicas de leitura de luz. Trabalhar em estúdio sem um destes é quase como tentar adivinhar o resultado. Muitos fotógrafos iniciantes dizem que hoje, com a fotografia digital, esse equipamento não é mais necessário. Infelizmente, estão todos errados.
  9. Rádio Flash Yongnuo TTL. Aqui é um conjunto com dois receptores Yn 622C e um transmissor Yn 622c TX. Com eles consigo disparar meus dois flashes a uma distância de até 20 metros e ainda utilizando o sistema TTL. Consigo controlar o modo de disparo e as potências de cada flash com a unidade transmissora. Muito confortável em ensaios externos ou quando você tem que trabalhar na casa ou estabelecimento comercial do cliente.
  10. Canivete Taurus. Independente de sua atividade, ter um instrumento cortante pode salvar sua pele em algumas situações. Sempre ando com um canivete comigo, independentemente da situação.
  11. Lanterna Philips. Lanterna simples que funciona com duas pilhas AA. Além do uso normal (faço muitos ensaios a noite) também pode ser utilizada para paint lighting. Todo fotógrafo deveria carregar uma.
  12. Bolsa Lowepro Flipside 400. Bolsa pequena e confortável. Cabe todo o equipamento (e mais um pouco) e possuí suporte para tripé. Resistente e com capa de chuva acoplada. Uma boa pedida para quem carrega pouca coisa.
O que tem na mochila do Gilson Lorenti.
Clique para ampliar.

Nota do editor: O Na mochila é uma seção semanal do Manual do Usuário que apresenta o que gente que admiro carrega em suas bolsas e mochilas. Acesse este link para espiar as demais.

O Manual do Usuário é um blog independente que confia na generosidade dos leitores que podem colaborar para manter-se no ar. Saiba mais →

Acompanhe

  • Telegram
  • Twitter
  • Newsletter
  • Feed RSS

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

33 comentários

  1. Interesse esse “Na Mochila”. Sabia que conhecia esse nome de algum lugar. A memória não ajudou, mas li o “about” e lembrei que era da época que era mais interessado no meio fotográfico e lia as colunas do Gilson no MB, entre tantos outros sites. Bons tempos…

    Sobre a mochila, interessante ter “pouco” equipamento. Menos é mais, ainda mais quando é bem utilizado.

    1. Eu trabalho com um notebook de 17 polegadas. muito grande para ficar levando para todos os cantos. Claro que em trabalhos longos (já cobri eventos com 4 didas de duração) ou mesmo na Virada Cultural onde as fotos tinham que ser mandadas para o site antes da atração artística acabar, tenho que levar uma outra bolsa com o Notebook e demais tralhas. Mas, no geral é só essa. Costumo fazer anotações no Smartphone mesmo. Uma coisa que sempre some da bolsa do fotógrafo é a caneta. Até Juiz de Paz já levou uma minha embora.

      1. Mas qual notebook vc tem? E qual iPhone e app de fotografia vc gosta de usar (* acredito q vc tenha um iphone ne rs)

        1. kaka, Felipe, embora eu escreva em um blog de tecnologia sou meio desapegado a isso. gosto que as coisas funcionem e cumpram o seu papel. Como viu, eu tenho duas câmeras humildes e duas lentes simples, mas tenho um fotômetro de mão e um colorcheker, coisa que 98% dos fotógrafos atuais nunca pegou na mão. Eu trabalhava com um Macbook que me serviu bem por 5 anos. Na hora de trocar pesquisei e achei o investimento em outro Apple desnecessário no momento. Então investi em um Dell com poder de processamento para rodar bem o Photoshop e o Lightroom. Meu celular atualmente é um Nokia Lumia 820. Única coisa de fotografia que tenho no celular é o Instagram. Comecei na fotografia com o filme fotográfico em 1997. Fotografia para mim tem que ser aquela que possa imprimir em tamanho grande (mínimo de 30x45cm) com nitidez e qualidade. Sempre ando com uma câmera. Nunca confiei no celular para fazer uma foto importante, pois sempre fica a sensação de que aquele momento é único e a foto com celular pode não dar a opção de fazer tudo o que gostaria com ela. Já pensou, a foto da sua vida e você não consegue fazer um quadro com ela? Da mesma forma, tenho obsessão pela edição dos mínimos detalhes da imagem. Postar na net uma foto crua me da até urticária :) Uso o Instagram como forma de exercício mental. Meu lema é “uma foto por dia”. Nem sempre consigo, mas é uma forma de relaxar. Porém, toda foto do Instagram também foi feita com uma câmera comum e tenho aqui em meu arquivo. Já fui um tarado por tecnologia fotográfica. Cheguei a ter 15 lentes e 4 câmeras top. Quando percebi que estava gastando tudo que tinha nisso fiz um esforço monstro e desapeguei. Vendi tudo, investi no básico para continuar fotografando e hoje tenho dinheiro para curtir a vida com a família e investir em cultura, entretenimento e arte. Eu estou mais feliz assim :)

          1. Gilson, eu também fotografo e uso um Dell, mas o meu está ultrapassado já e estou precisando veemente de um novo. Qual modelo de Dell você comprou? Obrigada.

