Você manja de bandeiras de países? Em Flag Match, um joguinho na web, o seu objetivo é adivinhar a quais países correspondem suas bandeiras. (Não estou certo de que existam 236 países no mundo, mas é o que diz a descrição do jogo.)
É impressionante o que dá para fazer na web hoje (ou no Chrome, neste caso): o Pikimov é uma espécie de After Effects que roda no Chrome ou Edge. Não precisa instalar nada nem se cadastrar; é só abrir e sair usando.
O Keyboard Simulator é o que você está pensando: uma espécie de simular de “tuning” de teclados de computador. Dá para escolher tamanho, cores, teclas e até os switches usados e, depois, tirar uma foto do seu teclado personalizado e fazer um “teste” (aí usando o seu teclado de verdade mesmo).
Escrevi este artigo de opinião para a revista ComCiência, publicada pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e Labjor da Unicamp. Fiquei lisonjeado (e muito contente!) com o convite, feito pelo professor Ricardo Whiteman Muniz.
Com a promessa de conectar pessoas no ambiente digital, empresas como a Meta e o X (antigo Twitter) nos tornaram prisioneiros em plataformas que trocam pequenas doses de dopamina por pares de olhos dispostos a consumirem anúncios pelo maior tempo possível.
Os efeitos nocivos — em indivíduos e no coletivo — causados por essas empresas, as chamadas big techs, já são bastante conhecidos, bem como a inércia — muitas vezes proposital — delas em corrigirem problemas urgentes, resultado do desalinhamento entre o que seria melhor para as pessoas e para os bolsos dos seus acionistas.
O Diário Popular, jornal que cobria a região Sul do Rio Grande do Sul, encerrou suas atividades no último dia 12, após 133 anos de história. No mesmo dia em que a última edição impressa circulou, o site do jornal saiu do ar, sumindo com ~20 anos de história e gerando indignação entre colaboradores e leitores. (Soube do caso pelo Luís Felipe dos Santos.)
A indisponibilidade do site não foi planejada pela direção do jornal, segundo uma fonte que pediu para não ser identificada. Ao saber do encerramento da edição impressa, a empresa responsável pela hospedagem tirou o site do Diário Popular do ar.
O site voltou ao ar cerca de quatro dias depois. Até quando ficará disponível, não se sabe — ainda que os custos de hospedagem de um site estático sejam irrisórios.
O episódio é um lembrete de que é preciso pensar formas de preservar as versões digitais de jornais brasileiros.
Elmo Neto pegou o índice de cidades brasileiras que implantaram a tarifa zero universal no transporte público, criado por Daniel Santini, e os “plotou” em um mapa.
Betula (não sei o que esse nome significa) é um gerenciador de favoritos online (parecido com o nosso Linkding) que conversa com o fediverso/ActivityPub. Ainda incipiente, mas curti a ideia e o visual espartano.
Sexta passada (31/5), incluí uma sinalização no site do Manual para que buscadores, como Google e Bing, parem de indexar nossas páginas.
A ideia é remover o site desses locais. Fiz isso motivado pelo desrespeito que ambas as empresas, Google e Microsoft, têm demonstrado pela web aberta com suas iniciativas predatórias de inteligência artificial generativa.
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Até a tarde desta quinta (6/6), páginas do Manual ainda apareciam nos resultados dos buscadores. É como se nada tivesse mudado. Talvez leve algum tempo para a sinalização surtir efeito. Usei o método indicado pelo Google para remover páginas do seu índice.
O que esperar disso? Minha hipótese é a de que um site que não fatura diretamente com tráfego, como o Manual, consiga existir sem depender do Google.
Alguém pode dizer que é um ato extremo, afirmação com a qual concordo. Também foram extremos os atos de Google e companhia quando decidiram engolir a web sem autorização para treinar IAs que regurgitam plágios com base nesse conteúdo alheio. Aqui, na minha insignificância, gosto de pensar que estou nivelando o jogo.
Como um projeto acadêmico, a designer Gittit Szwarc criou uma fonte que humanos conseguem ler, mas máquinas não, e um zine (que usa a tal fonte) com textos curtos sobre sua relação com as máquinas.
No mesmo dia em que avisou que a IA generativa havia chegado aos resultados do seu buscador, o Google anunciou com discrição um “filtro Web”, que retorna apenas os bons e velhos links azuis. Tonya Ugnich criou um site que facilita definir o filtro Web como padrão no Chrome e Firefox.
Google e OpenAI, as duas empresas à frente da corrida maluca da inteligência artificial, tiraram a semana para anunciar novos poderes que tentam humanizar a tecnologia ao mesmo tempo em que alienam humanos do processo.
Quando os celulares modernos se popularizaram, surgiu uma categoria de aplicativos para conciliar o desconforto da tela pequena e a natureza móvel do dispositivo, que nos deixa em contato permanente com conteúdos interessantes.
Apps do tipo “para ler depois”, como Instapaper e Pocket, são repositórios privados de textos que catamos por aí e que, por qualquer motivo, não queremos ou não podemos ler no momento.
Eu sempre tive um desses instalado em meu celular, desde o primeiro capaz de lidar com tais apps. E, daquela época até hoje, jamais havia conseguido segurar o contador de leituras pendentes.