Não foram uma nem duas vezes que ouvi/li alguém se referindo a uma newsletter como “um Substack”. Em seu blog, Anil Dash pede para que não façamos isso:

O e-mail existe há anos, mas a razão pela qual o Substack quer que você chame seu trabalho criativo pelo nome da marca é porque eles controlam seu público e distribuição, e também querem possuir seu conteúdo e sua voz. / anildash.com (em inglês)

Além do “branding” em cima das newsletters, tenho a impressão de que a centralização que o Substack — com o processo de inscrição que se resume a um clique e o gerenciamento de todas elas na mesma tela — fomenta uma sensação de que sistemas alternativos são arcaicos, estranhos ou até perigosos.

“Por que este site quer que eu coloque meu e-mail aqui?”

A cartilha do Substack é a mesma do Spotify com os podcasts, do Medium e do Twitter para os blogs. Não à toa defini o Substack como “a maior ameaça às newsletters que já existiu” em abril de 2023.

Pode parecer que sim, mas eu não gosto de ser profeta do apocalipse, menos ainda de intimidar quem usa o Substack para disparar newsletters por qualquer motivo que seja. É gratuito e funciona! É, também, um campo minado, e se pudesse pedir alguma coisa, pediria cuidado para não cair na armadilha e se prender dentro de uma plataforma que, ao que tudo indica, cedo ou tarde se fechará para a “portabilidade” que é característica das newsletters.

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