
O vindouro novo logo da Mozilla faz um discreto aceno ao dinossauro vermelho e bravo dos primórdios da fundação. O que achou? / omgubuntu.co.uk (em inglês)

O vindouro novo logo da Mozilla faz um discreto aceno ao dinossauro vermelho e bravo dos primórdios da fundação. O que achou? / omgubuntu.co.uk (em inglês)
A Mozilla é uma espécie de último bastião da web não (tão) comercial, porém está longe de ser uma unanimidade. Entre a dependência umbilical com o Google, a estrutura corporativa complexa e distrações com modinhas (a do momento parece ser a inteligência artificial), vez ou outra atitudes inexplicáveis abalam a confiança de quem usa o Firefox na dona dele.
O Firefox 128, lançado em 9/7, trouxe uma nova opção, ativada por padrão, da API de Atribuição com respeito à privacidade (PPA, na sigla em inglês).
Não sei se estamos em uma era em que escolher um navegador web é fácil ou muito difícil. As evidências apontam para uma resposta ambivalente.
De um lado, se ignorarmos questões outras que a experiência de uso, é fácil. Vive-se a ilusão da escolha — tão típica do capitalismo tardio — no que tange ao Chromium, projeto de código-aberto do Google que move o Chrome e uma variedade de outros navegadores, como Edge, Opera e Brave.
A Mozilla está testando a tradução de trechos selecionados no Firefox. Por ora, como mostra o Omg! Ubuntu, está disponível apenas em versões experimentais do navegador.
É um recurso fantástico, similar ao que a Apple introduziu no macOS 12 Monterey, em 2021. Pela natureza do que faço, lido com muito texto em inglês ao longo do dia. Ter um tradutor decente a um clique do mouse, em qualquer lugar do sistema, é um super poder que eu não sabia que precisava.
Na semana em que usei Linux (e o Firefox como navegador principal), recorri à extensão do DeepL, que oferece um recurso similar, ainda que seja meio instável. Tê-lo integrado ao navegador deve ser melhor.
A solução do Firefox é, por óbvio, limitada ao Firefox/navegador. É uma pena, mas melhor que nada.
A entrada em vigor do Regulamento Mercados Digitais (DMA, na sigla em inglês), em 7 de março, apresentou aos cidadãos da União Europeia uma tela de escolha ao abrirem o Safari no iOS 17.4 ou configurarem novos dispositivos Android. (O porquê dessa discrepância me escapa.)
Os primeiros resultados parecem animadores. Ao menos, as empresas beneficiadas com a medida demonstraram empolgação:
O TechCrunch obteve o memorando das mudanças anunciadas pela Mozilla, que há poucos dias trocou a CEO — saiu Mitchell Baker, entrou Laura Chambers, ex-CEO da Willow Innovations e com passagens por Airbnb, PayPal e eBay.
Praticamente todas as iniciativas recentes — instância do Mastodon, produtos de segurança (VPN, Relay etc.) e Hubs (espaço virtual/3D) — perderão espaço. O foco volta a ser o Firefox e, também, “IA confiável”.
A Mozilla criou um “issue tracker”, batizado de Platform Tilt, para documentar “problemas técnicos nas principais plataformas de software que colocam o Firefox em desvantagem em relação ao navegador nativo”. Boa iniciativa para pressionar Apple, Google e Microsoft, que se aproveitam de suas plataformas para favorecerem Safari, Chrome e Edge, respectivamente. Via Mozilla (em inglês).
Quatro funcionários do Google publicaram o rascunho de uma proposta do Web Environment Integrity (WEI), uma nova API para atestar a aplicações web que é um ser humano interagindo do outro lado da tela.
Parece ótimo — afinal, robôs, fraudadores e adulterações em software são problemas reais —, mas como tudo que vem do Google, o diabo está nos detalhes.
O Firefox 115, lançado nesta terça (4), é a última versão compatível com os Windows 7 e 8 e com o macOS 10.14 (Mojave) e anteriores. A Mozilla orienta quem ainda estiver nessas versões que use o Firefox ESR a fim de continuar recebendo atualizações críticas de segurança — até setembro de 2024. Via Mozilla (em inglês).
O Thunderbird abriu a contabilidade referente a 2022 e os números são muito bons:
Para uma iniciativa que estava em modo de sobrevivência em 2018, é uma mudança e tanto. E também um contraste enorme com a Mozilla, de onde o Thunderbird se separou, que mantém uma estrutura corporativa considerável e ainda depende do dinheiro do Google — 83% do faturamento de US$ 450 milhões em 2021 veio da big tech. Via Thunderbird (em inglês).