Você jura que Fira Code com ligaduras é sua fonte monoespaçada favorita? Ou que não consegue viver sem a IBM Plex Mono? Ok, vamos por essa devoção à prova com este “teste cego” de fontes monoespaçadas: escolha a sua preferida entre os pares exibidos até reduzi-las a uma só. Depois, comente o resultado aí embaixo e se bateu com a sua (suposta) preferência. / codingfont.com
Desde 2021, a TCL investe em uma tecnologia de tela intrigante, a NXTPAPER: um painel LCD que tenta simular o papel para agredir menos os olhos humanos. Na condição de alguém que passa mais tempo que o recomendado olhando para telas, isso muito me interessa.
A fabricante chinesa anunciou uma nova versão na CES 2025, a NXTPAPER 4.0. Ela traz um “avanço significativo” no ponto fraco das versões anteriores, o (baixo) brilho, graças a uma “sofisticada tecnologia de litografia de matriz nano”. / tcl.com (em inglês)
A grape lab, da Coreia do Sul, desenvolve produtos para o dia a dia com materiais reciclados e uma pegada sustentável. O g.stand é um suporte para notebooks em origami, feito de papel. Parece bem resistente — a edição “Stone” é à prova d’água. / grapelab.co, core77.com (ambos em inglês)
Não são poucos os aplicativos e sites que expõem rádios do mundo inteiro, mas bonitões como o Radiocast são raros. Procure por rádios em um globo terrestre, com filtros por gênero e humor. / radiocast.co
Dia agitado para as plataformas sociais descentralizadas. O Mastodon anunciou que migrará a propriedade de seus componentes-chave para uma organização sem fins lucrativos. Eugen Rochko, fundador e atual CEO do projeto, não seguirá no cargo; em vez disso, focará em estratégia de produto. / blog.joinmastodon.org (em inglês)
Do outro lado da arena, um grupo de especialistas se juntou para criar a Free Our Feeds, uma futura fundação independente que terá como missão libertar o protocolo AT, do Bluesky, da centralização exercida pela startup. / freeourfeeds.com (em inglês)
É bom correrem: segundo fontes do Business Insider, o Bluesky está próximo de fechar uma nova rodada de investimentos, a terceira, que o avaliaria em US$ 700 milhões. / businessinsider.com (em inglês)
A “bostificação” do Windows, com publicidade invasiva, poluição visual e IA, é o maior incentivo em décadas para alguém buscar por alternativas. Ou pela alternativa, o Linux.
A Microsoft conta com algumas fortalezas que seguram pessoas no Windows. Consigo pensar em algumas: o Microsoft Office, os aplicativos da Adobe e jogos.
A Valve, dona do Steam, há anos investe em uma camada de compatibilidade, chamada Proton, que habilita jogos criados para o Windows a rodarem no Linux. É a base do seu SteamOS, sistema operacional baseado no Arch Linux e que vem instalado no Steam Deck, o bem sucedido computador portátil da Valve.
Na CES 2025, a Valve anunciou a expansão do SteamOS para outras fabricantes. O primeiro dispositivo de terceiro oficialmente licenciado é o Legion Go S, da Lenovo. / store.steampowered.com
E não deve parar por aí:
[…] o nosso esforço em torná-lo compatível com o Lenovo Legion Go S também aprimorará a compatibilidade com outros computadores portáteis. Antes do lançamento do Legion Go S, lançaremos uma versão beta do SteamOS que deverá melhorar a experiência em outros dispositivos portáteis e poderá ser baixada e testada pelos usuários. E claro que também continuaremos aumentando a compatibilidade e aprimorando a experiência em atualizações futuras.
Os números do Steam confirmam a tendência de crescimento (embora ainda tímida). / gamingonlinux.com (em inglês)
Sou mato-grossense, pai da Maria Luisa e marido da Mariana. Sou advogado e já tive blog de música eletrônica (o semi-extinto factoide), participei de um grande site de gastronomia gaúcho (os Destemperados, como food hunter aqui em Cuiabá).
Há cerca de nove anos trabalho na Assembleia Legislativa do meu estado, onde além de assessorar os deputados, acabei indo participar de um programa de rock na rádio legislativa.
