Fundo azul, com uma chamada para um PlayStation 5 no centro. À esquerda, a frase “Ofertas de verdade, lojas seguras e os melhores preços da internet.” À direita, “Baixe o app do Promobit”.

O app que busca uma fórmula mais justa para os entregadores

O app que busca uma fórmula mais justa para os entregadores, por Débora Sögur-Hous no Reset:

O volume ainda é pequeno, mas alguns dos pedidos que ele [João, entregador] transporta chegam pelo AppJusto, aplicativo que atua em São Paulo capital e que pretende fazer o que diz no nome: estabelecer uma relação mais justa entre a comodidade para os clientes, as oportunidades de venda para os restaurantes e a remuneração dos entregadores.

O ponto de partida do serviço foram as demandas feitas nos “breques dos apps”, como ficaram conhecidas as greves dos trabalhadores de aplicativo. Para integrar a rede do AppJusto, eles precisam estar formalizados como MEI (microempreendedor individual), o que garante a seguridade social oferecida pelo governo.

Além disso, o aplicativo tem uma parceria com a seguradora Iza contra acidentes pessoais e, como medida de transparência, faz os pagamentos aos entregadores em uma plataforma separada, a Iugu, para demonstrar ao cliente que a taxa de entrega fica toda com o motoboy.

Os entregadores recebem R$ 10 fixos por pedido entregue, mais R$ 2 por quilômetro rodado acima de 5 km. Isso representa um valor médio de R$ 11,56 por corrida.

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3 comentários

  1. Fico pensando aqui o risco de bolha a estourar que este negócio de entrega porta-a-porta vai ser em pouco tempo.

    R$ 10,00 é hoje o preço médio de duas passagens (ida e volta) em transporte público de algumas cidades. Dependendo das condições, compensa muito mais pegar o ônibus para pegar entregas em uma pizzaria do bairro ou do bairro ao lado do que pegar uma entrega via app.

    Não duvido que hoje na verdade o que ocorre também é algo meio “submundo” – as empresas que antes eram “dark kitchens” em algumas cidades resolveram ficar “às claras” e trabalhar de forma aberta e fora dos aplicativos. Nisso as entregas acabam intermediadas entre tais empresas e o cliente. Geralmente fazendo pedido via Whatsapp ou similar.

    1. Se você preparar a comida em vez de pegar em restaurante, sai ainda mais barato.

      A comparação não é (só) no preço. Tem comodidade, conveniência, o custo do tempo gasto no trajeto de ida e volta… Tudo isso é levado em conta, mesmo que inconscientemente, quando se pede comida por aplicativo.

      1. Sim sim, só simulei um cenário.

        Espero que este trabalho de entregador de alimentos fique “nichado”, mas voltado a pessoas que realmente precisam da entrega de comida em casa, assim, não dando dinheiro para dark kitchen de empresário que faz dark kitchen.

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