    1. Aproveitando o gancho, bem que o @gilsonlorentifotografia:disqus poderia indicar algum artigo na internet (quem sabe dele mesmo) sobre cameras, pra galera que não sabe nadinha aprender, seria interessante :)

      1. dependendo da dúvida eu posso indicar um texto do meiobit. Quer saber como elas funcionam, diferença entre os tipos ou um guia de compras? Dependendo da pergunta pode até virar um texto novo :)

        1. Não me interessaria um guia de compras pois eu não tenho grana para uma camera agora, porem saber como elas funcionam, e as diferenças entre elas me interessaria bastante sim!

  2. Bacana ter um canivete na mochila! Mas um aviso: caso deseje conhecer o Rio de Janeiro, deixe-o em casa. Porque aqui no Rio há um PL que multa (em mais de 2 mil reais) quem for flagrado com uma lâmina. Isso mesmo! O estado do Rio quer punir o cidadão que estiver com uma ferramenta extremamente útil.

    Não sou entusiasta da fotografia, mas gostei de ver uma mochila diferente aqui! Sempre leio seus posts no Meio Bit.

    1. lanterna e canivete são coisas que ando desde os anos. A lanterna era mais útil naquela época, pois tinham muitos cortes de energia. Então era bom estar preparado. O canivete é ferramenta importante. Quebra vários galhos. Fiquei sabendo desta Lei. Ainda bem que os bandidos vão respeitar e todo mundo vai ficar seguro :)

    2. E o estudante de Arquitetura ou de Design ou de Artes plástica que usa estilete como ferramenta de trabalho?

      Mas que merda de canetada hein

        1. E pela fala do governador parece que ele vai aprovar. Mas talvez tenha sido só no ‘calor’ do momento e dele querer mostrar que está fazendo algo (claro, totalmente ineficiente). Eu ainda acredito que algum assessor sobretudo da área jurídica vai mostrar que ela não faz o menor sentido. Vamos ver o que rola.

          Para você que é do Rio, uma dica: compre um bastão retrátil, daqueles que policiais norte-americanos usam. É só ficar esperto, sacar e abrir antes do pivete te esfaquear que dá pra bater no pivete que é uma beleza. Primeiro, desarme-o; depois bata onde achar melhor: clavícula, joelho, rosto….

          1. Pivete drogado, armado com faca e em grupo não vê isso.

            Eu também sou alto e forte, sempre ando com cara fechada, de ‘brabo’, roupa escura, barba, bota etc.

            Mas as medidas principais para se prevenir da violência é saber não se colocar em determinadas situações, estar sempre atento. Muitas vezes, mesmo as pessoas que não têm experiência ou noção em luta/defesa pessoal/proteção pessoal, conseguem perceber quando algo está errado. Mas muitas pensam “eu vejo na TV, mas não vai acontecer comigo”. Outras, agem.

          2. É como eu disse: nunca fui assaltado. Então, alguma coisa devo estar fazendo certo. Já fiz maluquices também. Uma vez, estava com uma namorada em Copa, na Av. Atlântica, na calçada dos prédios (e não na praia), e vinha um grupo de uns 8 pivetes de frente pra nós. Gelei até os ossos, pq não tinha pra onde correr. Ela me puxou, eu falei pra ela ficar calma e entrar na minha loucura. Comecei a olhar pra cima, pra um dos prédios, e, quando os moleques estavam a uns 20 metros, comecei a gritar o primeiro nome que me veio à cabeça em altíssimos brados: “LUCIANOOOO!!!! Ô, LUCIANOOOO, APARECE AÍ!!!”, como se estivesse chamando alguém na janela do prédio.
            Os moleques deram até uma meia trava no passo e passaram pela gente sem fazer nada. Meu plano funcionou. O vagabundo quer fazer a coisa na surdina. Eu fiz um escândalo, chamei a atenção da praia inteira para a minha pessoa, e eles ficaram inibidos.

          3. Isso aí! O importante é fazer algo. Infelizmente, vivemos numa época em que o que seria um mero furto vira homicídio. Primeiro se esfaqueia para depois subtrair o bem.

            Quando eu estava na pós-graduação, eu era o guarda-costas oficial de umas amigas durante a caminhada na Av. Presidente Vargas até alguma estação do metrô, às 22, 23 horas. Elas diziam que só a minha presença física já inibia os pivetes.

      1. Bem, de fato no texto da lei há alguns adendos, como: a lâmina não deve estar em fácil acesso (como um porte), se a pessoa provar que necessita do objeto para alguma atividade profissional não seria multada etc. Mas mesmo assim ela não deixa de ser esdrúxula. A faca além de ser uma ferramenta bastante útil para diversas funções, pode e deve ser empregada como arma numa legítima defesa visto que nós brasileiros somos proibidos de defender nossa vida e propriedade com armas de fogo…

      2. Bem, de fato no texto da lei há alguns adendos, como: a lâmina não deve estar em fácil acesso (como um porte), se a pessoa provar que necessita do objeto para alguma atividade profissional não seria multada etc. Mas mesmo assim ela não deixa de ser esdrúxula. A faca além de ser uma ferramenta bastante útil para diversas funções, pode e deve ser empregada como arma numa legítima defesa visto que nós brasileiros somos proibidos de defender nossa vida e propriedade com armas de fogo…

Do NOT follow this link or you will be banned from the site!