As APIs escancaradas de protocolos abertos, como o protocolo AT (Bluesky) e ActivityPub (Mastodon e outros), permite que qualquer um observe todo (ou quase todo) o conteúdo que rola nelas.
Primeiro apareceu o Firesky, uma “mangueira” (“firehose”) de todos os posts publicados no Bluesky, em tempo real. (Dá para filtrar por idioma.) / firesky.tv
Alguém fez um equivalente para o ActivityPub/fediverso, o Fedi on Fire. / fedionfire.stream
O Notion lançou um site para criar aqueles avatares estilizados que funcionários da empresa usam. Não é o primeiro do tipo, mas é “oficial” — e parece bem completo. / faces.notion.com
O Marreta, quebrador de paywalls do PC do Manual, ganhou uma extensão gratuita para o Firefox para computadores (Linux, macOS e Windows). Após instalá-la, atalhos para abrir links no Marreta aparecem no menu de contexto (do botão direito do mouse) e em um ícone no menu de extensões. Clique em um deles para marretar o paywall. / addons.mozilla.org
O anúncio da Meta nesta terça (7) de que, entre outras ações, encerrará as parcerias com agências de verificação de fatos nos EUA, trocando-as por “notas da comunidade”, e relaxará as restrições a certos tipos de conteúdo, alarmou muita gente. / about.fb.com
De um jeito meio torto e não sem causar danos, talvez seja uma boa medida (para nós) a longo prazo.
O novo jogo do Neal, Stimulation Clicker, é uma crítica espirituosa (e meio viciante) dos estímulos apelativos da indústria para nos manter clicando e com os olhos grudados na tela. / neal.fun
A Dell aproveitou a CES 2025 para anunciar uma mudança na nomenclatura dos seus computadores. Até aí, tudo bem. Só que se a intenção era simplificar, acho que… deu errado? São três linhas — Dell, Dell Pro e Dell Pro Max —, e cada uma comporta três padrões de qualidade — Premium, Plus e Base. (Se precisa de um infográfico para entender, não é simples.) Isso implica a existência futura de um notebook chamado Dell Pro Max 16 Premium (sim, ainda tem o tamanho da tela no nome dos notebooks). / dell.com (em inglês)
TRMNL é uma tela e-ink de 7,5 polegadas, programável, que exibe… qualquer coisa que você queira. O software é aberto e já existem +57 plugins para puxar dados de diversas fontes. Uma nova fornada está prevista para janeiro agora, lá fora, por US$ 129. / usetrmnl.com (em inglês)
Conheci uma assistente social que tinha como trabalho cuidar de quatro crianças órfãs. Ela se alternava com seus colegas passando 24 horas de cada vez morando com as crianças, agindo, na prática, como se fosse uma mãe. As crianças, sem surpresa, tinham muitos traumas e, portanto, seu trabalho não era fácil, mas ela o achou profundamente gratificante; ela se importava de verdade com as crianças. Dessa forma, as crianças — que poderiam não ter tido nenhuma figura constante de pai, mãe ou irmãos em suas vidas — cresceram juntas, como uma família.
Fiquei impressionado com o arranjo. Se você quisesse projetar um sistema social para cuidar de crianças que perderam seus pais, não sei se conseguiria um resultado muito melhor. Com quatro crianças e quatro assistentes sociais (cada um trabalhando três turnos de 24 horas por semana), cada criança pode receber cuidados e atenção individuais; os assistentes sociais, por sua vez, têm espaço para manterem suas próprias vidas, tirarem férias e, às vezes, ter dois trabalhadores com as crianças em vez de um.
Para ter esse atendimento individualizado, eles tinham quatro assistentes sociais e quatro crianças. Um para um.
Você poderia adicionar mais algumas crianças ou tirar um assistente social, como medida de contenção de custos. Seria menos sustentável, mas não mudaria a essência da experiência. Só que você não poderia se afastar muito do um para um sem afetá-la, sem industrializá-la a ponto de perder o cuidado individual. Com quatro crianças, elas podem se sentir como crianças; se fossem quarenta, provavelmente se sentiriam gado.
Somos bastante limitados quando se trata de cuidar. Você só consegue se importar profunda e individualmente com uma pessoa de cada vez.