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O problema da biometria nas urnas eletrônicas

Felipe Ventura, no Gizmodo:

Em Maringá (PR), o vice-prefeito disse que a biometria é um “vexame nacional“. E o presidente do TRE-RJ, desembargador Bernardo Garcez, comentou que as urnas biométricas “foram uma solução para um problema inexistente”. Nós precisamos mesmo da biometria nas urnas?

Não presenciei isso, já que voto em Paranavaí e lá ainda é à moda antiga. Em plena capacidade a biometria deve ser mais rápida, mas desse jeito, com tanta demora e, o que é mais grave, falhas grotescas de software e procedimentos, talvez fosse o caso de reconsiderar o uso da tecnologia ou restringi-la a poucas cidades-testes até que ela seja aprimorada.

13 comentários

  1. Eu votei em Niteroi onde tem biometria. As filas estavam gigantes, mas não sei se era por causa do biometria ou porque a minha nova seção eleitoral era muito movimentada. O processo de biometria comigo foi bem rápido, coloquei o dedo e reconheceu de primeira. Também não vi demorando com outros eleitores na mesma fila que eu.

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  2. Digital é bacana mas nunca funcionou tão bem… talvez reconhecimento facial seja uma ideia melhor. E o procedimento em caso de não identificação tem que ser melhor, pedindo documento do eleitor, de preferência com foto, não só o mesário digitar uma senha.

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  3. Mas já é restrito a algumas poucas cidades-teste, não?

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    1. Bom, 15% da população não é exatamente “poucas cidades-teste”, my bad.

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  4. No DF, onde todo mundo votou com biometria, teve de tudo. Minha esposa não teve problema na seção dela, mas na minha seção estava tudo mais complicado e eu mesmo não consegui em nenhuma das oito tentativas.

    Claramente o TSE teria que pisar no freio e dar uma boa olhada no que aconteceu, já que os problemas não foram isolados (podem não ter sido muitos, mas ocorreram em todos os lugares). Mas o histórico da área de TI daquele tribunal não me dá nenhuma esperança de que isso vá ocorrer.

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  5. Aqui em Maringá eu fiquei cerca de 1 hora na fila. Provavelmente a demora foi por causa de falhas no reconhecimento biométrico e, em menor grau, também porque muita gente não faz a colinha e fica tentando lembrar os números na hora que já está na cabina.

    Minha mãe ficou ainda mais tempo na fila, foram 2 horas. Em um certo colégio daqui, houve quem ficou até 5 horas. :o

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  6. Tanto minha esposa quanto eu, que votamos em seções separadas, tivemos sorte: nada de filas e a biometria funcionou sem problemas. Como já vi dar muito problema com essa tecnologia, esperava um caos completo. O que, pelo visto nao aconteceu. Seria interessante mostrarem a quantidade de urnas onde a biometria deu problema…

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  7. Trabalho no TRE/RN. Acredito que nas cidades onde deu problema foi culpa da má qualidade na prestação de serviço no período da coleta de digitais. À época, foi feito contratação temporária de vários terceirizados e administração priorizou produção e velocidade no atendimento, esquecendo da qualidade. Resultado: muitas digitais aceitas na marra sem contraste suficiente, entre outras formas de acelerar o atendimento. Nós, servidores, já prevíamos que teríamos muito trabalho e atraso nas eleições por causa disso.

    Além disso, diferente de outros anos, O TSE programou as urnas para que só liberassem a votação após oito tentativas sem sucesso no reconhecimento da digital. Lembro que antes eram três. Somando esse fato ao anterior, dá pra entender o motivo dos atrasos.

    Fora isso, ainda temos os motivos de demora de sempre, como velhinhos que ficam vinte minutos olhando para a tela da urna sem saber o que estão fazendo ali, e até novidades, como as pessoas que achavam que a urna era touch screen, fruto dos novos tempos com smartphones e TAA bancários com essa tecnologia…

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      1. Pois é! Hehehe! Ouvi essa história de mais de uma fonte e conheço pessoas que presenciaram cenas do tipo. O cidadão ficava lá dizendo que não estava aparecendo nada.
        O mesário perguntava: “está aparecendo o que na tela?”.
        E ele: “nada”.
        “Aperte os números no teclado!”.
        “Não está aparecendo os números!”.

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